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segunda-feira, maio 25, 2020

Braço-direito de Aras não vê provas em vídeo e contesta entrega de celular a STF

Braço-direito do procurador-geral da República, Augusto Aras, o secretário-geral do Ministério Público da União, Eitel Santiago, disse à CNN que o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril (veja a íntegra no vídeo acima) não contém provas de interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

Fonte: CNN Brasil – Por: Caio Junqueira

“Vi o vídeo e nele não aparece qualquer indício de interferência do Presidente em alguma investigação que esteja em curso. Sobre o tema, o vídeo é um risco na água”, disse à CNN.

Ele se manifestou sobre a fala do ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, à CNN, de que o vídeo prova a interferência. “Penso de forma diferente. Na minha opinião, a fala de Fonteles é fruto de lamentável facciocismo político”, disse.

Santiago também afirmou que Fonteles “não tem autoridade” para pressionar Aras com suas avaliações sobre a investigação. “Notório simpatizante do PT, quando era PGR, Fonteles deixou que a paixão política contaminasse a própria atuação dele na chegia do MPF. Por isso, ele impediu uma investigação logo no início do Governo Lula. A investigação atingia Carlos Cachoeira, Waldomiro Diniz, José Dirceu e o próprio Presidente. Pois bem, a interferência direta e arbitrária de Fonteles, não permitiu a investigação que era conduzida pelo Subprocurador-Geral Santoro. Naquela oportunidade, a ação deletéria de Fonteles criou, no governo do PT, o sentimento de impunidade que o levou a instituir o Mensalão e desaguou, depois, no Petrolão. Desse modo, carece Cláudio Fonteles de autoridade para pressionar o atual PGR, dizendo, antes da conclusão do inquérito, que houve interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.”

Santiago também afirmou que qualquer possibilidade de apreensão do celular do presidente para a investigação “deve ser repelida”. Ele aponta alguns pontos para justificar essa posição. Primeiro, uma jurisprudência nesse sentido no próprio STF. “O ministro Edson Fachin negou, no passado, o pedido da Polícia Federal para quebrar o sigilo telefônico do presidente Michel Temer, em inquérito instaurado contra ele.”

Além disso, coloca o sigilo das comunicações presidenciais como outro fator. “A determinação parece que pode afrontar a excepcional prerrogativa que o chefe de Estado da República Federativa do Brasil tem de preservar o sigilo de suas comunicações. Aliás, os parlamentares, governadores e prefeitos não desfrutam, em tese, desta prerrogativa, conferidas apenas ao chefe do Estado, que representa, no plano internacional, a soberania brasileira. Tal sigilo atende a razões de Estado que precisam ser levadas em consideração.”

Por fim, sugere que uma eventual ordem nesse sentido “teria que ter concreta fundamentação” e “jamais poderia ser determinada apenas para atender pretensões de natureza política”.

EG NEWS

Desemprego, isolamento e máscaras mudam comportamento dos brasilienses

Desemprego, isolamento e máscaras mudam comportamento dos brasilienses

Dados são de pesquisas de alunos de psicologia, que observaram moradores do DF ao longo da quarentena e mediram sensações em escala de 1 a 5

pandemia causada pelo novo coronavírus não tem estimulado apenas as buscas por uma vacina contra a Covid-19 ou por um remédio eficaz no controle dos sintomas da doença. O comportamento das pessoas, em um cenário de isolamento social e com o uso de tecnologias pouco adotadas até então, também é campo de investigação científica – só que na área de psicologia.

Um dos trabalhos avaliou o medo. Um questionário com 26 perguntas foi elaborado visando computar o impacto desse sentimento nas pessoas durante a crise do coronavírus. “Às vezes, os indivíduos só pensam no lado bom de estarem em casa, protegidos do vírus. Mas há uma influência do isolamento social sobre o medo que não tem sido tão abordado”, explica o estudante Brenno Vitorino, 22 anos.

Ao todo, 223 pessoas responderam o questionário, divulgado em redes sociais. Observando que muitas pessoas têm passado por momentos de ansiedade, o grupo de estudos de Brenno decidiu entender algumas das principais preocupações dos brasilienses.

As maiores apreensões, quando consideradas as respostas abertas, são a possibilidade de contrair a doença e também de perder o emprego.

