“O projeto Mochila Financeira tem sido muito importante para mim, porque mudou a forma como tomo decisões de consumo. Antes, eu agia por impulso, motivada pela vontade imediata de comprar. Agora, reflito antes de qualquer compra para evitar gastos desnecessários”, conta a estudante Nathiely Oliveira dos Santos, de 15 anos, aluna do Centro Educacional Miguel Arcanjo, em São Sebastião, uma das oito escolas da rede pública que participaram da iniciativa de educação financeira ao longo de 11 meses.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), Rafael Vitorino, destaca que o sucesso do projeto demonstra como a tecnologia e a gamificação podem ser aliadas poderosas na transformação da educação pública. “Ao alcançarmos mais de 1,3 mil alunos com ferramentas inovadoras, como o KedMobile e a moeda virtual Dinx, não estamos apenas ensinando matemática financeira, mas democratizando o acesso à qualificação tecnológica”, afirma.
A iniciativa contemplou escolas públicas, especialmente nas regiões administrativas de São Sebastião, Gama, Paranoá, Planaltina, Lago Sul e Samambaia, além do Planetário de Brasília, com investimento superior a R$ 1,8 milhão e meta inicial de alcançar entre 800 e mil alunos. Entre as unidades atendidas estão o CEF São Bartolomeu e o CEF Miguel Arcanjo, em São Sebastião; o CEF 15 e o CED GT, no Gama; o CED PAD-DF e o CEF Buriti Vermelho, no Paranoá; o CEF 312, de Samambaia; e o CEF 04, no Plano Piloto. Ao longo do projeto, no entanto, foram registrados mais de dois mil acessos de membros da comunidade externa, o que ampliou o alcance do conteúdo também às famílias.
“Iniciativas como esta são fundamentais para preparar nossos jovens para os desafios da economia moderna, garantindo que o conhecimento técnico e a consciência financeira caminhem juntos no desenvolvimento de um DF mais inovador e inclusivo”, conclui Rafael Vitorino.