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segunda-feira, fevereiro 24, 2020

Salin Siddartha: O Ensino Rural no DF

“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.”

(Millôr Fernandes)

A escolaridade afeta positivamente a renda dos agricultores familiares – tome-se como exemplo que, na horticultura familiar do Distrito Federal, na qual 50% dos horticultores possuem apenas 4 anos de escolaridade, cada ano adicional de estudo se reflete em um aumento de 7,1% na renda média. A política educacional do Distrito Federal não pode ignorar a necessidade de um projeto específico para a escola rural, voltada para os valores e os anseios do campo, em que os jovens e as crianças se reportem ao contexto deles, vinculando a educação escolar às questões sociais inerentes à cultura do campo.

Uma escola do campo é a que defende os interesses e a economia da agricultura, que constrói conhecimentos na direção do desenvolvimento social e econômico dessa população. Com tal objetivo, é preciso articular os sujeitos do campo e suas práticas educativas, mas sem criar formas de relação que burocratizem a ação.
A educação do campo deve defender a cultura camponesa, sem a visão determinista histórico-geográfica de que a escola urbana seja superior à escola rural. A educação básica do campo precisa ser um projeto pedagógico da sociedade civil para intervir na educação do DF – um projeto vinculado aos sonhos da população camponesa para cultivar a identidade do morador do campo. Destarte, deve preocupar-se com as demandas provenientes do universo rural para atender escolas rurais, que são isoladas com pedagogias que não respeitam o universo simbólico dos camponeses. Nesse aspecto, o desrespeito à cultura local não é específico do ensino rural praticado no DF: é generalizado também em todas as escolas urbanas. Caso exemplar e nada à parte, a História do Planalto Central e do Centro-Oeste brasileiro não é ensinada em nossas escolas porque não consta no currículo delas e pelo simples motivo de que os livros didáticos, produzidos que são, em sua maioria, no eixo Rio-São Paulo, também não a revelam, assim como não abordam a Geografia, Arte, Literatura nem a Biologia da Região, em razão de se submeterem às exigências do mercado e à economia de escala, embora esses livros didáticos sejam aqui adotados.
Os livros de Biologia que são utilizados pelos nossos alunos nas escolas rurais do Distrito Federal e de todo Centro-Oeste não dedicam mais do que três ou quatro páginas a respeito do Cerrado, apesar de este ser o segundo maior bioma da Nação. Os livros de História discorrem sobre as pinturas rupestres de Lascaux, na França, e Altamira, na Espanha, entrementes nada dizem sobre as pinturas e gravuras em pedra encontradas no sítio arqueológico de Bisnau ou da Toca da Onça, no Município de Formosa-GO. Ao discorrerem a respeito do Tratado de Tordesilhas, os livros didáticos omitem que ele atravessava o Estado de Goiás por cima de Cocalzinho, a menos de 100 quilômetros do Setor Comercial Sul. Narram a economia açucareira de Pernambuco e da Bahia, porém não se referem à fabricação de açúcar na Fazenda Babilônia, em Pirenópolis-GO (patrimônio histórico tombado e aberto à visitação para as escolas, e que está a cerca de 150 quilômetros da Estação Rodoviária do Plano Piloto).
Não citam as técnicas de caça, pesca, da produção da cera, do mel, do plantio da mandioca e outros cultivos a nós ensinados pelos indígenas que habitaram, e muitos ainda habitam, nossas localidades. Narram sobre o Quilombo dos Palmares, contudo se esquivam de falar do Povoado de Mesquita, remanescente histórico de escravos rebelados, na Cidade Ocidental, ou sobre os Kalungas, de Cavalcante, na Chapada dos Veadeiros – o primeiro, situado a menos de 50 quilômetros, o segundo, a pouco mais de 300 quilômetros da Rodoviária.
Por sua vez, a implantação do ensino a distância para o setor agropecuário, por intermédio de parcerias do Governo do Distrito Federal com a Embrapa, o Sistema Nacional de Aprendizagem Rural e a UnB, pode ensinar Administração Rural a donos de propriedades em regime de economia familiar, e todo o processo de aprendizagem pode ser realizado pela Internet, sem necessidade de encontros presenciais nem remessa de material pelo correio. O GDF também pode desenvolver ferramentas de ensino acompanhadas de “pen drive” ou CD-ROM interativo que contenham recursos de textos, imagens, sons e vídeos referentes ao conteúdo e explicações dos cursos.
É uma questão de vontade política do Governo.
Cruzeiro-DF, 15 de setembro de 2019
SALIN SIDDARTHA

Governador Ibaneis Rocha ainda procurando solução para sanar folha de pagamento após decisão do TCU

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“O TCU não serve para nada’, diz Ibaneis após decisão que restringe recursos do GDF”
Por: Eugênio Piedade

Com a chegada de Ibaneis Rocha, Brasília está mudando para melhor, ele como excelente advogado e profundo conhecedor de leis, tenta desentranhar a burocracia que impede o desenvolvimento da cidade, mais a tarefa parece ser difícil por conta do desinteresse dos órgãos controladores das contas públicas.

O corte proibiu o Executivo local de usar o Fundo Constitucional para pagar benefícios a aposentados e pensionistas da Saúde e Educação.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) fez duras críticas ao Tribunal de Contas da União (TCU) em agenda pública quinta-feira (15), em Brasília. Segundo o governador, o TCU “é um órgão que, na minha visão, […] não serve para nada. A não ser para atrapalhar a vida de governos e de governantes”.

