Após assassinato de professor Rubão (foto), caseiro é procurado

Testemunhas contaram aos amigos da vítima terem visto o funcionário sair às pressas com o carro de “Rubão” da fazenda em Cristalina (GO)

JP Rodrigues/Especial para o Metrópoles

Estava sem parte da orelha e com a perna quebrada, sinais de que pode ter sido torturado antes de ser assassinado. A polícia goiana trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). Pessoas próximas da vítima suspeitam que o caseiro tenha sido o responsável pelo crime bárbaro.

Conforme relatos de testemunhas aos investigadores, desde a morte de Rubens, o caseiro não foi visto mais no local. O corpo do professor foi encontrado ensanguentado à margem da BR-040. Ao lado, um machado e uma pedra. A estrada dá acesso à casa da vítima e do funcionário da fazenda.

Responsável pela investigação, o delegado Danillo Martins confirmou que o caseiro está sendo procurado, mas para prestar esclarecimentos. “Até agora, não é considerado suspeito e, por isso, não divulgamos foto e nome”, disse.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), Juliano Costa Couto, fez questão de ir ao velório de Rubens. “Estamos entristecidos com a morte do Rubão, como era conhecido por nós. Era muito querido por todos, uma unanimidade na categoria”, garantiu. Ele informou que a ordem está prestando toda assistência à família da vítima.

“Comprometido e competente”. É assim que o amigo de infância descreveu o professor de educação física. A vítima trabalhava no Setor Leste, na Asa Sul. Também educador, Francisco Marcolino, 57, conhecia Rubão desde 1976. Juntos, acreditavam no esporte como ferramenta de inclusão social.

Marcolino pede que o responsável pelo assassinato do amigo “pegue prisão perpétua”. “Foi muito difícil quando soube da notícia. Mas o que nos resta é lamentar e esperar que o culpado seja punido”, destacou. Mais de 100 pessoas foram ao velório de Rubens. Uma prova do quanto era querido.

Fonte: Metropolis