Inclinação na Estrada Parque Guará é estabilizada 

A faixa da pista da direita no sentido Guará-Zoológico, que foi interditada por 60 dias, já foi liberada aos veículos

O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF) terminou o serviço de grampamento (resguardo a qualquer processo de erosão) para estabilizar e proteger a inclinação da faixa da pista da direita no sentido Guará-Zoológico (DF 051- EPGU), especificamente em frente ao Parque Ecológico Ezechias Heringer.

A interdição de 60 dias da faixa foi necessária no primeiro momento da obra para a remoção da camada de vegetação local e posterior preparação da geometria do talude (inclinação na superfície lateral de um aterro, de um muro ou de qualquer obra), de maneira que as máquinas perfuratrizes e os trabalhadores tivessem acesso adequado e com segurança à plataforma de trabalho que foi criada.

Inicialmente o prazo estimado da interdição era de apenas três semanas. Entretanto, constatada a necessidade de manter a interdição por mais tempo, para garantir a segurança do tráfego local, que é de aproximadamente 60 mil veículos por dia, bem como a segurança da estabilidade do talude em manutenção, o prazo foi estendido para oito semanas.

“Nossa prioridade sempre é a segurança de todos os envolvidos na obra, seja direta ou indiretamente. O serviço é dinâmico, e um prazo estabelecido no começo dos trabalhos pode ser alterado conforme a necessidade no decorrer da obra. Observamos que seria mais prudente manter a faixa interditada por mais cinco semanas e assim fizemos”, explicou o diretor-geral do DER/DF, Fauzi Nacfur Junior.

Finalizado o reforço na inclinação, a empresa contratada recuperou a pavimentação asfáltica da faixa antes interditada e renovou a sinalização do trecho. Hoje (18) foi dado o início à última etapa da obra, que é o plantio de 22 mil mudas e indivíduos arbóreos (árvores já crescidas).

Ao todo, foram investidos nos serviços R$1,5 milhão e a previsão de conclusão total é de 90 dias. Questionado sobre a importância dessa obra, o engenheiro responsável, Eli Câmara, disse que a segurança de todos estava em risco antes da execução do trabalho.

“Detectamos a fragilidade desse talude no ano passado, mas dado o tempo que levamos para fazer um projeto e para viabilizar recursos para a obra, só em setembro deste ano conseguimos de fato fazer o reforço do talude. Agora afirmo que não há mais riscos”, tranquilizou o engenheiro.

A advogada Maria Clara Dias, de 35 anos, moradora do Guará, passa diariamente pelo local e notou desde o início a movimentação de operários na região. Ao se informar sobre os motivos da interdição da faixa, a advogada se sentiu aliviada.

“Nos primeiros dias eu não entendia a causa da interdição da faixa e fiquei realmente irritada porque aqui nos horários de pico o trânsito é muito intenso. Mas depois, quando busquei a informação e soube qual era o motivo, me tranquilizei em saber que era por uma ótima razão”, relatou.

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Fonte: Agência Brasília.