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Após o desabafo do Governador de Brasília Ibaneis Rocha sobre os desmandos, poder e a falta de interesse pelo crescimento do DF por parte dos Conselheiros do Tribunal de Contas da União, peguei-me a analisar e pensar: Gastam bilhões e bilhões com esses órgãos de controle que só travam!

No caso do TCU a decisão é provisória e deve ser cumprida em 30 dias. Segundo o GDF, a medida pode implicar na suspensão do pagamento dos benefícios desses servidores inativos. O Executivo local também disse que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

E no caso do DF? O que faz com que Deputados com suas carreiras em grande ascensão e com imensa possibilidade de vôos bem mais altos largarem de repente seus mandatos, traírem seus eleitores que não mediram esforços para ver seu parlamentar brigando e fazendo leis sentados em uma cadeira na Câmara Distrital ou Federal e optarem pelo cargo no TCDF?

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Será por ser vitalício, ou pelo poder, status ou independência financeira para si e seus dependentes? Todos nós sabemos que temos que mudar muitas coisas e leis em nosso país, as discrepâncias entre classes é tamanha, onde poucos ganhando muito e muitos quase nada!

Ainda no caso do DF, o que ocorre em relação às análises de prestação de contas de gestores da nossa cidade, somos todos sabedores de várias irregularidades existentes em seus mandatos e sempre suas contas são aprovadas ou tem suas contas aprovadas com ressalvas que, logo em seguida, aprovadas definitivamente.

Passam gestão e gestão, e fica a mesma coisa, governadores que entram sempre pegam a cidade um caos financeiramente, arrocham o povo com a falta de serviços públicos e os empresários com adiamento de recebimento de serviços prestados para que não ultrapassem a Lei de Responsabilidade Fiscal. QUEM SOFRE COM TUDO ISSO É SEMPRE A POPULAÇÃO.

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Empresas fechando por conta da falta de pagamento do Estado por serviços prestados e não recebidos, funcionários públicos sem receberem ou com seus salários atrasados, restaurantes comunitários que atendem a população mais carentes constantemente fechados por falta de pagamento (alimento) a seus contratados por seus serviços prestados e o povo com a falta de atendimento de qualidade nos serviços públicos, cidades mau cuidadas e tendo a frente gestores sem competência ou qualquer experiencia em administração.

Acreditamos na ordem e celeridade da gestão do Governador Ibaneis que não fica calado quando vê instituições de órgãos de controle querendo atrapalhar o desenvolvimento do Distrito Federal.

Os brasilienses esperam que os novos conselheiros indicados pelo governador Ibaneis Rocha e outros pela CLDF, que comporão os quadros do TCDF sejam mais atuantes em prol da população, seguindo um grande exemplo do Conselheiro Manoel de Andrade, que foi o único que reprovou as contas do ex-governador Rodrigo Rollemberg por ter descumprido a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

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Entre 2018, o ex-Governador Rollemberg reincidiu em sete das 12 ressalvas feitas em relação às contas de 2017, restando três atendidas e duas parcialmente atendidas.

No ano passado, o Executivo trabalhou com um orçamento global de R$ 45,3 bilhões. No entanto, as despesas verificadas somaram R$ 37,3 bilhões (0,2% a mais que em 2017), já as receitas ficaram em R$ 37,1 bilhões (0,6% a mais que em 2017).

Governador, Senadores, Deputados Federais, Distritais e políticos, lutemos pela população do Distrito Federal  tenho certeza e com fé em Deus faremos uma cidade melhor para nossos filhos e netos.

Fonte: EG NEWS

Hoje dia 20 é comemorado o Dia da Consciência Negra você sabia?

Dia da Consciência Negra

O Brasil é Negro
O dia da consciência negra surgiu para lembrar o quanto os negros sofreram, desde a colonização do Brasil, suas lutas, suas conquistas. Mas também serve para homenagear aqueles que lutaram pelos direitos da raça e seus principais feitos.

O dia 20 de Novembro foi escolhido como uma homenagem a Zumbi dos Palmares, data na qual morreu, lutando pela liberdade do seu povo no Brasil, em 1695. Zumbi, l�der do Quilombo dos Palmares, foi um personagem que dedicou a sua vida lutando contra a escravatura no período do Brasil Colonial, onde os escravos começaram a ser introduzidos por volta de 1594. Um quilombo é uma região que tinha como função lutar contra as doutrinas escravistas e também de conservar elementos da cultura africana no Brasil.

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“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.”
Nelson Mandela

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“Que se comemore o amor, a união,a tolerância e acima de tudo a presença de Deus sobre todos os homens.
Que seja hoje o dia do amor e não da cor da pele”.
Socorro Assis
Analista política e em políticas públicas 

 

 

“Infelizmente a sociedade ainda não se libertou por completo do pensamento que trouxe do período colonial em que se colocou em situação de superioridade em função da cor da pele. Causar constrangimento àqueles que vieram de modo forçado e contra a sua vontade trabalhar para o desenvolvimento nosso lindo Brasil não o faz superior e sim um ignorante quanto a razão de sua existência. Quando temos ainda uma sociedade doentia que não aceita a criatividade do criador, que criou seres humanos de diversas cores da pele, foi para nos tornar mais fortes e capazes de suportar a curta viagem pelo trem da vida e nos dá a possibilidade de evoluirmos visando alcançar um plano superior melhor. É válido o dia da “Consciência Negra”. “Evoluir por evoluirmos” Josivan Barbosa, Gestor público com especialização em gerenciamento de projetos.

 

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.

