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terça-feira, janeiro 21, 2020

A mulher perseguida até a morte após romper relação abusiva

“O ano de 2020 será dos anjos”, dizia Luciana de Melo Ferreira, 49 anos, sem saber que em breve se tornaria um deles. Assassinada pelo ex, Alan Fabiano Pinto de Jesus, 45, a servidora não teve tempo de realizar os seus sonhos. Ela costumava confessá-los aos colegas, em voz alta, enquanto criava bonecos, feitos de papel A4. Os origamis dobrados pelas mãos de Luciana enfeitaram o Natal da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde ela trabalhou por mais de 22 anos.

Um dos desejos mais urgentes era poupar dinheiro para viajar a Paris, na França. A vontade, porém, não era conhecer a Torre Eiffel, ou os famosos pontos turísticos da Cidade Luz. Ela queria rever o filho, a quem não dava um abraço havia três anos, quando o primogênito decidiu morar no país europeu. “Se gostar de lá, nem volto”, brincava Luciana com a chefe, e amiga, Ana Cláudia Mendonça.

Os enfeites natalinos colocados na repartição pública ainda estão lá. Ninguém teve coragem de retirá-los. A mesa da vítima também permanece intocada, do jeito que ela deixou quando saiu de férias, no início de dezembro. O local se tornou uma espécie de memorial onde os amigos e colegas do TSE têm deixado os origamis feitos carinhosamente por Luciana.

Arquivo Pessoal
Os origamis dobrados pelas mãos de Luciana enfeitaram o Natal da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles estão lá até hoje
Os origamis dobrados pelas mãos de Luciana enfeitaram o Natal da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles estão lá até hoje

A paciência e a delicadeza necessárias para os trabalhos manuais se misturavam a outros traços da personalidade de Luciana. Dona de si, falava o que vinha à cabeça, sem meias palavras. “Ela sempre foi direta. Algumas pessoas interpretavam como frieza. Mas, quando a conheciam, viam o quanto ela era leal e cuidadosa”, lembra Ana Cláudia. O jeito altivo pode ter desencadeado algumas das brigas com o ex. “Se ela não gostava de algo, não ficava acuada, calada. Não tinha medo de expor o desagrado”, reflete a colega de sala. “Era assim no trabalho e na vida.”

Divorciada, Luciana falava com muito amor e orgulho sobre a criação dada ao casal de filhos. A servidora era uma mãe dedicada, mas nunca abriu mão de suas necessidades enquanto mulher. Vaidosa, estava sempre bem-arrumada, de unhas feitas e com colares lindos. Gostava de sair com as amigas para bares, shows e viagens de fim de semana. Amava a vida e não deixava nada para ser vivido depois. “Nada de amanhã, vamos resolver hoje”, decretava a secretária executiva sempre que Ana Cláudia pensava em adiar uma decisão.

Foi num desses passeios, durante um encontro de motociclistas, que a servidora conheceu o vigilante, morador de Ceilândia, Alan Fabiano Pinto de Jesus, 45. No começo, o romance novo deu ares de adolescente a Luciana. Com pensamento longe e um sorriso indisfarçável, foi flagrada pela chefe desenhando corações na agenda, com seu nome e o do paquera no centro do desenho. Segundo a amiga, ao ser provocada sobre a situação, a vítima, envergonhada, teria dito que eles ainda estavam “só ficando, se conhecendo”. Era abril de 2019.

Arquivo Pessoal
Luciana era paciente e delicada, mas também era dona de si e falava o que vinha à cabeça, sem meias palavras
Luciana era paciente e delicada, mas também era dona de si e falava o que vinha à cabeça, sem meias palavras

No entanto, com cerca de dois meses de relacionamento, fase em que, normalmente, os casais vivem em clima de lua de mel, Luciana já percebia sinais de perigo e relatava as primeiras discussões com Alan. Após uma viagem de moto a Pirenópolis (GO), a vítima contou para a amiga ter ficado assustada com a velocidade e a forma irresponsável como o segurança dirigia. “Vou brigar com ele e dizer que não ando mais com ele”, afirmou. “É preciso ter cuidado, as estradas são muito perigosas”, preocupou-se Ana. “Eu sei, não vou mais”, prometeu Luciana.

Com o tempo, a vítima foi ficando cada vez mais reservada e discreta sobre o namoro. Deixou de fazer qualquer comentário a respeito do relacionamento. Mas no final de agosto, durante uma conversa sobre relações abusivas, deixou escapar para a parceira de sala que não estava mais tão feliz. “Eu penso em me afastar do Alan. Às vezes sinto que ele me faz mais mal que bem”, contou.

