Servidora pública, Gianni Puglisi, usa as redes sociais para ajudar mulheres a se fortalecerem emocionalmente.

Servidora pública, mãe de três filhos, Gianni Puglisi, 42 anos, usa as redes sociais para ajudar mulheres a se fortalecerem emocionalmente.

Tudo começou com o Blog Amando um Dependente Químico, criado em 2011, e que já recebeu mais de um milhão e oitenta mil visualizações, inclusive de outros países, como Estados Unidos, Alemanha e Rússia.

Na convivência com familiares dependentes de drogas durante 28 anos da sua vida, Gianni encontrou nos grupos de apoio uma nova forma de olhar para o problema da adicção e também de se olhar. Ao se descobrir uma codependente, ou seja, uma dependente afetiva, a servidora iniciou uma busca desenfreada por informações sobre o assunto. Com a leitura de livros e a realização de cursos da área, além das experiências vividas e trocadas, Gianni se tornou uma especialista no tema, chegando a atuar nas políticas públicas de prevenção de drogas e de apoio às famílias de dependentes químicos do DF, durante 5 anos.

No ano passado, 1.500 exemplares do seu livro foram distribuídos gratuitamente à população por meio do projeto Leitura e Laços em Movimento, financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura do DF, em dez encontros culturais com a autora.

“Passei muitos anos da minha vida buscando respostas para os meus comportamentos codependentes, respostas sobre dependência química, e tantas outras respostas. E o que faço é compartilhar por meio dos textos e palestras tudo o que descobri. Eu era uma sombra, sem amor-próprio, focada sempre nos outros e escondida na dor. Hoje eu existo e permito que minha luz ajude outras mulheres a se enxergarem também.” Relata Puglisi.

Pelo resultado alcançado com esses trabalhos, Gianni foi agraciada em 2015 com o Diploma de Mérito pela Valorização da Vida, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça, e em 2019 com o Prêmio de Direitos Humanos do Distrito Federal.

“De tudo o que aprendi com essa jornada, considero que o mais importante é amar a si mesma, cuidar de você, se fortalecer. E depois, inteiras, podemos ajudar quem está do lado, tomar nossas decisões e as rédeas das nossas vidas.”

Inicialmente, os seus textos eram focados exclusivamente nas famílias de usuários de drogas, principalmente mães e esposas. Mas a codependência emocional não está apenas nessas famílias, então o seu público hoje são mulheres, na verdade, pessoas em geral que passam por isso, independente do contexto.

“Sendo filha de dependente químico, muitas pessoas certamente não apostavam em mim. Mas o pior é que eu mesma não acreditava no meu potencial. Hoje eu sei que posso qualquer coisa. Fui aprovada para um Mestrado na UNB, escrevi a letra e compus a melodia do hino oficial de um time de futebol da nossa cidade, faço esse trabalho lindo e gratificante com as mulheres, e tantas outras pequenas e grandes conquistas diárias. Então estou aqui somente para dizer para as mulheres: se amem, se cuidem, vocês podem tudo!”

Instagram: @gipuglisi

Fonte: http://egnews.com.br