Tensão entre Irã e Arábia Saudita faz disparar preço do petróleo

Cotação do barril disparou quase 20% em Londres, a maior alta em uma sessão desde a Guerra do Golfo em 1991

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Por volta das 6h30 (horário de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte, referência na Europa, para entrega em novembro registrava alta de 9,52% na comparação com sexta-feira, a US$ 65,97 no Intercontinental Exchange (ICE) de Londres. Ao mesmo tempo, o barril de “light sweet crude” (WTI) para o contrato de outubro subia 8,71%, a US$ 59,63, no New York Mercantile Exchange (Nymex).

No domingo, os preços do petróleo subiram 18% nos mercados globais após a onda de ataques. Os iranianos negam serem os responsáveis pelas ações. O atentado, feito com 10 drones e cuja autoria foi assumida pelos rebeldes houthis do Iêmen, patrocinados pela teocracia iraniana, ameaçam aumentar a tensão no Oriente Médio.

“Uma interrupção no fornecimento nessa escala é um evento extraordinário. Nenhuma interrupção desse tipo ocorreu em décadas”, disse Pavel Molchanov, analista de petróleo da Raymond James, ao jornal Washington Post. “A boa notícia é que há petróleo mais do que suficiente em estoque para evitar a escassez de combustível. Não haverá filas nos postos de gasolina como na década de 1970.”

Com os gigantes do petróleo Venezuela e Irã na maior parte ausentes dos mercados mundiais por causa de sanções americanas, uma interrupção prolongada do fornecimento saudita pode forçar economias industriais como os EUA a explorar reservas de emergência. Existe 1,5 bilhão de barris disponíveis em reservas.

Ainda não está claro como o rei Salman e seu filho, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, responderão ao ataque. Trump declarou apoio para “garantir a segurança da Arábia Saudita”.

David e Golias
Os ataques ao estilo de David e Golias usando drones baratos adicionaram um novo tipo de volatilidade ao Oriente Médio, afirmam analistas. “Tais ataques não apenas danificam a infraestrutura econômica vital, mas aumentam os custos de segurança e espalham o medo, a um custo notavelmente menor”, disse à Associated Press Wim Zwijnenburg, pesquisador sênior de drones da PAX, uma organização de paz holandesa.

A aliança dos houthis com o Irã também levanta a possibilidade de que seu sucesso possa ser compartilhado com outros grupos militantes alinhados ao Irã em outras partes da região. “Essas são lições que podem ser compartilhadas com outros grupos xiitas no Iraque, na Síria e no Líbano”, disse.

Fonte: http://egnews.com.br

Fonte: Metropoles