25.1 C
Brasília, BR
terça-feira, janeiro 21, 2020

Novo tipo de célula T pode levar à cura universal para o câncer

Descoberta foi feita em uma amostra de um banco de sangue no País de Gales. Células se mostraram capazes de destruir vários tipos de células cancerosas

Pesquisadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales, descobriram um novo tipo de célula no sistema imunológico humano que pode atacar e destruir a maioria dos tipos de câncer.

A descoberta é um tipo de “célula T” nunca visto. As células T são responsáveis pela defesa do organismo contra agentes desconhecidos, como vírus e bactérias. Mas o novo tipo, encontrado em uma amostra de um banco de sangue na região, tem um receptor diferente que permite que ela se “enganche” na maioria dos tumores que afetam os seres humanos, sem afetar as células saudáveis.

Em testes de laboratório, este tipo de células T foi capaz de identificar e matar células causadoras de câncer de pulmão, pele, sangue, cólon, mama, ossos, próstata, ovário, cervical e renal.

Segundo o Professor Andrew Sewell, autor do estudo e especialista em células T na Escola de Medicina da Universidade de Cardiff, a descoberta é “altamente incomum” e aponta para a possibilidade de um tratamento “universal” para diversos tipos de câncer.

Os pesquisadores ainda não conseguiram determinar o quão comum o novo tipo de célula T é. “Pode ser bastante raro, ou pode ser que muitas pessoas tenham estes receptores, mas que por algum motivo eles não sejam ativados. Nós ainda não sabemos”, diz o professor.

Fonte: Telegraph  – Olhar Digital

O que esperar do mercado de TI em 2020

ti, tecnologia da informação, it
Liliane Nakagawa 19/01/2020 21h01
Com a Transformação Digital, o mercado de tecnologia é um dos que mais apresenta crescimento e está em constante desenvolvimento, exigindo novos profissionais

Nos últimos meses, a Gartner lançou uma série de previsões para o mercado tecnológico em 2020. O estudo só mostra o que já estamos observando há algum tempo: à medida que a tecnologia traz expectativas variadas, a condição humana vem sendo desafiada, trazendo aprimoramentos, decisões e emoções.

Segundo a consultoria, até 2023, o número de pessoas com deficiência empregadas nas organizações triplicará devido à Inteligência Artificial e às tecnologias emergentes, reduzindo as barreiras de acesso. Ainda de acordo com o estudo, a IA influenciará mais da metade dos anúncios on-line que as pessoas veem. Para 28% dos profissionais de marketing, essa tecnologia, juntamente com o Machine Learning, vai orientar o impacto futuro do setor e 87% das organizações já estão em busca de algum nível de personalização.

Conheça as principais tendências para o mercado de TI em 2020:

Mercado a todo vapor

O mercado está aquecido para os profissionais de TI, principalmente as carreiras ligadas à Inteligência Artificial, que estão surgindo e ficando em evidência. Um estudo da Gartner acredita que serão criados cerca de 2,3 milhões de empregos ligados a IA.

Implementação de IA no mundo dos negócios

Até o fim de 2020, uma boa parte das empresas brasileiras vai implementar Inteligência Artificial em seu modelo de negócio. Segundo a nova pesquisa global da IBM sobre a adoção da tecnologia, “Dos obstáculos à escala: a disparada global à IA” (From Roadblock to Scale: The Global Sprint to AI), os projetos com IA estão ganhando espaço nas empresas e nos negócios, à medida que as barreiras à sua adoção vão diminuindo.

Tecnologia de 5ª geração e a Internet das Coisas

O 5G estará disponível ainda no primeiro semestre no Brasil e deve mudar os paradigmas de conectividade e abrir portas para um futuro totalmente conectado, impulsionando a Internet das Coisas. Isso porque a tecnologia faz a diferenciação dos três tipos de interações – “pessoas com pessoas”, “pessoas com máquinas” e “máquinas com máquinas”. Ou seja, oferece altíssima velocidade e confiabilidade para a conexão de pessoas, de objetos e coisas nos ambientes domésticos, urbanos, industrial, educacional, de saúde, etc., além de impulsionar o mercado. Não faltam expectativas para esse lançamento!

