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quinta-feira, abril 2, 2020

Casos de violência doméstica crescem 50% durante quarentena

RJ: Casos de violência doméstica crescem 50% durante quarentena

Os casos de violência doméstica no Rio de Janeiro aumentou 50% durante o período de confinamento para evitar a disseminação do novo coronavírus. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (23) pelo RJ2, da TV Globo.

As autoridades se surpreenderam com o aumento do movimento no Plantão Judiciário. A maioria das pessoas que busca ajuda da Justiça é de mulheres vítimas de violência.

A juíza titular da Vara de Violência Doméstica Adriana Mello ressalta que é importante denunciar esse tipo de caso. “Se a mulher tiver sofrendo uma violência ali naquele momento que ela possa ligar para o 190 e acionar a Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro”, disse em entrevista ao RJ2.

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: IstoÉ

Mulheres sobre rodas: conheça 4 histórias de atletas no BMX

Em homenagem às mulheres, o Portal Bonde selecionou mulheres que se destacam em suas atividades para a série Mulheres Reais. Ao longo de março, a equipe do Bonde apresenta as histórias incríveis dessas batalhadoras que atuam em diversos segmentos da sociedade e fazem a diferença.

Para quem pensa que esporte radical é coisa de homem está muito enganado. As mulheres têm ocupado espaços nos esportes radicais e o BMX não ficou fora dessa. O esporte, que surgiu graças à admiração de jovens norte-americanos pelo motocross, também é conhecido como bicicross. As bicicletas usadas pelos competidores de BMX possuem rodas com aro 20″, marcha e freio. Os atletas precisam passar por curvas e rampas em alta velocidade até cruzar a linha de chegada. A modalidade fez sua primeira aparição olímpica nos Jogos de Pequim-2008, com disputas tanto no masculino quanto no feminino.

Acompanhe a história de quatro atletas de BMX:

Vitória Vaz

Vitória Vaz

Júlia Alves dos Santos

A primeira vitória da londrinense Júlia Alves dos Santos, 23, no BMX, veio quando ela tinha sete anos, apenas uma semana depois dela conhecer e praticar o esporte. O gosto por bicicletas é de família. Seu avô tinha uma bicicletaria e seu pai também trabalhava com bikes. O apoio do pai sempre esteve presente, seja no primeiro contato com o esporte e na melhora nos equipamentos para a prática. Um ano após conhecer o BMX, Júlia ficou em 6° lugar em um campeonato mundial.

Vitória Vaz

Vitória Vaz

O que começou como uma simples brincadeira com o pai se tornou a profissão de Júlia. “O BMX é o esporte que eu amo, eu vivo para isso” contou a atleta. Hoje, ela ocupa o 3° lugar no ranking brasileiro e as conquistas vieram com muito suor. Além da academia, Júlia treina com a bike duas vezes por dia, de segunda à sábado, com a ajuda de seu treinador, que atualmente está na França. Cada treino leva em média três horas e é intercalado entre a pista de BMX e rua.

Vitória Vaz

Vitória Vaz

Depois de 14 anos no esporte, Júlia compete profissionalmente na categoria elite woman, na modalidade BMX racing. O racing consiste em uma corrida por largada dividida em baterias, cada uma com oito atletas. Quem completar as voltas em menor tempo ganha. A atleta já viajou para vários países para competir. A participação mais significativa aconteceu no Azerbaijão em 2018. Apesar de ter se machucado, Júlia foi a 14ª colocada no mundial. Este ano, Julia está de olho em uma vaga para as Olimpíadas. “Vou tentar participar de todas as competições para conseguir pontos”.

Apesar das conquistas, seguir no BMX ainda é um caminho difícil. “O patrocínio é bem complicado, por ser individual e não ter tanta visibilidade”. Segundo Júlia, outro problema dentro do esporte é o preconceito. “Mulher sofre mais por praticar um esporte tido como ‘masculino’, sempre tem uma discriminação, mas dentro do esporte a galera gosta de ver menina andando, tem um incentivo” contou Júlia.

