Mega-robôs russos: avanço tecnológico ou ‘Frankenstein’ de sucata?

Mega-robôs russos: avanço tecnológico ou ‘Frankenstein’ de sucata?

22 setembro 2019
Robô russo FedorDireito de imagemEPA
Image captionFedor fez história como o primeiro robô enviado pela Rússia ao espaço – o problema é que ele não tinha muito o que fazer por lá

No meio científico, a Rússia é conhecida por se vangloriar de seus robôs – ao mesmo tempo em que tem uma relação ambivalente com eles.

O país enfrentou uma série de reveses públicos com seus artefatos tecnológicos, por exemplo com o robô Fedor, lançado ao espaço a bordo da aeronave Soyuz em agosto com muita publicidade e empolgação por parte da agência espacial russa Roscosmos.

Fedor de fato fez história: foi o primeiro robô a ser enviado ao espaço pela Rússia, mas a missão que começou bem enfrentou um obstáculo crucial na reta final. A tentativa de acoplar o robô à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) teve de ser abortada por causa de um problema técnico.

Fazendo justiça a Fedor, ele não foi o culpado pelo imprevisto. Apesar de a imprensa estatal russa tê-lo apresentado como uma revolução tecnológica – e de outros relatos incorretos terem apontado o robô como o responsável por pilotar a Soyuz –, o artefato fazia poucas coisas além de falar.

O projetista do Fedor, Yevgeny Dudorov, explica que o robô não foi sequer idealizado para trabalhar no ambiente espacial. À imprensa especializada, Dudorov afirmou que suas pernas longas (Fedor tem 1,8 metro) não tinham utilidade em missões fora da Terra.

Acesse: http://www.egnews.com.br