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segunda-feira, setembro 21, 2020

Erika Filippelli trabalhando pelas mulheres de Brasilia

Obras da clínica da mulher seguem em ritmo acelerado

Unidade vai concentrar os ambulatórios das principais especialidades voltadas ao público feminino

GIZELLA RODRIGUES, DA AGÊNCIA BRASÍLIA | EDIÇÃO: RENATA LU
Localizada na 514 sul, a clínica da mulher terá 15 consultórios, salas de exames, vacinas, triagem e uma farmácia| Foto: Paulo H.Carvalho/Agência Brasília

Paredes na cor verde, grades e corrimãos pintados de cor de rosa e um jardim gramado com muitas flores darão boas-vindas para as mulheres da capital que precisarem de atendimento médico especializado. A estrutura externa do prédio onde vai funcionar o Centro Especializado de Saúde da Mulher (Cesmu) está pronta e as obras dentro do edifício onde vai funcionar a unidade de saúde, que vai atender essencialmente mulheres, seguem em ritmo acelerado. Confira o vídeo:

 

Fruto de uma parceria entre as secretarias de Saúde e da Mulher, o primeiro Cesmu do DF será inaugurado até o final desse ano e vai funcionar como um projeto piloto a ser replicado nas demais regiões administrativas.

“Esse é um projeto muito sonhado por todo o governo. É a primeira clínica da mulher do DF, anunciada em março  como um presente para as brasilienses. O objetivo é oferecer um atendimento especializado e integrado para as mulheres, como ginecologista, mastologista e todos os serviços especializados voltados para a mulher”, afirma a secretária da Mulher, Ericka Filippelli.

A unidade vai funcionar no prédio onde era a Policlínica da 514 Sul, construído em 1981 para ser inicialmente uma unidade básica de saúde (UBS), o antigo posto de saúde. Para se transformar em um centro de atendimento especializado no atendimento apenas mulheres algumas adaptações precisaram ser feitas no edifício. Consultórios foram reformados, a sala onde ficava o arquivo com os prontuários dos pacientes está em obras para ser integrada à recepção, as cadeiras dos dentistas foram retiradas e a antiga sala da Odontologia será transformada em um espaço para a realização de procedimentos, como inserção de DIU, curetagem e colposcopia.

A clínica da mulher terá 15 consultórios, uma sala para a realização de exames para o apoio diagnóstico, uma sala de vacinas, uma para a triagem dos pacientes e uma farmácia. As paredes internas serão brancas com adesivos florais e frases motivacionais. “Pegamos um espaço que já existia, tinha uma estrutura para o atendimento em saúde e demos a ele outra configuração. Vai ser todo preparado para as mulheres, todo decorado para que seja um espaço acolhedor e tenha a cara das mulheres”, explica Ericka.

Os investimentos na readequação da unidade, de cerca de R$ 50 mil, foram feitos pela Secretaria de Saúde. Dezenas de trabalhadores estão empregados na reforma. A Companhia de Urbanização da Nova Capital (Novacap) forneceu mão-de-obra para a demolição e construção de paredes no espaço.

Atendimento secundário

O Centro Especializado em Saúde da Mulher é um serviço ambulatorial criado com o objetivo de fornecer a assistência integral à saúde da mulher, incluindo serviço de apoio à vulnerabilidade e às mulheres vítimas de violência. Vai oferecer atendimento de ginecologia e obstetrícia; mastologia; dermatologia; psicologia; assistência social; nutrição; enfermagem; acupuntura; homeopatia e exames da mulher em geral. O GDF também pretende criar um programa de planejamento familiar reprodutivo para acontecer no Cesmu.

A clínica da mulher vai atender pacientes de todo o DF. Elas não deverão procurar atendimento diretamente no local. As mulheres serão encaminhadas para a clínica pelas UBSs, responsáveis pelo atendimento primário aos pacientes. Ou seja, marcarão consultas no local por indicação da equipe da UBS. “Caso ela tenha uma condição clínica que necessite de um especialista será encaminhada ao ambulatório”, explica Eliene Ferreira de Sousa, coordenadora de Atenção Secundária da SES.

Eliene Souza, coordenadora de atenção secundária | Foto: Paulo H.Carvalho/Agência Brasília

A ideia, inclusive, é atender prioritariamente casos graves. “Como a gente tem ambulatórios de ginecologia em todas as regiões de saúde, só devem vir para cá casos graves Os demais podem ser resolvidos na própria RA”, afirma Eliene Sousa. A coordenadora, no entanto, garante que o atendimento não será negado a paciente que procure a unidade diretamente. “Será uma unidade de portas abertas. Se ela for vítima de violência, por exemplo, e estiver pelo Plano Piloto, pode vir aqui Queremos trazer a assistência do Programa de Assistência à Violência (PAV) para cá”, ressalta.

