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domingo, dezembro 15, 2019

A dança antiestupro

Vídeo de música e coreografia criadas por militantes chilenas viraliza, inspira mulheres em várias capitais do mundo e deflagra manifestações globais contra o estupro e a violência machista

Crédito: GEOFFROY VAN DER HASSELT / AFP

BASTA! Em Paris, mulheres vão às ruas para se manifestar contra a violência machista (Crédito: GEOFFROY VAN DER HASSELT / AFP)

Luisa Purchio

Foi de arrepiar. Tudo começou com um pequeno grupo de mulheres com roupas irreverentes, olhos cobertos por vendas pretas, marchando firmemente pela rua de Valparaíso, no litoral do Chile, e cantando uma canção de denúncia: “a culpa não era minha, nem onde eu estava, nem como eu me vestia. O estuprador era você. O estuprador é você”. A sincronia da coreografia, estrategicamente pensada, e as vozes em uníssono mostraram que as mulheres são realmente poderosas e capazes de enfrentar os abusos masculinos. A apresentação foi gravada em vídeo e viralizou, tornando-se um hino antiestupro em vários lugares. Alguns dias depois, dez mil pessoas repetiram o canto em frente ao Estádio Nacional em Santiago, capital do país. Em menos de 48 horas, passou a ser ouvida em Buenos Aires, na Cidade do México, Paris, Madri e Sidney. O que era um protesto local ganhou dimensão planetária. No Brasil, elas marcharam por todas as partes. Em São Paulo, centenas de mulheres entoaram o hino no vão do Masp e no Largo da Batata. No Rio de Janeiro, a manifestação aconteceu na Cinelândia e, em Porto Alegre, na Redenção e no Largo Expedicionário, com apoio de umo Centro Acadêmico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A música se chama “El violador eres tu” (“O estuprador é você”) e foi apresentada pela primeira vez na cidade chilena no dia 20 de novembro por militantes feministas. Foi criada pelo coletivo interdisciplinar “Las Tesis”, que traduz em linguagem acessível e artística estudos acadêmicos sobre a violência contra a mulher. A princípio, a letra e a coreografia tinham como objetivo apenas fazer uma apresentação local em meio a uma série de outros eventos realizados no Chile. Mas o grito isolado ganhou força. “Não pensamos nisso como uma música de protesto, era parte do nosso espetáculo performático”, disse Paula Cometa, desenhista, uma das quatro artistas que compõem o grupo. Ao lado dela, fazem parte do coletivo a figurinista Lea Cáceres e as artistas Sibila Sotomayor e Dafne Valdés, todas com 31 anos. A ideia das artistas de criar um hino surgiu quando, em meio aos temas estudados, encontraram a tese de Rita Segato, antropóloga argentina que estuda a desmistificação do estuprador como um sujeito que comete a agressão em busca de prazer sexual e não como uma exibição de poder. Ao se depararem com o tema, o quarteto se impressionou com os altos índices de violência sexual no Chile. E ainda descobriu que as denúncias não são devidamente punidas pela Justiça. A partir daí, vários fatores deram força ao movimento. A manifestação feminista se somou aos protestos sociais que tomam o Chile. O espetáculo de dança, programado para acontecer em um contexto acadêmico no dia 24 de outubro, foi cancelado. Depois, a ideia era fazer a apresentação no dia 25 de novembro, Dia Internacional do Combate à Violência Contra a Mulher. Mas as denúncias de abusos nos protestos no país foram tantas que elas resolveram antecipá-la.

Apesar de fazer referência ao contexto político específico do Chile (em determinado momento, a coreografia se refere à posição que as mulheres devem ficar para serem revistadas pelos policiais e aos abusos que sofrem nessas situações), a música encontrou identificação feminina em todo o mundo. A força estratosférica com a qual cresceu é um reflexo do quanto a mulher se sente oprimida e tem a necessidade de expressar sua indignação através da arte. “Quando o vídeo se torna viral, provavelmente é porque a violência sistemática que os seres-humanos sofrem a partir de estruturas do Estado moderno é viral. E se torna internacional porque, finalmente, é como um grito que cabe a todas nós dar”, diz Patrícia.