Confira as impressões dos estudantes sobre o experimento:

Nas questões fechadas, 96,9% dos entrevistados disseram ter medo de perder um familiar infectado pelo coronavírus. Em uma escala de 1 a 5, 63% dos entrevistados classificaram o medo com o cenário pandêmico com notas 4 ou 5, as mais altas disponíveis. “A gente viu muitas pessoas ansiosas ou sem saber o que estão sentindo direito”, aponta Brenno.

No total, 55% das pessoas classificaram com as duas notas mais altas o medo de ficar desempregada. O sentimento é justificado pelo fato de mais de 77% dos participantes da pesquisa conhecerem alguém que tenha passado por essa situação recentemente. O desemprego no DF atinge hoje 333 mil brasilienses, segundo a Companhia de Planejamento do DF (Codeplan).

Confira alguns dos dados:

brasilienses usam máscaras nas ruas do df
Uso de máscaras

Outros alunos decidiram observar o uso de máscaras pelos moradores do DF. Um dos grupos decidiu abordar quem passava em frente ao bloco da estudante Deise Fortes, 40, na Quadra 407 da Asa Sul. Uma vez que o apartamento dela é voltado para o comércio, era possível observar o movimento de moradores e trabalhadores da região.

“Há dois mercados por aqui, fazendo com que ainda tenha um bom movimento para a gente analisar”, explica a aluna. Todos os dias, entre 8h e 9h30, um celular gravava a movimentação de pessoas e os futuros psicólogos analisavam quem usava ou não o item de proteção. “Quem colocava a máscara no queixo ou pendurada na orelha, a gente desconsiderava como uso correto”, esclarece Deise (veja vídeo abaixo).

O trabalho aconteceu entre os dias 8 de abril e 19 de maio. Conforme aponta a aluna, o que mais chama a atenção é traçar um paralelo das decisões do Governo do Distrito Federal (GDF) com a reação de quem anda na rua. “Foi uma crescente. No dia 30 de abril, por exemplo, quando começou a obrigatoriedade do uso das máscaras, mais de 90% das pessoas estavam com ela”, explica.

O número acabou caindo nos dias seguintes e só voltou a aumentar em 11 de maio, data em que o governo anunciou que multaria quem saísse de casa sem o equipamento de proteção.

“Tudo isso mostra uma necessidade de regulamentação. Se não existe uma validação do governo para que algo bom para saúde aconteça, as pessoas não seguem”, analisa Deise.

Saiba mais sobre o trabalho:

Outro grupo de estudantes focou apenas em observar os clientes de drogarias. Foram cinco no Plano Piloto e outra no Guará, onde os alunos anotavam se a pessoa chegava ao estabelecimento de máscara ou não. “Fizemos uma observação antes e depois do decreto que obrigava o uso do item”, explica Vitor Vichmeyer, 21.

Os números surpreenderam pelo grau de adesão maior do que o observado nas ruas, mesmo antes do decreto que obrigava a utilização de máscaras no DF entrar em vigor. Para o estudante, pelo fato de as farmácias remeterem à ausência de saúde pode ter um fator psicológico na hora de o cliente se proteger para entrar no estabelecimento.

“É um local que tem mais chances de ter gente doente, pode funcionar dessa forma o pensamento”, opina.

Veja os resultados:

Alternativa durante a pandemia

De acordo com o professor Ricardo Vasquez, esses e outros trabalhos foram a maneira encontrada para tentar suprir a ausência de aulas presenciais. “Foi uma forma de trazer um tema atual e que mostrou ser possível aos alunos fazer essa adaptação”, explica.

Segundo ele, as pesquisas sobre o uso de máscara mostram que muitas pessoas só agem quando confrontadas com algo palpável, como a possibilidade de serem multadas, por exemplo.

“Como ‘ficar saudável’ não é uma recompensa visível, não é muito clara, muita gente acaba não usando a máscara”, pontua o docente.

No entanto, o medo, para ele, pode ser visto dentro da própria comunidade acadêmica. “Ninguém quer retornar ainda às aulas presenciais. Todo mundo achou que seria mais fácil fazer as coisas de casa, mas não é. O grande risco da contaminação ainda gera esse temor em todos”, conclui.

Fonte: Metrópoles – Por: Matheus Garzon

EG NEWS

Confira os memes da reunião ministerial de Bolsonaro

Reeleição em 2022, choro de opositores e até Celso de Mello como cabo eleitoral encheram as redes sociais

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Presidência da República/Carolina Antunes

Após o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, liberar a exibição do vídeo da reunião ministerial entre o presidente Jair Bolsonaro e os membros do governo, ocorrida no dia 22 de abril, a internet aproveitou para brincar com o fato e uma série de memes começaram a se espalhar pelas redes.

