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Startup do DF lidera desafio tecnológico internacional e conecta pesquisadores brasileiros à inovação

Por Redação 27/03/2026 às 12h40
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O Parque Tecnológico de Brasília (Biotic) promoveu, nesta semana, mais uma etapa do programa internacional Leaders in Innovation Fellowships (LIF Global), reunindo jovens pesquisadores brasileiros em torno de um desafio baseado em uma solução tecnológica desenvolvida por uma startup residente do Distrito Federal.

Startup brasiliense que representa o Brasil no programa internacional foi indicada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) | Foto: Divulgação/Biotic

A escolhida para representar o Brasil na iniciativa foi a Polus, startup brasiliense especializada em soluções inteligentes para gestão e controle de sistemas de refrigeração industrial. A indicação foi do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O programa integra uma rede global que também atua em países como Índia e Colômbia, conectando ciência, empreendedorismo e mercado.

Criado pela Royal Academy of Engineering, do Reino Unido, o LIF Global apoia pesquisadores na transformação de inovações tecnológicas em negócios de impacto. Com duração aproximada de sete meses, a iniciativa reúne treinamentos, mentorias e conexões internacionais, com etapas nos países participantes e uma fase final no Reino Unido, onde os projetos são apresentados a investidores e especialistas do ecossistema global. No Brasil, o programa conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), responsável pela seleção dos participantes e pela articulação local.

Busca de soluções

“Estar no LIF Global posiciona a Polus em um ambiente internacional de inovação, aproximando a empresa de pesquisadores, instituições e oportunidades que podem acelerar o desenvolvimento da nossa solução e sua expansão para outros mercados”, afirma o CEO da Polus, Luiz Filipe Guerra.

“Ter acesso à visão de empreendimento e à capacidade de proposição de soluções que a Polus possui foi uma oportunidade única”

Rauber Daniel Pereira, da Loreto Pesquisa e Desenvolvimento

Selecionados pelo CNPq, os participantes são pesquisadores com atuação empreendedora em diferentes regiões do país. Durante o encontro no Biotic, eles foram desafiados a analisar dados reais da operação da Polus para identificar padrões de ineficiência em sistemas de refrigeração, uma das principais fontes de custo energético da indústria. A dinâmica aproximou ainda mais a pesquisa do mercado e ampliou a aplicabilidade prática das soluções apresentadas.

“Ter acesso à visão de empreendimento e à capacidade de proposição de soluções que a Polus possui foi uma oportunidade única”, avalia Rauber Daniel Pereira, da Loreto Pesquisa e Desenvolvimento. “Sabemos que o Brasil tem um enorme potencial de inovação, e testemunhar a excelência técnica e empreendedora da Polus nos confirma que é possível construir excelência nacional. Ter a oportunidade de conhecer a Polus por meio da parceria com o LIF da Royal Academy of Engineering foi um grande privilégio. Somos profundamente gratos por essa oportunidade.”

Jovens empreendedores

Antes da etapa prática, os pesquisadores visitaram o Biotic e conheceram o ecossistema de inovação do Distrito Federal. Durante a visita, tiveram contato com startups formadas por jovens empreendedores que já atuam no desenvolvimento de soluções tecnológicas e na geração de negócios, reforçando o ambiente dinâmico e colaborativo do parque.

Fundada por ex-alunos da Universidade de Brasília (UnB), a Polus surgiu a partir de uma solução artesanal de medição de energia e consolidou-se como referência nacional no controle inteligente de sistemas de refrigeração industrial. Hoje, a empresa controla e otimiza remotamente, com uso de inteligência artificial, centenas de câmaras frias em 15 estados brasileiros, atuando em todas as regiões do país e promovendo ganhos de eficiência energética, segurança operacional e sustentabilidade.

“O Biotic existe para isso: aproximar ciência, mercado e governo e posicionar Brasília como um polo estratégico de inovação” 

Gustavo Dias Henrique, presidente do Biotic

Além do desafio realizado no Brasil, o programa prevê novas etapas voltadas ao desenvolvimento dos participantes. Os pesquisadores deverão apresentar seus próprios negócios em um evento fechado com representantes da Embaixada Britânica e do CNPq antes de avançarem para a fase internacional, que inclui a possibilidade de participação em uma etapa final no Reino Unido.

Oportunidades

Voltado principalmente a projetos em estágio inicial, muitos ainda em fase de prova de conceito, o programa busca impulsionar o amadurecimento dessas iniciativas por meio da conexão entre ciência, mercado e oportunidades globais.

“Quando conectamos pesquisadores a problemas reais de startups, aceleramos a transformação do conhecimento em soluções de impacto”, pontua o presidente do Biotic, Gustavo Dias Henrique. “O Biotic existe para isso: aproximar ciência, mercado e governo e posicionar Brasília como um polo estratégico de inovação.”

A atividade no Brasil marca um novo momento do programa, com maior integração entre os participantes e o ecossistema local. Ao reunir pesquisadores, startups e instituições públicas em torno de desafios concretos, o parque tecnológico firma sua posição como um dos principais polos de inovação do país, mostrando que, a partir de Brasília, soluções brasileiras não apenas nascem, mas também ganham escala e projeção internacional.

*Com informações do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic)