IPTU e IPVA: saiba quando o desconto de 5% à vista vale a pena

Com a taxa Selic em 4,5%, mesmo que o dinheiro fosse investido, contribuinte não teria um retorno próximo à dedução que o governo oferece

Rafaela Felicciano/Metrópoles

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

Em 2020, os brasilienses que decidirem realizar o pagamento aos poucos terão menos meses para parcelar o valor. No caso do IPVA, as parcelas caíram de quatro para três. Já o IPTU deverá ser quitado em até quatro vezes — no ano passado, eram permitidas seis parcelas.

Com a redução, o desconto para quem opta pela parcela única pode se tornar mais atraente. No Distrito Federal, a economia é de 5% para o pagamento à vista. De acordo com o coordenador do MBA de Gestão de Financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, vale a pena escolher a modalidade.

O economista destaca que, mesmo se o valor do imposto fosse usado em investimentos, o contribuinte não teria um retorno próximo ao desconto oferecido pelo governo. Isso porque, atualmente, a taxa Selic — referência para todo o mercado financeiro — está em 4,5%. Ou seja, menor que a dedução no imposto, de 5%.

No entanto, Augusto Mergulhão, economista da G2W Investimentos, alerta para que o contribuinte não opte pelo desconto a qualquer custo. “O brasiliense precisa se atentar ao fato de o pagamento da cota única não prejudicar o orçamento da família”, destaca.

Por isso, a decisão de quitar de uma só vez deve ser tomada apenas por aqueles que têm dinheiro sobrando. Se ao incluir a parcela única os cálculos de entrada e saída dos rendimentos levarem a uma sobrecarga, é melhor parcelar. “A diferença do desconto é boa, mas não é gritante”, completa Mergulhão.

O economista Ricardo Teixeira aponta que a opção pela parcela única é recomendada principalmente aos menos organizados financeiramente. Com o parcelamento, a probabilidade de se atrapalhar com os pagamentos aumenta, assim como a de desembolsar a multa por atrasos.

Os especialistas afirmam ainda que o ideal é planejar os gastos com o IPVA e IPTU durante todo o ano, e não só próximo ao início do pagamento das parcelas. “O planejamento para 2021 deve começar no decorrer de 2020”, aconselha Teixeira.

Com o dinheiro poupado ao longo dos 12 meses, Mergulhão recomenda um investimento no Tesouro Direto, atrelado à taxa Selic. “Não deixar na poupança ou parado na conta”, destaca. Outra dica é separar parte do 13º salário para o pagamento.

Descontos do Nota Legal

Também pensando em amenizar o impacto dos impostos no bolso, o brasiliense tem até o dia 31 de janeiro para indicar os créditos do programa Notal Legal no abatimento do IPVA ou do IPTU.

No entanto, diferentemente do que aconteceu nos anos anteriores, não será permitida a transferência dos valores a terceiros. A indicação só é válida para quem tem patrimônio registrado no DF.

Quem não se enquadrar nas exigências — ou optar por não receber o desconto sobre os impostos — pode ter os valores depositados em conta-corrente ou poupança. Nesse caso, a declaração da escolha será apenas em junho.

AGÊNCIA BRASÍLIA/REPRODUÇÃOAgência Brasília/Reprodução

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Fonte: Metropoles