“VEM DF”: tire suas dúvidas sobre o projeto de carros elétricos compartilhados

Funcionários distritais cadastrados pelo GDF vão poder dirigir veículos e colaborar para a eletromobilidade e a redução da emissão de dióxido de carbono

AGÊNCIA BRASÍLIA *
| Foto: Renato Alves / Agência Brasília

O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou nesta segunda-feira (7) o projeto VEM DF (Veículo para Eletromobilidade), iniciativa que prevê o compartilhamento de veículos elétricos para frotas públicas. Tire suas dúvidas sobre o programa com a lista de perguntas e respostas abaixo:

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1) O que é o projeto VEM DF?

O VEM DF é um projeto piloto pioneiro de compartilhamento de veículos elétricos para frotas públicas. É composto por 16 carros modelo Twizy, da fabricante Renault, que terão como usuários servidores públicos do GDF previamente cadastrados e autorizados a fazer uso dos veículos. O VEM DF inclui, ainda, a instalação no Distrito Federal de 35 eletropostos (pontos de recarga), fabricados pela empresa WEG. Os eletropostos poderão ser usados por carros de quaisquer outras montadoras, sem cobrança de valor pela recarga.

2) Como funcionará o sistema de compartilhamento?

Os carros serão desbloqueados com cartões dos funcionários distritais cadastrados pelo GDF. Os servidores poderão usá-los em deslocamentos a serviço. Em princípio, o VEM DF terá uma rota restrita à Esplanada dos Ministérios e sedes dos órgãos da administração do DF. Os veículos serão gerenciados por meio de um software (MoVE), desenvolvido pelo Parque Tecnológico de Itaipu (PTI) e usado no espaço da Usina Hidrelétrica Itaipu, em Foz do Iguaçu, que permite reservar os veículos disponíveis e acompanhar sua localização. O aplicativo rastreia o automóvel, monitora a velocidade, a carga de bateria, as rotas percorridas e mede a quantidade de emissão de gases de efeito estufa que deixam de ser enviados para a atmosfera.

3) Como surgiu o VEM DF?

O VEM DF é uma iniciativa da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) realizada em parceria com o PTI, que desenvolveu o software de compartilhamento com foco no uso para governos. Por meio de um convênio firmado entre a ABDI e o PTI, foram comprados os 16 veículos elétricos, além da aquisição e instalação dos 35 eletropostos. Um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado entre ABDI, PTI e GDF viabilizou o início do projeto em Brasília. Os veículos serão cedidos ao governo distrital em forma de comodato, com cláusulas sobre operação, manutenção, taxas e seguros.

4) Quais são as responsabilidades dos parceiros?

Por meio do convênio, ABDI e PTI têm como responsabilidades a compra dos veículos e a aquisição e instalação dos eletropostos. Ainda segundo o convênio, o PTI tem como responsabilidade a adaptação dos veículos elétricos ao software, a realização de treinamento dos usuários para a operação e o suporte à operação de compartilhamento de veículos.

| Foto: Renato Alves / Agência Brasília

O ACT estabelece como responsabilidades do GDF a delimitação dos pontos de instalação dos eletropostos, bem como o fornecimento da infraestrutura necessária para tal, e a operação diária do compartilhamento de veículos. Pelas regras do comodato, o GDF também deve se encarregar das despesas com operação e manutenção dos veículos e eletropostos, incluindo as taxas e seguros.

Os três parceiros têm como responsabilidades o monitoramento e avaliação do projeto, de acordo com o estabelecido no convênio e no ACT.

5) Qual o objetivo da ABDI com o projeto VEM DF?

O objetivo da ABDI é estimular a cadeia produtiva de veículos elétricos no país e divulgar soluções de eletromobilidade, uma das soluções aplicadas no conceito de cidades inteligentes.

6) Qual o objetivo do PTI com o projeto VEM DF?

O objetivo do PTI é disseminar o conhecimento e a tecnologia aplicada no software de compartilhamento. Também faz parte do projeto testar a tecnologia em ambiente urbano não controlado.

7) Qual o objetivo do GDF com o projeto VEM DF?

O governo distrital tem como objetivos possibilitar o uso de energia limpa e renovável e economizar com combustível tradicional. Além disso, atrair frotas particulares, locadas ou por uso compartilhados de forma semelhante, seja por ente público ou privado.

8) Qual o custo do projeto?

O investimento total do projeto foi de R$ 3,1 milhões, sendo R$ 2,1 milhões da ABDI, utilizados na compra dos carros e dos eletropostos, e R$ 1 milhão do PTI, com o desenvolvimento do software.

9) Qual é a autonomia do veículo?

Os veículos elétricos têm autonomia de até 100 Km e velocidade de até 80 Km/h. Brasília tem vantagens para o uso de carros elétricos, tais como o relevo predominantemente plano, o que reduz o consumo de bateria, a temperatura favorável e a tensão de 220 volts, dispensando adaptações para a instalação dos eletropostos.

10) O projeto prevê 16 carros. Por que chegaram 12?

Na data de lançamento, foram entregues 12 carros. Os quatro veículos restantes estão em processo de chegada no Brasil e a previsão é de que sejam entregues até dezembro deste ano.

| Foto: Renato Alves / Agência Brasília

11) Quando todos os carros serão compartilhados?

A primeira etapa do projeto inicia com dois carros, a fim de que a adaptação ao software dos próximos veículos já inclua ajustes necessários à realidade de uso. O software é de propriedade do PTI, que será responsável pela adaptação do restante dos veículos com as informações a serem repassadas pelo GDF após o início do projeto.

12) Qual é o prazo para que todos os carros estejam disponíveis para o compartilhamento?

Todos os carros estarão operando até o final do ano. Eles serão adaptados para funcionar integrados ao software desenvolvido pelo PTI. Essa adequação será feita de maneira modular. Estarão 100% no sistema apenas no final do ano.

13) Como é feita a ligação do carro? Com chave ou cartão?

O carro é ligado com a chave. O cartão apenas libera a ignição e insere o veículo no sistema (software) que fará o monitoramento dos veículos.

14) É preciso treinamento para dirigir o carro?

É necessário apenas o repasse de orientações básicas ao bom funcionamento dos veículos elétricos da frota, como: a) realizar as reservas via software ou aplicativo; b) deixar o carro carregando sempre que o veículo estiver parado nas vagas destinadas ao projeto (eletropostos); c) não utilizar veículos para reuniões demoradas em locais que não haja ponto de compartilhamento; entre outras.

15) Quem é responsável pelo treinamento?

O PTI realizou o treinamento dos multiplicadores do GDF. O governo distrital também fará treinamento em relação às normas já utilizadas pelo Governo para a utilização de carros da frota.

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: Agência Brasilia com informações da ABDI e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação