Arrecadação de bares e restaurantes do DF cai 44% na pandemia e donos pedem mais flexibilização

Fecomércio pediu ao GDF que regra que estabelece distância entre meses seja revista

Justiça proíbe demissões mais baratas em hotéis, bares e restaurantes do DF

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

A pandemia do novo coronavírus fez os lucros dos donos de bares e restaurantes do Distrito Federal recuarem 44%. Levantamento da Secretaria de Economia indica que, de fevereiro a outubro de 2019, o setor arrecadou R$ 3.604.233.530,37. Na comparação com o mesmo período deste ano, amealhou somente R$ 1.999.388.161,43.

O pedido endereçado ao governador Ibaneis Rocha (MDB) propõe mudanças no Decreto n°40.939, de 02 de julho de 2020. Segundo os representantes dos estabelecimentos, mesmo após a retomada das atividades, eles continuam contabilizando prejuízos.

“Ressaltamos ser de fundamental importância a reformulação ora solicitada e dela depende a sobrevivência das empresas do setor, que, no momento, convivem com o aumento de custos e impossibilitadas de ampliar suas receitas com o atendimento”, diz um trecho do ofício.

“O que eu tenho de informação é que ele está consultando as autoridades sanitárias do governo, para dar uma resposta pra gente”, diz Francisco Maia, presidente da Fecomércio, ao Metrópoles.

“Nós fizemos essa carta porque os restaurantes até hoje não recuperaram a capacidade inteira de faturamento, está todo mundo com dificuldades”, explica.

Bares e restaurantes

Presidente do Sindicato Patronal de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar), Jael Antoônio da Silva afirma que a receita gerada ainda não é suficiente para arcar com os custos. “Apesar de estarmos abertos, não estamos faturando o suficiente. Inclusive, entra agora o pagamento do décimo terceiro. Se não conseguirmos aumentar o faturamento, como vamos pagar os nossos trabalhadores?”, indaga

De acordo com levantamento da categoria, no Distrito Federal existem cerca de 10 mil bares e restaurantes.

“O nosso pedido é de diminuir de 2 para 1 metro. A gente acredita que essa distância, seguindo todo o protocolo – máscara, álcool em gel -, é suficiente para manter a segurança dos clientes e funcionários”, concluiu o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), João Alberto Ribeiro.

Faturamento

Segundo a Secretaria de Economia, os dados de faturamento do setor foram levantados a partir de notas fiscais eletrônicas. A pesquisa indica que o faturamento do setor decresceu a partir de março, chegando ao ponto mais baixo em junho.

Confira:

O que diz o GDF?

Metrópoles entrou em contato com o Governo do Distrito Federal (GDF) para obter informações acerca do trâmite do pedido. “O ofício está em análise na Casa Civil”, informou o governo.

Fonte: Metropoles