Professor do DF é indicado para o ‘Nobel da Educação’

Com o projeto Rap (Ressocialização, Autonomia e Protagonismo), o professor de história Francisco Celso é finalista do prêmio Global Teacher Prize


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Francisco Celso Freitas é professor do Centro de Ensino da Unidade de Internação de Santa Maria, onde atende meninas e meninos entre 12 e 21 anos que estão cumprindo medida socioeducativa de privação de liberdade(foto: Barbara Figueira / Divulgaçao)

Francisco está entre os 50 finalistas da condecoração, junto a outras duas docentes brasileiras — a professora de educação especial e língua portuguesa Doani Emanuela Bertan, da E.M.E.F. Júlio de Mesquita Filho, em Campinas (SP); e a professora Lília Melo, da Escola Brigadeiro Fontenelle, em Santa Maria de Belém (PA).

Organizado pela Varkey Foundation, em parceria com a Unesco, o Global Teacher Prize premiará um professor “que tenha contribuído de maneira excepcional para profissão” com US$ 1 milhão. Francisco, Doani e Lília foram selecionados entre, aproximadamente, 12 mil inscritos de mais de 140 países.
Em junho, o Comitê do Prêmio selecionará dez dos 50 professores, que serão convidados para uma cerimônia em Londres, quando o vencedor será anunciado. O evento está marcado para 12 de outubro.

Sobre o projeto

O Rap atende meninas e meninos entre 12 e 21 anos que estão cumprindo medida socioeducativa de privação de liberdade. A ideia é utilizar o gênero musical como ferramenta pedagógica para abordar temas do currículo escolar, principalmente diversidade, direitos humanos e sustentabilidade.
“O rap é um gênero musical muito presente entre a juventude periférica. Lá (onde eu dou aula), 100% dos internos são moradores do entorno do Distrito Federal”, explica Francisco. “Então, essa foi a forma que eu encontrei de fazer uma abordagem pedagógica e cultural mais próxima da realidade deles”, completa.
Com o apoio de parceiros do movimento Hip-Hop do DF, o professor e os estudantes transformam as letras em músicas e disponibilizam as produções no canal do YouTube Projeto Rap DF. Ano passado, o videoclipe “18 motivos pela não redução da maioridade penal” foi exibido no 52º Festival de Cinema de Brasília.
De acordo com Francisco, o projeto abre portas para os jovens da Unidade de Internação de Santa Maria, inclusive depois do cumprimento da medida socioeducativa, e contribui para sua ressocialização. “Como professor, lá dentro, a gente consegue passar uma mensagem positiva. No entanto, quando eles saem, voltam para o mesmo ciclo de violência, que é difícil romper”, explica. “Por meio do projeto, estamos conseguindo acompanhar e dar oportunidades para alguns egressos, e isso é o mais gratificante para mim.”
Para se ter uma ideia da dimensão e da relevância do Rap, ele recebeu o prêmio Itaú-Unicef, realizado pelo Itaú Social, em 2017, e a condecoração local, regional e nacional da mesma entidade em 2018. “Se já tínhamos extrapolado as fronteiras de Brasília para o Brasil, agora extrapolamos do Brasil para o mundo”, brinca Francisco.
“O professor tem um papel social fundamental,  porque pode marcar a trajetória de alguém positiva ou negativamente, e eu espero que esteja cumprindo com meu papel de marcar de maneira positiva”, conclui.

Confira o trabalho do grupo nas redes sociais:

Instagram: @projetorapdf
Facebook: Projeto Rap DF

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