Brucce Torrecillas, sobrevivente da queda do elevador do 15º andar

Depois do elevador da Orona Elevadores, despencar com dentista do 15º andar, ele abandonou o seu apartamento no Alphaville Brasilia.

Brucce Torrecillas, sobrevivente da queda do 15º andar do Via Horizonte Alphaville Brasília, ainda convive com o trauma da queda que sofreu no elevador.

Foto: Arquivos Brucce Torrecillas

Voltamos ao prédio Via Horizonte, localizado no Alphaville-Brasília e procuramos o dentista e ficamos sabendo que ele não morava mais no prédio, téria se mudado para uma casa conforme a informação de uns dos vizinhos do bloco B, disse que o Drº Brucce abandonou o seu apartamento após o acidente e foi morar de aluguel. Fomos até o endereço indicado pelo amigo do Brucce em hum condomínio ali próximo ao prédio. Seguimos e até o Alphaville Brasília ll e fomos autorizados na portaria pelo dentista a ir até sua residência. Chegamos lá fomos bem recebidos pelo  Drº Brucce Torrecillas  junto com sua esposa Marina Silva e seus três filhos menores.


Drº Brucce Torrecillas , preso no elevador da Orona depois da queda.

Perguntamos ao Dentista Brucce Torrecillas como ele se sentia após três meses após o acidente. Fato ocorrido no dia (03/11/2019).

Brucce– Para min é como se eu tivesse nascido novamente e hoje fez três meses e quatorze dias do acidente, estou um pouco abalado psicologicamente e feliz por ter uma nova chance de ver os meus filhos crescerem, emocionado com lagrimas nos olhos ao falar da família e relembrar daquele domingo tenebroso (03/11/2019). Drº Brucce agradeceu a Deus por esse livramento, e comentou sobre a família que morreu recentemente em um acidente em São Paulo no elevador do prédio onde moravam.

Porque você saiu do seu apartamento e veio morar de aluguel?

Brucce- Eu não tinha condições de morar mais lá, toda vez que abria a porta do meu apartamento e via o elevador começava a passar mal, meus filhos e minha esposa Marina ficaram com medo de usar o elevador novamente,começamos a usar as escadas mas ficava muito cansativo principalmente para minha esposa com um bebê recém nascido. Foi quando decidimos sair do nosso apartamento (15º andar) e procurar uma casa para morar e proteger o meu maior patrimônio que é minha família.

No momento qual foi a sua reação ao sentir que o elevador estava em queda livre?

Brucce- Nossa! foi tudo muito rápido, após o estrondo alto, eu fiquei em pé no canto do elevador me segurando, de repente já estava sendo arremessado ao teto do elevador e batendo forte com a cabeça e voltando ao piso com toda força, tentando amortecer a queda levei o braço para apoiar e batendo novamente a cabeça e machucando o meu ombro minha perna devido a pancada forte. Fiquei meio tonto por alguns segundos e fui voltando aos poucos devido a pancada gritei socorro, socorro até um morador conseguir abrir uma fresta da porta do elevador.

Você ficou com alguma sequela ou trauma após o acidente, A empresa se manifestou sobre o acidente?

Brucce– Até hoje quando eu passo em frente ao prédio eu lembro e agradeço a Deus, estou assustado ainda com elevadores evito o máximo de usar, só quando não tem jeito e passo mal com falta de ar após o trauma. Já a empresa Orona Elevadores não deu o apoio que eu esperava, foi quando entrei na justiça e eles prometeram que iriam me indenizar por causa dos danos causados. Hoje ainda sofro com dores no ombro e no braço, além de sair do meu apartamento, tive que contratar um dentista para fazer alguns procedimentos na minha clínica que antes eu fazia e agora não faço mais, já tentei fazer mas fico tremendo sem firmeza no braço atingido no momento da queda do elevador.

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Fonte: BLOG A VOZ DO POVO-DF