Petrobras anuncia investimentos de US$ 75,7 bilhões de 2020 a 2024

Em novo plano de negócios anunciado nesta quinta-feira, 28, a estatal reiterou foco no pré-sal

Petrobras anunciou na manhã desta quinta-feira, 28, seu novo plano de negócios. O programa de investimentos da petroleira estatal deve somar 75,7 bilhões de dólares entre 2020 e 2024, ainda com foco em exploração e produção (85% do total) de óleo e gás, especialmente na camada pré-sal.

O valor é inferior ao plano anterior, de 84,1 bilhões de dólares de 2019 a 2023. Em fato relevante, a estatal definiu o plano como “Mind the Gap”, que visa reduzir as diferenças “de performance” em relação às melhores empresas globais de petróleo e gás.

Este é o primeiro plano anunciado sob a atual gestão do presidente Roberto Castello Branco, que assumiu a companhia no início deste ano, com um discurso marcado pelo liberalismo: reduzir o monopólio da Petrobras no setor e vender ativos que não façam parte do core business da estatal.

No documento, a Petrobras reforçou que buscará retorno operacional superior ao seu custo de capital, com operação focada em óleo e gás, avançando na exploração e na produção do pré-sal brasileiro, e com “um parque de refino eficiente, com capacidade para processar 1,1 milhão de barris por dia”.

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A companhia afirmou que está considerando um preço do barril de petróleo na casa dos 50 dólares para os próximos cinco anos e de 45 dólares no longo prazo.

A empresa também manterá seu plano de desinvestimentos, com valor previsto entre 20 bilhões e 30 bilhões de dólares para o período 2020-2024, sendo a maior concentração nos anos de 2020 e 2021.

Desafios

No início de novembro, foi realizado o leilão do excedente da cessão onerosa, com a oferta de quatro grandes blocos na camada pré-sal da Bacia de Santos. Apenas dois foram arrematados, quase que em sua totalidade pela Petrobras – apenas 10% da sociedade de um deles agora pertence a empresas chinesas – o que deixou uma elevada conta para a estatal brasileira pagar: quase 70 bilhões de reais.

Para analistas de mercado ouvidos por EXAME, a companhia terá um comprometimento relevante de caixa no curto prazo, embora Castello Branco tenha reforçado em declarações públicas que a empresa mantém sua meta de endividamento para o ano.

No fato relevante, a Petrobras informou que mantém a meta de atingir a relação dívida líquida sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 1,5x ainda em 2020.

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: Revista Exame