Stéfany Aparecida Brazão

Toda pista de BMX possui uma rampa de largada com oito metros de altura, chamada de supercross. Stéfany Aparecida Brazão, de apenas 11 anos, impressiona ao descer uma rampa deste porte em cima de uma bicicleta. Para ela, no entanto, a altura não é problema. “Pessoal pergunta se eu tenho medo e eu digo não, não tenho”. A jovem esportista começou no BMX quando tinha somente dois anos. O interesse surgiu ao observar o pai, que dava aulas de BMX em uma pista de Londrina. Desde pequena, Stéfany teve o incentivo e ajuda do pai no esporte. “No começo a bicicleta dela tinha rodinhas, eu corria atrás dela a pista toda” contou o pai, rindo.

Carlos Henrique Shiziro

Carlos Henrique Shiziro

Mesmo sendo difícil conseguir patrocínios grandes, o pai de Stéfany apoia a filha no esporte. Ele construiu uma pista de BMX no quintal de sua chácara em Londrina para que a filha possa praticar todos os dias. De acordo com ele, a pista foi construída para aprimorar técnicas do esporte. Durante a semana, ela treina em casa e, aos fins de semana, treina na pista do autódromo.

O BMX possibilitou que a atleta descobrisse outros lugares e culturas. “Conheci praticamente o Brasil todo. Em 2016 e 2018 eu fui para a Colômbia” contou. Na ocasião, Stéfany ficou em 11° lugar no mundial. Mesmo tendo se machucado na competição, ela chegou até às semifinais. Stéfany já foi oito vezes campeã paranaense no BMX, duas vezes vice-campeã paranaense no downhill e duas no ciclismo de estrada.

Mesmo com tão pouca idade, a pequena esportista já enfrenta o preconceito por ser mulher. Apesar de ter tido várias conquistas, de acordo com o pai, ela passou por situações de discriminação dentro e fora do esporte. “Ela é bem perseguida pelos meninos desde que ela começou a andar. Já aconteceu dela ser derrubada, muitas vezes falam que ela não é capaz de ganhar ou acertar algo porque ela é menina”. Isso acontece pois, muitas vezes, Stéfany precisa competir junto com meninos por falta de outras atletas meninas de sua idade. Entretanto, Stéfany não desanima. “O trabalho que a gente faz é para ela competir, mas acima de tudo se divertir”, declarou o pai.

Thaynara Morosini Chaves

“Lugar de mulher não é aqui, se não aguenta tomar ‘braçada’ corre só com as meninas”. Isso foi o que Thaynara Morosini Chaves, 25, ouviu de um menino em uma competição de BMX racing que participou quando tinha 15 anos. Por não ter muitas atletas mulheres, ela competia junto com os meninos e com o preconceito. Thaynara fez da discriminação uma motivação para seguir carreira como atleta. “Quando isso acontecia me dava mais vontade de treinar e competir com eles para mostrar que não era assim que funcionava. Não é só porque ele é homem e tem mais força que ele pode fazer o que quiser” contou Thaynara.

Fernanda Oliveira – Fokus Assessoria

Fernanda Oliveira - Fokus Assessoria

A atleta conseguiu ser a 4ª colocada no mundial em 2011 na Dinamarca, campeã sul-americana e latino americana, participou do evento teste das Olimpíadas de Londres e no Rio de Janeiro e chegou à semifinal na junior woman. Essas foram algumas das conquistas dela competindo no BMX racing.

Moradora de Patrocínio (MG), Thaynara não mediu esforços para as vitórias. Desde que começou no esporte, aos seis anos, ela descansava dos treinos em apenas um dia da semana. A atleta da categoria elite woman costumava treinar cerca de sete horas por dia alternando entre rua, pista, academia e funcional. “O atleta de alto rendimento tem que ter um condicionamento físico muito bom. No caso do BMX, tem que ser forte, tem que ter explosão” afirmou Thaynara.

Fernanda Oliveira – Fokus Assessoria

Fernanda Oliveira - Fokus Assessoria

Apesar de ainda ser muito difícil para muitos atletas, Thaynara conseguiu bons patrocínios quando levava o esporte profissionalmente. Ela já teve apoio de uma empresa, entrou para a seleção, além do incentivo de academias e clínicas de alta performance. “Embora eu tenha tido esses patrocínios, infelizmente é muito difícil um atleta de alto nível conseguir um patrocínio no Brasil, tem que correr muito atrás”.

