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BRASILIA

Sem São João: União Junina repudia cancelamento do Distrito Junino 2026 e alerta para prejuízo histórico no DF e Entorno

Por Redação 22/05/2026 às 07h58 • Atualizado em 22/05/2026 às 05h20
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Em nota oficial, a entidade acusa a Secretaria de Cultura de descumprir decreto distrital, aponta abandono institucional e adverte que a região pode ficar de fora do Campeonato Brasileiro de Quadrilhas.

O tradicional brilho das festas juninas no Distrito Federal e Entorno corre o risco de se apagar em 2026. A União Junina do Distrito Federal e Entorno emitiu uma nota oficial de repúdio contra a Secretaria de Estado de Cultura e Economia CRIATIVA (Secec-DF) em razão da não realização do projeto Distrito Junino 2026.

De acordo com a entidade, a ausência do circuito viola diretamente o Decreto Distrital nº 42.315/2021, que instituiu a Política Cultural Distrito Junino, legislação que reconhece os festejos como patrimônio cultural e motor de transformação social na capital federal. O movimento classifica a decisão do Governo do Distrito Federal (GDF) como "um dos maiores retrocessos culturais já enfrentados pelo segmento nos últimos anos".

O Impacto Social e Ecomômico do "Apagão Junino" será um desastre para Brasilia, muito além das apresentações e do entretenimento, as quadrilhas juninas desempenham um papel crucial nas Regiões Administrativas (RAs) e nos municípios do Entorno durante o ano inteiro. A União Junina destaca que os grupos funcionam como ferramentas de inclusão social, mantendo jovens afastados da vulnerabilidade social e da criminalidade.

O cancelamento do circuito gera um efeito cascata devastador:

  • Desperdício de Investimento: Dezenas de grupos passaram meses planejando espetáculos, costurando figurinos e construindo cenários que agora correm o risco de ir para o lixo.

  • Crise na Economia Criativa: Centenas de profissionais autônomos — como costureiras, aderecistas, coreógrafos, músicos e técnicos de som — perdem sua principal fonte de renda do período.

  • Risco no Cenário Nacional: Pela primeira vez na história, o DF e Goiás correm o risco de ficar fora do Campeonato Brasileiro de Quadrilhas Juninas, uma vez que as seletivas oficiais dependem do circuito regional para acontecerem.

A nota, assinada pelo presidente da União Junina, Edmar Gomes Ribeiro, e pelo diretor Ronaldo Zé Ramalho, cobra por respostas e mobilização política, exige um posicionamento imediato de diversas esferas políticas do Distrito Federal.

O grupo direciona a cobrança diretamente à:

  1. Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF);

  2. Frente Parlamentar do Movimento Cultural do DF, nominalmente representada pelos deputados distritais Pedro Paulo (PEPA), Paula Belmonte, Max Maciel e Eduardo Pedrosa;

  3. Governadora Celina Leão.

"É inadmissível que uma política pública já regulamentada por decreto seja ignorada, colocando em risco uma manifestação cultural consolidada, reconhecida e responsável por movimentar cultura, turismo, economia e inclusão social", diz um trecho do manifesto.

A Resistência do movimento emitiu um documento que conta com o apoio e a assinatura de 24 quadrilhas juninas filiadas, que prometem não aceitar o silêncio do Estado. São elas:

Semear, Quebra Quebra, Tradição, Chapéu de Palha, Filhos do Sol, Arriba Saia, Sol do Cerrado, Pau Melado, Santo Afonso, Melado Júnior, Êta Peleja, Pão com Ovo, Chamego Bom, Arrasta Pé, Aparecida, Família Busca Pé, Neleh Caipira, Farelo de Milho, Discípulos do Sertão, Estrela do Sertão, Tchu Tcha Tchá, Quadrivila, Porque Isso Acontece e Quadrilha da Baixada.

O espaço segue aberto para manifestação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF e dos parlamentares citados.

Serviço / Contato da União Junina:

  • E-mail: uniaojuninadfe2014@gmail.com

  • Telefone: (61) 99445-0501 (Ronaldo Zé Ramalho)

VEJA A NOTA EM SUA ÍNTEGRA:

 

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