A Secretaria de Saúde ainda não definiu a capacidade de atendimento do Cesmu, porque muitos servidores da atenção secundária foram deslocados para os principais hospitais do DF para reforçar o atendimento dos casos de Covid-19. A SES também está realocando os serviços e os servidores da Policlínica que funcionava no local.

Caesb está entre as 100 empresas mais inovadoras do país

Ranking apresenta as empresas que têm investido em TI para melhorar os processos internos

CAESB/DIVULGAÇÃO
A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) foi destaque na 20ª edição do prêmio As 100+ Inovadoras no Uso de TI 2020 e conquistou a 66ª colocação entre 241 empresas de todo o país. O prêmio é realizado pela IT Mídia em parceria com a PwC e reconhece os projetos mais inovadores do país.

A Caesb conquistou a posição ao apresentar a integração dos sistemas tecnológicos, desde a coleta de dados até a geração de painéis analíticos, que permitem à companhia o planejamento e a execução de processos operacionais e administrativos. A chefe de Tecnologia da Informação da Caesb, Márcia Sabino Duarte, explicou a importância dos sistemas.

“A Companhia tem investido em inovação e tem buscado a transformação digital em todos os seus processos”, disse. “No projeto apresentado, mostramos a integração dos sistemas com a coleta de dados via telemetria, gestão comercial, gestão de manutenção de sistemas hidráulicos com aplicativos mobile, gestão de documentos eletrônicos, de eficiência energética, de planejamento e de contrato”, esclareceu Márcia Sabino Duarte.

Eficiência e qualidade

A Caesb tem inovado em processos de TI para garantir eficiência e qualidade no atendimento aos usuários dos serviços de água e esgoto. Segundo Márcia Sabino, os processos administrativos e operacionais são geridos por sistemas construídos internamente, o que elimina a necessidade do uso de papel.

“Todos os serviços ofertados ao cidadão, por exemplo, estão disponíveis na internet e no aplicativo. A Caesb investiu em internet das coisas com os hidrômetros que enviam os dados de consumo direto para a empresa. Além disso, temos trabalhado com painéis inteligentes de dados (BI), que possibilitam importantes tomadas de decisão”, afirmou Márcia.

Mesmo com os resultados positivos e o reconhecimento de estar entre as 100 empresas mais inovadoras do país, a Caesb vai continuar investindo em tecnologia. “Com todo o apoio da direção da Caesb, estamos iniciando projetos de ciência de dados para aplicar inteligência artificial e algoritmos, e melhorar a eficiência dos processos da companhia”, destacou a chefe de TI da estatal.

Além disso, a Caesb vai realizar um hackathon em busca de soluções inovadoras para problemas identificados pela companhia. “O evento vai reunir programadores e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de software em maratonas de trabalho. O objetivo é criar soluções específicas para um ou vários desafios”, reforçou Márcia.

Fonte: Metropoles

DF recebe feira agroecológica com produtores e artistas do Cerrado

Em função da pandemia de Covid-19, o total de participantes será limitado. Não será permitida aglomeração e o uso de máscara é obrigatório

ANDRE BORGES/AGÊNCIA BRASÍLIA

O Distrito Federal recebe, no próximo final de semana, a 1ª Feira Agroecológica do Lago Oeste. O evento trará ações de valorização da comunidade produtora local e da arte brasiliense.

Segundo os organizadores, no sábado (12/9), 20 produtores – a maioria empreendedor e da própria região – irão expôr seus trabalhos voltados ao desenvolvimento de práticas agroecológicas. No dia, a feira também terá exposição de cafés, venda de vasos de plantas, cervejas artesanais, arte e moda com tintura, entre outras atrações.

Também haverá uma galeira de arte com 40 obras que exploram a temática natureza. A exposição usará, como suporte dos quadros, árvores do próprio ambiente.

O evento ocorrerá no Espaço Nave, localizado na Chácara 6, às margens da DF-001.

Em função da pandemia do novo coronavírus, o total de participantes será limitado. Não será permitida aglomeração e o uso de máscara de proteção é obrigatório.

Fonte: Metropoles

Secretaria de Erika Filippelli transformando Brasília numa cidade mais segura para o público feminino

Secretaria da Mulher apresenta a países do Mercosul proposta que, entre outros destaques, inclui a perspectiva de gênero no planejamento das cidades

Apresentado pela Secretaria da Mulher (SM), o projeto Brasília, uma Cidade Segura para Mulheres foi um dos selecionados para a 14ª Capacitação Regional do Mercocidades, uma rede de governos da América do Sul que tem a missão de reforçar a identidade e a integração local, assegurando desenvolvimento e bem-estar das cidades-membro, da qual Brasília faz parte. O projeto tem como referência os itens 5 e 11 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que buscam “tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis” e “alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”.

