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quinta-feira, fevereiro 20, 2020

Denúncia contra Jucá e Raupp é confirmada

A força-tarefa da Lava Jato no Paraná ratificou a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra os ex-senadores emedebistas Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO) por corrupção e lavagem de dinheiro em contratos da Transpetro, subsidiária da Petrobrás. Sem foro, Jucá e Raupp tiveram seus casos enviados à Justiça Federal no Paraná. As defesas de ambos não foram localizadas pela reportagem. O espaço está aberto para manifestações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Fonte: IstoÉ

Se governo não quer privatizar Correios, que decida logo, diz Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mandou nesta terça-feira, 18, um recado ao governo federal cobrando maior celeridade na definição de seu parecer sobre as privatizações. De acordo com o parlamentar, se o governo não quer privatizar os Correios, por exemplo, que decida logo para que o Congresso possa quebrar logo o monopólio da estatal.

Para Maia, as indefinições acabam sendo prejudiciais para a agenda.

“Se o governo não quer privatizar os Correios, que decida logo, para quebrarmos o monopólio”, disse o deputado.

Ele participou nesta terça-feira de evento do BTG Pactual, em São Paulo.

Maia disse, por exemplo, estar vendo resistências no Senado à privatização da Eletrobras e que, por isso, será preciso ajustar a modelagem ao que atende ao Senado.

Até porque, segundo o deputado presidente da Câmara, quanto mais se aproxima a eleição municipal mais difícil se torna privatizar a Eletrobras.

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Fonte: IstoÉ

O amor é (quase) lindo

Entre, aqui, na cabeça e na alma de Sérgio Cabral — e descubra por que ele decidiu delatar a sua esposa, a advogada Adriana Ancelmo

O amor é (quase) lindo

APARÊNCIA Sérgio Cabral e Adriana Anselmo continuam casados no papel. Mas ela tirou a aliança do dedo anular

Bom poeta e bom caráter, o excelente homem Vinicius de Moraes foi definitivo sobre o amor: “(…) que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”. Mau político e mau caráter, o ex-governador Sérgio Cabral, a seu modo, também fez lá o seu verso: que não seja imortal posto que é ladroagem, mas que seja infinito enquanto em liberdade. O que se quer dizer é que o amor de Cabral a sua esposa, a advogada Adriana Ancelmo, foi lindo somente enquanto ele governava e rapinava o Rio de Janeiro, embora, já aí, olhando a coisa bem de perto, era possível enxergar alguns atalhos nesse afeto – ele chegou a abrilhantá-la com um anel de R$ 800 mil, feito agrado de príncipe à consorte, só que o dinheiro para a aquisição da joia não saiu de seu bolso. Cabral está preso no complexo penitenciário de Bangu e condenado, até agora, a 282 anos de reclusão.
O ex-ministro Antonio Palocci, na delação, lembrou daquilo que jamais esquecera: Lula, segundo ele, recebeu dinheiro em espécie da Odebrecht (Crédito:Istock; Alan Marques; Divulgação)

Como diz a voz corrente saída das celas nas quais apodrecem anônimos, a cadeia pesa. E, claro, pesa também para prisioneiro famoso. O ex-governador obteve do STF a homologação de sua delação premiada proposta à Polícia Federal. E eis que, em sua primeira audiência nessa nova fase processual, na segunda-feira 10, Cabral, que de pés juntos jurava que sua mulher não sabia de nada sobre as gatunagens que fez no governo, entregou Adriana às autoridades. Eles seguem casados no papel, mas ela não usa mais aliança.

Lição de Oscar Wilde

Tenta ele, assim, algum benefício de pena, algo na linha “vão-se os anéis (até os de R$ 800 mil), ficam os dedos”. Mas quem tem quase trezentos anos nas costas, por mais que consiga benefícios, terá de cumprir no mínimo três décadas em regime fechado. Será, então, que é por vingança? Será que bateu nele o sentimento de… não vou mais segurar tudo sozinho… Nada disso: trata-se de estratégia de defesa, incriminar diretamente a esposa dá-lhe maior credibilidade na delação. De volta à voz corrente das cadeias, todo malandro segue uma regra: “mulher da gente, a gente não arrasta”. Pois é, Cabral arrastou. Ele disse ao juiz Marcelo Bretas que a Adriana (em liberdade com tornozeleira) sabia muito bem de seu caixa paralelo engordado com propinas e dele usufruiu o tempo todo, como bem quis. Mais: “sem osso na língua” (ah, a linguagem da cadeia), o ex-governador detalhou um dos esquemas, confirmando as acusações do MP – ele, Cabral, dizem os procuradores, ocultou cerca de R$ 4 milhões desviados com auxílio de um empresário, dono da rede de restaurantes Manekineco. Adriana valia-se de seu escritório de advocacia para esquentar o dinheiro. “Eu confirmo a emissão de notas fiscais por parte do escritório de minha mulher (…) com recursos indevidos obtidos por mim”.

A PRISÃO PESOU Marcelo Odebrecht (à esq.) desistiu de tentar salvar a empresa: entregou o pai, Emílio (Crédito:Istock; Alan Marques; Divulgação)

Mede-se o caráter de um homem nas situações limites, nos momentos de extremo padecimento, e Cabral mostrou que o seu caráter é frágil – mas, deixemos claro, aqui, que se Adriana de fato está envolvida na roubalheira, tem de ser presa. O ex-governador não é o primeiro nem será o último prisioneiro a se render. Igualmente a cadeia pesou para o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, que partiu para a delação premiada, decidiu não mais se sacrificar sozinho, e envolveu na corrupção o nome de seu pai, Emílio Odebrechet. Deu o serviço, e adeus tentativa de salvar a empresa – Marcelo implodiu e explodiu a construtora da família, deixou a cadeia e foi para casa. Falando em Odebrecht, o ex-ministro petista Antonio Palocci também cansou da prisão e na negociação da delação lembrou daquilo que jamais esquecera: o amigo Lula, segundo ele, teria recebido até em espécie dinheiro de propina da empresa de Marcelo. Amigos, amigos, cadeia à parte.

Delatar, sem dúvida, é antiético, sobretudo delatar a mulher, ainda que ela seja cúmplice e tenha propinado. Talvez valha a pena (será que vale?) dizer a Cabral que um dos maiores escritores e dramaturgos de todos os tempos, o irlandês Oscar Wilde, foi preso na Inglaterra em 1895 porque mantinha íntimas relações com o lorde Alfred Douglas de Queensberry.

Homossexualismo era crime naquela época. O lorde o renegou e o acusou de difamação. Na prisão, Wilde escreveu um de seus mais belos poemas, intitulado “De profundis”. Nele, admitia que seguia amando aquele que o traiu. E jamais o delatou.

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Fonte: IstoÉ

‘O que queremos da Argentina é o Mercosul e um bom relacionamento’, diz Bolsonaro

‘O que queremos da Argentina é o Mercosul e um bom relacionamento’, diz Bolsonaro

Brasília, 17 – O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira, 17, que quer um “bom relacionamento” com a Argentina, mas tendo a “democracia e a liberdade acima de tudo”. “Obviamente, o que nós queremos com a Argentina é o Mercosul, um bom relacionamento, mas tendo aí a democracia e a liberdade acima de tudo”, disse.

A declaração foi dada quando Bolsonaro comentou o fato de que o presidente do país vizinho, Alberto Fernández, não deve comparecer à posse do presidente eleito do Uruguai, Luis Lacalle Pou.

Havia o plano de Bolsonaro e Fernández se encontrarem durante o evento.

“Tem um evento na Argentina nesse dia (da posse), e ele dificilmente compareceria. Eu disse: eu atraso minha vinda para cá caso ele vá prestigiar a posse. Parece agora que não vai dar tempo de cumprir essa agenda”, disse Bolsonaro, que comentou ainda que um outro encontro dependerá dos chanceleres.

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Fonte: IstoÉ

À espera de Braga Netto, Casa Civil anuncia sete nomeações

Marcos Paulo Cardoso Coelho da Silva, que assumiu como secretário-executivo da Casa Civil, trocou subchefes, coordenadores e assessores

ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

Na véspera da cerimônia de posse dos ministros general Braga Netto (foto em destaque), na Casa Civil, e Onyx Lorenzoni, na Cidadania, o governo continua promovendo mudanças na estrutura da Casa Civil.

Rodrigo Augusto Rodrigues deixa o cargo de subchefe Adjunto Executivo da Subchefia de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais. Scott Kartegeane Linhares Camelo também deixa o posto de Subchefe Adjunto de Gestão Pública.

MAIS SOBRE O ASSUNTO

Assumem, respectivamente, os cargos em comissão Fabiana Magalhães Almeida Rodopoulos e Martim Ramos Cavalcanti. Ambas as funções são DAS 101.6, com remuneração de R$ 16,9 mil mensais.

O gabinete do ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto, começa a tomar forma. Kenia Gonçalves Sabino assume o cargo de Coordenador-Geral de Cerimonial. Ela receberá R$ 10,3 mil.

Na mesma leva, Francisco Eriberto Vieira exercerá o cargo de Coordenador-Geral de Assuntos Administrativos, função remunerada com um DAS 101.4.

Erlia Aparecida de Figueiredo Cunha assume, Secretaria-Executiva da Casa Civil, o cargo de assessora técnico na Coordenação-Geral de Assuntos Administrativos.

Por fim, Maria José Alfaia será coordenadora Geral de Cerimonial do Gabinete do Ministro da Casa Civil. Todas as nomeações e exonerações foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

Nesta terça-feira (18/02/2020), às 15h, no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dará posse aos ministros general Braga Netto, que assume a Casa Civil, e Onyx Lorenzoni, que chefiará a Cidadania.

Em janeiro, Bolsonaro destituiu o então secretário-executivo da Casa Civil da Presidência da República, José Vicente Santini, devido ao fato de o subordinado ter viajado à Índia em voo da FAB. O mandatário do país considerou “inadmissível” o deslocamento em avião oficial.

Após a demissão, Santini foi nomeado para outro cargo na Casa Civil. Ele seria assessor especial da Secretaria Especial de Relacionamento Externo da Casa Civil. Acabou afastado novamente por meio de um decreto presidencial.

A crise se alongou. Fernando Wandscheer de Moura Alves, que já pertencia à equipe, que ocupou o lugar de Santini e o nomeou a outro cargo, também acabou demitido.

Fonte: Metropoles

O menor número de assassinatos já registrado no Brasil

O menor número de assassinatos já registrado no Brasil

O menor número de assassinatos já registrado no BrasilFoto: O Antagonista

No ano passado, houve 41.635 homicídios no país (em 2018, 51.558).

O Antagonista

O Brasil registrou uma queda de 19% nos assassinatos em 2019, na comparação com o ano anterior, segundo o monitoramento feito pelo G1.

No ano passado, houve 41.635 homicídios no país (em 2018, 51.558).

Trata-se do menor número de crimes violentos de toda a série histórica medida pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que coleta os dados desde 2007.

Entre 2018 e 2019, foram 10 mil mortes a menos.

Parabéns, Sergio Moro.