O desabafo aconteceu na mesma época em que o criminoso teve sua primeira explosão pública. Depois de uma discussão, Luciana deixou o ex falando sozinho e subiu para o apartamento dela. Como não quis deixar o vigilante subir, Alan quebrou toda a vidraça da portaria que dava acesso à casa da servidora. A confusão assustou os demais moradores do bloco localizado no Sudoeste. “Eu pensei que fosse assalto, pois ele estava quebrando tudo”, disse uma vizinha que não quis se identificar.

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Ao Metrópoles, o zelador Geraldo Gonçalves de Sousa contou que, passado o rompante de raiva, Alan teve medo de alguém acionar a polícia. Conversou com o síndico e, no dia seguinte, levou dinheiro para quitar o prejuízo. O imbróglio foi resolvido sem o envolvimento das autoridades. O descontrole emocional de Alan aconteceu na mesma época em que o feminicida Marinésio dos Santos Olinto tomou as manchetes dos noticiários do Distrito Federal.

De acordo com Alexandre Sena, outro amigo do tribunal, Luciana ficou muito chocada com o caso. “A gente comentou muito. Ela ficou indignada, perguntava até quando isso aconteceria”, recorda o funcionário. A situação extrema de violência contra o sexo feminino serviu de alerta para perceber os riscos que corria, mas o ponto final entre ela e o criminoso ainda demoraria mais um mês para chegar.

Em outubro, ela conheceu o lado mais sombrio de Alan. Após tentar dar fim à relação, o acusado jogou o carro no qual estavam, de propósito, em direção a uma árvore. Para se salvar, a vítima pulou do veículo em movimento, momentos antes da colisão, e se feriu.

O costumeiro bom humor no ambiente profissional escondeu dos colegas de trabalho o drama pessoal pelo qual ela estava passando. Na época do acidente, o raro pedido de licença médica chamou atenção e preocupou a chefe. “Bebi tanto que caí”, explicou Luciana como desculpa para o joelho machucado.

Na ocasião, Alan foi preso em flagrante e denunciado por tentativa de feminicídio. O homem passou duas semanas detido, mas a Justiça concedeu liberdade provisória para ele. Em 21 de outubro, foi realizada a audiência de custódia. Para ser solto, Alan precisou, além de usar a tornozeleira, pagar fiança de R$ 2 mil e se comprometer a manter distância de, ao menos, 500 metros da vítima.

O trauma não paralisou Luciana. A servidora resolveu seguir a vida, sem olhar para trás. “Acabou, não volto mais”, ressaltava aos amigos.

Mas algo ainda a incomodava. Mesmo tendo experimentado a violência extrema do ex, não queria se sentir responsável por prejudicar seu futuro. Despretensiosamente, aproveitou uma nova notícia de violência doméstica para perguntar a Alexandre se uma pessoa denunciada na Lei Maria da Penha poderia prestar concurso público. “Eu não soube responder direito. Mas achava que não. Na hora nem imaginei a dúvida ser sobre o ex dela”, recorda o colega.

Arquivo Pessoal
Luciana falava com muito amor e orgulho sobre a criação dada ao casal de filhos
Luciana falava com muito amor e orgulho sobre a criação dada ao casal de filhos

No dia 4 de dezembro, a vítima pediu a retirada da medida protetiva contra Alan, alegando não estar mais em situação de risco. Para Ana Cláudia, apesar do histórico de agressões, Luciana nunca acreditou na possibilidade de ele voltar a procurá-la. “Para ela, esses casos de feminicídio aconteciam com quem tinha anos de relacionamento, eles haviam ficados juntos pouquíssimo tempo. A Lu pensou que ele fosse deixá-la em paz.”

O pedido foi acolhido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), e, diferente das expectativas de Luciana, Alan não a havia esquecido. Apenas 13 dias após se livrar da tornozeleira, em 17 de dezembro, voltou a fazer contato com a servidora. Decidido a reatar o namoro, deixou um bilhete no para-brisas do carro da vítima. “Eu te amo, faça contato comigo pelo WhatsApp”, escreveu o assassino.