“As mulheres são a maioria da população brasiliense e não participam ou tiveram suas necessidades consideradas no desenho urbano”Fernanda Falcomer, autora da proposta selecionada

A proposta da Secretaria da Mulher, por exemplo, inclui a perspectiva de gênero no planejamento das cidades e tem por objetivo transformar espaços públicos e transformar Brasília em uma cidade mais inclusiva, segura e acessível para mulheres, a partir da pactuação de atores locais governamentais e não governamentais.

Ibaneis anuncia vice-governador eleito, Paco Britto, na coordenação da equipe de transição - Ericka Filippelli, Secretária da Mulher - Blog do Chiquinho Dornas

“Foi uma grande alegria ter nosso projeto escolhido por meio de processo seletivo, entre tantos outros. Isso permite inserir o Distrito Federal no debate da implementação de melhores políticas e de melhores práticas. Além de apresentar ao Mercosul a nossa proposta de cidade pensada na mobilidade e na segurança das mulheres, bem como oferecer a chance de torná-la realidade”, destaca a secretária da Mulher, Ericka Filippelli.

Segundo a coordenadora de Assuntos Intersetoriais da pasta e autora da proposta, Fernanda Falcomer, a ideia é pensar o espaço urbano para fortalecer políticas públicas que consideram o gênero como fator determinante no desenho de uma cidade. “O planejamento das cidades não costuma levar em consideração a perspectiva de gênero. As mulheres são a maioria da população brasiliense e não participam ou tiveram suas necessidades consideradas no desenho urbano”, ressaltou Fernanda.

A psicóloga destaca ainda que, além da violência doméstica, a vulnerabilidade das mulheres nos locais públicos limita a liberdade delas e restringe a possibilidade de que elas participem e usufruam dos espaços coletivos sem que se sintam ameaçadas em sua integridade, física, moral e psicológica. O perigo se torna ainda grave, acrescenta Fernanda, quando as políticas públicas não garantem uma cidade bem estruturada, com iluminação pública adequada, praças bem conservadas e educação de qualidade, além de acesso a ações de promoção, prevenção e cuidado em saúde, cultura, esporte, lazer e igualdade nas oportunidades de trabalho e geração de renda.

Para transformar essa realidade, a proposta apresentada pela equipe da Secretaria da Mulher sugere, entre outros temas, o envolvimento de instituições de governança local, comunidade acadêmica e lideranças comunitárias femininas na elaboração interferências urbanas. “Ao tornar Brasília uma cidade mais acessível para as mulheres, isso beneficia não somente o público feminino, mas toda a população. A partir do momento em que a cidade se torna mais segura para elas, se torna mais segura para toda a sociedade”, defende.

Saiba mais

Ao todo, foram escolhidos 26 projetos de Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador e Brasil. Eles abordam temáticas que envolvem questões de sustentabilidade e inclusão. Exemplos: meio ambiente, juventude, desenvolvimento urbano, igualdade de gênero, inclusão social, educação e saúde. Como critério de seleção foram consideradas a experiência dos candidatos e a pertinência do projeto.

A capacitação virtual, feita na modalidade Ensino a Distância (EAD), começou no dia 1º de setembro e vai até 15 de outubro. Os selecionados receberão aconselhamentos e tutorias on-line, por parte do Mercocidades, para desenvolver as suas propostas. O objetivo é que as ideias de fato saíam do papel e possam ser implementadas.

Ao fina,l serão escolhidas três instituições que cumprirem a participação nas aulas e a formulação final de seus projetos. Se classificados, os representantes da Secretaria da Mulher deverão participar de visita técnica em 2021 – em uma experiência semelhante à iniciativa formulada – a uma cidade-membro da rede de governos ou a uma atividade desenvolvida pela Mercocidades. Os custos de passagem aérea e alojamento são pagos pelos idealizadores da capacitação.

* Com informações da Secretaria da Mulher

Postagem: http://egnews.com.br

LDO prevê R$ 856 milhões para obras e novos investimentos

Lei que orientará o Orçamento de 2021 é cautelosa, devido à queda de arrecadação decorrente da pandemia

AGÊNCIA BRASÍLIA * | EDIÇÃO: CHICO NETO

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021 sancionada pelo governador Ibaneis Rocha foi publicada na edição desta sexta-feira (4) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). O texto havia sido aprovado pela Câmara Legislativa no final de junho, com 164 emendas. A proposta prevê um orçamento de R$ 42,6 bilhões para o próximo ano, somadas todas as receitas, incluindo Fundo Constitucional do DF.

R$ 42,6 bilhõesOrçamento previsto para o próximo ano, abrangendo todas as receitas, inclusive o Fundo Constitucional do DF

A LDO orienta a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa), que será enviada pelo governo ao Legislativo ainda em setembro. A receita prevista, no entanto, pode sofrer alterações no Ploa, devido ao cenário econômico causado pela pandemia de coronavírus.

