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sábado, julho 11, 2020
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A ciência pode nos salvar

A humanidade deseja se livrar do coronavírus, mas até agora não há um remédio que acabe com a doença. Dezenas de vacinas estão sendo testadas no mundo e todas só ficarão prontas no final do ano. Uma delas, porém, feita nos Estados Unidos, está mais avançada e pessoas já ficaram imunes à Covid-19.

Crédito: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS

O ESFORÇO global para obtenção de uma vacina contra a Covid-19: pesquisadores correm contra o tempo (Crédito: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS)

INOVAÇÃO Einstein desenvolveu o primeiro teste para o coronavírus genético do mundo (Crédito:Divulgação)

O desafio global para a produção de uma vacina contra a Covid-19, se coloca como prioridade. A primeira notícia positiva nesse sentido vem dos EUA, onde a empresa de biotecnologia Moderna divulgou que está realizando testes preliminares em seres humanos de uma vacina que pode imunizar as pessoas contra a doença. A empresa recebeu US$ 580 milhões do governo do EUA porque Donald Trump, que quer assegurar que 300 milhões de doses sejam disponibilizadas para os americanos. O método da pesquisa consiste em levar informação de RNAm (RNA mensageiro) da Covid-19 para dentro das células e induzir o próprio organismo a produzir uma defesa. Oito dos quarenta e cinco voluntários que participaram do estudo, apresentaram anticorpos. Para Akira Homma, assessor científico da Bio-Manguinho/Fiocruz, a pesquisa é confiável, mas deve ser vista com cautela, pois está prevista a realização de estudos ainda nas fases dois e três, com maior número de voluntários. “Eles estão utilizando o processo de “fast track”, ou seja, processo acelerado de desenvolvimento tecnológico”. A possibilidade de termos uma arma segura e eficaz contra a pandemia pode reduzir o número de mortes pela pandemia.

Teste genético

No Brasil, também há estudos em desenvolvimento, alguns em parcerias com instituições do exterior. “Como os países desenvolvidos estão investindo mais teremos uma vacina pronta primeiramente lá fora”, afirma Homma. O País também enfrenta dificuldades para saber quem está de fato contaminado. O atual sistema demora 14 dias, após a infecção, para apresentar os resultados. Uma iniciativa positiva foi desenvolvida pelo Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Ele produziu o primeiro teste do mundo de diagnóstico para coronavírus, baseado em Sequenciamento de Nova Geração. Esse exame permite a realização simultânea de até 1536 amostras, volume 16 vezes maior do que o possível por processamento na análise pelo método RT-PCR convencional. Com esse novo teste, é possível identificar a presença do vírus desde o primeiro dia de infecção.

Na corrida para a obtenção da vacina contra o Sars-Cov-2, há 115 pesquisas relevantes ao redor do mundo, entre elas de oito a dez com promissoras chances de sucesso. Já realizam testes em humanos a Universidade de Oxford, em conjunto com a Astra Zeneca, a chinesa CanSino Biologics, com o apoio do governo chinês e caminha para a segunda etapa de testes com maior número de participantes a russa Biocard, que recebeu US$ 20 milhões do governo daquele país. O obstáculo que está posto para que os países pobres recebam o produto futuramente é a Proteção à Propriedade Intelectual, já que a possibilidade de lucro pela descoberta é incomensurável. Com a intenção de se antecipar à obtenção da vaciana, a OMS criou uma resolução na qual determina que um eventual imunisante contra o coronavírus seja considerada um bem público mundial. Somente a descoberta de uma vacina de forma mais rápida pode permitir que a humanidade sobreviva.

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: IstoÉ

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