Apesar de estar associada ao mercado de criptomoedas, essa tecnologia vai muito além e já está revolucionando todos os segmentos. A partir do Blockchain, é possível armazenar digitalmente registros de transações em redes descentralizadas. De acordo com uma pesquisa da Deloitte, 77% dos 1.386 executivos de mais de 10 países indicaram que perderão vantagem competitiva se não adotarem essa tecnologia. Segundo a Gartner, as 10 principais organizações de notícias usarão o Blockchain para rastrear e provar a autenticidade de seu conteúdo publicado para leitores e consumidores. Além disso, até 2025, 50% das pessoas com um smartphone, mas sem uma conta bancária, usarão uma conta de criptomoeda acessível para dispositivos móveis. Ou seja, o impacto será grande por aqui!

* Por Alessandra Montini, diretora do LabData, da FIA

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: Olhar Digital

Seminua, Antonia Fontenelle quase mostra demais e fãs enlouquecem

Usando apenas um maiô cavado, a loira fez pose e empinou o bumbum em uma poltrona

Reprodução/Instagram

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Antonia Fontenelle deixou os fãs em polvorosa nesse domingo (19/01/2020) ao surgir toda sensual em seu perfil no Instagram. Usando apenas um maiô cavadíssimo, a beldade empinou o bumbum em uma poltrona, mas quase mostrou demais.

Fazendo carão, Fontenelle recebeu aplausos dos fãs ao longo da publicação. “O que procede a quebradeira”, escreveu ela, pronta para o Carnaval.

“Uau, mulherão”, “Simplesmente perfeita”, “Como sempre você está linda” e “O tempo só te fez bem” foram algumas das reações dos internautas.

Fonte: Metrolopes

Vídeo. Caio Castro beija Grazi Massafera e se declara: “Te amo”

O momento para lá de romântico foi divulgado nas redes sociais

Reprodução

REPRODUÇÃO

Não assumiram, mas estão quase! Caio Castro tascou um beijão em Grazi Massafera em um vídeo que está circulando nas redes sociais. No momento entre amigos, o ator ainda soltou: “Te amo”.

Os fãs do casal não estão conseguindo lidar com esse momento para lá de romântico. Apesar do beijo e da declaração, porém, nenhum dos dois ainda falou sobre namoro na internet.

Fato é que Grazi e Caio estão usando alianças e já foram flagrados inúmeras vezes juntinhos. Passaram o Réveillon juntos e o romance já dura alguns meses.

Fonte: Metropoles

Lulista Zé de Abreu: “Regina é ideal para governo nazista-homofóbico”

Pelo Twitter, ator ironizou convite à atriz para assumir secretaria da Cultura e disse que ela se igualaria ao “que há de pior na sociedade”

O ator José de Abreu ironizou, nesta segunda-feira (20/01/2020), a possibilidade de que a atriz Regina Duarte aceite o convite para ser secretária especial da Cultura do governo Jair Bolsonaro (sem partido). Pelo Twitter, ele disse que a artista seria “ideal para participar do governo nazista-homofóbico-miliciano”.

Desde a divulgação de que Regina havia sido convidada para o cargo por Bolsonaro, ele fez uma série de postagens sobre o assunto e também afirmou que está “vibrando” com as chances de ela aceitar: “Vai se igualar ao que há de pior na sociedade brasileira!”

Ele declarou ainda que “há mais semelhanças que apenas o fascismo interior” entre a atriz e o ex-secretário de cultura, Roberto Alvim, demitido na última sexta-feira (20/01/2020) após parafrasear o ministro da Propaganda nazista, Joseph Goebbels, em vídeo institucional. “E ela sabe que eu sei. Coisas que são permitidas a artistas, mas não a ministros, né, querida?”, provocou.

As críticas se estenderam à deputada estadual por São Paulo, Janaína Paschoal (PSL) e à ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. “Regina deveria aceitar e chamar Janaína para direção da Funarte. Dividiriam o ridículo com a Damares. Fariam o trio de ouro do governo nazista.”

Para ele, se aceitar, a atriz chegará “ao fim de sua carreira artística por um cargo de merda, sem poder algum”. “Se ainda fosse ministra, mas secretária é pequena demais”, opinou. Regina ainda pode, contudo, ser ministra: o governo estaria estudando recriar o Ministério da Cultura, caso ela aceite o convite — hoje, a pasta está subordinada ao Ministério do Turismo, apenas como secretaria.

José de Abreu alfinetou Regina também por declaração em que ela diz que o governo de Bolsonaro “respeita seu povo”. “Seu povo, o povo dele, não o povo brasileiro: ministros analfabetos, milicianos, corruptos, nazistas, militares e policiais assassinos, torturadores, pedófilos. Realmente, ela está preparada para o cargo”, disparou.

José de Abreu

@zehdeabreu

O pior é saber que há mais semelhanças entre @RobertoAlvim4 e Regina Duarte que apenas o fascismo interior… E ela sabe que eu sei. Coisas que são permitidas a artistas mas não a ministros, né, querida?

Fonte: Metropoles

A mulher perseguida até a morte após romper relação abusiva

“O ano de 2020 será dos anjos”, dizia Luciana de Melo Ferreira, 49 anos, sem saber que em breve se tornaria um deles. Assassinada pelo ex, Alan Fabiano Pinto de Jesus, 45, a servidora não teve tempo de realizar os seus sonhos. Ela costumava confessá-los aos colegas, em voz alta, enquanto criava bonecos, feitos de papel A4. Os origamis dobrados pelas mãos de Luciana enfeitaram o Natal da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde ela trabalhou por mais de 22 anos.

Um dos desejos mais urgentes era poupar dinheiro para viajar a Paris, na França. A vontade, porém, não era conhecer a Torre Eiffel, ou os famosos pontos turísticos da Cidade Luz. Ela queria rever o filho, a quem não dava um abraço havia três anos, quando o primogênito decidiu morar no país europeu. “Se gostar de lá, nem volto”, brincava Luciana com a chefe, e amiga, Ana Cláudia Mendonça.

Os enfeites natalinos colocados na repartição pública ainda estão lá. Ninguém teve coragem de retirá-los. A mesa da vítima também permanece intocada, do jeito que ela deixou quando saiu de férias, no início de dezembro. O local se tornou uma espécie de memorial onde os amigos e colegas do TSE têm deixado os origamis feitos carinhosamente por Luciana.

Arquivo Pessoal
Os origamis dobrados pelas mãos de Luciana enfeitaram o Natal da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles estão lá até hoje
Os origamis dobrados pelas mãos de Luciana enfeitaram o Natal da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles estão lá até hoje

A paciência e a delicadeza necessárias para os trabalhos manuais se misturavam a outros traços da personalidade de Luciana. Dona de si, falava o que vinha à cabeça, sem meias palavras. “Ela sempre foi direta. Algumas pessoas interpretavam como frieza. Mas, quando a conheciam, viam o quanto ela era leal e cuidadosa”, lembra Ana Cláudia. O jeito altivo pode ter desencadeado algumas das brigas com o ex. “Se ela não gostava de algo, não ficava acuada, calada. Não tinha medo de expor o desagrado”, reflete a colega de sala. “Era assim no trabalho e na vida.”

Divorciada, Luciana falava com muito amor e orgulho sobre a criação dada ao casal de filhos. A servidora era uma mãe dedicada, mas nunca abriu mão de suas necessidades enquanto mulher. Vaidosa, estava sempre bem-arrumada, de unhas feitas e com colares lindos. Gostava de sair com as amigas para bares, shows e viagens de fim de semana. Amava a vida e não deixava nada para ser vivido depois. “Nada de amanhã, vamos resolver hoje”, decretava a secretária executiva sempre que Ana Cláudia pensava em adiar uma decisão.

Foi num desses passeios, durante um encontro de motociclistas, que a servidora conheceu o vigilante, morador de Ceilândia, Alan Fabiano Pinto de Jesus, 45. No começo, o romance novo deu ares de adolescente a Luciana. Com pensamento longe e um sorriso indisfarçável, foi flagrada pela chefe desenhando corações na agenda, com seu nome e o do paquera no centro do desenho. Segundo a amiga, ao ser provocada sobre a situação, a vítima, envergonhada, teria dito que eles ainda estavam “só ficando, se conhecendo”. Era abril de 2019.

Arquivo Pessoal
Luciana era paciente e delicada, mas também era dona de si e falava o que vinha à cabeça, sem meias palavras
Luciana era paciente e delicada, mas também era dona de si e falava o que vinha à cabeça, sem meias palavras

No entanto, com cerca de dois meses de relacionamento, fase em que, normalmente, os casais vivem em clima de lua de mel, Luciana já percebia sinais de perigo e relatava as primeiras discussões com Alan. Após uma viagem de moto a Pirenópolis (GO), a vítima contou para a amiga ter ficado assustada com a velocidade e a forma irresponsável como o segurança dirigia. “Vou brigar com ele e dizer que não ando mais com ele”, afirmou. “É preciso ter cuidado, as estradas são muito perigosas”, preocupou-se Ana. “Eu sei, não vou mais”, prometeu Luciana.

Com o tempo, a vítima foi ficando cada vez mais reservada e discreta sobre o namoro. Deixou de fazer qualquer comentário a respeito do relacionamento. Mas no final de agosto, durante uma conversa sobre relações abusivas, deixou escapar para a parceira de sala que não estava mais tão feliz. “Eu penso em me afastar do Alan. Às vezes sinto que ele me faz mais mal que bem”, contou.

O desabafo aconteceu na mesma época em que o criminoso teve sua primeira explosão pública. Depois de uma discussão, Luciana deixou o ex falando sozinho e subiu para o apartamento dela. Como não quis deixar o vigilante subir, Alan quebrou toda a vidraça da portaria que dava acesso à casa da servidora. A confusão assustou os demais moradores do bloco localizado no Sudoeste. “Eu pensei que fosse assalto, pois ele estava quebrando tudo”, disse uma vizinha que não quis se identificar.

Leia mais

  • VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

    As histórias de todas as vítimas de feminicídio do DF em 2019

    As histórias de todas as vítimas de feminicídio do DF em 2019

  • VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

    Após feminicídio, a família da mulher luta para proteger a sua história

    Após feminicídio, a família da mulher luta para proteger a sua história

  • VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

    2019: 33 feminicídios e 16.954 mulheres correndo perigo de vida

    2019: 33 feminicídios e 16.954 mulheres correndo perigo de vida

  • VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

    Metrópoles faz palestra sobre feminicídio em 15 escolas do DF

    Metrópoles faz palestra sobre feminicídio em 15 escolas do DF

Ao Metrópoles, o zelador Geraldo Gonçalves de Sousa contou que, passado o rompante de raiva, Alan teve medo de alguém acionar a polícia. Conversou com o síndico e, no dia seguinte, levou dinheiro para quitar o prejuízo. O imbróglio foi resolvido sem o envolvimento das autoridades. O descontrole emocional de Alan aconteceu na mesma época em que o feminicida Marinésio dos Santos Olinto tomou as manchetes dos noticiários do Distrito Federal.

De acordo com Alexandre Sena, outro amigo do tribunal, Luciana ficou muito chocada com o caso. “A gente comentou muito. Ela ficou indignada, perguntava até quando isso aconteceria”, recorda o funcionário. A situação extrema de violência contra o sexo feminino serviu de alerta para perceber os riscos que corria, mas o ponto final entre ela e o criminoso ainda demoraria mais um mês para chegar.

Em outubro, ela conheceu o lado mais sombrio de Alan. Após tentar dar fim à relação, o acusado jogou o carro no qual estavam, de propósito, em direção a uma árvore. Para se salvar, a vítima pulou do veículo em movimento, momentos antes da colisão, e se feriu.

O costumeiro bom humor no ambiente profissional escondeu dos colegas de trabalho o drama pessoal pelo qual ela estava passando. Na época do acidente, o raro pedido de licença médica chamou atenção e preocupou a chefe. “Bebi tanto que caí”, explicou Luciana como desculpa para o joelho machucado.

Na ocasião, Alan foi preso em flagrante e denunciado por tentativa de feminicídio. O homem passou duas semanas detido, mas a Justiça concedeu liberdade provisória para ele. Em 21 de outubro, foi realizada a audiência de custódia. Para ser solto, Alan precisou, além de usar a tornozeleira, pagar fiança de R$ 2 mil e se comprometer a manter distância de, ao menos, 500 metros da vítima.

O trauma não paralisou Luciana. A servidora resolveu seguir a vida, sem olhar para trás. “Acabou, não volto mais”, ressaltava aos amigos.

Mas algo ainda a incomodava. Mesmo tendo experimentado a violência extrema do ex, não queria se sentir responsável por prejudicar seu futuro. Despretensiosamente, aproveitou uma nova notícia de violência doméstica para perguntar a Alexandre se uma pessoa denunciada na Lei Maria da Penha poderia prestar concurso público. “Eu não soube responder direito. Mas achava que não. Na hora nem imaginei a dúvida ser sobre o ex dela”, recorda o colega.

Arquivo Pessoal
Luciana falava com muito amor e orgulho sobre a criação dada ao casal de filhos
Luciana falava com muito amor e orgulho sobre a criação dada ao casal de filhos

No dia 4 de dezembro, a vítima pediu a retirada da medida protetiva contra Alan, alegando não estar mais em situação de risco. Para Ana Cláudia, apesar do histórico de agressões, Luciana nunca acreditou na possibilidade de ele voltar a procurá-la. “Para ela, esses casos de feminicídio aconteciam com quem tinha anos de relacionamento, eles haviam ficados juntos pouquíssimo tempo. A Lu pensou que ele fosse deixá-la em paz.”

O pedido foi acolhido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), e, diferente das expectativas de Luciana, Alan não a havia esquecido. Apenas 13 dias após se livrar da tornozeleira, em 17 de dezembro, voltou a fazer contato com a servidora. Decidido a reatar o namoro, deixou um bilhete no para-brisas do carro da vítima. “Eu te amo, faça contato comigo pelo WhatsApp”, escreveu o assassino.

Luciana não respondeu ao vigilante. Comentou a tentativa de contato com alguns amigos e familiares e foi convencida por eles a prestar queixa. Porém, pela primeira vez, protelou uma resolução. Ocupou-se dos preparativos para a ceia de Natal em família e resolveu esperar até a segunda-feira seguinte, dia 23/12/2019, para ir à delegacia. Não deu tempo. No sábado, 21/12/2019, ao chegar à porta de casa, deu de cara com seu algoz.

Imagens do circuito de segurança mostram que o vigilante chegou ao edifício de Luciana às 20h31. Com o crime premeditado, Alan digitou a senha de acesso na portaria e subiu as escadas. Ninguém o viu e ele ficou à espreita por cerca de duas horas. Às 22h32, foi a vez de a vítima entrar no prédio. Luciana estava sozinha, tinha passado a tarde no shopping com a filha e, depois, a deixado para passar o fim de semana na casa do namorado.

As investigações apontam que Alan ficou de tocaia no quarto andar do prédio. Quando Luciana percebeu a presença dele no corredor, tentou bater a porta, mas ele travou com as mãos e forçou a entrada no apartamento. Em depoimento, o assassino confesso diz ter ido ao local para tentar voltar com a vítima, mas a mulher não quis ouvir. Segundo ele, ao encontrá-lo, ela tentou tirá-lo da residência. No momento da briga, a ex pegou uma tesoura para atacá-lo e ele apenas “se defendeu”.

A cena do crime e os ferimentos em Luciana contam uma história bem diferente. No corpo ensanguentado, os peritos criminais encontraram 48 perfurações. Vários ferimentos foram sobrepostos e se concentraram na parte cervical posterior da vítima, ou seja, a maioria dos golpes foram desferidos nas costas, de forma brutal e covarde. A polícia acredita que os dois discutiram até o vigilante começar a esfaqueá-la com um objeto cortante, possivelmente uma faca, e uma tesoura.

A frieza do assassino surpreendeu até mesmo o delegado-chefe da 3ª DP, Ricardo Vianna. Segundo o responsável pelas investigações, Alan disse aos agentes que após dar as tesouradas ainda permaneceu no apartamento por cerca de 30 minutos, vendo a vítima agonizar, gemer e gesticular. “Ele confessou que deixou Luciana ainda com vida quando fechou o apartamento”, contou Viana.

Em nota, os legistas informaram que a causa da morte de Luciana foi choque hipovolêmico determinado por objeto cortante e perda de sangue. Luciana sangrou até morrer. “Se ele tivesse fugido do local, mas avisado alguém, ela poderia estar viva”, ressaltou o delegado.

As mesmas câmeras que flagraram a invasão do assassino também registraram o momento que ele deixa o local. Vestido com uma calça vermelha, camisa de capuz e com a bolsa da vítima na mão, ele desceu os degraus silenciosamente, com cuidado para não ser visto. Em determinado momento, apressa o passo e deixa o prédio. Os investigadores acreditam que a intenção de carregar consigo os pertences de Luciana era para simular um latrocínio – roubo seguido de morte.

No domingo, 22/12/2019, enquanto o corpo de Luciana jazia esquecido no apartamento, o vigilante assumiu, normalmente, seu posto de trabalho, no Ministério da Economia. Dia e noite correram sem ninguém dar falta da servidora. Na segunda-feira, 23/12/2019, passadas mais de 24 horas do assassinato e com o corpo já em decomposição, o mau cheiro começou a incomodar os vizinhos. “O odor passava por debaixo da porta, estava forte, mas ninguém sabia o motivo”, lembra o porteiro.

O crime só se tornaria público por volta das 17h, com o retorno da filha à casa. Acompanhada do namorado, ao chegar ao local, a moça percebeu que o apartamento estava trancado com uma chave tetra e precisou de um chaveiro para abrir a porta. O primeiro a dar de cara com a cena foi o rapaz. Ele correu para abraçar e tentar impedir a amada de ver a mãe morta.

Enquanto a menina sofria pela perda, Alan Fabiano dava entrada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) com traumatismo cranioencefálico. Na terça, foi transferido para o Hospital de Base, onde foi encontrado. Não se sabe ao certo, porém, se as lesões foram provocadas pela vítima, ou se o assassino teria tentado suicídio depois. O fato comprovado pela perícia da Polícia Civil do Distrito Federal é: Luciana lutou para não morrer. Cortes no antebraço atestam a tentativa de se defender.

Quando Ana Cláudia leu em uma das reportagens do Metrópoles que a amiga havia lutado até o fim, não teve dúvidas. “Quando falávamos desses casos de violência doméstica, ela sempre dizia: ‘Eu posso até apanhar, mas eu também vou acabar com o cara’”, lembra.

No dia 2 de janeiro, Alan Fabiano foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP), localizado no Complexo Penitenciário da Papuda. O homem estava internado no Hospital de Base desde o dia 24 de dezembro. Em audiência de custódia, realizada no dia 25/12/2019, a Justiça decretou sua prisão preventiva.

“O crime está enquadrado em homicídio qualificado pela emboscada, motivo fútil e feminicídio desde que ele foi preso em flagrante. Essa parte está finalizada”, explicou, ainda, Ricardo Vianna.

A partir de agora, o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, terá novo sentido para Ana Cláudia. Nos últimos dois anos, ela e Luciana aproveitavam a data para organizar diversas atividades e palestras no Tribunal Superior Eleitoral. Durante o evento intitulado Delas, as duas amigas conscientizavam homens e mulheres sobre o machismo no ambiente de trabalho e repetiam aos quatro cantos da instituição: “Não queremos flores, nem bombons, queremos respeito”. Luciana não conseguiu salvar a si mesma, mas sua história há de salvar muitas vidas.

Raquel Martins Ribeiro

Raquel Martins Ribeiro

Formada em jornalismo pela Universidade Estácio de Sá (Brasília). Tem passagens pelo Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Brasiliagenda e pelas assessorias de imprensa da Objetiva e do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Elas por elas

Em 2019, o Metrópoles criou projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal foram contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

Até terça-feira (31/12/2019), 16.954 mulheres do DF já procuraram delegacias de polícia para relatar abusos, ameaças e agressões que vêm sofrendo por parte de maridos, companheiros, namorados ou pessoas com quem um dia se relacionaram. Foram registrados ainda 33 feminicídios. Com base em informações da PCDF, apenas uma pequena parte das mulheres que vivenciam situações de violência rompe o silêncio para se proteger.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

Veja os perfis anteriores

  • NOÉLIA RODRIGUES

    Após feminicídio, a família da mulher luta para proteger a sua história

    Após feminicídio, a família da mulher luta para proteger a sua história

  • RENATA ALVES

    Animação sobre como a violência doméstica cruzou a vida de uma mulher e um vira-lata

    Animação sobre como a violência doméstica cruzou a vida de uma mulher e um vira-lata

DIRETORA-EXECUTIVA
Lilian Tahan
EDITORA-EXECUTIVA
Priscilla Borges
EDITORA-CHEFE
Maria Eugênia
COORDENAÇÃO
Olívia Meireles
EDIÇÃO
Érica Montenegro
REPORTAGEM
Raquel Martins Ribeiro
REVISÃO
Juliana Afioni
EDIÇÃO DE ARTE
Gui Prímola
EDIÇÃO DE FOTOGRAFIA
Michael Melo
FOTOGRAFIA
Vinícius Santa Rosa
DESIGN E ILUSTRAÇÃO
Yanka Romão
TECNOLOGIA
Allan Rabelo
Saulo Marques
André Marques

Relações sexuais frequentes podem adiar a menopausa

Sexo uma vez por mês reduz em 28% chance de parar de menstruar, diz estudo; Fenômeno pode ser explicado por uma resposta do corpo às pressões evolutivas

INTERESSA
Correlação entre a frequência das relações sexuais e o início da menopausa é inegável
Foto: Pixabay

Mulheres que têm relações sexuais frequentes antes da menopausa demoram mais a parar de menstruar do que as menos ativas sexualmente da mesma idade – aponta uma pesquisa publicada na revista “Royal Society Open Science”. De acordo com o estudo, em média, ter relações íntimas pelo menos uma vez por semana reduz em 28% a possibilidade de entrar na menopausa em relação às mulheres que têm relações sexuais menos de uma vez por mês.

Ainda segundo a publicação, o fenômeno pode ser explicado por uma resposta do corpo às pressões evolutivas. “Se uma mulher tem poucas relações sexuais, ou relações sexuais pouco frequentes, quando se aproximar dos 40, seu corpo não receberá os sinais físicos de uma eventual gravidez”, afirmam Megan Arnot e Ruth Mace, cientistas da University College London.

“Em uma perspectiva de maximização da forma física”, o corpo da mulher poderia investir mais energia no cuidado da família do que na ovulação, exemplificam os pesquisadores.

Esta não é a primeira vez que estudiosos investigam a correlação entre vida sexual mais ativa e um eventual atraso da menopausa. Pesquisas anteriores já procuravam entender por que mulheres casadas chegam à menopausa mais tarde do que solteiras e divorciadas, mas mencionavam a influência dos feromônios masculinos – substâncias químicas naturais do reino animal que atraem o sexo oposto.

Para tentar confirmar qualquer uma das teorias, Arnot e Mace examinaram os dados de quase 3.000 mulheres nos Estados Unidos, selecionadas em 1996 e 1997 para participar de um estudo sobre a saúde ao longo de várias décadas. O projeto, chamado SWAN, permitiu acompanhar as mudanças – tanto as biológicas, quanto as psicológicas – ocorridas simultaneamente à menopausa.

A idade média das participantes era de 46 anos. Nenhuma tinha deixado de menstruar, mas menos da metade estava na pré-menopausa, isto é, os sintomas menores já começavam a aparecer. Durante a década seguinte, 45% das mulheres tiveram uma menopausa natural, em média aos 52 anos.

Sabe-se que a idade da menopausa natural varia consideravelmente em diferentes culturas e que os fatores genéticos são determinantes apenas em cerca da metade dessas diferenças, como já mostraram estudos anteriores. Mesmo dadas tais considerações, segundo os pesquisadores, a correlação entre a frequência das relações sexuais e o começo da menopausa é inegável.

O estudo, no entanto, não permitiu que se verificasse vínculos entre a presença contínua de homens – e os sinais químicos subliminares que eles poderiam emitir – e o atraso da menopausa. “Não encontramos nenhuma prova para a hipótese dos feromônios”, apontam.

Além disso, como todas as relações declaradas eram heterossexuais, não foi possível observar se sabe se o efeito seria o mesmo.

