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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DF E TERRITORIOS

TJDFT homenageia trajetória de mulheres  negras  no serviço público

Por Redação 24/07/2026 às 20h00 • Atualizado em 24/07/2026 às 17h01
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Por: VL

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, 25/7, com histórias de mulheres negras que integram o Tribunal, reconhecendo-as para além de cargos, funções e responsabilidades. 

Nesta homenagem, você vai poder conhecer um pouco das lembranças, raízes e trajetórias dessas mulheres. Relatos sobre infância, pertencimento, maternidade, ancestralidade, trabalho, escolhas e recomeços. Histórias que revelam que chegar até aqui nunca foi apenas uma conquista individual, mas o resultado de muitas mãos, ensinamentos e presenças que vieram antes.  

“Minha história não se escreve no singular”, declara Luanda Lima. Para ela, sua trajetória, seus passos e suas vitórias são “ecos das muitas vozes” e das muitas batalhas travadas por mulheres negras que a antecederam. 

Essa dimensão coletiva também faz parte da vida de Cinara Santos, que destaca a força que nasce da união, da ancestralidade e da alegria que atravessam a experiência de ser mulher negra no país. “Ser mulher negra no Brasil é lembrar todos os dias que juntas vamos mais longe. Inspiramos a esperança com nossa cultura ancestral, nosso ritmo e nossa alegria”, afirma. 

Embora nomes de mulheres mundialmente conhecidas, como Angela Davis, Chimamanda Ngozi Adichie e Carolina Maria de Jesus, tenham sido lembrados como referências, foi na figura do matriarcado que muitas encontraram  inspiração, força e orientação. Regiane Silva fala da mãe com devoção e respeito: “Minha mãe foi minha base. Mais do que dizer que eu era capaz, ela me fez acreditar nisso!”. 

São histórias de vida que, embora únicas, apresentam pontos em comum: a valorização do estudo, da família, da solidariedade e da perseverança como caminhos para construir oportunidades, ampliar horizontes e realizar projetos de vida.

Para muitas, o crescimento profissional foi construído passo a passo, com dedicação, confiança e a convicção de que era possível ocupar espaços cada vez maiores. “Eu só tinha coragem para estudar e muita fé. Ser analista judiciária no TJDFT sempre foi meu grande sonho. Mas foi um desafio gigante!”, recordou Cleide Tavares.

Diversas oportunidades foram conquistadas com esforço e persistência. Luanda destaca que sua trajetória também foi marcada pela força para afirmar sua identidade e seu pertencimento, transformando desafios em aprendizado e inspiração para outras mulheres negras.

Desde cedo, essas mulheres compreenderam que o estudo e o trabalho seriam caminhos concretos para construir o futuro e ampliar possibilidades. Com dedicação e preparo, ocuparam espaços nos quais hoje contribuem com conhecimento, competência e compromisso com o serviço público.

Para Regiane, ser uma mulher negra no TJDFT também representa a possibilidade de inspirar outras mulheres negras a se reconhecerem e acreditarem em seus próprios caminhos. “Acredito que meu papel como mulher negra ocupando um espaço no TJDFT é, antes de tudo, existir com consciência desse lugar”, afirmou. 

Ao revisitarem suas memórias, essas mulheres mostram que o percurso até o Tribunal é feito de experiências diversas. Algumas chegaram movidas pelo sonho da estabilidade, outras, pelo desejo de servir à sociedade, pelo incentivo da família, pela busca por autonomia, pelo interesse em construir uma carreira no serviço público ou pela vontade de ampliar suas possibilidades de realização pessoal e profissional.

Para todas elas, fazer parte do serviço público e contribuir com a sociedade é motivo de orgulho. Ser uma mulher negra no TJDFT representa a realização de um sonho, a ampliação de horizontes e o fortalecimento necessário para abrir novas portas, para si e para outras que virão. 

Celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é reconhecer essas vidas em sua inteireza. É valorizar não apenas a profissional que atua no Judiciário, mas também a filha que preserva ensinamentos, a mãe que compartilha cuidado, a mulher que inspira outras pessoas e que, todos os dias, contribui para construir uma instituição mais diversa e acolhedora.

O TJDFT homenageia todas as mulheres negras que, com suas histórias, trajetórias e contribuições, fortalecem diariamente uma Justiça mais equânime, inclusiva e representativa, inspirando novas gerações e reafirmando o compromisso institucional com a equidade racial.

Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha 

A data foi instituída em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana. O objetivo do encontro foi fortalecer redes de cooperação e articular o combate ao racismo, à violência e à discriminação contra as mulheres negras em todo o mundo. Pouco depois, a data foi reconhecida pela ONU.

Também nesta data, no Brasil, comemora-se o Dia de Tereza de Benguela, líder quilombola e símbolo de resistência contra a escravidão e o Dia Nacional da Mulher Negra (Lei 12987/2014). Tereza viveu no século XVIII e liderou, por mais de 20 anos, o Quilombo de Quariterê, localizado no estado de Mato Grosso.