Clareamento anal e vaginal: procedimentos íntimos viram febre

Conheça as técnicas adotadas para deixar a região íntima com aspecto mais uniforme

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A busca por uma “pele perfeita” alcançou as partes mais íntimas do corpo humano há tempos. Acompanhando a demanda de homens e mulheres, o número de procedimentos estéticos para a vagina e a região anal se multiplicaram, em parte para um melhor desempenho na hora do prazer. Um método, em especial, tem se popularizado e ganha cada vez mais adeptos: o clareamento.

Segundo o coloproctologista Vinícius Lacerda, as pessoas têm recorrido ao método para contornar o escurecimento progressivo dessas regiões, causado por “questões hormonais e metabólicas como o diabetes, a depilação, o atrito causado pela penetração e pela passagem de fezes, além de uma higiene inadequada.”

Técnicas

A fisioterapeuta dermatofuncional Ynaiã Pieade explica que ainda não há uma técnica específica para a área íntima e, sim, uma adaptação dos procedimentos já existentes. As mais populares incluem o uso de ácido, como microagulhamento, luz pulsada e radiofrequência.

“A ausência de um produto específico não significa que qualquer profissional pode fazer o clareamento anal e vaginal, ou mesmo que é possível fazer em casa. É fundamental procurar um profissional habilitado a fazer o procedimento, que teve a capacitação adequada para aprender a utilizar os recursos disponíveis nessa nova demanda”, pondera.

O tempo do tratamento depende da técnica utilizada. O custo pode variar de R$ 100 a 300, a sessão. Antes de se submeter, é preciso saber se não há nenhuma contraindicação.

“É necessário realizar alguns testes para verificar se a pessoa não possui alergia a algum dos produtos utilizados. Pacientes com psoríase, diabetes, lúpus, vitiligo e que utilizam marca passo também não podem fazer”, elencou.

Autoestima

Dúvidas esclarecidas, resta a pergunta: vale se submeter ao procedimento por uma questão exclusivamente estética? Para Vinícius, se o objetivo for resolver um problema que incomoda e elevar a autoestima, sim.

Fonte: Metropoles