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Saúde Mental e Inclusão no DF: Deputado Robério Negreiros e o Neurocientista Ricardo Caiado discutem políticas públicas e o desafio dos diagnósticos

Por Redação 24/05/2026 às 11h44 • Atualizado em 24/05/2026 às 08h52
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Em recente edição do podcast "Fala Cérebro", do Canal EgNEWS, e mediado pelo mercadologista Conrado Caiado, o deputado distrital Robério Negreiros e o neurocientista Ricardo Caiado debateram as lacunas e os avanços das políticas públicas de saúde mental no Distrito Federal, com foco especial no Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O deputado Robério Negreiros destacou seu histórico de atuação, mencionando ser autor de diversas leis voltadas à proteção de pessoas com deficiência e neurodivergentes no DF. Entre os marcos citados, destaca-se a lei que proíbe a cobrança de adicionais de matrícula e mensalidade em escolas privadas para alunos com deficiência, um modelo que foi posteriormente adotado em legislação federal.

Outras iniciativas mencionadas incluem a carteira de identificação da pessoa com TEA, a lei que garante a validade indeterminada para laudos de autismo — visando poupar famílias de desgastes e custos excessivos — e a instituição do uso do colar de girassol como identificação de deficiências ocultas.

Ricardo Caiado, especialista na área, enfatizou que o sistema público atual, incluindo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), tem operado majoritariamente para casos de crise, deixando uma lacuna enorme no diagnóstico precoce. Segundo o neurocientista, a média de espera para um diagnóstico no DF pode chegar a dois anos, o que prejudica o desenvolvimento neurológico de crianças no espectro.

Ambos os convidados concordaram que o problema central do DF não é apenas falta de recurso, mas de gestão e tecnologia. Negreiros defendeu a necessidade de investimentos em qualificação profissional e a implementação de sistemas de gestão mais modernos para evitar desperdícios, como o controle rigoroso da distribuição de medicamentos.

Caiado propôs uma abordagem baseada em evidências, utilizando neuromarcadores e biomarcadores para um diagnóstico mais rápido e preciso, o que permitiria tratamentos mais eficazes e menos dependentes de medicação contínua. "Não basta fazer o projeto piloto, é preciso fazer a coisa para valer", alertou o especialista sobre o Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretia).

O deputado Robério Negreiros reafirmou seu compromisso com a base do governo, mas ressaltou sua postura fiscalizadora, defendendo que a eficiência na aplicação dos recursos públicos e a transparência são fundamentais para que a saúde mental deixe de ser apenas uma promessa e se torne uma política efetiva de Estado.