REVOLTA No Rio de Janeiro, mulheres cantam o hino antiestupro das chilenas (Crédito:Divulgação)

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onte: IstoÉ

“Pensam que todos nós, negros, somos empregadas ou motoristas”, diz desembargadora do TJDFT

Recém-empossada no Tribunal de Justiça do DF, Maria Ivatônia Barbosa dos Santos contou já ter sido vítima de preconceito racial

André Borges/Esp. MetrópolesANDRÉ BORGES/ESP. METRÓPOLES

Após 59 anos de história, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) tem a primeira mulher negra a vestir a toga de desembargadora. Nascida em Arraias (TO), cidade do interior, de família humilde, formada pela rede pública de ensino municipal, filha de pai professor e mãe dona de casa, Maria Ivatônia Barbosa dos Santos passou a compor o pleno da Corte e atuará nas decisões de segunda instância.

Mas a vida dedicada aos estudos e à carreira de servidora do Estado não fizeram a magistrada e ex-delegada da Polícia Civil de Goiás evitar situações enfrentadas por boa parta da população do país: o racismo e o preconceito social.

“O racismo, que nós teimamos em não entender e não aceitar, é disfarçado. Sempre pensam que nós, negras, somos empregadas. No caso dos homens, pensam que são motoristas ou seguranças”, afirmou ao Metrópoles.

Na noite de quinta-feira (12/12/2019), Maria Ivatônia foi promovida do cargo de juíza de direito substituta de 2º grau ao de desembargadora, em cerimônia conduzida pelo presidente do TJDFT, Romão Cícero de Oliveira.

Reconhecida pelo trabalho, formação, competência e seriedade dentro da Corte, a magistrada relatou que até hoje passa por momentos de discriminação, e que negar a existência do racismo é o mesmo que reforçá-lo.

Quando morava no interior do Tocantins, ainda pequena e na família com sete irmãos, Maria Ivatônia não sabia o que era preconceito. As primeiras situações de discriminação ocorreram quando se mudou para Goiânia, onde cursou o ensino superior. “Na cidade grande você percebe [o racismo]”, disse.

Confira a entrevista:

Como foi a trajetória até o cargo de desembargadora?

Tive uma infância simples. Estudei na escola municipal, pública. Depois, no único colégio de ensino médio que havia na cidade, das Irmãs Dominicanas. Mais tarde nos mudamos para Goiânia, onde cursei faculdade. A infância simples me preparou para a vida com muita propriedade.

No início, na minha cidade pequena, não percebia muito a discriminação, porque todo mundo é muito próximo, todo mundo é parente. Essa dificuldade, o racismo que nós teimamos em não entender e não aceitar, é disfarçado. Quando se vai para a cidade grande, você percebe. Sempre pensam que nós, negras, somos empregadas. No caso dos homens, pensam que são motoristas ou seguranças. Temos que fazer valer o nosso espaço.

A senhora é a primeira desembargadora negra do TJDFT. Como vê este momento?

É uma alegria grande ser promovida a desembargadora, tomar posse e poder dedicar isso a todas as meninas e meninos, negros e negras deste Brasil continental, que tem 56% de população negra e tão pouca gente em lugares de projeção. Esse é o recado que queria dar: dizer que nós podemos e devemos ocupar nosso espaço.

Como será a atuação no cargo de desembargadora?

Pretendo continuar a atuar como sempre: com a Justiça da forma que tem de ser feita. O princípio da igualdade é tratar igualmente os iguais e desigualmente os diferentes na medida de suas igualdades e desigualdades. Me perguntam sempre: “A senhora é contra o merecimento?”. Eu respondo: “Não”. Mas merecimento pressupõe, necessariamente, que nós estejamos em absoluta igualdade de condições. Não podemos simplesmente pegar duas pessoas que estão desiguais e compará-las, igualá-las. A Justiça precisa fazer essa diferenciação.

