Tio diz que Laryssa tentou matar Júlia afogada antes

Elves Rodrigues afirma que o irmão, Giuvan, pede a guarda da filha desde o episódio, ocorrido há seis meses

Igo Estrela/Metrópoles

IGO ESTRELA/METRÓPOLES

Familiares e pessoas próximas da pequena Júlia Félix de Moraes, 2 anos, morta a facadas pela mãe, na madrugada de quinta-feira (13/02/2020), em Vicente Pires, mostraram tristeza e revolta no velório da criança. Um dos parentes afirmou que o crime era previsível por causa de um ato anterior de Laryssa Yasmim Pires de Moraes, 21, assassina confessa da filha.

“Ele estava lutando pela guarda. Ele amava muito a minha sobrinha e dava para ela o que ele tinha e o que não tinha”, afirmou Elves, muito abalado. O velório e o enterro foram realizados nesta sexta-feira (14/02/2020), no Cemitério Municipal São Januário, em Padre Bernardo (GO), cidade do Entorno localizada a 100 km do DF.

“Não dá para acreditar. Não tem nem lógica uma coisa dessas. Meu irmão está muito abalado”, continuou Elves. “Os nossos esforços agora são para dar todo o apoio para ele, que foi inocentado. Temos que consolar e ver como ele fica. Não é fácil para um pai perder uma filha desse jeito. Ainda mais que ele presenciou tudo.”

Durante o velório, Giuvan se mostrou muito abalado e se ajoelhou ao lado do caixão branco de Júlia.

A tia paterna de Giuvan, a dona de casa Maria dos Reis Rodrigues Araújo, 40, está inconformada.”Que a Justiça permaneça. Nós consideramos a Laryssa um mostro. Ela tem que pagar pelo que fez. O Giuvan também foi vítima dela. Nós temos certeza da inocência dele. O meu sobrinho não teve culpa.”

Ainda segundo Maria, a família está despedaçada. “Vamos lembrar da Júlia como um bebê feliz que gostava de brincar e, principalmente, da vida”, disse. “Nós estamos sentindo a dor do meu sobrinho. Um menino muito carinhoso e sensível. A gente espera que ele consiga se levantar para cuidar da outra filhinha dele de 1 ano. Queremos que ela (Laryssa) o deixe viver e ter o luto dele em paz.”

O crime

O crime ocorreu na madrugada de quinta-feira (13/02/2020), na chácara 148 da Colônia Agrícola Samambaia, em Vicente Pires e ganhou repercussão nacional. Em depoimento à 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro), Laryssa narrou detalhes de como executou a facadas a própria filha. Segundo a jovem, o crime ocorreu na cozinha da quitinete, de apenas três cômodos.

Ela contou ter acordado por volta de 5h30 da manhã. Depois, colocou sobre a pia um colchão de berço e levou a filha até a bancada. “Tentou, primeiro, dar uma facada, mas não deu certo. A bebê começou a chorar. Foi aí que ela tentou sufocar com a mão, fechou os olhos e acertou outras duas vezes”, descreve o delegado Josué Ribeiro da Silva.

Após tomar a faca de Laryssa, ele se deparou com a filha ensanguentada e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) . “Enquanto Giuvan estava no telefone, ela guardou a faca e escondeu o colchão na área de serviço, que encontramos após voltarmos à casa”, afirma o delegado.

Irmã do ex-marido da mãe de Laryssa, Luciana, a aposentada Linda das Graças, 61, lamentou profundamente a morte de Júlia. “Ninguém esperava. A Laryssa nunca demonstrou essa atitude. Foi criada em casa. Era amorosa. Estamos chocados. Temos muito apreço por essa família. É uma tristeza sem explicação.”

“Estamos muito tristes. O que ocorreu não é bom para ninguém. Vai marcar para sempre a nossa família negativamente”, disse o bisavô materno de Júlia, o pedreiro Jair da Silva Lopes, 65.

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Fonte: Metropoles