Hoje em dia, o BMX não é mais a profissão de Thaynara. Depois de ter sofrido um acidente de bike em 2014, a atleta escolheu trabalhar e cursar agronomia. Apesar de não ser o foco de Thaynara, o BMX não saiu completamente de sua vida. “Vou competindo por bolsa atleta e para continuar fazendo o que eu gosto, porque o BMX é o meu estilo de vida” contou a mineira.

Maite Naves Barreto

Maite Naves Barreto, 20, começou no BMX aos cinco anos. A moradora de Paulínia (SP) conheceu e passou a praticar o esporte por influência de seu irmão mais velho depois de acompanhar ele nos treinos e nas corridas. “Ele me levou em um treino e me apaixonei. Estou há 15 anos andando de bike”.

Vitória Vaz

Vitória Vaz

Atleta da categoria elite woman na modalidade BMX racing, Maite normalmente participa de campeonatos regionais, paulista, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Jogos Pan-Americanos, Latino Americano e mundiais. No BMX racing, o atleta que somar menos pontos vence, ou seja, o primeiro lugar somo um ponto, segundo soma dois, terceiro três e assim vai.

Vitória Vaz

Vitória Vaz

Maite conta que sempre teve muito apoio dentro do esporte. “Por ser mulher, no meu caso, eu nunca tive problemas, todos meus amigos e família sempre me apoiaram e sempre acharam legal e diferente uma mulher no esporte”.

Os intensos treinos de bike e academia prepararam Maite para diversas conquistas dentro do esporte. Ela foi campeã mundial em 2012, vice campeã mundial em 2011 e 2013, alcançou nove premiações como campeã brasileira, 14 vezes campeã paulista e regional. Além disso, soma oito vitórias nos Latino e Pan-Americanos.

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*Sob supervisão de Larissa Ayumi Sato.

Nicoli Suman – Estagiária*
Fonte: https://www.bonde.com.br/

Mulheres vítimas de violência receberão botão do pânico no DF

Segundo secretário de Segurança, TJDFT encaminhou avaliação de protocolos para uso do equipamento, que será distribuído nos próximos dias

ilustração de mulher sendo ameaçada e com botão do pânico na mão
EDITORIA DE ARTE/METRÓPOLES

O Governo do Distrito Federal (GDF) vai entregar um dispositivo eletrônico chamado botão do pânico para mulheres ameaçadas por ex-companheiros monitorados com tornozeleiras eletrônicas. Segundo o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) validou os protocolos para o uso da tecnologia. Em breve, com um clique, as cidadãs poderão pedir socorro contra violência doméstica e tentativas de feminicídio.

“Acredito que nos próximos dias o equipamento já estará disponível para que os juízes possam sentenciar o uso da tornozeleira e do botão”, completou. Segundo o secretário, o botão de emergência ficará de posse da mulher. Caso seja clicado, policiais irão imediatamente para o local, informado via GPS.

Pelas contas da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), atualmente, 709 tornozeleiras estão em uso em Brasília. Desse total, apenas 163 monitoram casos de violência doméstica.

Segundo a pasta, o contrato em vigor garante o uso de 6 mil equipamentos de monitoração, ao custo unitário de R$ 5,79 por dia. Atualmente, 5.294 unidades estão disponíveis para uso. De acordo com Torres, os botões de emergência serão adquiridos na mesma contratação. Existem dois pontos de instalação no DF.

A tornozeleira monitora o agressor em tempo real, 24 horas por dia. A tecnologia é capaz de identificar a localização exata dos monitorados. De acordo com a pasta, os limites são definidos exclusivamente pela Justiça, como a casa ou o trabalho da vítima. Caso o agressor ultrapasse as fronteiras, o alarme é acionado no Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime).

Vítimas desprotegidas

Conforme estudo realizado pela Secretaria de Segurança Pública do DF, na Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídio e Feminicídio (CTMHF), entre 2015 e 2020, 71,3% dos casos ocorreram dentro de residências. Além disso, 79,2% das vítimas não possuíam medida protetiva.

Entre 1° janeiro e 4 de março de 2020, o DF registrou seis feminicídios. Conforme balanço da SSP, entre janeiro e fevereiro de 2020, foram registrados 2.574 ocorrências de violência contra a mulher. No mesmo período de 2019, foram 2.679.