A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.

Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados heróis nacionais.
Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história.
Passos importante está sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória à inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.
Convido você nesta data a vestir minha negritude
Você conseguirá?
Seja Preto ou Preta por um dia
Eu sou igual a você,um ser humano com corpo ,mente , coração, Banzo.
Vestidinho se de minha negritude e toda minha ancestralidade agora questione se há Racismo e discriminação
Só mais um pouquinho vista minha pele.
Vista se epidermicame de mim .
E procure viver toda minha ancestralidade e sinta tudo que dentro de mim se passa .
Assim você vai realmente sentir a importância dessa data.
E depois que se despedir da minha negritude entenda que não quero brigas mais quero lutar por toda uma hereditariedade.
A minha cor representa minha luta ,mais acima de tudo minhas vitórias
Sou Preta sim e daí” Jacilene Monte, Psicanalista, Psicopedagoga e Subsecretária de Valorização às Religiões de Matriz Afro Descendente no Brasil do CDDF

Fonte: http://egnews.com.br

O fascismo 2.0 é o PT cuspido e escarrado

Não fica difícil entender, portanto, que o PT ultrapassou uma escala que Mussolini, Franco, Salazar e Hitler atravessaram mais ou menos na mesma duração. Agora, a lei, a polícia, as Forças Armadas, a população – todos são obrigados a se sujeitar aos desejos de Lula e do PT à força, sem soberania, divorciados do desejo popular, com os petistas colocando-se acima das leis, em pura atitude de enfrentamento da polícia

O PT foi o principal responsável pela absoluta banalização da palavra “fascismo” na língua portuguesa. Entre a esquerda, e entre os que não possuem muita experiência de vida, é muito comum se impressionar com palavras poderosas, de fortíssimo impacto psicológico, como “fascismo”, “opressão”, “exploração”, “conservadores”, “burguesia”, “trabalhadores”, “justiça social” ou “desigualdade”.

Qualquer tentativa de definir tais conceitos acima da média de reflexão de um refrão de funk demonstra as lacunas de pensamento entre jovens e esquerdistas, que ou vão se atrofiando e formando ideólogos e massas de manobra, ou vão sendo preenchidas com novos pensamentos que aclareiam conceitos e afastam as vítimas de reducionismos propagandísticos.

É comum ver a confusão da esquerda, que sempre amou tudo do período mais autoritário da história da Rússia, de repente achar um absurdo uma falsa (e dada como consensual) intervenção russa nas eleições americanas (pode-se bem imaginar como pensariam o oposto se a narrativa fosse de russos intervindo para eleger Bernie Sanders). Ou vociferando contra Donald Trump por não aderir a tratados comerciais que o PT e a esquerda tanto criticava no começo dos anos 2000.

Ou ainda criticando tanto a direita por defender uma moral judaico-cristã, e ao mesmo tempo jurando que o nazismo faz parte do pensamento de direita – o nazismo, derrotado pela Inglaterra e pela América enquanto Hitler fazia pactos com Stalin, sendo a própria consubstanciação do que é o ódio a uma moral criada por judeus e revelada a Moisés no Sinai separando o poder sacerdotal do poder real. Isto para não falar em temas de absurda complexidade, como a Terceira Roma, a hégira islâmica, o globalismo ou a Primeira Guerra Mundial.

São todas conhecidas falhas de pensamento de quem tenta trabalhar com conceitos soltos e sem uma hierarquia, uma ordem e uma organização. Com sorte, o paciente cruza com boas leituras ou questiona a distância entre boas intenções e realidade factual de quem sempre tentou o convencer com argumentos sentimentais e acaba afastando-se das ideologias fracas da puberdade.

É por esta razão que o discurso mavioso da esquerda seduz muito os jovens e os pouco letrados, mas é comum que a maturidade ou os estudos tornem as pessoas mais conservadoras depois. Como define o filósofo Nicolás Gómez Dávila, não se parte de idéias reacionárias: geralmente chega-se a elas.

E nada melhor para impressionar desavisados do que usar as palavras mais pesadas do vocabulário político, como a repetição, ironicamente goebbelsiana, do termo “fascista” para todo o lado.
Fascistas seriam quem discorda do PT, quem vota pela flexibilização da CLT (em nova ironia, criada por um fascista, sendo quase cópia da La Carta del Lavoro de Mussolini), quem defende Estado mínimo, quem quer privatizar, quem defende uma moral criada por judeus, quem faz piada com o Jean Wyllys, quem fala sério com Jean Wyllys, quem não fala com Jean Wyllys e quem passou por Jean Wyllys e Jean Wyllus não gostou.

Para quem conhece a realidade histórica além das platitudes a serem repetidas pelo sistema federal de educação (mais uma vez, uma criação curiosamente fascista de Getúlio Vargas), é fácil notar que o PT, a versão sindicalista da esquerda que não tinha os ranços do antigo PCB, é um partido muito mais próximo do fascismo do que do socialismo aventado por alguns de seus defensores.

Apesar de “fascista” ser o xingamento preferido dos petistas aos não-petistas, seu modelo de poder e Estado é assustadoramente próximo ao de Mussolini, Franco, Salazar – e mesmo ao de um presidente militar brasileiro nada fascista como Dutra.

O fascismo é um sistema político em que, apesar do famoso moto de Mussolini, “Tutto nello Stato, niente al di fuori dello Stato, nulla contro lo Stato”, estatiza menos do que o socialismo (este sim, o Estado total). Os planos econômicos são dirigidos como o PAC. Como define John T. Flynn no clássico As We Go Marching, os gastos são realizados com infinitos empréstimos e dinheiro jorrando de impressão de moeda em Bancos Centrais, causando inflação.

