A preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ganha um reforço importante para estudantes da Educação Especial da rede pública do Distrito Federal. Neste sábado (7), a Secretaria de Educação (SEEDF) realiza o encerramento do projeto Enem Inclusivo e Especial, iniciativa gratuita que promoveu dez aulões presenciais para ampliar as oportunidades de aprendizagem e preparação para o exame.
Idealizado pela Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin), o projeto é destinado a estudantes da 3ª série do Ensino Médio com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA), altas habilidades/superdotação e transtornos funcionais específicos. Os encontros oferecem recursos de acessibilidade, estratégias pedagógicas e estrutura preparada para atender às diferentes necessidades de aprendizagem.
“Mais do que preparar os estudantes para o Enem, queremos, durante esses 10 aulões, que aconteceram aos sábados, oferecer condições para que eles desenvolvam sua autonomia, ampliem suas possibilidades de aprendizagem e sejam protagonistas da própria trajetória. Os encontros presenciais, aliados aos recursos de acessibilidade, ao laboratório de informática e às estratégias pedagógicas, tornam essa preparação mais inclusiva e significativa”, destaca a subsecretária da Subin, Vera Lúcia Barros.
Preparação e participação
A aula inaugural da edição de 2026 foi realizada em 15 de agosto, no Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (Cesas). O encontro reuniu estudantes, familiares, professores voluntários, gestores e representantes do governo, marcando o início das atividades.
Pedro Henrique Pereira Soares, estudante do CEM Setor Leste, participou do primeiro aulão acompanhado da mãe, Lenilsa Feles Soares. | Foto: Jotta Casttro/SEEDF
Pedro Henrique Pereira Soares, de 20 anos, estudante do Centro de Ensino Médio (CEM) Setor Leste, participou do primeiro encontro acompanhado da mãe, a dona de casa Lenilsa Feles Soares. Interessado em seguir carreira na área de tecnologia e som, ele viu nos aulões uma oportunidade para reforçar a preparação para o Enem.
“A gente precisa aproveitar todas as oportunidades para aprender e se preparar para as provas. Eu já estou estudando e fazendo outros preparativos, então os aulões são uma ajuda extra. Não dá para depender só da confiança; o importante é se preparar e levar todo o aprendizado necessário para fazer uma boa prova”, conta.
Turma bilíngue
Uma das novidades da edição de 2026 foi a criação de uma turma bilíngue, com professores surdos, ampliando as possibilidades de participação e aprendizagem dos estudantes surdos.
"Quando falamos em inclusão, precisamos pensar em todos, respeitando as diferenças e trabalhando com equidade”
Vera Lúcia Barros, subsecretária da SEEDF
“Essa turma bilíngue é um avanço importante para a nossa rede. Ter professores surdos e oferecer um espaço pensado para os estudantes surdos é uma forma de garantir que todos tenham acesso à aprendizagem. Quando falamos em inclusão, precisamos pensar em todos, respeitando as diferenças e trabalhando com equidade”, pontuou a subsecretária Vera Lúcia Barros.
A aula inaugural também contou com a presença de Alan César, representante da Governadoria do Distrito Federal, que destacou a importância de ampliar as oportunidades para pessoas com deficiência e colocou o Governo do DF à disposição para apoiar iniciativas de inclusão. Segundo ele, é necessário garantir que jovens e adultos tenham acesso não apenas à educação, mas também ao ensino superior e ao mercado de trabalho.
“É muito importante ver um projeto como esse, que acredita na capacidade dos estudantes e oferece oportunidades reais de aprendizagem. A inclusão não pode ficar apenas no atendimento. Precisamos garantir que esses jovens tenham condições de chegar à faculdade, aos órgãos públicos e ao mercado de trabalho. O GDF está à disposição para somar forças, buscar parcerias e levar iniciativas como essa para outras regiões do DF, especialmente para as periferias.”