Ao longo de 2019, 33 mulheres foram assassinadas por parceiros e ex-companheiros. Em 2018, a SSP registrou 28 mortes. Pelas estatísticas do GDF, em 2019, foram registrados 16.549 casos de violência contra mulher enquadrados na Lei Maria da Penha. Durante 2018, houve 15.368.

Prova final

Por nota, o TJDFT informou ter participado de reunião com a SSP sobre o uso do botão de emergência e as tornozeleiras em 28 de fevereiro deste ano. Segundo a Corte, o projeto depende do resultado de testes de funcionamento, antes de ser disponibilizado para uso nas ruas.

“Assim, foi sugerido que tão logo o GDF, efetivamente, disponibilize o equipamento para uso, o TJDFT dará ciência aos magistrados sobre o novo fluxo do Cime e sobre a disponibilidade da utilização de monitoração eletrônica para proteção de pessoas, em especial, das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar”, afirmou a Corte.

Condenação

Entre março de 2015 e novembro de 2019, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) apresentou à Justiça 68 denúncias de feminicídio. Desse total, 40 processos foram finalizados, com balanço de 39 condenações e uma absolvição. A pena dos condenados foi de 21 anos de prisão.

Do ponto de vista da professora Eri Ribeiro, do curso de Serviço Social do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), com mestrado em psicologia na área de violência psicológica com recorte de gênero e raça, todas as formas de proteção e garantias de vida das mulheres vítimas de violência são bem-vindas.

Segundo a especialista, muitas mulheres não denunciam os agressores por medo dos desdobramentos após o alerta. O temor é que a ameaça seja concretizada de fato. Nesse sentido, a garantia de proteção após a denúncia é decisiva para a redução dos casos de feminicídio e agressões domésticas.

“Não é mimimi”

“A violência de gênero é estrutural, não é mimimi. É histórica e precisa da ingerência do Estado para ser contida”, alertou Eri Ribeiro. Para a especialista, a demora no emprego do botão do pânico e das tornozeleiras no DF é reflexo dos preconceitos da sociedade e da falta de entendimento da Lei Maria da Penha.

Segundo a professora, após a instalação de botões e tornozeleiras, o GDF precisa garantir a segurança da vítima não só na ação imediata da polícia, mas com o acompanhamento de médio e longo prazo da assistência social e outros serviços. Para a especialista, no DF são necessários investimentos na Casa da Mulher Brasileira e nos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

“Nós precisamos trabalhar a formação do homem nas diversas fases da vida para acabar com esse sentimento de apropriação e dominação dos corpos femininos. Temos que entender e intervir nesse imaginário. Nele, os homens delegam para si o poder de exterminar a vida da mulher”, acrescentou. Nessa linha, por exemplo, o GDF vai exibir filmes educativos da Turma da Mônica nas escolas públicas.

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Fonte: Metropoles

Presidente do CD-Samambaia Claudia Regina é convidada para apresentação do programa “Jornada Zero Violência contra Mulheres e Meninas” em Samambaia

Aconteceu nesta terça feira (03/03) na Administração Regional de Samambaia com a presença do Administrador da Cidade Gustavo Ayres e também a Secretária da Mulher Erika Filippelli a apresentação de oito equipamentos públicos de atendimento à Mulher na Região Administrativa de Samambaia.

“Nossa sugestão é que esses parceiros façam parte do comitê gestor distrital do programa Jornada Zero [criado em parceria com o UNFPA] e que, da mesma forma, essa composição seja replicada em nível regional com representantes dos equipamentos correspondentes a cada uma destas secretarias”, explica a secretária da Mulher, Ericka Filippelli.

Esteve presente a presidente do CD-Samambaia Claudia Regina e diversas mulheres  com trabalhos sociais importantes executados na região, onde puderam conhecer os equipamentos e quem responde por eles. O encontro é de extrema importância para estreitar relacionamentos com a comunidade e ter como objetivo a socialização e também ter ciência de quais serviços estão disponíveis para atendimento.

“Gustavo Aires administrador de Samambaia e a Secretária Éricka Felippelli estão de parabéns por essa iniciativa, quem ganha é a população de Samambaia”, disse Claudinha presidente do CD-Samambaia/CDDF.

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Fonte: ASCOM CD- Samambaia

GDF anuncia agenda e ações em homenagem ao Dia da Mulher

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, o Governo do Distrito Federal lançará, na segunda-feira (2/3), diversas ações alusivas à data.

