Usuários de drogas tomam conta da Praça Central do Paranoá

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Por Cleber Almeida
Moradores, frequentadores e comerciantes locais, denunciam: sujeira, drogas e violência que “tomaram conta” da praça Central do Paranoá.
Após a desativação total do posto de apoio da Polícia Militar, na praça central, usuários de drogas, traficantes, ladrões e todo tipo de indivíduo mal-intencionado, tomaram de conta do espaço que antes servia de ponto de apoio para as viaturas da policia em ronda.
Hoje, tanto o coreto, quanto a base de apoio (Posto Policial), são usados por usuários e dependentes químicos que fazem desses locais um abrigo. “ É preciso que o Governo, faça algo para resolver essa questão. Tive minha loja assaltada aqui, a luz do dia, em plena 5h da tarde, desde à desativação desse posto policial, começaram essa onda de assaltos, em menos de um mês já foram mais de 10 lojas assaltadas, há 3 dias atrás a loja de Açaí foi roubada, ninguém ver isso? Cadê a polícia Militar? Polícia Civil? Administração? Ninguém faz nada, estamos entregues nas mãos dos bandidos”, desabafa um comerciante que não quis se identificar em receio a represálias. “Sou moradora da quadra 06 do Paranoá há mais de 20 anos, eu e meus filhos frequentávamos essa praça, mas no estado de abandono em que se encontra não temos mais coragem de vir. O Administrador Serginho, tem que fazer alguma coisa… é preciso tomar uma providência, retirar esse pessoal daqui”, relata a moradora da quadra 6 do Paranoá, Eliete Cardoso. “Roubos e assaltos acontecem a luz do dia, a maioria dos ataques é feita no final da tarde, mas a qualquer hora do dia somos surpreendidos com uma arma na nossa cara, os bandidos tomaram conta, estamos aterrorizados. A praça, que deveria ser um local de tranquilidade para famílias, está tomada por drogados. Isso prejudica a gente e afasta os clientes que não querem correr riscos”, lamenta um dos empresários afetados pela situação. A mendicância é outro transtorno provocado pelo abandono em quem se encontram a praça e o posto de polícia. Comerciantes e clientes das lojas são obrigados a lidar com o assédio dos pedintes. Nossa reportagem conversou com algumas dessas pessoas que estão em situação de rua e descobrimos que muito deles tem o anseio de se tratar, alguns até já passaram por Clínicas de recuperação, mas tiveram recaídas e voltaram para o vício.

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Fonte: Jornal Brasilia Norte