Empresas são “privadas”, mas controladas por sindicatos e vastos “direitos trabalhistas”, e acabam não tendo como negociar, senão com o próprio Estado com seus projetos faraônicos. Grandes empresas do projeto nacional ganham subsídios e trabalham em esquema de cartel com o governo (hoje, diríamos, em escambo de propinas por contratos).

Ao invés de expropriar a burguesia, ela é agraciada e mesmo comprada com previdência social estatal, educação e saúde gratuitas e muita propaganda estatal.

A censura é obtida quando fascistas chegam ao poder, mas antes disso já fazem um vigoroso, repetitivo, fanático e monotemático trabalho de desinformação, que logo se torna a visão oficial assim que se chega ao poder. Ou seja, com financiamento para que, mesmo antes de censurar (ou “regular os meios de comunicação”), possa-se prevalecer uma narrativa oficial, com termos a serem repetidos roboticamente, cheios de -ismos, abstrações, sujeitos coletivos e indefinições, mas forte apelo sentimental de mobilização.

Comparar tal cenário ao Brasil do PT não é tão difícil. Não à toa, o presidente com quem Lula mais gostava de se comparar era o grande fascista brasileiro, o ditador assassino Getúlio Vargas.

O fascismo, portanto, é diferente do socialismo por ser, curiosamente, menor e mais fraco. Menos estatal, mesmo com a divisa de Mussolini. O maior estudioso dos partidos políticos, o sociólogo Robert Michels, começou sua carreira como socialista e, após estudar a oligarquização das decisões dentro da estrutura partidária da esquerda, preferiu se filiar ao fascismo por considerá-lo mais democrático.

Grandes pensadores sobre o fenômeno fascista, como Erik von Kuehnelt-Leddihn, Eric Voegelin, Umberto Eco, John T. Flynn, Friedrich Hayek, Victor Klemperer, Jen Pierre-Faye e tantos outros, sempre deram destaque óbvio ao caráter mais ostensivamente assustador do fascismo: seu militarismo exacerbado, que transcendeu o horror da Primeira Guerra em amalgamar civis e militares, com marchas desabridas pelas ruas das cidades e que acabou por gerar uma guerra ainda mais mortífera do que a Grande Guerra.

De fato, parece ponto pacífico que este elemento é quase oposto no PT, que tanto horror tem de militares, inclusive dos mais dóceis: nunca houve ostensiva propaganda ideológica anti-polícia quanto nos governos petistas. Entretanto, tal aparente contradição, mais uma vez, é apenas uma confusão com termos.

O movimento fascista sempre foi paramilitar, e não militar. Forças militares são conservadoras, como os militares italianos ainda defendiam o apagado reinado de Vítor Emanuel III. Não foi dali que surgiu o fascismo, e sim de um movimento sindical, operário, curiosamente democrático, populista e trabalhista que planejava controlar as grandes corporações através de um Estado forte e centralizador, distinto dos federalismos e poderes tipicamente regionais da Europa.
Por conta disso, teve no nacionalismo um outro traço marcante: não por defesa de sua nação sobre outras (Mussolini e Hitler se entendiam muito bem), mas por desejar a construção de um poder nacional central que surpassasse os cantões, estados federados e outras formas de divisão de poder originais de países como Alemanha e Itália.

Sendo nacionalista (reconstrutor de nações) e tendo forças conservadoras (“retrógradas”, “reacionárias”, “obscurantistas”, “atrasadas” etc) contra seus intentos, fascistas precisaram criar uma força paramilitar contra as Forças Armadas oficiais. Deserdados e toda sorte de aventureiros, jovens idealistas e arruaceiros foram arregimentados para a Falange espanhola, a Juventude Hitlerista ou os Camisas Negras de Mussolini. Todas paramilitares, nenhuma parte das Forças Armadas oficiais.

Com a glorificação de um líder, funcionavam como uma gigantesca massa viva que permitia que líderes nem sempre tão representativos entre o povo pudessem exibir um poder maior do que possuiriam, já que a mobilização de seus exércitos em desfiles urbanos era muito mais suicida do que ofensiva: sem o treinamento militar adequado, significavam muito mais obediência fanática e disposição a morrer como escudo humano do que propriamente um poder de invadir um país ou vencer uma guerra.

Era a Falange, a Juventude Hitlerista, os Camisas Negras que cercavam seus líderes para que as forças policiais não pudessem aplicar a lei sobre seus megalomaníacos, ilegais e psicóticos projetos de poder. Qualquer “agressão” aos jovens e “inocentes” militantes fascistas seria encarada como uma brutalidade ditatorial das forças policiais conservadoras de então, e sem precisar ganhar eleições, propor leis ou ganhar debates, os fascistas logo obtinham um poder imenso e inspiravam um sentimento de serem pobres idealistas injustiçados por conservadores elitistas.

O próprio hino nazista, a Canção de Horst-Wessel (Horst-Wessel-Lied), descreve os nazistas em termos vitimistas, marchando sob chumbo de reacionários:

Quando se observa o fascismo e o nazismo sob este prisma histórico mais detalhado, e não apenas invocando “militarismo”, vê-se, na verdade, que o PT está a um triz de se tornar um partido que pode ser oficialmente chamado de fascista.

