Eugênio Piedade: Quando a sabedoria chega!

Reflexão!

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras chupo displicente, mas percebendo que faltam poucas. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos, para não dizer outra coisa!
As pessoas não discutem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa. Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge da sua mortalidade… Quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!

Eu queria que o tempo passasse mais devagar e respeitasse nossos corações, nossas vontades. Eu queria mais de uma chance quando é preciso recomeçar, e ter a clareza do melhor caminho. Eu queria não perder tempo com o que não vale a pena, com quem não vale, queria entender isso bem antes de me doar. Eu queria voltar no tempo para recuperar alguns abraços, para dizer o que não disse, para reviver algumas alegrias guardadas. Eu queria as pessoas que eu amo e as que me querem bem, ao meu lado para sempre. Eu queria que existissem “vagas ilimitadas” para a vida, a saúde, o amor, a paz e a felicidade! Eu queria não esquecer dos meus desejos e sonhos, destes e dos que virão…

Obrigado amigo Wilson Malavazi, suas palavras refletiram no Eugênio Piedade de hoje.

Fonte: http://egnews.com.br