Com o objetivo de proteger, acolher e celebrar a vida das mulheres do DF, serão anunciados o decreto de criação do Observatório da Mulher do Distrito Federal, a agenda de ações para o mês de março – #MarçoMulher –, a construção de mais quatro unidades da Casa da Mulher Brasileira e a assinatura da portaria da Clínica da Mulher do DF.

Homenagem ao Dia Nacional da Mulher

Data: segunda-feira (2/3).
Horário: 9h30.
Local: Salão Nobre do Palácio do Buriti.

Com informações da Secretaria da Mulher

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E se todas as mulheres ficassem um dia com o cabelo natural?

Num exercício de realismo mágico, seria o Dia Nacional das Crespas. Conheceríamos então a textura verdadeira do cabelo da mulher brasileira

Não há aqui nenhuma patrulha estética/ideológica – cada uma que faça o que quiser com seu cabelo, com seu corpo, com tudo o que lhe pertence por direito biológico. Cabelo alisado não é negação de identidade. Negras americanas e de países africanos estão aí para quebrar esse dogma. Só há pouco tempo, Michelle Obama parou de alisar a juba. E quem haverá de dizer que ela não é, lisa ou crespa, ideológica, cultural e esteticamente negra?

Até o início do século 15, portanto antes do devastador sequestro de negros para a escravidão, o cabelo era uma linguagem em muitas sociedades africanas ocidentais. O penteado era usado para indicar o estado civil, a origem geográfica, a idade, a identidade étnica e a posição social da pessoa, segundo a escritora Ayana D. Byrd e a jornalista Lori L. Tharps, em estudo publicado em 2001. Cada clã tinha seu próprio estilo. O cabelo era uma espécie de carteira de identidade do indivíduo.

MAIS SOBRE O ASSUNTO

Tem acontecido algo parecido no Brasil da primeira metade do século 21. Na quadra onde moro, de classe média/baixa, o fenômeno do encrespamento dos cabelos vem num crescendo. Cada dia, mais pixains desarvorados. É uma epidemia afirmativa que contagia mulheres de mamando a caducando. Nos ônibus, então, é uma mudança espantosa: os cabelos tomam conta da paisagem – de todas as texturas, de todos os comprimentos, de todas as cores, nos cortes os mais diversos.

Encrespou geral, mas ainda assim a dimensão do crespo brasileiro e da crespa brasileira está longe de ser visível a olho nu. Seria um bom recomeço simbólico: um dia nacional das crespas. Todas as mulheres sairiam às ruas, para o enfrentamento do dia, tal como vieram ao mundo, nuas em pelo crespo ou em pelo cacheado ou em pelo ondulado, designações de diferentes tipos de juba.

O cabeleireiro norte-americano Andre Walker teve a pachorra de classificar os tipos de cabelos humanos em quatro variações: os lisos (1), os ondulados (2), os cacheados (3) e os crespos (4), do fio mais esticado ao mais amassado. E, quanto mais encarapinhado, mais ressequido e frágil, embora a estrutura biológica de todos os cabelos humanos seja igual: proteínas mortas, compostas essencialmente de queratina, que também está presente nas unhas, nos pelos, nos chifres e nas penas.

Mais do que proteínas com a função primordial de proteger o cocoruto dos efeitos do raios solares, os cabelos são uma expressão estética no humano e, dentre eles, o crespo é a expressão estética mais contundente, porque desarvorada, arrebatada, torvelinha, desobediente, insensata, imperfeita, louca, desvairada, assanhada, desabusada, indomável. Das (poucas) coisas boas que nos tem acontecido, a revolução crespa é uma das mais belas e, tudo indica, irrefreável.

* Este texto representa as opiniões e ideias do autor.

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Fonte: Metropoles

Jovem é deixada em hospital desacordada e com sinais de estupro

Até o momento, não há informações sobre quem deixou a menina na unidade de saúde

O Livre
O LIVRE

Uma menina de 13 anos foi abandonada no Pronto-Socorro de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá (MT), na madrugada desse domingo (10/02/2020). Ela estava desacordada, alcoolizada e com sinais de ter sofrido violência sexual.

A garota foi abandonada na unidade médica durante a madruga. Até o momento, não há informações sobre quem deixou a menina na unidade de saúde.

