Operação CriptoGato desmonta nova mineradora clandestina em São Sebastião e revela avanço do crime para áreas urbanas
Sétima fase da ação conjunta entre Neoenergia e PCDF apreende 13 equipamentos usados para mineração ilegal de criptomoedas; energia furtada seria suficiente para abastecer mais de mil residências por mês
Brasília, 14 de julho de 2026 – A Neoenergia Brasília e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticularam, na manhã desta terça-feira (14), mais uma estrutura clandestina de mineração de criptomoedas abastecida por furto de energia elétrica. A ação faz parte da sétima fase da Operação CriptoGato e ocorreu em uma residência no Morro da Cruz, localizada em São Sebastião.
A operação confirma uma mudança no perfil de atuação dos criminosos. Antes concentradas em áreas rurais mais isoladas de São Sebastião, as mineradoras ilegais passaram a ser instaladas em regiões urbanas do Distrito Federal. Este é o terceiro flagrante em área densamente povoada, após ações realizadas em Arniqueiras, em maio, e no Jardim Botânico, no mês passado.
Durante a fiscalização, técnicos da Neoenergia Brasília e policiais da 30ª Delegacia de Polícia encontraram 13 equipamentos de alto desempenho destinados à mineração de criptomoedas, todos em pleno funcionamento e alimentados por uma ligação clandestina diretamente na rede elétrica. Também foram apreendidos um computador utilizado para controlar a operação, um roteador industrial para corte de madeira e um equipamento em fase de desenvolvimento que chamou a atenção das equipes.
O dispositivo, projetado pelos próprios criminosos, funcionava como um compartimento móvel para acomodar os equipamentos de mineração. A estrutura permitiria montar, desmontar e transportar toda a operação com rapidez, facilitando a mudança do esquema para outros locais e dificultando a atuação dos órgãos de fiscalização.
A estimativa é que a energia desviada no imóvel fosse suficiente para abastecer mais de mil residências durante um mês. Além dos prejuízos financeiros, esse tipo de fraude coloca em risco a população ao provocar sobrecarga na rede elétrica, oscilações de tensão, interrupções no fornecimento e até incêndios.
“As organizações criminosas estão sofisticando cada vez mais esse tipo de fraude. Nesta operação, encontramos até um equipamento desenvolvido para tornar a estrutura de mineração móvel, permitindo que ela seja desmontada e reinstalada rapidamente em outro endereço. Isso demonstra o nível de planejamento desses grupos e reforça a importância do trabalho integrado entre a Neoenergia Brasília e a Polícia Civil”, afirma Arthur Franklim, gerente de Gestão da Receita da Neoenergia Brasília. “Não estamos combatendo apenas o furto de energia, mas uma prática criminosa que compromete a segurança da população e prejudica todos os consumidores que pagam suas contas em dia”, finaliza o executivo.
Balanço da operação - Desde o início da Operação CriptoGato, em janeiro deste ano, já foram desarticuladas 12 mineradoras clandestinas, com a apreensão de 774 equipamentos e a recuperação de mais de R$ 8 milhões em prejuízos provocados pelas fraudes. O volume de energia recuperado nas fases anteriores seria suficiente para abastecer toda a região administrativa do Recanto das Emas durante um mês.
O responsável pelo imóvel não foi localizado durante a ação. Todos os equipamentos foram apreendidos e a Polícia Civil dará continuidade às investigações para identificar os responsáveis, financiadores e demais envolvidos no esquema criminoso.