O PT permaneceu durante todo o seu tempo na presidência com suas milícias armadas, como MST e MTST, além de militância desarmada como UNE, CUT e quejandos, simplesmente fazendo pressão por seu reformismo no Congresso, o que foi encarado com certa precisão como um “socialismo light”, reformista e não revolucionário – mesmo com efeitos fortemente contrários ao povo, como o ativismo judicial do STF (e vide como a Suprema Corte está em descompasso com a vontade popular).

Ao menos, era assim no “reformismo democrático” com o PT no poder. Foi ser apeado, e os ânimos aumentaram fortemente. Basta ver que o tom da esquerda deixou de ser “paz & amor” para falar em “pegar em armas” (após desarmar a população, exatamente como Mussolini e Hitler fizeram), em “lutar até o fim”, em “não vai ter arrego”, em enfrentar a PF, o Moro, a lei, em parar o país, em chamar todo não-petista de criminoso. A história se repete. Basta olhar por cima como anda a militância.

Não fica difícil entender, portanto, que o PT ultrapassou uma escala que Mussolini, Franco, Salazar e Hitler atravessaram mais ou menos na mesma duração. Agora, a lei, a polícia, as Forças Armadas, a população – todos são obrigados a se sujeitar aos desejos de Lula e do PT à força, sem soberania, divorciados do desejo popular, com os petistas colocando-se acima das leis, em pura atitude de enfrentamento da polícia.

Isto para não falar do próprio crime organizado, que funciona como milícia anti-Forças Armadas e anti-ordem e que ataca justamente os inimigos do PT. O que os paramilitares faziam ligados ao Estado, o PT terceirizou. E quem não se lembra das escutas do PCC ordenando todos os seus membros e familiares a “votar no Genoino”? Com 64 mil homicídios por ano e juízes coitadistas penais, o Brasil já tem um sexto de Holocausto por década.

O PT, fora do poder, só fala em “regulamentação da mídia” (censura) e deixa suas milícias paramilitares tocando o terror pelo país.
Os fascistas também estiveram longe do poder e com a mesma atuação. Fora o clima bélico e militarista da Europa pós-Primeira Guerra, também queriam um sistema econômico/político quase idêntico ao do PT em tempos de paz. Hugo Chávez é muito mais parecido com um fascista do que com um socialista, apesar de se declarar um “socialista do século XXI”. Nicolás Maduro, que fechou ainda mais o país, já é mais próximo de um socialista, apesar de ainda estar no nível fascista de não decretar totalmente a socialização dos meios de produção.

E, claro, de milícias paramilitares, usadas en masse pela força, para não cumprir leis e tentar voltar ao poder para impor censura, uma prometida “Assembléia Constituinte” e criar o Partido-Estado promovendo a Gleichschaltung, a homogeneidade social total, e agora paramilitar.

Não importa o quanto o PT chame os outros de “fascistas”: como diz o famoso pronunciamento de Huey “The Kingfish” Long, governador da Louisiana de 1928 a 1932, em frase erroneamente atribuída a Winston Churchill, “[O] fascismo nos Estados Unidos só seria vitorioso se se auto-intitulasse ‘anti-fascismo’ ou ‘democracia’”.

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: Expresso Diário

Porque o Desenvolvimento do Governo de Bolsonaro não dá manchete

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O escândalo do DNIT foi um dos casos de corrupção mais intrigantes da história recente do Brasil. Por duas razões: sua dimensão gigantesca e a facilidade com que foi abafado. Ao coquetel se soma agora o ingrediente mais intrigante de todos: esse antigo antro de bandalheiras está sendo transformado em modelo de gestão — e isso não é manchete no Brasil.

DNIT é a sigla para Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e foi um dos grandes focos da roubalheira no império petista. A CPI do DNIT foi barrada no Congresso (2011) porque na época a população ainda estava inebriada com o mito de Luiz Inácio da Silva, o santo dos pobres. O mensalão já tinha sido esfregado na cara do Brasil, mas assim mesmo ele elegeu Dilma Rousseff, ungida por Lula como a Mãe do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). E a rainha do PAC era a construtora Delta, que estava no centro do escândalo do DNIT.

A grande imprensa se encontrava num momento bem mais saudável que o atual – ainda não tinha caído na tentação da panfletagem politicamente correta para concorrer (estupidamente) com as redes sociais. Os principais veículos se revezavam em reportagens contundentes sobre a máfia que tinha dominado as grandes obras viárias sob o manto protetor de Dilma, Lula e almas honestas associadas. As cifras milionárias dos superfaturamentos eram publicadas diariamente — naquele que foi o petrolão dos transportes e teve na mídia a sua Lava Jato.

Onde está o escândalo do DNIT na história? Sumiu. O então ministro dos Transportes foi demitido e Dilma terminou o ano de 2011 com popularidade recorde — ela era a “gerentona” da faxina contra a corrupção. Contando ninguém acredita.

Tempos depois o bicheiro Carlinhos Cachoeira foi preso pela PF por seu envolvimento em negociatas da Delta — a campeã do PAC de mamãe Dilma e rainha do DNIT. Cachoeira já tinha protagonizado o pré-mensalão — primeiro escândalo da Era Lula com o despachante Waldomiro Diniz, depois substituído pelo famoso Marcos Valério. A usina de crimes sob a fachada do governo popular já tinha seu grande elenco.

Só bem depois, com as investigações sobre o esquema de Cabral no Rio, o dono da Delta foi apanhado pela polícia. E as almas honestas de Lula e Dilma atravessaram incólumes todos os capítulos do escândalo do DNIT e seus desdobramentos.