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Fonte:Contexto Exato

Rosângela Moro elogia governo, diz que presidente e marido formam um time

‘Moro e Bolsonaro: vejo uma coisa só’, diz Rosângela Moro

‘Moro e Bolsonaro: vejo uma coisa só’, diz Rosângela MoroFoto: Estadão

Rosângela Moro elogia governo, diz que presidente e marido formam um time, defende campanha de abstinência sexual e discute aborto

Em 2016, no auge da Operação Lava Jato , a advogada Rosângela Wolff Moro criou uma página no Facebook chamada “Eu moro com ele”. O objetivo era reunir as homenagens feitas às investigações e, especialmente, os elogios direcionados ao seu marido, o então juiz federal Sérgio Moro , que cuidava dos casos em Curitiba. A página acabou desativada com a proximidade das eleições de 2018, mas o casal continua com forte presença nas redes sociais. No mês passado, após a mulher “pegar no pé”, Moro abriu uma conta no Instagram , onde já é seguido por 1,1 milhão de pessoas .

Rosângela tem 305 mil seguidores no seu perfil. Lá, publica fotos de viagens e registros de encontros com o marido, e tece comentários sobre questões que abalaram o Judiciário, como a criação do juiz de garantias e o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância .

Também já simulou estar atrás das grades, espaço para onde foram despachados investigados por decisões de Moro. “Sensação de estar presa é estarrecedora. Não façamos nada de errado. Basta seguir o conselho de nossos pais”, escreveu Rosângela.

Especializada em Direito Tributário, a advogada rejeita o rótulo de “digital influencer”, mas abraça a alcunha de “fã número 1” do marido. Ela recebeu o Estado na última quarta-feira para uma rara conversa em Brasília, no escritório da Federação Nacional das Apaes, entidade voltada para a ajuda às pessoas com deficiência intelectual, uma de suas bandeiras pessoais.

Diante do clima de radicalização política no País, Rosângela acha que não dá para levar tudo “a ferro e fogo” na internet. “Tem pessoas (nas redes sociais) que respondem com vocabulário mais pesado, num tom mais de ‘vamos comprar uma briga’, mas não é o meu objetivo perder energia nisso”, disse.

Abstinência. Católica, ela carrega na carteira um medalhão com a imagem de duas santas: Terezinha das Rosas e Rita de Cássia. Tenta se manter alheia às guerras políticas de Brasília, marcada na última semana por mudanças no ministério de Bolsonaro e pelo avanço militar na equipe. Sobre o governo, Rosângela é só elogios, inclusive à campanha da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves , que traz a abstinência sexual como uma das formas de evitar a gravidez precoce .

“A gravidez precoce é um problema, traz consequências, faz com que a jovem perca parte da sua vida. Tudo tem a sua fase”, afirmou a advogada, mãe de dois filhos. Sobre Bolsonaro, avalia que, ao contrário dos antecessores, o presidente não fez loteamento político dos cargos e evitou o “toma lá, dá cá”.

No mês passado, o presidente deu sinais de que esvaziaria o Ministério da Justiça e Segurança Pública . Ameaçou retirar funções de Moro, mas não foi adiante. A investida ocorreu justamente no momento em que a popularidade de Moro ultrapassa a dele . O ex-juiz federal de Curitiba é cotado como eventual candidato ao Palácio do Planalto, em 2022.

Rosângela, no entanto, garante que Moro e o chefe formam um time. “O ministro até brincou esses dias: ‘Ah, vou tatuar na testa que não vou ser o presidente’. O ministro é da equipe do presidente Jair Bolsonaro, dá total apoio para o presidente, inclusive no futuro aí, na reeleição”, disse, referindo-se ao marido pelo cargo que ocupa.

Ela opta pela diplomacia quando a reportagem lhe indaga como se define. Bolsonarista ou morista? “Sou pró-governo federal. Eu não vejo o Bolsonaro, o Sérgio Moro. Eu vejo o Sérgio Moro no governo do presidente Jair Bolsonaro, eu vejo uma coisa só”, respondeu.

Derrotas. Para a advogada, a derrubada da execução antecipada de pena, que abriu caminho para a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a criação do juiz de garantias – medida prevista na lei anticrime, que acabou suspensa por decisão do STF – não representaram uma derrota de Moro, mas, sim, da sociedade.