“A LDO tem um papel fundamental na gestão da política fiscal ao estabelecer metas fiscais anuais a serem atingidas em cada exercício financeiro e avaliar riscos fiscais a que as contas públicas estão submetidas”, explica o secretário de Economia, André Clemente.

Cenário atípico

A previsão é que não haja aumento de receita para o próximo ano, mas aumento de despesas obrigatórias. No atual cenário de frustração de arrecadação provocada pela retração econômica, o texto da LDO foi cauteloso. A proposta foi encaminhada ao Legislativo, em maio, com reestimativa de receitas tributárias para 2020 – de R$ 17,4 bilhões para R$ 15,7 bilhões.

A estimativa na LDO é de R$ 856 milhões para obras e novos investimentos. O gasto com pessoal será de R$ 15,1 bilhões, somente com recursos do Tesouro local. Incluindo as verbas do Fundo Constitucional, o montante chega a R$ 22,6 bilhões. A manutenção da máquina pública está orçada ao total de R$ 8,4 bilhões.

 Participação popular

A LDO foi elaborada com a participação da população, por meio de audiências on-line. As pessoas enviaram sugestões ao GDF sobre equipamentos públicos, obras e saúde, entre outros temas. Segundo o secretário André Clemente, a equipe econômica optou por uma política de manutenção dos investimentos como forma de garantir emprego e renda à população.

O Ploa detalhará a previsão de recursos que o governo vai arrecadar no ano e fixará as despesas públicas. O texto será enviado à Câmara Legislativa neste mês e tem de ser aprovado pelos deputados distritais até a última sessão legislativa do ano.

Com informações da Secretaria de Economia

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: Agência Brsilia

Projeto pune abandono e fixa cuidados com animais de grande porte

Vítimas de maus-tratos, equinos, bovinos e muares são tratados até receber destinação adequada. Sacrifícios só em casos extremos e com aval médico

HÉDIO FERREIRA JÚNIOR, DA AGÊNCIA BRASÍLIA | EDIÇÃO: FÁBIO GÓIS
Depois de receber cuidados, animais têm o aspecto físico da foto acima transformado…  | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Não são raros os casos de acidentes em rodovias envolvendo bovinos, equinos e muares. Ou os episódios em que esses animais de grande porte, fracos e doentes, são largados em áreas públicas, colocando-se em risco e arriscando também a segurança e a saúde da população. Há cerca de 20 anos, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), recolhe e cuida dos bichos abandonados, e agora regulamenta o tratamento dado a cada um deles.

No final de agosto, foi enviado à Câmara Legislativa (CLDF) um projeto de lei que corrobora as ações adotadas ao longo das últimas décadas no recolhimento de animais de grande porte, além de dar segurança jurídica ao governo na destinação dada a esses bichos. Devolução aos donos mediante multa, doações para adoção e sacrifício ou abate são o caminho possível – estes últimos, casos extremos que sempre exigem autorização médico-veterinária.

“Trata-se de um conjunto de ações adotadas pelo GDF para dar melhores condições de vidas a esses animais, evitar que causem acidentes de trânsito em rodovias e que sejam transmissores de doenças à população”Luciano Mendes da Silva, secretário de Agricultura

Esse cenário persiste porque, antes de serem alimentados e receberem acompanhamento médico-veterinário, muitos desses animais são largados em vias públicas em degradado estado de saúde, tornando-se transmissores de doenças aos seres humanos, como raiva e tuberculose. O recolhimento dos animais de grande porte é feito pela Gerência de Apreensão de Animais, da Seagri-DF.

“São medidas já previstas em leis federais e distritais e só adotadas sob prescrição médicas”, explica a subsecretária de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Danielle Araújo.

…para este, em que figuram com mais peso decorrente de ganho muscular e aspecto saudável | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Coibir abandono

O projeto propõe ainda organizar os procedimentos para doação dos animais apreendidos, bem como prever o pagamento de multa para proprietários que abandonarem bois, vacas, cavalos, éguas, mulas e jumentos em vias ou logradouros públicos do Distrito Federal. O artigo 5º da proposição reúne os deveres e as obrigações dos proprietários, criando mais um mecanismo de combate ao abandono e aos maus-tratos aos animais de grande porte de interesse pecuário.

Gerente de Apreensão de Animais da Seagri-DF, Ralf Rabethge tem rotina de cuidados em meio aos bichos | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

E não são só as doenças desses animais que representam perigo à coletividade. Em 2018, o Departamento de Trânsito (Detran-DF) registrou duas vítimas fatais em acidentes envolvendo atropelamento de animais. Em 2019, outra pessoa morreu pelo mesmo motivo.

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O GDF tem um custo mensal de R$ 66,7 mil (mais precisamente, R$ 66.720,60) com a alimentação de 60 animais albergados, que é a capacidade do abrigo localizado em um espaço da Secretaria de Agricultura no Setor de Transportes Norte (STN), no final da Asa Norte. Há ainda gastos com a realização de exames e tratamentos veterinários capazes de restabelecer a saúde dos bichos recolhidos.