A senhora já sofreu algum tipo de preconceito?

Não neste tribunal. O TJDFT não tem essa visão preconceituosa. O preconceito velado está na sociedade. Vou dar um exemplo: em um restaurante no Rio de Janeiro, num hotel cinco estrelas, cheguei e desci do táxi logo após meu amigo e colega loiro descer. O segurança abriu a porta para ele e disse: “Pois não, doutor?”. Eu cheguei em seguida, o mesmo segurança se postou na minha frente e disse: “A senhora deseja o quê?”. Respondi: “Que você me conduza até a piscina do hotel ou até o gerente, que irei reclamar de você”.

“São situações que a gente convive. Quando estou com menos paciência, chego falando outra língua e pensam que sou uma estrangeira rica. Não se trata de desabafo furioso, é só uma constatação. Temos que entender que o fato de negar o racismo não significa que ele não exista. Parece que é o contrário, faz com que ele cresça.”

Formação

Maria Ivatônia se graduou em direito pela Universidade Católica de Goiás (UCG) e não parou mais de estudar. A magistrada tem pós-graduação em direito constitucional eleitoral pela Universidade de Brasília (UnB); em direito penal e direito administrativo pela Universidade Católica de Brasília; e em direito penal, direito processual penal e direito constitucional pela UCG.

Ocupou o cargo de delegada da Polícia Civil de Goiás e coordenou a Central de Guarda de Objetos de Crime (Cegoc), tendo sido condecorada com a Medalha do Mérito Policial Civil Juscelino Kubitschek de Oliveira pelos relevantes serviços prestados à frente da Cegoc; entre outras atividades.

Ela ingressou na magistratura do Distrito Federal em 7 de maio de 1993, como juíza de direito substituta. Em fevereiro de 1996, foi promovida a juíza de direito e, em abril de 2014, tomou posse no cargo de juíza de direito substituta de 2º grau, que exercia até a quinta-feira (12/12/2019).

A magistrada atuou na 2ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais do DF. Foi titular da Auditoria Militar e da 2ª Vara Criminal de Taguatinga, além de diretora do Fórum de Taguatinga e do Fórum Desembargador José Júlio Leal Fagundes.

No Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), a magistrada ocupou os cargos de desembargadora eleitoral titular e substituta, bem como o de ouvidora, e foi condecorada com a medalha do Mérito Eleitoral do DF na classe jurista. Além disso, foi coordenadora da Revista da Escola da Magistratura do Distrito Federal.

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Fonte: Metropoles

CDDF presente na caminhada pelo fim da Violência contra a mulher

Hoje (08/12) aconteceu na Esplanada dos Ministérios a caminhada pelo fim da Violência contra a mulher. Esse evento foi realizado em aproximadamente 20 Estados mais o DF e contou com apoio de atores, cantores, sociedade civil, delegados, parlamentares e a população em geral.

Presente ao evento a Dra. Janete Vaz, presidente do grupo SABIN (eleita por dois anos consecutivos a melhor empresa para MULHER trabalhar), o Conselho de Desenvolvimento do DF esteve representado por sua Assessora Especial da Presidência, a empresária Maria Angelica e também sua filha a jornalista e também empreendedora Jordana Saldanha.

A Delegada da DEAM, Dr. Sandra Costa falou sobre a importância desse ato, veja em vídeo sua falar:

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Alameda Shopping recebe primeira edição do Concurso Beleza Afro Brasil

O objetivo é expor as raízes da cultura afro e motivar o mercado da moda a investir em todos os perfis, sem estereótipos ou biótipos

O Alameda Shopping promove a primeira edição do Concurso Beleza Afro Brasil, em Brasília, nesta sexta-feira (6/12) e sábado (7/12). Realizado desde 2015 na cidade de São Paulo, o evento tem como principal objetivo expor as raízes da cultura afro na capital.

Os vencedores do concurso serão premiados com um contrato de agenciamento e seguirão para a capital paulista para representar Brasília nos maiores eventos do mundo da moda na cidade.

O evento é realizado pela GJM Agency Model, uma empresa que trabalha com inclusão social, por meio de parcerias com institutos, grupos e projetos sociais. O objetivo também é motivar o mercado da moda a investir em todos os perfis, sem estereótipos ou biótipos.

Foi realizada uma triagem para selecionar 48 aspirantes que participarão do evento. Na abertura do concurso, haverá um desfile com candidatos e modelos afros convidados. No dia do encerramento, haverá novo desfile, com a presença do diretor nacional do concurso, o brasiliense William Lemos.

O ingresso para os interessados em assistir ao evento será a doação de uma lata de leite em pó, arrecadada para o Instituto Doando Vidas, localizada na Cidade Estrutural.

Serviço:

Concurso Beleza Afro

Data: 6 e 7 de dezembro (sexta-feira e sábado)

Local: Alameda Shopping, Taguatinga

Ingresso para o público: doação de 1 lata de leite em pó

Local de inscrições: Alameda Shopping, no estande localizado no piso térreo

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Fonte: Jornal Times Politica

Erika Filippelli recebe Medalha Mérito Buriti

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Muito, muito honrada por receber a Medalha Mérito Buriti pelos serviços prestados ao GDF. De certo, não foi um ano fácil, mas foi um ano de superação, de união de forças, resiliência e muito trabalho . Agradeço sempre a Deus pela oportunidade de fazer o que amo, na cidade que nasci e amo, para as mulheres mais extraordinárias que já conheci. Obrigada Governador @ibaneisoficial por todo carinho e confiança e por montar a equipe mais incrível de todos os tempos. Agradeço também de forma muito especial a todos os servidores da Secretaria da Mulher que foram fundamentais para esse resultado. Vamos trabalhar muito para ver um DF mais justo e seguro e com mais oportunidades para nossas mulheres. @gov_df @etempodeacao

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Mais de 3.500 mulheres foram vítimas de feminicídio na América Latina em 2018

Mais de 3.500 mulheres foram vítimas de feminicídio na América Latina em 2018

Mulheres marcham contra a violência de gênero em El Salvador, no Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres – AFP

AFP

Pelo menos 3.529 mulheres foram assassinadas em 25 países da América Latina em 2018 por motivos de gênero, com Bolívia e quatro países centro-americanos liderando a epidemia, informou a Cepal nesta segunda-feira (25).

No Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, a Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal) alertou sobre o “flagelo” e a importância de seu registro para implementar políticas transversais para “sua prevenção, reparação e sanção”.

O organismo destacou que quatro das cinco taxas mais altas de feminicídio na América Latina foram registradas em El Salvador (6,8 cada 100.000 mulheres), Honduras (5,1) e Guatemala com 2,0) e República Dominicana (1,9). A Bolívia, com 2,3 feminicídios para cada 100.000 mulheres, lidera a estatística na América do Sul.

No Caribe, destacam-se as altas taxas de Trinidad e Tobago e Barbados, ambas com 3,4 mortes cada 100.000 mulheres.

“O assassinato de mulheres por razões de gênero é o extremo do contínuo de violência que vivem as mulheres na região”, afirmou a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena.

Para Bárcena, os altos números de feminicídios “dão conta da profundidade que alcançam os padrões culturais patriarcais, discriminatórios e violentos na região”.

Em contraste com as elevadas cifras de feminicídios o Peru, com uma taxa de 0,8, a mais baixa na região.

O Observatório de Igualdade de Gênero da América Latina e do Caribe (OIG), órgão da Cepal encarregado de colher os casos de feminicídios, destacou as dificuldades da região para gerar estatísticas comparadas sobre o problema.

O organismo destacou que na maioria dos países do Caribe a ausência de tipificação do feminicídio em códigos penais faz que só sejam registrados os casos em que o assassino é companheiro ou ex-companheiro da vítima.

Na América Latina, a normativa do fenômeno difere de uma “expressão ampla” do feminicídio até leis que relacionam o crime ao casamento ou à convivência, o que gera múltiplas formas de construir os registros de cada país.

Ao redor do mundo, milhares de mulheres morrem todo ano por causa do gênero, afetando igualmente países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Alguns países optaram por aprovar legislação específica contra o problema.

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Fonte: IstoÉ

Xuxa relata detalhes sobre abusos sexuais sofridos na infância

Crédito: Reprodução/Instagram

Xuxa Meneghel escreveu em sua coluna da revista Vogue na segunda-feira, 25, sobre o abusos sexuais que sofreu na infância, desde que tinha cerca de quatro anos de idade.

Apontando os sentimentos de culpa, raiva, medo e impotência, a apresentadora relembra que, quando pequena, tomava uma bebida com uma baixa dosagem de álcool para abrir o apetite, que a deixava com mais sono que o normal – algo que era “normal” para crianças em famílias da região sul do País, segundo ela.

Até que certo dia, enquanto dormia, sofreu o primeiro abuso. “Me lembro de um cheiro de álcool de alguém, uma barba que machucou o meu rosto e algo que foi colocado na minha boca. Acordei dizendo que alguém tinha feito xixi na minha boca e meus irmãos disseram que eu tinha sonhado”, recorda.

Sem revelar nome, Xuxa conta também que era tocada por “um parente distante”. “Colocavam o dedo, doía, não sabia distinguir o que sentia. Por isso não chorava e nem reclamava com ninguém sobre o acontecido”, relata.

“Essa mesma pessoa vinha ao Rio quando eu já tinha entre nove e dez anos, e, quando a família dormia, colocava seus dedos por debaixo dos lençóis e me tocava. Nesse tempo, esse parente distante já era um adolescente e sempre que podia me tocava. Por que eu não gritava, não chorava? Não sei”, completa.

Xuxa afirma que também foi abusada por um professor de sua escola, um ex-namorado de sua avó – que pedia para a pequena “sentar no colo dele” – e um amigo de seu pai, que a encurralou em uma parede aos 13 anos e colocou as mãos por baixo de sua camiseta.

“Ele tentou beijar minha boca. Me lembro que chovia e eu saí correndo pela rua até chegar na praia. Chorava muito, peguei um punhado de areia e passava no meu corpo para limpar toda sujeira que estava impregnada há anos”, conta.

Com medo de contar para os parentes mais próximos e desestruturar a família, Xuxa revela que se calou por 50 anos, até o dia que resolveu falar sobre o caso no Fantástico, da Globo. Por fim, ela aponta que essas situações, ocorridas dos quatro aos 13 anos, a fizeram ter “manias de limpeza”, que se perpetuam até hoje.

“Tomo de três a quatro banhos por dia, tenho vontade de estar com crianças pois elas não me fariam nenhum mal.”

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Fonte: IstoÉ

PM troca vestido de noiva por farda de gala e emociona convidados

Capitã troca vestido de noiva por farda de gala da PM e surpreende convidados

De véu, grinalda e farda de gala branca, ela surpreendeu os convidados ao unir suas duas paixões: a igreja e a Polícia Militar

Foto: Gabriel Bandeira

Quando pensamos em um casamento, logo nos vem à cabeça a noiva de vestido branco. Mas a capitã Raíssa Helena Amorim, de 30 anos, inovou e entrou na igreja na última quarta-feira (13) de véu, grinalda e farda de gala da Polícia Militar de Mato Grosso.

 

Nascida em São Paulo (SP), mas criada em Mato Grosso desde pequena, logo que entrou na instituição, em fevereiro de 2009, Raíssa já decidiu que se casaria vestida com a farda da PMMT. A decisão ficou ainda mais fácil depois que conheceu o noivo, o diretor financeiro Matheus André de Campos Borges, 25 anos, que apoiou a ideia mesmo não sendo da área militar.

“Meu marido é diretor financeiro de uma startup que mexe com tecnologia para agricultura, então ele está bem distante do universo militar, mas ele é totalmente apoiador das coisas que eu faço e admirador da minha profissão”, disse a capitã.

Com o apoio do noivo, Raíssa começou a pesquisar sobre mulheres militares casando fardadas, mas não encontrou ninguém. Ela acredita ter sido a primeira oficial de Mato Grosso a entrar no casamento com a farda de gala, que não pode ser mudada, precisa ser usada exatamente como a original.

Foto: Gabriel Bandeira

Quando começou a convidar os amigos e a família para a cerimônia, ela contava que entraria de farda, mas poucos acreditaram, o que causou uma grande surpresa quando ela entrou na igreja.

“Achavam que eu estava brincando. Tanto que, quando eu entrei na igreja, foi um espanto muito grande para muitas pessoas, inclusive para o pastor, que perguntou para o meu marido: ‘Você sabia disso? É a primeira vez que eu realizo um casamento desse jeito’”, contou Raíssa, aos risos.

Para Raíssa, entrar na igreja fardada foi a realização de um sonho e a união de duas coisas muito importantes na vida dela: a Igreja Adventista do 7º Dia e a Polícia Militar.

“Entrar com a farda na igreja onde eu cresci foi unir duas instituições extremamente importantes na minha vida: a igreja, que foi base do meu ensinamento, onde eu aprendi a amar a Deus e amar as pessoas; e a minha profissão, já que desde os 18 anos, há quase 11 anos, eu trabalho nela. Aprendi a amar, a admirar, a ser forte, a me desenvolver como pessoa”, relatou.

Mas, apesar da entrada triunfal e da saída com o “teto de aço” – como é chamada a cobertura feita com espadas pelos militares – com direito à batida de espada no bumbum, como manda a tradição militar, segundo Raíssa, o ponto alto do casamento foram os votos do noivo.

“Ele falou mais que o pastor, demonstrou todo o amor que ele sente por mim, todo orgulho, então isso pra mim foi o ponto alto do meu casamento”, contou.

Foto: Gabriel Bandeira

Depois da cerimônia religiosa com efeito civil e toque militar, Raíssa quis inovar ainda mais. No lugar da festa tradicional, com banda, pista de dança e buffet, ela optou por um destination wedding e levou amigos e família para Cancún, no México.

“Eu queria fazer algo que as pessoas pudessem se envolver mais do que um dia no casamento. A gente queria estender a comemoração do nosso casamento. Então, além da cerimônia religiosa com efeito civil, nós decidimos trazer nossos amigos e a nossa família para a praia, em Cancún”, disse.

No Facebook, ela publicou uma foto com os convidados já em Cancún e descreveu nem acreditar que conseguiu que todos estivessem presentes.

Foto: Gabriel Bandeira

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Fonte: LIVRE/Metrópoles

Mulher grávida pula do 2º andar para fugir de cárcere e agressão

O suspeito, que é ex-companheiro da vítima, pulou na sequência para continuar o espancamento

iStock/Imagem ilustrativaISTOCK/IMAGEM ILUSTRATIVA

Uma mulher grávida, que era mantida em cárcere privado pelo seu ex-companheiro, pulou a janela do segundo andar para fugir das agressões do homem neste domingo (18/11/2019). Segundo reportagem do jornal O Tempo, ela era vítima de chutes contra a barriga, socos na cabeça e ameaças de morte. O caso aconteceu em Raposos, região metropolitana de Belo Horizonte.

O suspeito, na sequência, ainda pulou atrás dela e continuou a espancá-la. Ele só parou quando policiais que tentavam negociar a liberdade da mulher chegaram. A vítima tem 23 anos e foi socorrida e enviada ao posto de saúde municipal de Raposos e sobreviveu. Ainda não há informações sobre o estado de saúde do bebê, filho do agressor.

Vizinhos ouviram gritos

Ao ouvir os gritos e os pedidos de socorro da mulher, vizinhos da casa onde ela estava presa acionaram a Polícia Militar. À porta da residência, os policiais encontraram o suspeito agarrando a ex-companheira pelo pescoço, bem na janela.

Chorando e implorando ajuda, a mulher gritou aos agentes e disse que o suspeito estava com uma faca apontada para sua barriga, pois estava grávida de um filho dele. Assim, diante da situação, uma negociação foi iniciada com o criminoso e, por fim, ele decidiu soltar a mulher e ir até a porta de casa.

Contudo, desesperada após as agressões e com medo, foi nesse momento que a jovem pulou a janela do segundo andar do imóvel, caiu em um telhado e, em seguida, no chão. Para impedir que ela fugisse, o ex-companheiro correu para dentro de casa e pulou a janela para persegui-la. Depois de alcançá-la o homem ainda tentou continuar as agressões, mas acabou detido pela Polícia Militar.

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Fonte: Metropoles

Delegada Jane Klébia: Aprovada em 10 concursos, delegada da 6ª DP (Paranoá)é exemplo de conquistas

Aprovada em 10 concursos, delegada da 6ª DP é exemplo de conquistas

Jane Klébia do Nascimento Silva trilhou um caminho marcado pelo esforço. A investigadora passou em 10 concursos e hoje leva informações por meio de palestras à população humilde do DF


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No comando da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), Jane se diz realizada, mas não deixou de sentir os efeitos da discriminação: “Cargo de delegado de polícia ainda é elitizado”

“Brasília foi formada por dois tipos de pessoas: servidores públicos transferidos e aqueles que se aventuraram em busca de emprego na ideia da nova capital. Eu vim desse segundo grupo”, conta Jane Klébia do Nascimento Silva, 56 anos, titular da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). Naturais da Bahia, os pais da investigadora chegaram ao Distrito Federal em 1960 e passaram a morar em Sobradinho. Após três anos, Jane nasceu. Porém, sem conseguir emprego, o pai dela decidiu abandonar a família e ir embora para São Paulo. “Ficamos eu — ainda com 3 meses —, minha mãe e meu irmão, de 2 anos”, lembra.

De origem pobre, Jane trilhou um caminho marcado pelo esforço para chegar a uma posição de chefia na Polícia Civil. Ao longo da vida, passou em 10 concursos públicos e exerceu diversos cargos no Distrito Federal, como secretária de Estado de Políticas para Crianças Adolescentes e Juventude, administradora de Sobradinho e chefe da controladoria jurídica da Companhia de Planejamento (Codeplan), além de concorrer para deputada distrital nas eleições de 2018. Hoje, encontrou paixão no trabalho na 6ª DP, onde se aproximou da sociedade, e tenta passar uma imagem de força e superação.
Na condição de mulher e negra, a história da investigadora, contudo, teve diversos episódios manchados por preconceitos, assunto que ela evitar detalhar. “O cargo de delegado de polícia ainda é elitizado. As pessoas imaginam um padrão da pessoa que assume essa função. Elas não conseguem imaginar e tratam como se fosse uma coisa impossível para uma mulher negra ocupar esse espaço”, frisa. Jane conta que viveu situações em que pessoas não a reconheceram como delegada, justamente por causa do gênero e da raça. Outra queixa da investigadora é referente ao distintivo, onde está escrito delegado no masculino. Este, segundo ela, é o único modelo disponível na corporação.

Dedicação

Após ser abandonada, a mãe de Jane passou a lutar por sobrevivência. Trabalhou como doméstica e costureira até conseguir se formar em enfermagem e começar a exercer a profissão. Com auxílio de um programa assistencial do governo, a mãe conquistou um lote em Sobradinho, lugar onde a delegada passou a maior parte da vida. Entretanto, ainda faltavam condições financeiras para cuidar da filha. Por isso, a policial precisou morar com a avó na Bahia e com um tio no Rio de Janeiro, que a trouxe de volta antes de completar 10 anos. “Com 9 anos, eu já era como uma dona de casa”, diz.
Jane estudou apenas em colégios públicos de Sobradinho: na Escola Classe 5, no Centro de Ensino 2 e no Centro de Ensino Médio 1, antigo ginásio. Durante o período, desenvolveu a paixão por esportes e passou a jogar na Seleção Brasília de Vôlei. Competiu em torneios fora do Distrito Federal, mas teve que interromper o sonho. “Precisava trabalhar. Naquela época, a sobrevivência falava mais alto.” Com 16 anos, virou atendente de uma papelaria e passou a estudar para enfermagem, por orientação da mãe.
Com 18 anos, Jane conseguiu um emprego na Pediatria do Hospital Regional de Sobradinho e, pouco tempo depois, na Oncologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB). “Ver aquelas crianças nascendo e morrendo mudou minha maneira de pensar. Na Oncologia, era outro extremo. Passei a perceber como a humanidade era igual, independente de patrimônio e família. Aprendi a valorizar a vida”, ressalta. Aos 20 anos, a policial se casou, teve o primeiro filho aos 22 e o segundo nove meses depois. Porém, ainda insatisfeita, decidiu cursar geografia no UniCEUB.
Em 1992, já formada e após passar oito anos como enfermeira, Jane foi aprovada em um concurso na Secretaria de Educação e começou a dar aulas em Samambaia. “Tinha dois meninos de fralda, precisava trabalhar e estudar. Saía de casa às 5h para chegar na escola às 7h30.” Apesar da rotina pesada, a agora policial não abandonou os estudos e usava todo tempo livre, mesmo durante a madrugada, para mergulhar nos livros.
Como agente de polícia, Jane almejava mais e decidiu ser delegada. Se formou em direito e mergulhou nos livros novamente. Durante dois anos, estudou oito horas por dia, incluindo fins de semana e feriados, para assumir o cargo. “Se eu ficasse me lamentando, não teria conquistado nada. O mundo não liga para você, e a competição é para todo mundo.” Ela relata que, depois que conquistou a função, em 2011, as portas começaram a se abrir.

Palestras

Ao mesmo tempo que é vaidosa, Jane transmite humildade. Ela chega à delegacia maquiada, com o cabelo impecável e as
unhas feitas. Mas carrega na mão o café da manhã: um pão de sal dividido ao meio, ainda na embalagem, e um copo de suco. No trajeto até sua sala, cumprimenta pessoas que aguardam para registrar ocorrências, funcionários da limpeza e agentes no balcão. Hoje, ela usa o próprio carisma para tentar se aproximar da comunidade.
Por ser de origem humilde, mulher e negra, Jane tomou para si a missão de levar informação à população do Paranoá — lugar onde trabalha — e de outras áreas do Distrito Federal. Durante a semana, ela faz de quatro a cinco palestras em instituições de ensino, além de outras entidades, como o Centro de Referência de Assistência Social  (Cras). “As pessoas mais simples acabam me colocando nesse lugar de referência. Escuto muita gente que diz se inspirar em mim, que consegui superar as dificuldades”, destaca.
O principal tema tratado por Jane nas palestras é a violência contra o público feminino. “Muitas mulheres sofrem violência e não têm consciência disso. Além disso, a maioria não sabe o conteúdo da Lei Maria da Penha e elas precisam dessas informações”, comenta. A delegada almeja deixar uma marca de força na sociedade e, por isso, garante que precisa se reafirmar todos os dias para ser reconhecida. “Nunca me vitimizei, me senti inferior ou duvidei que conseguiria. Hoje, tenho certeza de que o nosso lugar é onde a gente quiser.”

Especial

Para marcar o Mês da Consciência Negra, a série Histórias de consciência é publicada ao longo de novembro e presta homenagem a mulheres e homens negros que ajudam a construir uma Brasília justa, tolerante e plural.
Todos os perfis deste especial e outras matérias sobre o tema podem ser lidos no site www.correiobraziliense.com.br/historiasdeconsciencia.