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Projeto leva educação financeira às escolas públicas do DF e transforma hábitos de consumo de estudantes

Por Redação 23/03/2026 às 18h14
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“O projeto Mochila Financeira tem sido muito importante para mim, porque mudou a forma como tomo decisões de consumo. Antes, eu agia por impulso, motivada pela vontade imediata de comprar. Agora, reflito antes de qualquer compra para evitar gastos desnecessários”, conta a estudante Nathiely Oliveira dos Santos, de 15 anos, aluna do Centro Educacional Miguel Arcanjo, em São Sebastião, uma das oito escolas da rede pública que participaram da iniciativa de educação financeira ao longo de 11 meses.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), Rafael Vitorino, destaca que o sucesso do projeto demonstra como a tecnologia e a gamificação podem ser aliadas poderosas na transformação da educação pública. “Ao alcançarmos mais de 1,3 mil alunos com ferramentas inovadoras, como o KedMobile e a moeda virtual Dinx, não estamos apenas ensinando matemática financeira, mas democratizando o acesso à qualificação tecnológica”, afirma.

A iniciativa contemplou escolas públicas, especialmente nas regiões administrativas de São Sebastião, Gama, Paranoá, Planaltina, Lago Sul e Samambaia, além do Planetário de Brasília, com investimento superior a R$ 1,8 milhão e meta inicial de alcançar entre 800 e mil alunos. Entre as unidades atendidas estão o CEF São Bartolomeu e o CEF Miguel Arcanjo, em São Sebastião; o CEF 15 e o CED GT, no Gama; o CED PAD-DF e o CEF Buriti Vermelho, no Paranoá; o CEF 312, de Samambaia; e o CEF 04, no Plano Piloto. Ao longo do projeto, no entanto, foram registrados mais de dois mil acessos de membros da comunidade externa, o que ampliou o alcance do conteúdo também às famílias.

“Iniciativas como esta são fundamentais para preparar nossos jovens para os desafios da economia moderna, garantindo que o conhecimento técnico e a consciência financeira caminhem juntos no desenvolvimento de um DF mais inovador e inclusivo”, conclui Rafael Vitorino.

A grande inovação metodológica do Mochila Financeira foi o uso da gamificação por meio do aplicativo KedMobile App | Foto: Divulgação/Secti-DF

Aprendizado

As atividades desenvolvidas nas unidades de ensino integraram teoria e prática para consolidar o aprendizado em educação financeira. O cronograma incluiu palestras e aulas expositivas sobre conceitos fundamentais, como planejamento de custos, orçamento e a distinção entre necessidade e desejo no consumo consciente. Aliado ao ensino em sala, o projeto ofereceu monitorias para sanar dúvidas individuais, oficinas práticas para a simulação de organização de gastos e a elaboração de planos financeiros pessoais, nos quais os estudantes aprendiam a definir metas de curto, médio e longo prazo.

A grande inovação metodológica do Mochila Financeira foi o uso da gamificação por meio do aplicativo KedMobile App. A plataforma disponibilizou 128 vídeos educativos e trilhas de aprendizagem divididas por níveis e séries, como o eixo de Empreendedorismo para o 8º ano. Na prática, os alunos utilizavam uma carteira digital para gerenciar a "Dinx", uma moeda virtual recebida para simular o cotidiano financeiro. O ápice dessa dinâmica ocorreu na Loja Educativa, um ambiente de comércio simulado onde os jovens aplicavam os conhecimentos em negociação, avaliação de preços e controle de recursos para adquirir produtos escolares ou itens virtuais.

O ciclo de aprendizagem foi encerrado com a entrega de certificados, que reconhecem o desenvolvimento de competências essenciais para a gestão consciente de recursos das famílias atendidas.