Atualmente, 54 equídeos (entre cavalos, asnos e burros) encontram-se em tratamento, quatro deles aguardando os prazos regulamentares para serem colocados em adoção. O governo custeia ainda a contratação de laçadores (vaqueiros), tratadores e motoristas especialmente responsáveis pelas apreensões e transportes adequados desses animais. O pagamento mensal dessa equipe de profissionais é de até R$ 93.738,00.

AGRICULTURA ANIMAIS CLDF GDF MEIO AMBIENTE PROJETOS SEAGRI-DF SECRETARIA DE AGRICULTURA
Fonte: Agência Brasilia

Abertas as eleições para o Conselho dos Direitos da Mulher

Órgão colegiado, vinculado à Secretaria da Mulher, escolhe, pela primeira vez, representantes da sociedade civil por meio de processo seletivo

AGÊNCIA BRASÍLIA* I EDIÇÃO: CAROLINA JARDON

As mulheres do Distrito Federal podem comemorar mais uma conquista: foi publicado, hoje (1º/9), no Diário Oficial, o edital de seleção de organizações da sociedade civil para integrar o Conselho dos Direitos da Mulher do DF (CDM-DF). Pela primeira vez na história do conselho, criado em 1988, a escolha das integrantes será realizada por meio de uma eleição.

Anteriormente, os nomes das entidades participantes do conselho estavam previstos no antigo regimento interno. Agora, com a reformulação do regimento, publicado pela Secretaria da Mulher, em maio de 2020, elas poderão se candidatar a uma das 12 vagas reservadas a organizações do Distrito Federal, que compartilhem princípios e as diretrizes da Política para as Mulheres; do Comitê para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher – CEDAW/ONU; da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e da Defesa da Lei Maria da Penha, atuando na mobilização, organização, promoção, defesa e/ou na garantia dos direitos das mulheres há, pelo menos, dois anos.

“É a primeira vez na história do Conselho que será aberto um processo seletivo para que a sociedade civil possa se candidatar. Isso garante a transparência e a imparcialidade do processo. Ao oferecer essa pluralidade e a participação de diferentes entidades e organizações que atuam diretamente com a questão de gênero, sai ganhando, não é só a mulher, mas toda a sociedade”, garante Ericka Filippelli, secretária da mulher.

O CDM é um órgão consultivo e deliberativo, que tem a finalidade de formular e propor diretrizes ao governo do DF no combate à violência e à discriminação contra a mulher; de elaborar ações que incentivem a organização e a mobilização feminina; além da realizar estudos, pesquisas e debates de temas relacionados às questões de gênero.

Também compete ao órgão, a cooperação com órgãos governamentais no desenvolvimento de programas voltados para as mulheres, garantindo a elas direitos, entre outros, saúde, educação, trabalho, como prevê o regimento interno do CDM.

“O principal objetivo deste conselho é monitorar as políticas públicas voltadas às mulheres e a fiscalização das ações que já estão sendo implementadas. É trazer a sociedade para perto, ainda mais quando se trata de uma pauta como essa, que tem como objetivo a proteção e a promoção das mulheres do DF”, acrescenta a secretária Ericka.

Quem é o CDM?

O conselho é composto por 25 integrantes titulares e 10 suplentes. Dessas, 12 são representantes do poder público do DF, designadas por secretários e máximos gestores de órgãos do governo, da administração direta e indireta.

Cada uma delas é representante de um dos temas previstos na estrutura do conselho: saúde, educação, Casa Civil, diversidade, pessoa com deficiência, economia, trabalho, segurança pública, desenvolvimento social, gestão governamental; defensoria pública e Codeplan.

As outras 12 são representantes de entidades da sociedade civil, que poderão se candidatar às eleições, como previsto no edital publicado hoje. “A missão destas conselheiras é dialogar, com sororidade, com as demais representantes e trabalhar em conjunto com a presidência e com a composição da representatividade governamental para formular e propor diretrizes, no âmbito distrital, que assegurem às mulheres condições de liberdade, de igualdade de oportunidades e direitos, com vistas ao exercício pleno de sua participação e protagonismo no desenvolvimento econômico, social, político e cultural do Distrito Federal”, define Michelle Abrantes, primeira secretária do CDM-DF.

 A viabilidade das candidaturas será analisada por uma Comissão Eleitoral, composta por 10 membros, entre as quais seis conselheiras governamentais, duas servidoras da Secretaria da Mulher, além da presidente e da primeira secretária do conselho.

O processo seletivo será composto de 3 (três) etapas: inscrição, habilitação e seleção, sendo esta última etapa efetivada por meio de eleição online, na qual votam, e são votadas, por meio de uma delegada indicada, as organizações da sociedade civil do Distrito Federal consideradas habilitadas.

