GDF quer criar Guarda Civil Distrital com 2 mil vagas

De acordo com minuta da proposta, ingresso na nova corporação será por concurso público

Rafaela Felicciano/MetrópolesRAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

Projeto de lei em estudo pelo Palácio do Buriti cria mais uma força de segurança na capital do país: a Guarda Civil Distrital (GCD). A ideia é que a corporação tenha, inicialmente, 2 mil cargos efetivos e seja subordinada à Polícia Civil. Até os vencimentos já foram definidos: variam de R$ 2,5 mil a R$ 6,3 mil.

O objetivo é liberar homens da Polícia Militar de funções como a proteção de bens, serviços e instalações públicas do Distrito Federal. O exemplo vem de outras unidades da Federação, nas quais há, além das polícias Militar e Civil ligadas aos estados, as Guardas Municipais, também chamadas de Metropolitanas, vinculadas às prefeituras.

Segundo a minuta do projeto de lei à qual o Metrópoles teve acesso com exclusividade, para ingressar na GCD, os candidatos passarão por concurso público. Antes, porém, precisarão cumprir alguns requisitos, como ter mais de 18 anos, ensino médio completo e aptidão física e mental, além das obrigações militares em dia.

À Guarda Civil Distrital será atribuída a função de vigiar, inibir crimes e proteger vias, bens e equipamentos, repartições públicas e recintos fechados, assim como zelar pela segurança da população que frequenta esses locais.

De acordo com o texto, também será dela a responsabilidade de proteger os bens particulares e participar de socorro quando for acionada em casos emergenciais, auxiliar na segurança de grandes eventos e levar às autoridades suspeitos de crimes, quando presos pelos próprios agentes. À GCD também caberá a proteção de escolas e seus arredores.

Veja:

O ingresso na carreira por meio de concurso público seria dividido em cinco fases: prova objetiva, teste de aptidão física, exame psicológico, comprovação de idoneidade e de conduta ilibada, além do curso de formação. Todas as etapas são eliminatórias.

Na proposta, a progressão de carreira dos guardas distritais está dividida em quatro classes. Dentro de cada uma delas existem cinco padrões, ou níveis.

Para ascender na carreira, os agentes terão que cumprir requisitos de formação e ter, no mínimo, 12 meses entre um nível e outro, não podendo estar no período probatório. Para chegarem ao último patamar dentro da primeira classe, os guardas distritais terão que cumprir pelo menos 20 anos de serviço.

Vencimentos

Ao ingressar na corporação, o candidato será lotado na quarta classe, na qual os vencimentos vão de R$ 2.500 a R$ 3.038,77. Seguindo o padrão de cinco níveis, a terceira classe receberá de R$ 3.190,70 a R$ 3.878,32.

Os salários para a segunda classe serão de R$ 4.072,24 a R$ 4.949,83. Por último, a primeira classe da Guarda Civil Distrital receberá a partir de R$ 5.197,32, chegando a R$ 6.317,38. Além dos 2 mil homens, a criação da GCD contará com 35 cargos em comissão. São 33 postos de chefia de região, um de coordenador-geral adjunto e outro de coordenador-geral.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) informou ao Metrópoles que “a criação de uma Guarda Distrital faz parte de estudos a serem desenvolvidos futuramente pela pasta para que seja avaliada a viabilidade da implementação de um projeto desse porte”.

Técnicos do próprio Palácio do Buriti acreditam que a matéria vai gerar amplos debates e deve passar por ajustes antes de ser levada à Câmara Legislativa.

Reajustes

A novidade vem à tona no momento em que as corporações locais lutam por aumento. Enquanto a Polícia Civil aguarda o avanço do reajuste prometido pelo governo local, de 37%, policiais militares e bombeiros esperam o encaminhamento de proposta semelhante para a recomposição salarial.

Nessa sexta-feira (11/10/2019), representantes dos policiais e bombeiros militares elaboraram a proposta de aumento salarial. A ideia é que haja reajuste de 37,5%, em quatro parcelas: a primeira em 2019 e a última em 2022.

Junto ao líder da bancada do Distrito Federal no Congresso, senador Izalci Lucas (PSDB), e ao deputado distrital Roosevelt Vilela (PSB), as associações das categorias fizeram os cálculos e aceitaram incorporar nas remunerações o auxílio-moradia. O assunto foi tratado em reunião no Congresso Nacional.

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Fonte: Metropoles