Luciana não respondeu ao vigilante. Comentou a tentativa de contato com alguns amigos e familiares e foi convencida por eles a prestar queixa. Porém, pela primeira vez, protelou uma resolução. Ocupou-se dos preparativos para a ceia de Natal em família e resolveu esperar até a segunda-feira seguinte, dia 23/12/2019, para ir à delegacia. Não deu tempo. No sábado, 21/12/2019, ao chegar à porta de casa, deu de cara com seu algoz.

Imagens do circuito de segurança mostram que o vigilante chegou ao edifício de Luciana às 20h31. Com o crime premeditado, Alan digitou a senha de acesso na portaria e subiu as escadas. Ninguém o viu e ele ficou à espreita por cerca de duas horas. Às 22h32, foi a vez de a vítima entrar no prédio. Luciana estava sozinha, tinha passado a tarde no shopping com a filha e, depois, a deixado para passar o fim de semana na casa do namorado.

As investigações apontam que Alan ficou de tocaia no quarto andar do prédio. Quando Luciana percebeu a presença dele no corredor, tentou bater a porta, mas ele travou com as mãos e forçou a entrada no apartamento. Em depoimento, o assassino confesso diz ter ido ao local para tentar voltar com a vítima, mas a mulher não quis ouvir. Segundo ele, ao encontrá-lo, ela tentou tirá-lo da residência. No momento da briga, a ex pegou uma tesoura para atacá-lo e ele apenas “se defendeu”.

A cena do crime e os ferimentos em Luciana contam uma história bem diferente. No corpo ensanguentado, os peritos criminais encontraram 48 perfurações. Vários ferimentos foram sobrepostos e se concentraram na parte cervical posterior da vítima, ou seja, a maioria dos golpes foram desferidos nas costas, de forma brutal e covarde. A polícia acredita que os dois discutiram até o vigilante começar a esfaqueá-la com um objeto cortante, possivelmente uma faca, e uma tesoura.

A frieza do assassino surpreendeu até mesmo o delegado-chefe da 3ª DP, Ricardo Vianna. Segundo o responsável pelas investigações, Alan disse aos agentes que após dar as tesouradas ainda permaneceu no apartamento por cerca de 30 minutos, vendo a vítima agonizar, gemer e gesticular. “Ele confessou que deixou Luciana ainda com vida quando fechou o apartamento”, contou Viana.

Em nota, os legistas informaram que a causa da morte de Luciana foi choque hipovolêmico determinado por objeto cortante e perda de sangue. Luciana sangrou até morrer. “Se ele tivesse fugido do local, mas avisado alguém, ela poderia estar viva”, ressaltou o delegado.

As mesmas câmeras que flagraram a invasão do assassino também registraram o momento que ele deixa o local. Vestido com uma calça vermelha, camisa de capuz e com a bolsa da vítima na mão, ele desceu os degraus silenciosamente, com cuidado para não ser visto. Em determinado momento, apressa o passo e deixa o prédio. Os investigadores acreditam que a intenção de carregar consigo os pertences de Luciana era para simular um latrocínio – roubo seguido de morte.

No domingo, 22/12/2019, enquanto o corpo de Luciana jazia esquecido no apartamento, o vigilante assumiu, normalmente, seu posto de trabalho, no Ministério da Economia. Dia e noite correram sem ninguém dar falta da servidora. Na segunda-feira, 23/12/2019, passadas mais de 24 horas do assassinato e com o corpo já em decomposição, o mau cheiro começou a incomodar os vizinhos. “O odor passava por debaixo da porta, estava forte, mas ninguém sabia o motivo”, lembra o porteiro.

O crime só se tornaria público por volta das 17h, com o retorno da filha à casa. Acompanhada do namorado, ao chegar ao local, a moça percebeu que o apartamento estava trancado com uma chave tetra e precisou de um chaveiro para abrir a porta. O primeiro a dar de cara com a cena foi o rapaz. Ele correu para abraçar e tentar impedir a amada de ver a mãe morta.

Enquanto a menina sofria pela perda, Alan Fabiano dava entrada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) com traumatismo cranioencefálico. Na terça, foi transferido para o Hospital de Base, onde foi encontrado. Não se sabe ao certo, porém, se as lesões foram provocadas pela vítima, ou se o assassino teria tentado suicídio depois. O fato comprovado pela perícia da Polícia Civil do Distrito Federal é: Luciana lutou para não morrer. Cortes no antebraço atestam a tentativa de se defender.

Quando Ana Cláudia leu em uma das reportagens do Metrópoles que a amiga havia lutado até o fim, não teve dúvidas. “Quando falávamos desses casos de violência doméstica, ela sempre dizia: ‘Eu posso até apanhar, mas eu também vou acabar com o cara’”, lembra.

No dia 2 de janeiro, Alan Fabiano foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP), localizado no Complexo Penitenciário da Papuda. O homem estava internado no Hospital de Base desde o dia 24 de dezembro. Em audiência de custódia, realizada no dia 25/12/2019, a Justiça decretou sua prisão preventiva.

“O crime está enquadrado em homicídio qualificado pela emboscada, motivo fútil e feminicídio desde que ele foi preso em flagrante. Essa parte está finalizada”, explicou, ainda, Ricardo Vianna.

A partir de agora, o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, terá novo sentido para Ana Cláudia. Nos últimos dois anos, ela e Luciana aproveitavam a data para organizar diversas atividades e palestras no Tribunal Superior Eleitoral. Durante o evento intitulado Delas, as duas amigas conscientizavam homens e mulheres sobre o machismo no ambiente de trabalho e repetiam aos quatro cantos da instituição: “Não queremos flores, nem bombons, queremos respeito”. Luciana não conseguiu salvar a si mesma, mas sua história há de salvar muitas vidas.

Raquel Martins Ribeiro

Raquel Martins Ribeiro

Formada em jornalismo pela Universidade Estácio de Sá (Brasília). Tem passagens pelo Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Brasiliagenda e pelas assessorias de imprensa da Objetiva e do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Elas por elas

Em 2019, o Metrópoles criou projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal foram contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

Até terça-feira (31/12/2019), 16.954 mulheres do DF já procuraram delegacias de polícia para relatar abusos, ameaças e agressões que vêm sofrendo por parte de maridos, companheiros, namorados ou pessoas com quem um dia se relacionaram. Foram registrados ainda 33 feminicídios. Com base em informações da PCDF, apenas uma pequena parte das mulheres que vivenciam situações de violência rompe o silêncio para se proteger.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

Veja os perfis anteriores

  • NOÉLIA RODRIGUES

    Após feminicídio, a família da mulher luta para proteger a sua história

    Após feminicídio, a família da mulher luta para proteger a sua história

  • RENATA ALVES

    Animação sobre como a violência doméstica cruzou a vida de uma mulher e um vira-lata

    Animação sobre como a violência doméstica cruzou a vida de uma mulher e um vira-lata

DIRETORA-EXECUTIVA
Lilian Tahan
EDITORA-EXECUTIVA
Priscilla Borges
EDITORA-CHEFE
Maria Eugênia
COORDENAÇÃO
Olívia Meireles
EDIÇÃO
Érica Montenegro
REPORTAGEM
Raquel Martins Ribeiro
REVISÃO
Juliana Afioni
EDIÇÃO DE ARTE
Gui Prímola
EDIÇÃO DE FOTOGRAFIA
Michael Melo
FOTOGRAFIA
Vinícius Santa Rosa
DESIGN E ILUSTRAÇÃO
Yanka Romão
TECNOLOGIA
Allan Rabelo
Saulo Marques
André Marques

Relações sexuais frequentes podem adiar a menopausa

Sexo uma vez por mês reduz em 28% chance de parar de menstruar, diz estudo; Fenômeno pode ser explicado por uma resposta do corpo às pressões evolutivas

INTERESSA
Correlação entre a frequência das relações sexuais e o início da menopausa é inegável
Foto: Pixabay

Mulheres que têm relações sexuais frequentes antes da menopausa demoram mais a parar de menstruar do que as menos ativas sexualmente da mesma idade – aponta uma pesquisa publicada na revista “Royal Society Open Science”. De acordo com o estudo, em média, ter relações íntimas pelo menos uma vez por semana reduz em 28% a possibilidade de entrar na menopausa em relação às mulheres que têm relações sexuais menos de uma vez por mês.

Ainda segundo a publicação, o fenômeno pode ser explicado por uma resposta do corpo às pressões evolutivas. “Se uma mulher tem poucas relações sexuais, ou relações sexuais pouco frequentes, quando se aproximar dos 40, seu corpo não receberá os sinais físicos de uma eventual gravidez”, afirmam Megan Arnot e Ruth Mace, cientistas da University College London.

“Em uma perspectiva de maximização da forma física”, o corpo da mulher poderia investir mais energia no cuidado da família do que na ovulação, exemplificam os pesquisadores.

Esta não é a primeira vez que estudiosos investigam a correlação entre vida sexual mais ativa e um eventual atraso da menopausa. Pesquisas anteriores já procuravam entender por que mulheres casadas chegam à menopausa mais tarde do que solteiras e divorciadas, mas mencionavam a influência dos feromônios masculinos – substâncias químicas naturais do reino animal que atraem o sexo oposto.

Para tentar confirmar qualquer uma das teorias, Arnot e Mace examinaram os dados de quase 3.000 mulheres nos Estados Unidos, selecionadas em 1996 e 1997 para participar de um estudo sobre a saúde ao longo de várias décadas. O projeto, chamado SWAN, permitiu acompanhar as mudanças – tanto as biológicas, quanto as psicológicas – ocorridas simultaneamente à menopausa.

A idade média das participantes era de 46 anos. Nenhuma tinha deixado de menstruar, mas menos da metade estava na pré-menopausa, isto é, os sintomas menores já começavam a aparecer. Durante a década seguinte, 45% das mulheres tiveram uma menopausa natural, em média aos 52 anos.

Sabe-se que a idade da menopausa natural varia consideravelmente em diferentes culturas e que os fatores genéticos são determinantes apenas em cerca da metade dessas diferenças, como já mostraram estudos anteriores. Mesmo dadas tais considerações, segundo os pesquisadores, a correlação entre a frequência das relações sexuais e o começo da menopausa é inegável.

O estudo, no entanto, não permitiu que se verificasse vínculos entre a presença contínua de homens – e os sinais químicos subliminares que eles poderiam emitir – e o atraso da menopausa. “Não encontramos nenhuma prova para a hipótese dos feromônios”, apontam.

Além disso, como todas as relações declaradas eram heterossexuais, não foi possível observar se sabe se o efeito seria o mesmo.

Postagem: http://enews.com.br

Fonte: O Tempo

Papa nomeia primeira mulher para alto posto diplomático no Vaticano

O papa Francisco nomeou a primeira mulher para ocupar um alto posto no Secretariado de Estado, órgão dominado por homens e que é o centro nervoso diplomático e administrativo do Vaticano.
Reprodução/Vatican News

Reprodução/Vatican News

A advogada italiana Francesca Di Giovanni, 66, assumirá um cargo criado recentemente em uma divisão conhecida como Seção de Relações com Estados onde ela será subsecretária, na prática um dos dois postos de vice-ministro. Ela ficará subordinada diretamente ao cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado.

Um comunicado do Vaticano que confirma a nomeação de Di Giovanni nesta quarta-feira (15) afirmava que ela cuidará das relações multilaterais no secretariado, onde trabalha desde 1993.

Nascida em Palermo, ela é treinada pelo movimento católico dos Focolares e é especialista, entre outros, em migração, refugiados, direito internacional humanitário, status da mulher, propriedade intelectual e turismo.

O Vaticano, Estado soberano cravado em Roma, tem relações com mais de 180 países.

“O Santo Padre tomou uma decisão inovadora, certamente, que representa um sinal de atenção para com as mulheres”, reconheceu Di Giovanni em declarações ao jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano.

A Igreja Católica Romana permite apenas a ordenação de homens como padres, e as mulheres tradicionalmente foram relegadas às sombras da gestão da Igreja.

No entanto, grupos de mulheres, incluindo a União Internacional de Superioras-Gerais, um grupo de freiras católicas, tem pedido há muito que o papa indique mais mulheres para altos cargos na burocracia do Vaticano.

Elas citam dados que mostram que mais da metade dos 1,3 bilhão de católicos do mundo são mulheres e que o número de membros em ordens religiosas femininas é cerca de três vezes maior do que nas ordens masculinas.

Em julho de 2019, Francisco nomeou a jornalista brasileira Cristiane Murray como vice-diretora da assessoria de imprensa da Santa Sé.
Nascida no Rio de Janeiro em 1962, Murray trabalhava na Rádio Vaticano desde 1995 e fala português, italiano, inglês, espanhol e francês.

Folhapress
Fonte: Bond News

Mulheres vítimas de violência terão dois abrigos no Plano

Codhab abrirá as portas de dois apartamentos de três quartos em Brasília para acolhimento e proteção de mulheres agredidas e ameaçadas

Divulgação/Codhab

DIVULGAÇÃO/CODHAB

O órgão assinará convênio com a Polícia Civil para abrir as portas das unidades de três quartos. O objetivo da medida é ajudar no combate aos casos de feminicídios e agressões no DF.

“Essa questão da mulher é muito urgente. Muitas se sentem constrangidas de fazer a denúncia porque não têm para onde ir”, afirmou o presidente da Codhab, Wellington Luiz.

“Por questões judiciais, esses imóveis não podem ser vendidos para que os recursos sejam aplicados na habitação popular do GDF. Então, a Codhab resolveu disponibilizá-los para cumprir um papel social”, explicou.

As tratativas com a Polícia Civil para a disponibilização dos imóveis ao programa de proteção a mulheres vítimas de violência estão avançadas.

Confira imagens de um dos novos refúgios:

“Nesses apartamentos a polícia terá melhores condições e monitoramento e socorro”, pontuou o presidente do órgão. A intenção da companhia é selar um termo de cessão para o uso social dos imóveis.

Para facilitar a transição, a Codhab continuará arcando com as despesas de condomínio, energia e água. “Até para que o processo seja mais célere”, arrematou.

“A gente acredita que pode abrigar um número considerável de mulheres e famílias”, comentou. Uma unidade, por exemplo, está completamente mobiliada.

Do ponto de vista de Wellington, a destinação das mulheres ficará a cargo da Delegacia Especial de Atendimento da Mulher (Deam). Por questão de segurança, os endereços foram mantidos em sigilo.

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Fonte: Metropoles

Três mulheres são assassinadas no Distrito Federal na terça-feira

Em dois casos, vítimas foram mortas por pessoas com quem se relacionavam. Motivação e autoria de terceiro caso ainda é desconhecida

Reprodução/Arquivo pessoalREPRODUÇÃO/ARQUIVO PESSOAL

A morte mais recente ocorreu por volta das 19h30. Segundo informações preliminares repassadas pela Polícia Militar do DF (PMDF), a corporação foi acionada para averiguar uma denúncia de feminicídio no Conjunto 4 da Quadra 321 de Samambaia.

Ao chegarem no endereço, os policiais encontrar a vítima já sem vida. A PMDF afirma que o principal suspeito era o companheiro dela. Ainda não há informações sobre a motivação do crime, e o acusado estava foragido até a última atualização desta reportagem.

Duas horas antes, uma mulher foi morta a facadas, com golpes no pescoço e na barriga, também em Samambaia. A Polícia Civil não divulgou o nome da vítima e ainda apura autoria e motivação do crime. A PCDF não informou se algum suspeito foi preso.

A princípio, a vítima teria sido assassinada por uma outra mulher, não pelo namorado. O assassinato teria ocorrido após uma discussão.

Testemunhas chegaram a acionar o Corpo de Bombeiros para que a mulher pudesse ser socorrida e encaminhada ao hospital. Contudo, quando a equipe de salvamento chegou, apenas constataram o óbito no local.

“Roleta russa”

Foi durante a madrugada que o primeiro episódio ocorreu. Leonardo Pereira, 31 anos, assassinou a companheira Gabrielly Miranda (foto em destaque), 18, com um tiro.

Leonardo confessou o crime e disse à polícia que ambos estavam brincando de “roleta russa”. Na versão dele, a vítima teria apontado a arma contra a perna e acionado o gatilho. Em seguida, ele pegou o revólver, mirou na cabeça da jovem e disparou. Gabrielly morreu na hora.

Na delegacia, o homem mudou a versão que havia informado inicialmente. Em depoimento ao delegado adjunto da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia), Eduardo Escanhoela, Leonardo alegou ter saído para beber com a namorada na noite de segunda-feira e retornou para casa, na QR 425. Nessa oitiva, ele não entrou em detalhes sobre como ocorreu o disparo que matou a jovem.

O criminoso vai responder por feminicídio duplamente qualificado por motivo torpe contra a mulher e posse de arma, podendo pegar de 12 a 30 anos de pena. A audiência de custódia deve ocorrer nesta quarta-feira (15/01/2020), podendo ser convertida em liberdade provisória ou prisão preventiva.

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Fonte: Metropoles

Feminicídio: homem mata ex-namorada a facadas e fere ex-sogra

Horror woman behind the matte glass blood stain. Blurry hand and body figure abstraction.

O suspeito invadiu a casa da vítima durante a madrugada e cometeu o assassinato, porque não aceitava o fim do relacionamento

iStock/Foto ilustrativa
ISTOCK/FOTO ILUSTRATIVA

Familiares de Bianca Oliveira da Silva, 31, contam que ela havia terminado o relacionamento com Perinaldo Alves de Sousa, mas ele não aceitava o término do namoro. Segundo os parentes, ele já a havia ameaçado antes do crime.

Durante a madrugada, Sousa foi à casa de Bianca, que vivia com a mãe, pulou o muro e matou a mulher a facadas. A mãe dela tentou ajudá-la, mas também foi atingida com a faca. De acordo a reportagem, o suspeito foi detido por um vizinho que era amigo da vítima.

A Polícia Militar foi acionada, chegou ao local e levou Perinaldo à delegacia. A faca foi apreendida e ele responderá pelo crime de feminicídio. O corpo de Bianca foi velado e enterrado neste domingo.

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Fonte: Metropoles

Homem mata ex-namorada dentro de escritório onde ela trabalhava

Camilla Rodrigues Barros, de 29 anos, era formada em administração de empresas e morava em Campinas. Ela sofria ameaças do ex-companheiro

Arquivo pessoal

ARQUIVO PESSOAL

O ex-namorado de uma mulher de 29 anos tirou a vida dela a tiros, dentro de um escritório de contabilidade onde a jovem trabalhava em Campinas, no interior de São Paulo, no fim da tarde desse sábado (04/01/2020). Após cometer o crime, o autor, Luiz Pereira da Silva, 40, cometeu suicídio. A informação é do portal Uol.

Segundo a Polícia Militar, a equipe foi chamada para atender uma ocorrência de assalto, mas, ao chegar ao local, encontrou os dois corpos baleados. O homem ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu. A mulher já foi encontrada sem vida.

A irmã da vítima, Dayanne Barros, se manifestou por meio de uma rede social.”Venho através dessa mensagem dizer com muita dor no coração que a vida da minha irmã foi brutalmente tirada de nós. O ex-namorado dela tirou a vida dela no trabalho, estamos sofrendo com a perda“, lamentou.

De acordo com Eliane Silva, 29, prima da vítima, Camilla manteve um relacionamento amoroso com Silva por dois anos, mas havia terminado há três meses. Porém, desde então, ela vinha sofrendo diversas ameaças do ex, que não se conformava com o término.

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Fonte: Metropoles

Em três anos, 3.200 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil

Dado consta do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e leva em consideração dados de 2016, 2017 e 2018


                                   (foto: Editoria de Arte/CB)

Terminar um relacionamento ou não corresponder ao amor de alguém fez com que milhares de mulheres tivessem suas vidas ceifadas nos últimos anos. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre 2016 e 2018 foram mais de 3,2 mil mortes no país. Além disso, estimativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), indica que, no mesmo período, mais de 3 mil casos de feminicídio não foram notificados.

O crime é um assassinato qualificado, incluído no Código Penal em 2015, que trouxe mais segurança jurídica para as mulheres e familiares ao tipificar com penas mais severas quem comete feminicídio. Mesmo assim, o número de mortes desse tipo aumenta a cada ano.
“O feminicídio é um tipo de crime doloso, aquele em que há intenção de matar. É o assassinato de uma mulher em razão de gênero, da condição do sexo feminino. O autor do fato, geralmente, é pessoa próxima à vítima, não necessariamente tem uma relação amorosa, mas quer demonstrar uma superioridade em relação à mulher”, explica o advogado criminalista David Metzker, sócio da Metzker Advocacia.

A tendência é também de crescimento em 2019, ano não incluído na análise. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, até agosto de 2019, 2.357 mulheres foram assassinadas com dolo (não necessariamente por feminicídio). No Distrito Federal, 33 mulheres foram vítimas de feminício em 2019.
Metzker explica que o assassino somente responderá pelo crime de feminicídio após o indiciamento ou denúncia por parte do Ministério Público. “Depois que iniciarem as investigações e elas apontem indícios de feminicídio, o delegado conclui se houve essa prática. Mas quem trará a certeza é o Judiciário, ao confirmar através de sentença”, assinala. O crime é punível com 12 a 30 anos de reclusão e a pena pode ser aumentada em até 50%, caso o crime seja praticado quando a mulher estiver grávida ou até três meses após o parto, na presença da família da vítima ou contra pessoa menor de 14 anos, maior de 60 anos ou com deficiência.
Segundo Priscilla Maia Andrade, professora do departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB), a questão envolve hierarquia, patriarcado e, principalmente, a desigualdade social. Ela aponta que as fragilidades da sociedade produzem pessoas cada vez mais violentas. “É uma série de fatores que incidem para que uma situação de violência aconteça, inclusive a situação de aprendizagem. Violência também acaba sendo uma maneira de se comunicar, por assim dizer. É a questão de como o patriarcado estrutura sistemas dentro da nossa sociedade, seja num contexto mais amplo, seja no contexto familiar”, analisa.

Instrumentos

Priscila explica que ter leis de proteção são grandes avanços civilizatórios, pois se reconhece o problema. Porém, segundo a professora, a legislação não adianta se não existirem instrumentos que possibilitem a concretização para sua execução. Haja visto que, desde que foi sancionada, o número só cresce. “Precisamos de mais agentes, policiais capacitados, um Judiciário sensibilizado e ações de apoio para as mulheres que sofrem algum tipo de violência”, destaca.
A especialista esclarece que é preciso mobilização nas áreas da saúde, da educação e da assistência social, para permitir a essas mulheres denunciarem seus algozes, com garantia de efetiva proteção. “Muitas vezes, só a simples existência da lei não intimida os agressores e tampouco motiva as vítimas a fazerem denúncias”, enfatiza.
Assim, a autoproteção ainda é a melhor saída. O advogado Metzker reforça que as mulheres devem ter certos cuidados relacionados a abusos. Ele ainda indica a utilização do “botão do pânico”, um aplicativo para smartphones para acionar a polícia quando estiver em situação vulnerável. “Não se deve romantizar abusos sofridos. É preciso noticiar quando ocorrer violências: física, moral e psicológica”, alerta.
* Estagiária sob supervisão de Simone Kafruni
Fonte: Correio Brasiliense 

Teste de gravidez com água sanitária funciona?

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Algumas mulheres recorrem a testes caseiros para a gestação. Veja como fazer um deles

iStock

ISTOCK

 

Menstruação atrasada, enjoo, dor de cabeça. Três sintomas comuns e que deixam muitas mulheres apreensivas. Para matar a ansiedade, algumas mulheres recorrem a testes caseiros para a gestação, como o teste de gravidez com água sanitária.

Mas, ele realmente funciona? Confira, abaixo.

Para fazer o teste com água sanitária, é necessário:

  • Um copo descartável;
  • Uma coleta de urina;
  • Um copo de água sanitária;
  • No compartimento da urina, deve ser misturado a mesma quantidade de água sanitária. Não é necessário agitar o copo, nem mexer, apenas esperar e observar.

Caso o contato das duas substâncias gere uma efervescência, como se fosse sal de frutas, significa que o resultado é positivo. Caso o líquido mude de cor, escurecendo e puxando os tons para o laranja ou vermelho, também é positivo. Há possibilidade de uma gravidez.

Se nada disso acontecer, significa que os dados são inconsistentes, ou seja, nem positivo nem negativo, mas incapaz de encontrar uma resposta.

E funciona de verdade? Confira se a receita é eficiente no blog Mil Dicas de Mãe.

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Fonte: Metropoles

Esposa diz que briga com Jean fez filha nascer prematura

Milena Bemfica afirmou que desentendimentos acontecem há anos

Goleiros Jean e a família Foto: Reprodução

A esposa do ex-goleiro do São Paulo, Jean, revelou a seguidores que as brigas com o atleta acontecem há alguns anos. Inclusive, Milena Bemfica admitiu que uma das discussões provocou o nascimento prematuro de uma das filhas do casal por causa do estresse da situação.

– Quando a gente é novo, a gente é muito irresponsável, né? Então eu e o Jean a gente discutia e brigava muito por causa de besteira da idade, ciúmes e várias coisas. Com isso, acabou que Maria Eduarda nasceu prematura. Eu estava em casa e senti muitas dores de madrugada – revelou Milena.

Justiça dos EUA concede liberdade a Jean, do São Paulo
Jean, goleiro do São Paulo, é preso por violência doméstica

Na última quinta-feira (18), Milena Bemfica expôs nas redes sociais que havia acabado de ser agredida por Jean. Em um vídeo publicado no Instagram, ela aparece chorando, com o rosto inchado e cheio de hematomas.

Logo após a divulgação das agressões, Jean foi detido e teve o contrato rescindo com o São Paulo. Apesar disso, a esposa decidiu não prestar queixa e ele foi solto.

– Eu não dei queixa pelo simples fato de que se eu desse, ele teria que pagar tudo aqui nos Estados Unidos. E eu não quero um futuro desse para as minhas filhas – justificou.

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Fonte: Pleno.News