Agora o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas — que não é filiado nem ligado a partido nenhum — está dando um choque de gestão na área dos transportes. Desfazendo a duras penas a aparelhagem e abrindo o setor para investimentos com dezenas de leilões/concessões para empreendimentos viários e portuários. Parece ser o início de uma revolução nessa área essencial ao desenvolvimento do país — e tragicamente acostumada a estar no foco da bandalheira.

Por que esse tema não é dominante no noticiário sobre política e governo no Brasil em 2019?

Qual a importância desse assunto — política e governo — para as pessoas que não vivem disso? O falatório que fermenta polêmicas em redes sociais ou as ações que irão melhorar a vida delas?

A resposta é óbvia, e é muito fácil perceber que, se temas como este e as medidas de Liberdade Econômica, de contenção de fraudes no INSS e de contenção da criminalidade somem no meio das crises digitais, o senso comum não pode estar muito bem de saúde.

Pondo de forma mais direta: se Tarcísio de Freitas, Sergio Moro e Paulo Guedes emplacarem para valer suas agendas positivas, o Brasil decola de vez e a vida vai ficar difícil para os contadores de história triste (fantasiados de resistência democrática). São esses que fazem questão de não ver nada do exposto acima e não tiram o “bolsonarismo” da boca.”

Fonte: Pablo Braga

Esqueça Niemeyer. Brasília tem outros grandes arquitetos modernos

Esqueça ainda o Setor de Perfumes: o maior sítio moderno do mundo é uma galeria de prédios projetados por brasileiros e gringos consagrados

Felipe Menezes/MetrópolesFELIPE MENEZES/METRÓPOLES

Nem só de Niemeyer é feita a arquitetura de Brasília. Há muitos outros nomes consagrados ou nem tanto que deixaram suas pegadas no maior sítio moderno do mundo. A começar pelo próprio Lucio Costa, a quem pertencem dois marcos fundamentais do projeto: a extraordinária e escandalosamente abandonada Rodoviária do Plano e a delicada e esguia Torre de TV.

Somos tão modernos que os olhos já nem se espantam mais: as primeiras embaixadas aqui instaladas entregaram os projetos de suas sedes a grandes nomes da arquitetura moderna de seus países, o que resultou numa mostra única no mundo. Arquiteturas como a espanhola, a mexicana, a japonesa, a portuguesa, a italiana, cada uma moderna ao seu modo.

Brasília é de Niemeyer mas é de Lelé, o tecnológico, humanista e afetuoso João Filgueiras Lima. São do Lelé os hospitais da rede Sarah, em Brasília e no Brasil, o Hospital Regional de Taguatinga, o Beijódromo. O Minhocão da UnB tem os pré-moldados do Lelé. Os dois mais bonitos, alegres e elegantes edifícios do Setor Comercial Sul, o Morro Vermelho e o Camargo Correa, com as brises coloridas de concreto pré-moldado, são do Lelé. Os blocos da Colina, na UnB, idem.

Estrelas de primeira grandeza da arquitetura brasileira, Alcides da Rocha Miranda e Paulo Mendes Campos também estão em Brasília, embora com discreta presença. Um dos fundadores da Universidade de Brasília, Rocha Miranda projetou o Auditório Dois Candangos e a Faculdade de Educação. Também é dele, com Fernando Cabral, a antiga sede do BNDES, no Setor Bancário Sul, hoje sede do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicadas).

Um dos dois únicos brasileiros a receberem o maior prêmio de arquitetura do planeta, o Pritzker, Paulo Mendes da Rocha tem uma obra em Brasília, o Palácio das Indústrias, no Setor Bancário Norte. O projeto é dele com Pedro Paulo de Melo Saraiva. O SBN concentra a arquitetura moderna racionalista, típica do fim da década de 1960. O racionalismo está para a arquitetura moderna como o poema concreto está para a poesia: enxuto, objetivo, estético, contido.

Arquitetos que vieram para Brasília nos primeiros tempos, e que, com Niemeyer, pegaram no pesado, riscaram o próprio nome no chão do cerrado. Nenhum outro arquiteto, depois de Oscar, deixou tantos riscos no quadradinho quanto Nauro Esteves, o chefe do poderoso Departamento de Arquitetura e Urbanismo (DAU). São dele, entre outros, o Conjunto Nacional, o Hotel Nacional, o Palácio do Buriti, a sede da Polícia Militar (no Setor Policial Sul) e uma jóia da arquitetura moderna religiosa (que costuma ser bem feinha): a Igreja Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, na 710/910 Sul.

Igreja Dom Bosco

De uma beleza interna fulminante, a Igreja Dom Bosco, embora moderna, mantém a atmosfera sagrada e sublime dos templos pré-modernos. É obra de um quase desconhecido arquiteto, Carlos Vasconcelos Naves.

Os blocos residenciais, especialmente os da Asa Sul, são uma sucessão de singularidades nas fachadas, nos pilotis, na distribuição interna dos espaços, nas janelas, nos basculantes. Foram muitos os arquitetos que projetaram os blocos da mais bela invenção de Lucio Costa, as superquadras. Nomes como Marcílio Mendes Ferreira, Hélio Uchôa, Eduardo Negri, Milton Ramos, Stélio Seabra e muitos outros deixaram, impressos em concreto, singularidades arquitetônicas que são um deleite para quem delas gosta.

Passado o período áureo, a arquitetura brasiliense caiu no abismo do mau gosto à moda Miami/Dubai – os exemplares mais retumbantes estão reunidos num só lugar, ainda bem, o Setor Hoteleiro Norte, mais conhecido como Setor de Perfumes Norte.