Leia a reportagem completa no O Livre, parceiro do Metrópoles.

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Fonte: Metropoles

Conselho de Desenvolvimento de Taguatinga também presente na caminhada contra Violência a Mulher

A Presidente do Conselho de Desenvolvimento do DF, Seção Taguatinga, Lucia Bessa, participou, ativamente, da Caminhada contra a Violencia a Mulher e pelo fim do feminicídio, promovida pelo Governo do DF.

Lucia Bessa tem uma longa trajetória de vida dedicada ao combate e enfrentamento à violência contra Mulheres e Meninas.

A caminhada foi um ato de protesto contra o3 assassinatos violentos – Feminicídios, cometidos em menos de 14 horas em Samambaia.

Segundo Lucia Bessa, o Conselho de Desenvolvimento do DF, Seção Taguatinga, posiciona-se contrário a toda a forma de violência, em especial contra mulheres e meninas e destaca a importância da Caminhada , e de outros movimentos e ações que dão visibilidade ao tema e conscientize a população para a construção de uma cultura de PAZ.

Em sua fala, Lucia Bessa pugnou por politicas públicas efetivas, que sejam norteadas por ações que diminuam a desigualdade de gênero, pelo fim da violência institucional e por equipamentos e serviços públicos que sejam hábeis e bastantes para motivar a Mulher que sofre a agressão, DENUNCIAR o ato criminoso e, assim, romper com o ciclo da violência.

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Fonte: CD- Taguatinga

CDDF presente nas manifestações contra o feminicídio em todas as cidades do DF

Manifestação contra o feminicídio reúne centenas de pessoas em Samambaia

Centenas de pessoas participam de uma manifestação contra o feminicídio, na manhã deste sábado (1/2), em Samambaia Norte. O encontro é promovido pela Administração Regional da cidade e a Secretaria da Mulher após um pedido da comunidade da região. O intuito do encontro é combater a violência contra mulher na cidade, onde, em apenas um dia de 2020, três mulheres foram mortas.

A presidente do Conselho de Desenvolvimento de Samambaia do CDDF Claudia Regina Carvalho foi uma das organizadoras do evento.

Dentre os participantes estavam familiares de Rute Paulina da Silva, 42 anos. Ela foi morta a facadas, em 14 de janeiro, pelo próprio companheiro.

“Para nós, essa ação é uma vitória. Acreditamos que já é um passo para uma mudança. Estamos aqui porque acreditamos que os crimes contra a mulher vão acabar. Achamos importante estar aqui”, disse o irmão da vítima Davi Sillas da Silva, 35.

Os manifestantes se concentraram frente ao Centro de Ensino Médio 414 de Samambaia às 8h. A caminhada ocorreu na avenida entre as quadras 200 e 400. Com o apoio do Departamento de Trânsito (Detran-DF) e da Polícia Militar, as faixas da via ficaram bloqueadas para a passeata, até a Quadra 406, onde foi montada uma tenda para a realização de palestras e debates após a caminhadas.

“Esse foi um pedido da população após as tragédias que aconteceram aqui. E esse é apenas o primeiro evento que estamos realizando com esse intuito de acabar com o feminicídio. Esses casos chocaram o Distrito Federal e acreditamos que esse já é um passo para a mudança”, disse o administrador de Samambaia, Gustavo Aires.

Estiveram presentes também a secretária da mulher, Éricka Filippelli; a delegada da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), Jane Klebia; representantes de entidades de defesa das mulheres e líderes comunitários de Samambaia e outras regiões.

Onde pedir ajuda
» Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência

» Presidência da República / Telefone: 180 (disque-denúncia);

» Centro de Atendimento à Mulher (Ceam) / De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h / Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia e Planaltina;

» Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) / Entrequadra 204/205 Sul, Asa Sul / (61) 3207-6172;

» Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos / Telefone: 100;

» Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar
(61) 3910-1349 ou
(61) 3910-1350

