Após revelação de falsidades no currículo, Decotelli pede demissão do MEC

Em menos de uma semana no cargo, ele teve o doutorado e o pós-doutorado questionados, além de ter o cargo de professor desmentido

ministro educação DecotelliHUGO BARRETO/METRÓPOLES

Poucos dias depois de ter sido escolhido como o novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli entregou a sua carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A informação foi confirmada por auxiliares do presidente da República. A Secretaria de Comunicação (Secom) do Planalto, porém, ainda não se manifestou.

Segundo pessoas próximas a ele, antes de ir ao encontro do presidente, o professor já teria redigido uma carta pedindo a sua saída do governo.

Decotelli entrou no lugar de Abraham Weintraub, que foi exonerado da pasta após chamar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de “vagabundos”.

A revelação de uma série de informações incorretas prestadas por Dacotelli sobre sua carreira acadêmica deflagrou uma crise dentro do Palácio do Planalto e o governo decidiu adiar a posse do ministro e fazer um pente-fino em sua carreira.

Após ter o seu doutorado e o seu pós-doutorado desmentidos entre sexta-feira (26/06) e segunda (29/06), nesta terça, foi a vez foi de a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informar que, diferentemente do que constava em seu currículo, Carlos Alberto Decotelli não foi pesquisador ou professor da instituição.

Decotelli é próximo de Eduardo Bolsonaro e também do secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim, que chegou a ser cotado para a pasta.

Na semana passada, o nome de Renato Feder, secretário de Educação do Paraná, ganhou força, mas ele acabou não sendo escolhido pelo presidente. Ele é um dos cotados para a substituição. O Metrópoles revelou, no entanto, que Feder foi denunciado por uma fraude milionária com governos estaduais quando era administrador de uma empresa.

Os militares do governo apoiam o nome do educador Antônio Freitas, que também estava entre os avaliados antes da nomeação de Decotelli, e de Antônio Testa, que chegou a fazer parte do MEC e foi demitido pelo ex-ministro Ricardo Vélez Rodríguez.

Fonte: Metropoles

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