“Conhecendo a história do Judiciário, a exigência de dois juízes pode ser uma grande dificuldade, na medida em que há comarcas que não têm nenhum”, afirmou Rosângela. Quando o ministro Luiz Fux, do STF, suspendeu o dispositivo, ela escreveu no Instagram: “We trust (nós confiamos) em Fux.” O comentário fez alusão à mensagem vazada “In Fux we trust” , que Moro enviou ao coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol , conforme revelado pelo site The Intercept Brasil .

Rosângela compara a atuação do marido ao trabalho de um gerente de banco que sai todo dia cedo, pela manhã, para trabalhar. “Eu não interfiro. Minha função é trazer leveza ao nosso relacionamento, na relação com os nossos filhos”, disse. O “gerente”, aliás, está cotado para uma vaga no STF, que vai ser aberta em novembro, com a aposentadoria do ministro Celso de Mello . Alguma expectativa? “Melhor ele concluir o trabalho dele como ministro da Justiça. As pessoas estão felizes, os números de violência estão diminuindo. O presidente vai decidir na hora certa o que pretende para o País”, desconversou.

Aborto. A mulher de Moro se define como liberal na economia – defende interferência mínima do Estado – e conservadora nos costumes. É contra o aborto. “Sou absolutamente a favor da vida. Sou contra o aborto. Agora, eu acho que você penalizar, criminalizar, talvez não seja a saída, porque as mulheres pobres, que se submetem a condições desumanas, acabam sendo criminalizadas”, afirmou.

Na avaliação de Rosângela, que gosta quando o marido abre a porta do carro para ela, pois vê nessa atitude um gesto de gentileza, o verdadeiro feminismo consiste em dar o direito de escolha para cada mulher ser quem quiser. “Quem quiser trabalhar só em casa, que seja feliz. Não dá para ter radicalismo nisso”, resumiu a advogada. Nas horas livres, acompanha documentários e seriados. Abandonou, porém, O Mecanismo , que retrata os bastidores da Lava Jato. “Perderam a oportunidade de contar uma história incrível.”

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Fonte: Contexto Exato

Temer decide encerrar a carreira política: “Já fui tudo”

Ex-presidente se arrepende da conversa com Joesley Batista

Michel Temer desistiu da vida pública Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

O ex-presidente Michel Temer decidiu dar um fim à carreira na política iniciada em 1981, quando se filiou ao PMDB (atual MDB), partido que chefiou por 15 anos.

– Eu já fui tudo. A essa altura, eu não tenho nenhuma intenção de ser candidato. Até porque, quem chegou à Presidência da República, em primeiro lugar, não pode ocupar outro cargo. Em segundo lugar, tem que ser de uma discrição absoluta. O que eu tenho procurado fazer – declarou.

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Preso em março do ano passado pela Operação Lava Jato, ele afirmou que seu único arrependimento foi a conversa que teve com Joesley Batista, da JBS. Ele alega não ter cometido nenhuma ilegalidade, mas reconhece que o caso atrapalhou o seu governo.

– Se você perguntasse: “Do que você se arrependeu?”, acho que me arrependi de receber esse sujeito. Embora não tivesse a menor ideia, embora recebesse muitos empresários. Às vezes, a pessoa diz assim: “Mas você recebeu às dez e meia da noite”. Meu caro, você acha que o presidente trabalha das oito da manhã até às seis da tarde?

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Fonte: Pleno.News

Lava Jato: Justiça bloqueia bens de ex-assessor de Dilma

Segundo o documento, o réu recebeu vantagens indevidas da Odebrecht, entre os anos de 2009 e 2014, quando Dilma era presidente

Rafaela Felicciano/Metrópoles

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

O juiz Renato Borelli, da 9ª Vara Federal de Brasília, determinou, nesta quarta-feira (12/02/2020), o bloqueio de bens de condenados na Operação Lava Jato. Um dos envolvidos é Anderson Dornelles, ex-assessor da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo o documento, os réus receberam vantagens indevidas da Odebrecht, entre os anos de 2009 e 2014. À época, Dilma transitou entre a Casa Civil e a Presidência da República.

