Ibaneis critica proibição da reabertura do comércio: “Tiraram meus poderes”

Governador do DF disse que não pode mais dar previsão de retomada das atividades no DF por causa de “uma intervenção indevida”

homensRAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), voltou a reclamar, nesta segunda-feira (22/06), da decisão da juíza federal titular da 3ª Vara Federal Cível do DF, Kátia Balbino de Carvalho Ferreira, de proibir a reabertura de atividades não essenciais. Na entrada do evento Agro+, ele disse que não pode dar mais previsões para setores que estão fechados.

A sentença foi publicada na noite de sábado (20/06) e a magistrada deu 10 dias para apresentação de gráfico atualizado sobre o percentual de isolamento no DF e planejamento com critérios técnico-científicos que embasem medidas de abertura de novas atividades não essenciais, incluindo cronograma de liberação.

O governador confirmou ter pedido para a Procuradoria Geral do DF para recorrer da decisão. E afirmou que não estava trabalhando com a reabertura do comércio, mas com mais leitos. “O prazo previsto seria do dia 25 (de junho) a 1º (de julho), mas de acordo com a quantidade de leitos que nós tivermos pra atender a população”, explicou.

Manifestações na Esplanada

Após fechar a Esplanada dos Ministérios na última semana por causa das manifestações que tiveram como bandeira pedidos anti-democráticos, como o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional, Ibaneis avaliou como positiva a experiência do último fim de semana.

Ainda sobre assuntos relacionados ao governo federal, Ibaneis foi perguntado se as relações entre GDF e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ficaram abaladas após a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do atual senador Flávio Bolsonaro. “Não tenho nenhum problema com o presidente, pelo contrário: tenho muito carinho e respeito bastante”, disse.

De acordo com o governador, todo o caso Queiroz diz respeito apenas ao filho do presidente. “Um dos principais artigos da Constituição é que a pena não ultrapassa a pessoa que cometeu o crime. Essa relação entre Flávio e Queiroz precisa ser bastante esclarecida para que a gente não tenha uma criminalização da postura do presidente com seus filhos”, finalizou.

Fonte: Metropoles

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