Mas como nem tudo são cafonices espelhadas, a cidade ganhou obras à altura de si mesma: a sede do Confea, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, na 508 Norte, é uma dessas salvações saída do escritório de Pedro Paulo de Melo Saraiva. Outro alívio para os olhos é a sede do Sebrae, na 605 Sul, obra a oito mãos, Álvaro Puntoni, Luciano Margotto, João Sodré e Jonathan Davies.

Também está na lista da arquitetura que não nos faz vergonha a sede da Fundação Nacional do Exército, no Setor Militar Urbano. É tão discreta que quem passa pelo Eixo Monumental Oeste nem a percebe, tão envolvida pela vegetação e tão respeitosa com a obra de Lucio Costa. Projeto de seis arquitetos brasilienses, Elcio Gomes, Danilo Matoso, Daniel Lacerda, Fabiano Sobreira, Newton Godoy e Filipe Benutti.

É bom acentuar que os três exemplos acima citados são projetos selecionados em concurso público.

A nova arquitetura da UnB também lava os olhos e alimenta os espíritos E, finalmente, casas e projetos de comércio e indústria feito por uma geração ainda mais jovem. Todos eles reverenciando os mestres e incorporando novas tecnologia e novas percepções sobre o lugar da arquitetura na paisagem. O moderno que sabe ser contemporâneo.

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Fonte: Metropoles

Extermínio de Auschwitz: Invisíveis no matadouro

O best-seller do ano conta a história de como pai e filho sobreviveram ao campo de extermínio de Auschwitz, recorrendo à única saída então possível: colaborar e não chamar atenção

Crédito: Armin Weigel/dpa

Presídios: trilhos no campo de concentração de Auschwitz, em 2016, no sul da Polônia: complexo de 45 unidades onde morreram 1,3 milhão de prisioneiros virou atração turística (Crédito: Armin Weigel/dpa)

Luís Antônio Giron

O arqueólogo galês Jeremy Dronfield, premiado autor de não ficção de 54 anos, não conheceu pessoalmente os dois protagonistas de seu livro mais recente, agora lançado no Brasil, “O garoto que seguiu o pai para Auschwitz” (Companhia das Letras, 354 páginas). Mas isso não impediu que o caso real retornasse à vida e arrebatasse milhares de leitores. A obra narra a história de como pai e filho, Gustav (1891-1976) e Fritz Kleinmann (1924-2009) se mantiveram juntos por mais de cinco anos, de 1939 a 1945, em diversos campos de concentração, culminando com o maior e mais mortífero: Auschwitz-Birkenau, no sul da Polônia. Lá, foram libertados pelas tropas americanas. Fritz publicou memórias e Gustav manteve um diário entre outubro de 1939 e julho de 1945. Ambas os textos passaram despercebidos, talvez por deficiência literária. Somadas aos relatos de sobreviventes, ajudaram Dronfield construir uma narrativa poderosa, dentro daquela que resultou em uma subcorrente da literatura do Holocausto: o gênero Auschwitz, que há mais de 70 anos rende lançamentos de sucesso. Ainda mais na última década.
Família: Gustav e Tini Kleinmann e os filhos Fritz, Edith, Herta e Kurt, em Viena, 1938: ano da anexação da Áustria ao Terceiro Reich, quando se dispersaram (Crédito:Divulgação)

“Há muitas histórias contadas sobre Auschwitz, mas a de Gustav e Fritz se sobressai”, diz Dronfield à ISTOÉ. “Os dois participaram de toda a história dos campos de concentração nazistas. Além disso, deixaram textos que hoje constituem documentos preciosos.”

Acima de tudo, segundo Dronfield, a união de pai e filho constituiu a força para que atravessassem o inferno. “O amor deles era um elo indissolúvel. É a explicação para terem resistido a violências, humilhações e ameaças”, afirma.

Se era para morrer, que fossem juntos. Esta foi a decisão que tomaram, quando a perseguição aos judeus em Viena se mostrou irremediável depois da anexação da Áustria à Alemanha, em 12 de março de 1938. Milhões de indesejados do Terceiro Reich foram transportados para os campos de concentração. Não se tratava só de exterminar judeus, como também opositores políticos, eslavos, homossexuais e deficientes físicos, entre outros.

Lei do silêncio

Pai e filho: o menino Fritz (em 1937) era tão afeiçoado ao pai, Gustav que o acompanhou a Auschwitz. Após a Guerra (foto de 1959), lançaram diários e livros (Crédito:Divulgação e Peter Kleinmann)

A família Kleinmann levava uma vida pacata, sustentada pela estofaria do pai. Seus seis integrantes — duas moças, dois meninos e o casal — dispersaram-se para evitar a execução sumária. O mais novo, Kurt, emigrou com a irmã mais velha para a Inglaterra e depois para os Estados Unidos. A mãe e uma filha mais nova fugiram, mas foram mortas no campo de Minsk. Gustav, de 53 anos, foi detido com Fritz, de 14. Transportados para o campo de Mauthausen, próximo a Linz, insistiram em ficar juntos, apesar da ordem de separação. O laço familiar se revelou tão intenso que conseguiram ser arrastados juntos rumo a novos campos de extermínio, cada um mais brutal que outro.