MAIS SOBRE O ASSUNTO

“Os documentos apresentados pela União fornecem fortes indícios de que o primeiro réu, Anderson Braga, na condição de ex-assessor da então Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e posteriormente assessorando-a na Presidência da República, teria recebido pagamentos mensais realizados pela Odebrecht”, diz trecho da denúncia.

Consta nos autos que Dornelles ainda beneficiou outras pessoas com empregos e outros tipos de vantagens, em troca de informações privilegiadas, obtidas no exercício do cargo e acesso à agenda da ex-presidente.

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Fonte: Metropoles

Planalto vai brigar no STF para manter Marcola em Brasília

“Nós vamos utilizar todos os recursos possíveis”, avisou o general Augusto Heleno, em entrevista à BandNews FM Brasília

Rafaela Felicciano/Metrópoles
RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

ATUALIZADO 14/02/2020 11:29

O Palácio do Planalto vai recorrer caso o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite o pedido do governador Ibaneis Rocha (MDB) para transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outras lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) do Presídio Federal de Brasília.

O STF deu 72 horas para o ministro da Justiça e Segurança Pública, ex-juiz Sergio Moro, se manifestar sobre a presença de Marcola na penitenciária que fica ao lado no Complexo da Papuda. Ibaneis se queixa que o GDF não tem sequer informações sobre deslocamentos e a remoção das principais lideranças do PCC.

Em entrevista à Rádio BandNews FM na manhã desta sexta-feira (14/02/2020), o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, disse que o sigilo das informações é necessário. Entre outros motivos, porque existem facções criminosas infiltradas nos órgãos de segurança, segundo afirmou. Neste contexto, o ministro pediu a “compreensão” a Ibaneis.

Heleno enfatizou ainda a confiança na avaliação do STF. No entanto, caso a decisão seja a favor do GDF, o Planalto irá reagir. “Nós vamos utilizar todos os recursos possíveis”, pontuou. Segundo o ministro, não é possível antecipar se o Decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), publicado em 7 de fevereiro, será estendido ou não após 6 de maio deste ano, data-limite para uso das Forças Armadas para reforço da segurança na área externa do Presídio Federal de Brasília.

Para Heleno, o foco no decreto é na Papuda e não deverá se prolongar indefinidamente. Disse também que o governo federal tem a política de rodízio de presos federais entre os estados. “Então, o objetivo é desencorajar que tentem fazer qualquer tipo de resgate do presídio da Papuda. Naturalmente, isso aumenta a segurança da própria cidade, porque há um movimento de tropa lá para a área”, explicou.

Conforme o Metrópoles noticiou em primeira mão, em reportagem de Mirelle Pinheiro, o PCC havia planejado um plano de fuga.

Segundo Heleno, Sergio Moro, vem empregando esforços para isolar as lideranças das facções criminosas. “Elas estavam aumentado nitidamente a capacidade de se comunicar. Quanto mais a gente isolar os líderes, melhor”, comentou. O chefe do GSI reconheceu peso individual de Marcola, destacando a importância de seu isolamento.

“Ele [Marcola] é um chefe que tem um poder. A ideia é conseguir coibir o máximo qualquer ação organizada desses grupos e cortar o dinheiro deles. Diminuir a capacidade financeira, de se comunicar e de recrutar novos integrantes”, explicou.

Para Heleno, o poder público precisa cortar as linhas de transmissão de recursos das facções. “Quer acabar com o crime organizado? Vai atrás do dinheiro”, ressaltou.

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Fonte: Metropoles