Venezuela nega vazamento e diz que Salles é tendencioso

Governo de Nicolás Maduro se pronunciou por meio de nota publicada no site da PDVSA

Manchas de óleo em praia de Aracaju, Sergipe Foto: EFE/MARCOS RODRIGUES

Nesta quinta-feira (10), o governo da Venezuela negou relação com as manchas de óleo presentes no litoral do Nordeste brasileiro. Por meio de um comunicado, o presidente da estatal petrolífera venezuelana PDVSA e ministro de Petróleo, Manuel Quevedo, negou que o vazamento seja responsabilidade de seu país.

– Petróleos da Venezuela, S.A. (PDVSA) rechaça categoricamente as declarações do ministro do Meio Ambiente da República Federativa do Brasil, Ricardo Salles, que acusa a República Bolivariana da Venezuela de ser responsável pelo petróleo bruto que polui as praias do Nordeste do Brasil desde o início de setembro, considerando essas alegações infundadas, uma vez que não há evidência de derramamentos de óleo nos campos de petróleo da Venezuela que poderiam ter causado danos ao ecossistema marinho do país vizinho. Condenamos essas afirmações tendenciosas – afirmou o texto.

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Os venezuelanos alegaram ainda que as manchas de óleo apareceram a cerca de 6.650 quilômetros de sua infraestrutura de petróleo. O posicionamento do governo de Nicolás Maduro foi publicado no site da PDVSA e no portal do Ministério do Petróleo.

Salles tinha declarado, na quarta-feira, que “muito provavelmente” as manchas tinham relação a um produto da Venezuela, que poderia ter sido transportado perto da costa brasileira.

Ao portal G1, o Ministério do Meio Ambiente comunicou, por meio de nota, que “a indicação de origem venezuelana do óleo se baseia em análise técnica laboratorial da Petrobras. A hipótese aventada é que pode ter sido derramado a partir de navios que trafegaram ao longo da costa brasileira, e não necessariamente de campos do governo ditatorial venezuelano”.

Comunicado da PDVSA Foto: Reprodução/Site PDVSA

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