Fonte: http://egnews.com.br

Regina Duarte responde à Zélia Duncan

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“Sigo discordando por mais que eu tente olhar tudo com outros olhos e Zélia, me desculpe, mas vou discordar também de você e das amigas que compartilharam com adoração as suas palavras.
Me parece que agora um grupo de mulheres quer impor que todas pensemos da mesma forma. E se não pensamos, não somos dignas. Se não concordamos com todo o feminismo como um pacote de leis, não merecemos respeito! Se apoiamos o governo que vocês não apoiam, somos idiotas! Se não enxergamos tudo, tudinho como vocês, somos machistas.
Me parece que VOCÊS são mais FASCISTAS do que os que estão julgando como tal. Acordem porque tem uma galera torcendo que eu resgate as verdadeiras Malus Mulheres!Zélia, eu sou uma MALU MULHER… Nascida nos anos 60, separada, com filha mulher… e lhe digo que minha maior dificuldade foi criar minha filha neste CAOS que a liberdade exagerada e o feminismo desenfreado geraram. Nesse mundo onde filhos são amiguinhos que devem correr soltos desde muito novos, desrespeitando professores, pais e autoridades. Onde meninas fazem xixi e trepam nas ruas e ficam com 10 numa mesma noite… Grande conquista esta!!!
Tive uma avó que se separou antes de eu nascer e que provavelmente enfrentou, sim, muito preconceito, mas que conseguiu criar minha mãe para ser um mulherão, por incrível que pareça exatamente porque a sociedade era mais conservadora – essa palavra que vocês odeiam como se fosse veneno sem ponderar que alguns valores antigos são essenciais para a construção de um cidadão do bem! Minha mãe se tornou uma baita professora de piano que ajudou a vida inteira meu pai a formar um lar onde amor significava respeito pelos pais, pelos mais velhos e acima de tudo pelos papeis masculino e feminino – ambos tão essenciais para a sobrevivência da espécie. Sem MACHO e FÊMEA vamos caminhar para a extinção. Simples assim!!!Essa onda de julgar as mulheres menos feministas de evangélicas tapadas me parece tremendamente PIOR que o machismo!
E essa onda de jogar mulheres contra homens não me parece um caminho muito sensato – me parece mais um SUICÍDIO coletivo!
Não consigo aceitar essa luta por igualdade fazendo o quê os homens idiotas fazem!!!
Eu acredito mais em buscar homens que NÃO são idiotas para serem parceiros de luta por respeito… independente do sexo ou de qualquer outra coisa.
Eu amo meu papel de fêmea! Tenho orgulho dele!Foi e está sendo quase impossível tentar ensinar para minha filha valores de respeito por TODOS e valorização da condição de mulher numa sociedade onde o normal é romper com todas as regras, quebrar todos os tabus e não arcar com as consequências de tanta IRRESPONSABILIDADE!!! Eu sou sim, também, Malu Mulher, e não deixei de ser porque resolvi dar uma chance para algo novo, que ao contrário do que você julga com tanta certeza que está trazendo mais racismo e homofobia… TALVEZ esteja apenas resgatando alguns valores que vocês lutam contra, mas que eu sinto saudades… Sinto muitas saudades do tempo em que mulheres eram Malus… E não simplesmente IGUAIS aos HOMENS IDIOTAS!!! A classe artística precisa urgentemente olhar para o público e admitir que a MAIORIA já não mais os aplaude… Muitos cansaram desta visão única e hipoteticamente superior da de vocês!
Queremos DIVERSIDADE ampla e não engolir tudo que vocês fazem como se a Arte precisasse ser sempre impactante, chocante e unilateral.
Queremos também LEVEZA, beleza, valores! Valores de RESPEITO não apenas pelas minorias, mas também pela MAIORIA! Façam a reflexão que tanto exigem dos “indignos” da sua Arte!
E parem de achar que quem não concorda com vocês é patético. Vocês gritam por diversidade, mas são os que mais julgam quem pensa diferente!
Parem de criticar a Regina Duarte que aceitou uma responsabilidade enorme e a ajudem a construir um país onde a pior desigualdade ainda impera! Onde o povo não tem acesso à Saúde, Educação de base, Saneamento, Moradia e SEQUER pode sonhar com uma ida ao cinema ou ao teatro! SAIAM do pedestal e olhem de igual para igual para este povo que é na maioria religioso e que preza acima de tudo por DEUS e segue regras consideradas por vocês arcaicas.
ACORDEM porque a fé é tudo que a maioria desse nosso povo tem! Mais respeito pelos que não podem viver como vocês no mundo da magia da Arte! SAIAM dos palcos e se MISTUREM ao público!”

Regina Duarte

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