Entre as brincadeiras, os apoiadores de Bolsonaro destacaram que a divulgação não trouxe nenhuma acusação contra o chefe do Executivo e disseram que o vídeo serviu como uma forte arma de Bolsonaro para a reeleição em 2022.

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Outros internautas brincaram com o próprio ministro do STF, dizendo que a decisão dele de promover a liberação da gravação o colocou como principal “cabo eleitoral” de Bolsonaro para o próximo pleito presidencial.

Houve ainda os usuários que brincaram com o fato dos opositores do presidente estarem tristes em razão do conteúdo não trazer nada contra Bolsonaro e também brincadeiras com o ex-ministro Sergio Moro.

Confira abaixo alguns memes feitos após a divulgação da reunião:

Fonte: Pleno News

Secretário de Desenvolvimento Econômico do DF, Ruy Coutinho pede exoneração

O empresário disse que voltará à iniciativa privada para reassumir empresa de consultoria e tocar outros projetos no setor da economia

Ruy CoutinhoHUGO BARRETO / METRÓPOLES

 

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, Ruy Coutinho, pediu exoneração do cargo. A saída da pasta foi confirmada por Coutinho à coluna Grande Angular, do Metrópoles, na noite desta quinta-feira (21/05).

Coutinho atuava no primeiro escalão do Governo do Distrito Federal (GDF) desde o início da gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB), em 2019. A exoneração ainda não foi formalizada por meio de publicação no Diário Oficial do DF (DODF), o que deve ocorrer nos próximos dias.

O quase ex-secretário do GDF disse que voltará a atuar na iniciativa privada. O empresário quer reassumir a presidência da Latin Link Consultoria.

“O país vive três crises: de saúde, econômica e política. Tudo isso no auge da curva do coronavírus. Esse é um fator para retração de investimento que será retomado, mas no tempo certo. Por outro lado, nos ajuda porque vamos assessorar as empresas que entraram em processo de dificuldade justamente em função da Covid-19”, afirmou.

O empresário destacou que a saída do governo é “hipercivilizada” e “dentro de um clima de amizade muito bom”. “Está sendo uma transição muito tranquila, acertada desde o começo do governo, quando informei que ficaria um ano e meio ou dois anos”, assinalou.

Durante a gestão de Coutinho, tiveram destaque a negociação para instalar em Brasília o Centro Internacional de Medicina Especializada (CIME), cujo investimento previsto é de pelo menos R$ 3 bilhões, e a estruturação do Desenvolve-DF, programa de implantação e regularização de empresas que substituiu o Pró-DF II.

Divisão

Em maio deste ano, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do DF (SDE-DF) foi desmembrada com a criação da Secretaria de Empreendedorismo. A saída de Coutinho da SDE-DF no mesmo mês da divisão da pasta é interpretada por fontes ouvidas pela coluna como um dos motivos que levaram o empresário a decidir deixar o governo.

Coutinho, porém, disse que uma pasta direcionada aos micro e pequenos empresários era um compromisso de campanha do governador.

“O modelo ideal da Secretaria de Desenvolvimento Econômico é tratar de grandes temas e operar projetos chamados estruturantes, deixando para a Secretaria de Empreendedorismo outros temas, como o Desenvolve-DF, que envolvem proximidade grande com os pequenos empresários”, afirmou.

Mineiro de Belo Horizonte, Ruy Coutinho é bacharel em direito pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em finanças pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele atuou por mais de 20 anos como advogado sênior do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ocupou outros cargos em órgãos ligados ao setor econômico.

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: Metropoles

Tadeu Filippelli assume cadeira de Deputado Federal

Tomou posse hoje (21), na Câmara Federal o Deputado Federal Tadeu Filippelli. Assumiu a cadeira deixada pela Deputada Celina Leão que assumiu o cargo de Secretária de Turismo do DF.

“Com muita alegria e garra para trabalhar, pela quarta vez, passo a integrar como deputado federal a bancada do MDB na Câmara dos Deputados. Nesse momento difícil que vivenciamos, terei a honra de contribuir com o país, mas principalmente com o nosso Distrito Federal”. disse Filippelli

Fonte: http://egnews.com.br

Alcolumbre fala em reunião ‘histórica’ com governadores

Encontro virtual foi convocado por Bolsonaro para discutir ações de combate ao coronavírus em todos os estados do país

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que a reunião que ocorreu na manhã desta quinta-feira com o presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ministros e governadores é um momento “histórico na reconstrução do País”. No encontro por videoconferência, eles buscam consenso em torno do projeto de lei de socorro financeiro da União aos Estados e municípios para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Alcolumbre também disse repetidamente que, “diferente do que muitos pensam ou falam”, não há uma “divisão” entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Em seu discurso inicial, o senador exaltou a “honra” que teve de construir um texto para a proposta que fosse capaz de “unificar as opiniões e construir o consenso”.