Postagem: http://enews.com.br

Fonte: O Tempo

Papa nomeia primeira mulher para alto posto diplomático no Vaticano

O papa Francisco nomeou a primeira mulher para ocupar um alto posto no Secretariado de Estado, órgão dominado por homens e que é o centro nervoso diplomático e administrativo do Vaticano.
Reprodução/Vatican News

Reprodução/Vatican News

A advogada italiana Francesca Di Giovanni, 66, assumirá um cargo criado recentemente em uma divisão conhecida como Seção de Relações com Estados onde ela será subsecretária, na prática um dos dois postos de vice-ministro. Ela ficará subordinada diretamente ao cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado.

Um comunicado do Vaticano que confirma a nomeação de Di Giovanni nesta quarta-feira (15) afirmava que ela cuidará das relações multilaterais no secretariado, onde trabalha desde 1993.

Nascida em Palermo, ela é treinada pelo movimento católico dos Focolares e é especialista, entre outros, em migração, refugiados, direito internacional humanitário, status da mulher, propriedade intelectual e turismo.

O Vaticano, Estado soberano cravado em Roma, tem relações com mais de 180 países.

“O Santo Padre tomou uma decisão inovadora, certamente, que representa um sinal de atenção para com as mulheres”, reconheceu Di Giovanni em declarações ao jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano.

A Igreja Católica Romana permite apenas a ordenação de homens como padres, e as mulheres tradicionalmente foram relegadas às sombras da gestão da Igreja.

No entanto, grupos de mulheres, incluindo a União Internacional de Superioras-Gerais, um grupo de freiras católicas, tem pedido há muito que o papa indique mais mulheres para altos cargos na burocracia do Vaticano.

Elas citam dados que mostram que mais da metade dos 1,3 bilhão de católicos do mundo são mulheres e que o número de membros em ordens religiosas femininas é cerca de três vezes maior do que nas ordens masculinas.

Em julho de 2019, Francisco nomeou a jornalista brasileira Cristiane Murray como vice-diretora da assessoria de imprensa da Santa Sé.
Nascida no Rio de Janeiro em 1962, Murray trabalhava na Rádio Vaticano desde 1995 e fala português, italiano, inglês, espanhol e francês.

Folhapress
Fonte: Bond News

Russa Katerina Safarova nova namorada do Jogador Neymar

Neymar: tabloide inglês aponta novo affair do jogador

A modelo russo Katerina Safarova já havia sido vista com o brasileiro, mas todos achavam que eles eram apenas amigos

Reprodução / Instagram

REPRODUÇÃO / INSTAGRAM

Neymar: tabloide inglês aponta novo affair do jogador

O jogador Neymar foi parar nas páginas do tabloide inglês The Sun mais uma vez. Agora, o assunto é um novo affair do jogador que teria sido confirmado por amigas próximas da moça.

A garota que aparece na publicação é Katerina Safarova, uma modelo russa e ex-participante do reality Ilha das Tentações, que foi ao ar na última quinta-feira (09/01/2020). Por muito tempo a moça e o jogador apareceram publicamente como amigos, mas parece que o relacionamento era mais intenso do que se acreditava.

Segundo uma amiga de Katerina que conversou com o The Sun, “todo mundo sabia que estavam tendo um caso”. A modelo teria até ido a um dos aniversários do jogador em Paris e assistido uma partida do PSG.

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: Metropoles

“Bumbum é meu e faço o que quiser”, diz assistente de João Kleber após dança na varanda

Crédito: Reprodução/Instagram

Roberta Duarte, assistente de palco do apresentador joão Kleber, compartilhou, em seu Instagram, um vídeo em que aparece dançando de lingerie na varanda. Apesar de receber diversos elogios dos fãs, Roberta não gastou de ser criticada por uma pessoa e fez questão de retrucar o comentário.

“Você tem implantes nas nádegas e dá para ver de longe. Esse bumbum é de plástico”, escreveu em espanhol um seguidor. “Esse bumbum é meu e eu faço o que eu quiser com ele”, rebateu Roberta, que já assumiu ter hidrogel no bumbum.

Confira:

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: IstoÉ