Prédio de quatro andares desaba no Brás sem laudo de vistoria; 35 pessoas deixam o imóvel e quatro vão para a UPA
Estrutura na Rua Maria Joaquina, no centro de São Paulo, cedeu às 18h38 de sexta-feira. Não há mortos nem desaparecidos confirmados; buscas foram retomadas no sábado e a Defesa Civil avalia risco nos prédios vizinhos.
Um prédio de quatro andares desabou no início da noite desta sexta-feira (6) na Rua Maria Joaquina, 192, no Brás, região central de São Paulo. O Corpo de Bombeiros registrou a ocorrência às 18h38.
No imóvel funcionava uma loja de roupas que também servia de depósito de tecidos. Informações iniciais apontam que o desabamento ocorreu no mezanino, de cerca de 900 metros quadrados, por excesso de peso dos tecidos armazenados.
1 · Não há mortos nem desaparecidos confirmados
As autoridades informaram que 35 pessoas estavam no prédio no momento do desabamento, e todas deixaram o imóvel:
· 8 pessoas saíram por conta própria durante o desabamento.
· 27 foram retiradas pelas equipes especializadas dos bombeiros.
· 4 foram encaminhadas à UPA da Mooca, com ferimentos leves e quadro estável — sem risco de morte.
A porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitã Karoline Magalhães, resumiu o resultado: "Não ter mortos é uma grata surpresa". Segundo ela, o chamado inicial mencionava 25 vítimas, mas o atendimento acabou direcionado a 35 pessoas.
Até o momento, não há registro de pessoas desaparecidas nem de outras vítimas no local.
2 · A ressalva dos cães farejadores
O comandante do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Otávio Barelli, afirmou que a corporação não descarta a possibilidade de haver uma vítima nos escombros — durante a busca na noite de sexta, um dos cães farejadores fez uma indicação de odor.
A própria corporação explica que a sinalização não significa necessariamente que haja uma pessoa sob os escombros: o material estava sendo retirado para uma nova passagem do animal, e só depois a área seria liberada.
É uma hipótese em verificação, e não uma confirmação. As buscas foram retomadas na manhã deste sábado (7), junto com a retirada dos escombros.
3 · A estrutura não tinha laudo
Segundo o Corpo de Bombeiros, a edificação não tinha licença de segurança nem laudo de vistoria regular da corporação. O prefeito Ricardo Nunes afirmou que a principal hipótese para o desabamento é o excesso de peso sobre a estrutura.
As causas ainda não foram oficialmente esclarecidas e seguem sob investigação.