“Além dos R$ 60 bilhões (em repasses diretos), a gente também conseguiu, com apoio do governo federal, inserir cláusulas importantes”, apontou, referindo-se à suspensão do pagamento das parcelas da dívida dos entes federados com a União, que ele estimou em R$ 49 bilhões. “A gente conseguiu, nessa conciliação dentro do projeto, inserir segurança jurídica.”

Alcolumbre insistiu que a “fotografia” do encontro desta quinta-feira mostrará a “união” entre os Poderes, pedindo que todos “deem as mãos e levantem uma bandeira branca”. O senador afirmou que o País vive um “momento de guerra” e uma “crise sem precedentes”. “Vinte mil brasileiros perderam suas vidas, milhares perderam empregos. É preciso responsabilidade”, afirmou.

Fonte: R7

Coronavírus: “Se não tomarmos medidas, o sistema vai colapsar”, diz Ibaneis

Declaração foi dada durante debate remoto em evento de centro universitário, na noite desta terça-feira (19/05)

 

Ao participar de um debate on-line promovido por um centro universitário do Distrito Federal, nesta terça-feira (19/05), o governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) durará por anos no Distrito Federal. O chefe do Executivo local ressaltou ter adotado todas as medidas mais duras logo após o surgimento da doença. E considerou ser normal, após 67 dias, haver queda nos índices de isolamento social das cidades do DF.

Durante o encontro, que também contou com a participação do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, o governador afirmou ter adotado na capital do país os procedimentos mais bem-sucedidos no mundo para o enfrentamento da Covid-19, como em Singapura. Agora, frisou, as medidas precisarão ser outras,

“No Distrito Federal, estamos há 67 dias com medidas restritivas. Então, chega-se a um ponto em que o isolamento social vai caindo naturalmente. Chegamos a ter 70% de isolamento social. Não existe fiscalização pública que dê conta. Chega um determinado tempo que a gente precisa de outras medidas”, afirmou Ibaneis, ao destacar a distribuição de máscaras e álcool em gel à população.

Segundo Ibaneis Rocha, haverá agravamento do número de casos, especialmente pela chegada do novo coronavírus às regiões mais pobres do Distrito Federal. Mas, conforme o governador, o sistema de saúde pública está preparado para atender os pacientes acometidos pela doença.

Divergências

Segundo Ibaneis Rocha, houve um problema de comunicação política entre os poderes quando o Supremo Tribunal Federal (STF) colocou apenas nas mãos dos governadores a responsabilidade pelo combate à Covid-19 no país, dizendo caber aos chefes dos Executivos locais, e não à União, o direcionamento das medidas de isolamento social.

“Quando eu falei, na semana passada, que não receberia mais pacientes de outros estados, fui criticado. E amigos juristas até me questionaram sobre a constitucionalidade da decisão. Eu estava amparado pelo Poder Judiciário, que, se no muito me autorizou a realizar um lockdown, no menos eu poderia não atender mais pacientes de outros estados”, argumentou o governador do DF.

Governo já distribuiu 2,9 mi de comprimidos de cloroquina. Veja por estado

Remédio foi entregue antes de mudança de protocolo de uso determinada por Bolsonaro. Governo não anunciou plano para ampliar distribuição

 

Mesmo antes de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) determinar a adoção de um protocolo mais amplo para o uso de cloroquina no tratamento da Covid-19, o governo federal já enviou quase 3 milhões de comprimidos da droga para todos os estados e para o Distrito Federal. Quase 1 milhão deles foram para São Paulo, epicentro do coronavírus no Brasil.

O estado governado por João Doria (PSDB) registra 5.147 mortes por coronavírus, das 17.971 que o Brasil havia contabilizado até terça-feira (19/05).

Segundo o governo federal, as quantidades são enviadas “de acordo com a solicitação dos estados, sendo o medicamento entregue nos almoxarifados das secretarias estaduais de Saúde para atender às demandas locais”.

A cloroquina distribuída até agora está sendo usada conforme o protocolo que irrita Bolsonaro: apenas para pacientes hospitalizados ou que assinem um documento reconhecendo que o tratamento é experimental e tem efeitos colaterais.

