A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) lançou o Guia de Dados Abertos, material didático e acessível que explica o que são dados abertos, como utilizá-los e de que forma a sociedade pode participar ativamente da agenda de transparência no Distrito Federal. A iniciativa marca o Dia Internacional dos Dados Abertos e reforça o compromisso do GDF com a transparência pública, o controle social e a inovação baseada em dados.
A agenda de dados abertos é fundamental para o fortalecimento da transparência e para o aprimoramento dos serviços públicos. “O Distrito Federal avança ao modernizar sua política e suas plataformas, ampliando o acesso da sociedade a informações de qualidade e estimulando o controle social”, afirma o controlador-geral do DF, Daniel Lima.
“Mas, afinal, o que são dados abertos?” Essa e outras perguntas são respondidas na publicação, que define dados abertos como “informações públicas disponibilizadas em formato digital, que qualquer pessoa pode acessar, usar, compartilhar e reutilizar livremente, respeitada apenas a exigência de citação da fonte.
Guia acessível sobre dados abertos
O guia reúne conceitos essenciais, princípios, formatos recomendados e orientações práticas voltadas a cidadãos, servidores públicos, pesquisadores, jornalistas, desenvolvedores e organizações da sociedade civil.
Um dos principais diferenciais do material é a acessibilidade. O guia foi desenvolvido para ser 100% acessível, garantindo que pessoas com deficiência possam acessar e utilizar as informações. Para isso, conta com descrição de imagens compatível com leitores de tela, contraste adequado de cores e tamanho de fonte ajustado para pessoas com baixa visão.
Entre os conteúdos apresentados estão: o que são dados abertos e os critérios que os caracterizam; princípios como acessibilidade, não discriminação, atualidade, legibilidade por máquina, completude e uso de licenças abertas; passo a passo para navegação e uso do Portal de Dados Abertos do DF; e exemplos de bases abertas nas áreas de mobilidade, orçamento, segurança pública, educação e saúde.
Os dados abertos permitem reutilização, cruzamento de bases, pesquisas, análises e o desenvolvimento de soluções tecnológicas
O material também ressalta a importância da transparência ativa, destacando que dados abertos vão além da simples divulgação de informações, pois permitem reutilização, cruzamento de bases, pesquisas, análises e o desenvolvimento de soluções tecnológicas.
Modernização da política de dados abertos do DF
Ao longo de 2025 e no início de 2026, a CGDF intensificou ações estratégicas para consolidar um novo ciclo de modernização da política de dados abertos do Distrito Federal. Entre os principais avanços está a revisão colaborativa da Política de Dados Abertos (Decreto nº 38.354/2017). Para isso, a CGDF estabeleceu parceria técnica com a Open Knowledge Brasil (OKBR), com o objetivo de aprimorar as regras de abertura de dados, tornando as informações públicas mais organizadas, seguras e fáceis de usar.