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Caminhoneiros terceirizados da Novacap denunciam até 6 meses de atraso no pagamento

Por Redação 10/01/2026 às 09h29 • Atualizado em 10/01/2026 às 09h32
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Caminhoneiros terceirizados da Novacap denunciam até 6 meses de atraso após assembleia; governo não explica e Novacap diz que pagou

Sem previsão oficial de quitação e sem explicações do GDF, a empresa afirma que os valores já foram repassados. Procurado, Valdelino Barcelos, responsável pela cooperativa, não respondeu até a publicação.

Caminhoneiros terceirizados que prestam serviços à Novacap denunciam atrasos de até seis meses nos pagamentos, mesmo após assembleia realizada com a categoria. Até o momento, não há previsão oficial de quitação, nem explicações claras por parte do Governo do Distrito Federal (GDF).

Segundo os trabalhadores, a situação se arrasta desde o segundo semestre de 2025 e afeta diretamente centenas de famílias. Os caminhoneiros são responsáveis por serviços essenciais de infraestrutura e zeladoria, como poda de árvores, recolhimento de entulho, transporte de materiais e manutenção urbana em diversas regiões administrativas do DF.

Após a assembleia nesta sexta-feira (9), a expectativa era de uma solução imediata. No entanto, o que se viu foi a manutenção do impasse. O GDF não apresentou cronograma de pagamento nem justificativa formal para os atrasos. Em contrapartida, a Novacap informou aos prestadores que os valores já teriam sido repassados.

A divergência de versões agravou a crise. Para os caminhoneiros, há falta de transparência no processo e contradições entre as informações repassadas pelo governo e pela companhia. “Se o recurso foi pago, alguém precisa explicar onde está o dinheiro. Se não foi, é preciso assumir a responsabilidade”, afirmam representantes da categoria.

Procurado pela reportagem, Valdelino Barcelos, responsável pela cooperativa que representa parte dos caminhoneiros, não respondeu até a publicação desta matéria.

Diante do cenário, os trabalhadores relatam endividamento, dificuldades para manter despesas básicas e risco de paralisação definitiva dos serviços. Eles cobram pagamento imediato, esclarecimentos públicos e responsabilização dos envolvidos.

A categoria afirma que não se trata apenas de um atraso administrativo, mas de uma situação que compromete a dignidade do trabalho e o funcionamento de serviços essenciais na capital federal.