Doria, por exemplo, diz que o estado de São Paulo não vai receitar o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina para pacientes com sintomas leves de Covid-19, ainda que a medida seja estabelecida pelo governo federal.

O presidente defende, apesar de não haver comprovação científica, que a cloroquina deve ser usada desde a apresentação dos primeiros sintomas de Covid-19, ainda que o paciente esteja se tratando em casa.

Os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich não concordaram em ampliar a recomendação de uso do remédio sem que houvesse garantia da eficácia, o que ajudou a derrubá-los.

A insistência de Bolsonaro também tem sido alvo de críticas de entidades como a Sociedade Brasileira de Imunologia, que soltou nota classificando como “precoce” a adoção da cloroquina em casos de sintomas leves de Covid-19.

Veja os dados do mapa de distribuição da cloroquina em forma de ranking

Fonte: Metropoles

Máscaras: GDF põe 300 fiscais nas ruas; brasiliense adere ao uso

Servidores de 10 órgãos atuantes na orientação e fiscalização obrigatória da utilização do protetor. Consciente, população não resiste e nenhuma multa foi aplicada

 AGÊNCIA BRASÍLIA   POR: RENATA MOURA | EDIÇÃO: RENATO FERRAZ

Boa parte da população do Distrito Federal está seguindo um risco ou um tratamento com saúde e tem máscaras usadas ao sair de casa. A constatação é de mais de 300 servidores de 10 órgãos do GDF, que estão nas ruas atuando com orientação e fiscalização da obrigatoriedade do protetor facial como medida preventiva de proliferação de novos coronavírus.

Segundo os técnicos da Secretaria de Governo, que coordena a distribuição das equipes nas cidades, cerca de 90% da população já está consciente da necessidade do equipamento. “Nesta segunda-feira (18), distribuímos 100 mil máscaras, e elas foram necessárias 70 mil. A adesão da população é muito grande ”, explica o secretário José Humberto Pires, responsável pela massa.

Pires que já não existe um coletivo consciente de um entendimento da necessidade de uso da máscara. “Não tivemos transtornos. Quem não estava usando, aceitou uma máscara de tecido e se prontificou a usar a mesma hora ”, descreve.

Não houve nem mesmo registro de autos de infração em função de descumprimento da lei. “Estivemos em regiões onde há grande concentração populacional – como Taguatinga, Ceilândia e Planaltina. Deu para perceber que a adesão está muito boa e precisamos continuar assim ”, afirma.

Na manhã desta terça-feira (19), o secretário de governo acompanhou parte das ações de fiscalização em Águas Claras.

O Distrito Federal registrou até o momento, 66 mortes motivadas pela infecção, além de 4.619 casos confirmados. Este total, 2.358 pessoas já estão recuperadas.

Nenhum ranking das localidades com maior número de contaminantes, incluindo o Plano Piloto, com 477 casos; seguido de Ceilândia, com 324; e de Águas Claras, com 273. O Sistema Penitenciário é outra preocupação para o governo. Nele, já foram identificados 547 casos.

Uma assepsia de células, viaturas, prédios da administração e parte externa dos presídios continua sendo feita pela Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) nesta semana.

EG NEWS

Governo sanciona lei que cria crédito para microempresas

Valor também atenderá empresas de pequeno porte

Microempresas serão atendidas por nova linha de crédito do governo federal Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que abre uma linha de crédito para ajudar micro e pequenas empresas durante o período de pandemia do novo coronavírus. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (19).

Segundo a regra, o valor dos empréstimos será de até 30% da receita bruta anual da empresa em 2019. O valor máximo do benefício será de R$ 108 mil para microempresas e R$ 1,4 milhão para as pequenas.

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O projeto, chamado de Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), será destinado para microempresas que tenham faturamento anual de até R$ 360 mil e pequenas empresas cujo valor obtido em um ano varie de R$ 360 mil a R$ 4,8 milhões.

A verba financiada pelo governo poderá ser dividida em até 36 vezes e a taxa de juros máxima será igual à Taxa Selic (atualmente em 3%), com um acréscimo de 1,25%.

Os recursos obtidos poderão ser aplicados em investimentos, pagamento do salário dos funcionários ou para o capital de giro, com despesas como água, luz, aluguel, reposição de estoque, entre outras. O projeto proíbe que os recursos sejam utilizados para distribuição de lucros e dividendos entre os sócios do negócio.

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: Pleno.News