Inscrição: 

De 2/9/20 a 2/10/20 – Inscrição de Candidaturas junto ao CDM

Link de inscrição:  http://tiny.cc/inscricaocdm2020

* Com informações da Secretaria da Mulher

Fonte: Agência Brasilia

Quase R$ 100 milhões investidos nas Áreas de Desenvolvimento Econômico

Obras em Santa Maria, Gama e Ceilândia vão gerar pelo menos 2 mil empregos

IAN FERRAZ, DA AGÊNCIA BRASÍLIA | EDIÇÃO: FÁBIO GÓIS
Procidades garante pavimentação, drenagem, ciclovias, estacionamentos, subestações de energia, paisagismo e construção de praças, entre outras ações | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Governo do Distrito Federal (GDF) aposta nas Áreas de Desenvolvimento Econômico (ADE) para gerar emprego e renda e atrair novos negócios para a capital federal. A aposta tem dado resultado: R$ 99,7 milhões em investimentos e projeção de pelo menos dois mil empregos gerados.

Esses investimentos nas ADEs – três em Ceilândia, uma em Santa Maria e uma no Gama – são resultado do empréstimo de 71 milhões de dólares feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com contrapartida de 30% do GDF naquele total. Tal valor tem permitido obras de pavimentação, drenagem, ciclovia, estacionamento, subestação de energia, paisagismo e praças. Todas são necessárias para que as cidades se desenvolvam e possam abrigar empresas de pequeno, médio e grande porte, como já tem acontecido.

“As ADEs são áreas de descentralização importantes porque levam às regiões administrativas espaços, equipamentos e possibilidades para que empreendedores possam instalar suas plantas empresariais, com os cuidados do GDF”José Eduardo Pereira, secretário de Desenvolvimento Econômico

A instalação de pelo menos cinco grandes grupos no Polo JK, em Santa Maria, é fruto desse trabalho. Juntas, a União Química, a EMS Indústria Farmacêutica, a Nova Amazonas, a Mafra e a Bimbo vão gerar 1.960 empregos.

“As ADEs são áreas de descentralização importantes porque levam às regiões administrativas espaços, equipamentos e possibilidades para que empreendedores possam ali instalar suas plantas empresariais, com os cuidados do GDF. Notadamente elas são instrumentos de incentivo do GDF para atrair investimentos e melhorar a infraestrutura para quem já está instalado ali”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eduardo Pereira.

As obras transformaram a paisagem da ADE de Ceilândia, por exemplo, onde está em andamento a construção de ciclovias e praças e a pavimentação asfáltica. No Gama, a população aguardou por 20 anos a chegada da drenagem e da pavimentação asfáltica para o desenvolvimento do Setor de Múltiplas Atividades (SMA), chamado carinhosamente de AMA do Gama. Já em Santa Maria, a conclusão da subestação de energia do Polo JK vai permitir o desenvolvimento real da região, onde empresas funcionam até hoje com geradores a diesel.

GDF aprimora rede de drenagem de águas pluviais nas três cidades | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

“Importante dizer que nossa intenção é fazer uma entrega da estrutura urbana das ADEs para estimular e descentralizar a geração de emprego e renda nessas regiões administrativas”, afirma a subsecretária de Apoio às Áreas de Desenvolvimento Econômico, Maria Auxiliadora Gonçalves França.

Que ver como esse cenário está mudando? Acompanhe a seguir o andamento dos investimentos em cada uma dessas cidades.

Ceilândia

Ceilândia lidera os investimentos, com R$ 51,6 milhões. Por lá estão em fase final as obras de urbanização e de mobilidade urbana da ADE Materiais de Construção, além da execução da pavimentação asfáltica e da rede de drenagem de águas pluviais do Setor de Indústria. O mesmo acontece com a construção das praças nas ADEs Setor de Materiais de Construção e Setor de Indústria.

O que está sendo feito:

→ Complementação da urbanização e mobilidade urbana da ADE Materiais de Construção;

→ Execução de pavimentação asfáltica Setor de Indústria da Ceilândia;

→ Execução de rede de drenagem de águas pluviais da ADE Setor de Indústria da Ceilândia;

→ Complementação da urbanização e mobilidade urbana da ADE Setor de Indústria;

→ Obras das praças nas ADEs Setor de Materiais de construção e Setor de Indústria da Ceilândia.

Santa Maria

Em Santa Maria os investimentos giram em torno de R$ 44,2 milhões no Polo JK. Por lá, a subestação de energia já foi concluída. Serviços de drenagem, implantação de lagoas de amortecimento, pavimentação, urbanização e mobilidade urbana estão em andamento.

É no Polo JK que estão instaladas empresas como a União Química e a EMS Indústria Farmacêutica, bem como a Nova Amazonas, Mafra e Bimbo. Juntas, elas vão gerar 1.960 empregos.

