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Agaciel Maia defende gestão estratégica na Saúde e analisa impactos do caso BRB nas eleições de 2026

Por Redação 07/07/2026 às 20h09 • Atualizado em 07/07/2026 às 17h14
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Em entrevista ao podcast Lado a Lado Polícia & Comunidade da TV EG NEWS, o ex-deputado distrital apontou soluções para o orçamento da saúde pública no DF, comentou o cenário do PL e alertou para a divisão da direita na corrida ao Senado.

O ex-deputado distrital e pré-candidato à Câmara Federal, Agaciel Maia (PL), detalhou sua visão sobre os principais desafios orçamentários e políticos do Distrito Federal durante sua participação no episódio mais recente do podcast Lado a Lado Polícia & Comunidade, conduzido pelo Delegado Laécio. Com uma longa trajetória no Senado Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Agaciel fez um diagnóstico duro sobre a gestão da saúde pública, os reflexos da crise envolvendo o BRB e o Banco Master, e as articulações partidárias para as eleições de 4 de outubro.

Saúde: "Não falta recurso, falta maximizar a utilização"

Questionado sobre o caos no sistema público e a possibilidade de se exigir a destinação de um percentual fixo de emendas parlamentares distritais para a saúde, o ex-relator do orçamento da CLDF foi categórico ao afirmar que o problema crônico da capital não é a escassez de verbas. "Não falta recurso para a saúde. A gente tem que minimizar os custos e maximizar a utilização", destacou.

Para solucionar as extensas filas de cirurgias e atendimentos ortopédicos, Agaciel defendeu a criação de convênios estratégicos com a rede hospitalar particular do DF, que possui capacidade ociosa. A ressalva, no entanto, é a necessidade de uma fiscalização austera: "Depende de colocar um gestor desses contratos e fiscalizar a execução para não haver malversação de dinheiro. Tem que botar um médico da Secretaria de Saúde para fiscalizar a execução. Assim, acabariam as filas". Sobre a reserva obrigatória das emendas distritais, ele ressaltou que a medida depende exclusivamente da autonomia e vontade política do próprio plenário da CLDF.

O desgaste da crise BRB/Banco Master

Outro ponto alto da entrevista foi a análise sobre o impacto eleitoral do escândalo envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Para Agaciel, embora não haja condenações definitivas até o momento, a "nuvem negra" de suspeitas gera um desgaste psicológico e político considerável para os citados, com potencial para refletir na corrida ao Buriti.

"O BRB tem 480 mil correntistas. Todos se sentiram atingidos por isso. Essa insegurança, em termos de mercado financeiro, é uma tragédia", avaliou o economista. Segundo o ex-deputado, caso ocorram indiciamentos formais comprovando a responsabilidade de agentes políticos, será "o enterro de qualquer parlamentar que esteja envolvido".

O cenário do PL e o risco da divisão na direita

Avaliando o tabuleiro político, Agaciel Maia – que se autodenomina "PL raiz" – demonstrou preocupação com o excesso de pré-candidaturas da direita ao Senado pelo DF. Com nomes de peso ventilados, o político alertou que a fragmentação dos votos pode custar caro, repetindo a matemática eleitoral implacável das disputas majoritárias.

"A grande dificuldade da direita é porque estamos com candidatos demais. Se formos com cinco candidatos, nós só vamos fazer um senador, e o outro vai ser da esquerda por conta desse fracionamento", alertou, lembrando que a esquerda possui uma base eleitoral histórica cativa entre 30% e 35% no Distrito Federal. Ele aposta na habilidade do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, para pacificar os ruídos internos e unificar a legenda até as convenções partidárias.

Jovem Candango e planos para a Câmara Federal

Encerrando sua participação, Agaciel reforçou seu compromisso com o Jovem Candango, programa de sua autoria que foi premiado internacionalmente em Barcelona. Sua principal bandeira para a Câmara Federal é trabalhar para expandir a iniciativa de qualificação e primeiro emprego para abarcar 130 mil jovens carentes da rede pública, criando uma barreira contra o crime. "O Conselho Tutelar vai diminuir o trabalho, a polícia vai ter menos trabalho, porque o jovem não vai ter tempo de ser assediado pela droga e pela marginalidade", concluiu o político, que também planeja atuar ativamente pela construção do Hospital da Criança II em Ceilândia.

(A entrevista completa, uma produção dos estúdios EG NEWS, está disponível na íntegra no YouTube).