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GDF fortalece vigilância e detecção precoce de pragas para proteger a agricultura local

Por Redação EG News • 05/11/2026 às 13h57 • ⏱️ 4 min de leitura
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O Governo do Distrito Federal (GDF) deu um passo decisivo para blindar sua produção agrícola contra ameaças fitossanitárias. Por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), instituiu o Plano Distrital de Contingência para Pragas Quarentenárias e de Interesse do Distrito Federal (PDC-PQI/DF). A iniciativa, publicada por meio da Portaria nº 408, estabelece medidas que criam um escudo de proteção sanitária voltado a antecipar riscos, detectar pragas precocemente e agir com rapidez diante de qualquer suspeita que possa comprometer a economia rural e o meio ambiente da capital. A portaria também institui o Grupo Distrital de Emergências Fitossanitárias, responsável por apoiar a organização e a execução das ações previstas no plano.

Para o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF, Rafael Bueno, a criação do plano representa um avanço na organização da defesa sanitária vegetal e na proteção da atividade rural. “Proteger a produção agrícola exige planejamento, prevenção e capacidade de resposta. Com esse plano, estamos fortalecendo a atuação da defesa sanitária vegetal e estabelecendo procedimentos para que possíveis ameaças sejam identificadas e enfrentadas com rapidez e segurança. Esse é um dos principais objetivos do GDF: preservar a sanidade das lavouras, proteger os produtores e reduzir os riscos de prejuízos para o setor agrícola do Distrito Federal”, afirma o secretário.

O plano também permite a inclusão de outras pragas entre as prioridades, conforme avaliação técnica da Seagri-DF | Foto: Divulgação/Seagri-DF

Entre as pragas definidas como prioritárias estão o Huanglongbing (HLB), conhecido como greening dos citros, o cancro cítrico e o cancro bacteriano da videira. Essas pragas representam riscos importantes para as culturas agrícolas e, por isso, contarão com instrumentos técnicos específicos de planejamento e resposta. O plano também permite a inclusão de outras pragas entre as prioridades, conforme avaliação técnica da Seagri-DF, considerando os riscos de introdução, estabelecimento e disseminação, os impactos econômicos e fitossanitários e as características da produção agrícola local.

Grupo especializado

Um dos principais avanços da regulamentação é a criação do Grupo Distrital de Emergências Fitossanitárias (GDEF), responsável pela elaboração e atualização de planos de contingência específicos, pela definição de protocolos e fluxos de atuação, pelo acompanhamento da situação fitossanitária das pragas prioritárias e pela realização de levantamentos, inspeções, treinamentos e exercícios simulados.

"Com esse plano, estamos fortalecendo a atuação da defesa sanitária vegetal e estabelecendo procedimentos para que possíveis ameaças sejam identificadas e enfrentadas com rapidez e segurança"

Rafael Bueno, secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF

Para o subsecretário de Defesa Agropecuária, Vinicius Eustáquio, a definição prévia de responsabilidades e procedimentos é fundamental para tornar a resposta mais eficiente. “Uma emergência fitossanitária exige atuação coordenada, conhecimento técnico e agilidade. A criação desse grupo permite organizar previamente os procedimentos, integrar as equipes e aprimorar a capacidade de investigação e resposta”, destaca o subsecretário.

Vigilância

A vigilância fitossanitária será realizada por meio de inspeções, fiscalizações e monitoramento, com a participação dos produtores na comunicação de possíveis suspeitas. Os casos deverão ser informados imediatamente ao Órgão Distrital de Defesa Sanitária Vegetal (ODDSV), que avaliará a situação e adotará as medidas necessárias, como coleta de amostras, análises laboratoriais e monitoramento das áreas afetadas.

O plano também prevê a integração da Seagri-DF com instituições de pesquisa, laboratórios, órgãos ambientais e entidades de assistência técnica, fortalecendo a prevenção e a capacidade de resposta a ameaças fitossanitárias, além de ampliar a proteção das lavouras e da produção agrícola do Distrito Federal.

 

*Com informações da Seagri-DF