Infraestrutura urbana, essencial ao sucesso de novos projetos, é um dos focos do Procidades | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

A subestação de energia é importante porque vai oferecer um tipo de energia específica para grandes plantas industriais, que é a de alta tensão, chamada de energia firme – mais estável que a utilizada para abastecer, por exemplo, as áreas residenciais.

“Essas obras são importantes porque geram emprego e renda para as pessoas e, mesmo durante a pandemia, todos os cuidados necessários estão sendo tomados”, aponta a administradora da cidade, Marileide Alves Romão.

O que está sendo feito:

→ Complementação da drenagem da 1º e 2º etapas da ADE Polo JK;

→ Implantação de lagoas de amortecimento;

→ Rede de interligação e lançamento final da ADE Polo JK;

→ Implantação da subestação da ADE Polo JK;

→ Complementação da pavimentação 1ª e 2ª Etapas Complementação da urbanização e mobilidade urbana da ADE Polo JK.

Gama

No Gama, o sistema de drenagem e pavimentação da ADE deverá ser concluído até dezembro de 2020. A obra, com investimento de R$ 3,9 milhões, ultrapassou os 50% de execução, mesmo em meio à pandemia causada pelo coronavírus.

Além da drenagem e pavimentação, a ADE vai receber outras obras, como a instalação de iluminação pública e ampliação de rede de esgoto. Ao todo, serão investidos R$ 2 milhões nestes novos investimentos.

Serviços que são comemorados por quem há anos luta pela região, como a vice-presidente da Associação dos Micro e Pequenos Empresários do Gama (Amicro), Iracilda Maria de Siqueira. “Hoje nossa ADE está em festa. Conseguimos a licença ambiental e em seguida as obras chegaram para alegrar o coração das pessoas. Para alguns, conseguir melhorias na ADE é uma luta de mais de 20 anos”, conta Iracilda, dona de uma empresa do ramo de confecção.

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“É uma alegria imensa ver essas obras acontecer e saber que as empresas vão poder se instalar aqui. Nossa ADE ficou parada durante anos e as poucas que estavam instaladas aqui precisavam retirar recursos de outras fontes para se manter. Agora, não. Vai ter venda e acredito que o movimento vá aumentar em 80% aqui”, acrescenta Iracilda.

O que está sendo feito:

→ Complementação de infraestrutura de drenagem e pavimentação asfáltica do SMA – AMA do Gama.

Procidades

Todas essas benfeitorias nas ADEs fazem parte do Programa de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal (Procidades), que tem como base quatro componentes: a parte de desenvolvimento institucional, com instrumentos e insumos para a secretaria gerir o Procidades, com funcionários, capacitação, computadores; o Plano Distrital de Atração de Investimentos (Pdai), que significa estudar o cenário e propor caminho para o desenvolvimento econômico no Distrito Federal baseado em vocações; o desenvolvimento das empresas que estão localizadas nas ADEs e, por fim, sua cadeia produtiva.

Fonte: Agência Brasilia

PDV da Novacap poderá gerar economia de até R$ 800 milhões

A Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) reabriu o período de requerimento de adesão ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV) para os funcionários que cumprem alguns critérios estabelecidos pela empresa. De acordo com a Novacap, 1.330 empregados estão aptos a aderir ao PDV. Se 70% do público elegível optar por se desligar da empresa, a economia estimada até 2026 poderá chegar a R$ 800 milhões.

Em nota, a Novacap afirmou que o PDV está sendo desenvolvido “a fim de diminuir o impacto dos custos das folhas de pagamento no orçamento”. A companhia informou que no período de inscrição inicial, aproximadamente 368 empregados realizaram inscrição e irão formalizar a adesão ao longo dos próximos meses. A expectativa da direção da companhia é que, no mínimo, 600 funcionários “aproveitem a oportunidade de desligamento”.

Ivone Araújo Alves, de 56 anos, é secretária do diretor administrativo da companhia. Ela foi uma das trabalhadoras que escolheu aderir ao PDV e deixar a Novacap depois de 32 anos de contribuição. “É uma oportunidade de sair ainda recebendo uma parte do salário por mais 5 anos. Nesse período eu estaria com 61 anos… não quero sair da Novacap velha e doente. Acredito que já cumpri minha missão por lá”, contou.

Ivone admitiu que esperava que o programa oferecesse mais benefícios aos funcionários, mas decidiu aderir por não saber quando – e se – poderá acontecer outro. “Se não houver outro PDV, o desligamento é só com a rescisão, sem os benefícios. E ainda existe o risco de quem não aderir ao PDV ser desligado de qualquer jeito”, disse Ivone.

Segundo o Departamento de Gestão de Pessoas da Novacap (DEGEP), as condições necessárias para participar do programa são: ter idade superior a 49 anos; ter no mínimo 18 anos de efetivo exercício na Novacap; e ser servidor do quadro permanente da empresa. “A Novacap está dando a oportunidade do desligamento acordado com o empregado, visando valorizar e premiar servidores que deram a sua vida de trabalho para a companhia”, justificou a empresa.

Com os desligamentos, a Novacap informou que pretende renovar o quadro de funcionários, “oferecendo incentivos financeiros para que empregados possam somar às suas aposentadorias, abrindo assim, vagas para novos profissionais”.

Saiba Mais

Entre os incentivos do PDV estão o recebimento de um percentual da Remuneração Mensal Base (RMB) por 60 meses consecutivos, variável de 50% a 60% da RMB; a manutenção do ressarcimento do auxílio-saúde até dezembro de 2021; a continuidade do pagamento da cesta alimentação de R$ 600 também até dezembro de 2021, e valor equivalente à 20% da multa contratual sobre os depósitos realizados pela Novacap no FGTS pagos juntamente ao incentivo financeiro em 60 meses, complementando os outros 20% de multa que será pago nas verbas rescisórias.

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: Crea-DF

Roteiro mostra a Brasília da diversidade religiosa  

Projeto Ciclo da Paz, da Setur, contempla principais templos da Asa Sul, como o Shin  Budista,  Boa Vontade, Igrejinha Nossa Senhora de Fátima etc 

AGÊNCIA BRASÍLIA * | EDIÇÃO: RENATO FERRAZ

Neste sábado (21) a Secretaria de Turismo do Governo do Distrito Federal, dando seqüência a ação Agosto de Dom Bosco, lança o segundo roteiro religioso do projeto Ciclo da Paz.  A Rota Sul contempla o Cenáculo Espírito Santo,  Templo Shin  Budista Terra Pura,  Templo da Boa Vontade (foto abaixo), Sede Convenção Nacional das Assembleias de Deus do Brasil, Igrejinha Nossa Senhora de Fátima e Santuário Dom Bosco.  A Rota já está disponível na plataforma Google Maps e pode ser acessada pelo site da Setur.

Foto: Agência Brasília/Arquivo

O projeto Ciclo da Paz foi lançado para incentivar o turismo religioso em Brasília. Para a Setur, a modalidade pode contribuir para a retomada da atividade turística no Brasil, principalmente porque roteiros de fé e peregrinação são fortes incentivadores de pequenos negócios e investimentos, movimentando economias locais em setores como indústria, comércio, serviços e artesanato, gerando emprego e renda em todas as regiões do país.

Para a secretária de Turismo do Governo do Distrito Federal, Vanessa Mendonça, o objetivo do projeto  é unir todas as crenças por meio de um roteiro turístico.  “Desta forma permitimos e incentivamos a valorização dos nossos templos sob a ótica do patrimônio cultural e a experiência da fé em todas as suas manifestações”, destaca.

O turismo religioso movimentou mais de R$ 15 bilhões entre serviços diretos e indiretos prestados no Brasil em 2019. Segundo dados do Ministério do Turismo, foram mais de 18 milhões de viagens domésticas movidas pela fé.

Templos
O Templo Shin  Budista Terra Pura é dos locais que estão da rota organizada pela Setur.  A história do Templo  começa em 16 de junho de 1958, quando representantes da comunidade budista nipo-brasileira entregaram ao então presidente Juscelino Kubitscheck a solicitação para a cessão de uma área no Plano Piloto para a construção.

Foto: Setur-DF/Divulgação

Para o Monge Sato, responsável pelo local, o mais importante é que o projeto aproxima, de certa forma, todas as crenças. “Nos sentimos honrados em nos unir à Catedral Metropolitana de Brasília, à Mesquita do Templo Islâmico, à Prainha dos Orixás, ao Santuário Dom Bosco e a outros tantos pontos importantes da região”, destaca. “O Ciclo da Paz vem em momento oportuno para nos lembrarmos da interdependência, inter-religiosidade e interculturalidade e da união necessária para enfrentarmos momentos difíceis”, acrescenta.

O  Santuário Dom Bosco também está rota.  A igreja foi projetada pelo arquiteto Carlos Alberto Naves e é especialmente famosa por seus vitrais, recebendo milhares de turistas por ano.  A criação da igreja foi iniciativa dos Salesianos com parceria do Governo Federal.

Para o  reitor do templo, padre Jonathan Costa, incentivar o turismo religioso é importante para o desenvolvimento da cidade. “Por meio do turismo também podemos evangelizar”, disse.  “Brasília é um patrimônio cultural, mas também tem seu lado místico que é muito forte. É uma  cidade sonhada, profetizada e por isso não podemos vê-la apenas com o olhar arquitetônico, mas também com o olhar da fé”, acrescentou.

Com informações da Secretaria de Turismo (Setur/DF)

CICLO DA PAZ SANTUÁRIO DOM BOSCO TEMPLO DA LBV TEMPLO SHIN BUDISTA TERRA PURA

Fonte: Agência Brasilia