Quando, em 1942, chegaram ao mais temível, Auschwitz-Birkenau, já tinham adquirido estratégias para driblar os carcereiros. A regra de sobrevivência corrente nos barracões de prisioneiros era uma só: “Nunca chame a atenção”. Quanto menos notado, menor a chance de ser alvo do fuzilamento no Muro Negro. Mas muitos prisioneiros que tentavam se esconder acabavam executados. Foi então que pai e filho aprenderam que, além da invisibilidade, precisavam adotar outro expediente: colaborar. Ao atingir a maioridade, Fritz se voluntariou como ajudante de pedreiro, e foi acomodado no alojamento do pai, que sofria de problemas de coluna. Os dois dormiam na mesma cama de beliche quando foram libertados. Seu legado foi decifrar os dispositivos de resistência eficazes em ambientes altamente hostis.

Somente em Auschwitz, morreram cerca de 1,3 milhão de pessoas. O matadouro se converteu também em um celeiro de lembranças, que resultaram em livros e fizeram conhecidos personagens inesquecíveis por sua humanidade e vontade de viver. Os relatos colaboram até hoje para manter viva a memória de um dos momentos mais bárbaros da História. Por ironia, Auschwitz figura atualmente como uma atração turística popular na Europa. Seus trilhos, barracões, paredões e câmaras de gás recebem a média anual de 400 mil turistas.

ENTREVISTA

“O Holocausto pode voltar”

Jeremy Dronfield, escritor (Crédito:Divulgação)

Por que a escolha dessa história, entre tantas sobre o tema popular de Auschwitz?
A história de Gustav e Fritz é única. A maior parte das narrativas populares do Holocausto provém de sobreviventes que o experimentaram no seu estágio final, como Primo Levi e Elie Wiesel, pelo simples motivo que quase todos os judeus sugados pela maquinaria nazista no início da Segunda Guerra não sobreviveram. Restaram apenas 25 ao final da guerra. Por isso, é incrível que um pai e um filho tenham permanecido juntos e sobrevivido a cinco anos de abuso e violência inimagináveis. Além de tudo, deixaram registros escritos absolutamente únicos de sua experiência.

Você acha possível o retorno de campos de concentração na Europa?
Sem dúvida. O primeiro campo nazista, Dachau, foi criado em 1933, em uma fábrica abandonada perto de Munique. Foi usado para prender gente que era vista como ameaça para o estado nazistas — a maior parte socialistas, comunistas, sindicalistas e demais oponentes políticos de Hitler. Alguns eram judeus, mas somente depois de 1937 e 1938 os nazistas começaram a prendê-los em larga escala, por motivos raciais. Se um novo holocausto surgir — se o permitirmos —, vai começar de
maneira semelhante.

Que lição a experiência do Holocausto deixa para a humanidade do século XXI?
Eu me assusto ao constatar que a extrema-direita está ressurgindo em todo o planeta. O estado de espírito e a intolerância são os mesmos, e a retórica é idêntica à dos anos 1930. O Holocausto não é um evento isolado. Algo parecido pode voltar.

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Fonte: IstoÉ

Hoje Eu vi…

Por: Aguiar Júnior

Vi um jovem presidente de 64 Anos (ou seria um menino de Um Ano e Um Dia?) quebrar TODOS os protocolos na Festa da Independencia do BRASIL;

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Vi o que talvez, entre todos os chefes de Estado da história de nosso país (Monarquia e República), apenas o Presidente BOLSONARO e Dom PEDRO I, o fundador da Pátria Brasileira, pudessem ter feito junto aos seus queridos POVOS;

Vi mandar parar o ‘Carro Aberto’, onde já estava o valente Carlos Bolsonaro, e chamar para o Desfile Oficial um orgulhoso garoto, que a partir daquele instante passou a representar todos os nossos filhos e filhas das FAMÍLIAS patriotas do BRASIL;

Vi (e ouvi !) o Povo Brasileiro no Dia da PÁTRIA gritar: “BOLSONARO, cadê você, eu vim aqui só pra te ver”;

Vi na TV (e ouvi !) a multidão em Brasília GRITAR: “Mito… Mito… Mito…”;

Vi a ALEGRIA nos semblantes das autoridades e dos convidados, entre eles o General Augusto Heleno, braço forte e mão amiga do Presidente BOLSONARO;

Vi os acenos FELIZES para a multidão feitos por Ministros do Governo Federal, o principal deles sendo o Super Ministro Sérgio Moro, que NÃO pareceu em nenhum momento estar chateado ou desvinculando-se do Governo do NOVO BRASIL;

Resultado de imagem para bolsonaro e moro no desfile de 7 de setembro

Vi, ainda, o Presidente BOLSONARO colocar o braço nos ombros de Sérgio Moro, demonstrando a afeição e o apoio ao trabalho realizado na pasta da Justiça e da Segurança Pública, o que já salvou em oito meses e sete dias a vida de mais de seis mil brasileiros, NÃO atingidos pela violência que está sendo radicalmente combatida por este Governo do BRASIL;

Desfile de 7 de Setembro

Vi o Presidente, querido por nosso povo, pegar o bastão da Banda de Música dos Dragões da Independência e reger FELICÍSSIMO o Hino da Independência;

Vi empresários (Sílvio Santos e Luciano Hang da HAVAN), religiosos (Edir Macedo e um Bispo Católico) e Militares (General Mourão e General Ramos), além da gente simples do povo, ficar ao lado do Presidente BOLSONARO com o semblante de satisfação de ver que o BRASIL está mudando;

Vi a Primeira Dama Michele Bolsonaro e os filhos do presidente representar no palanque oficial a FAMÍLIA Presidencial daquele que tanto defende as FAMÍLIAS de TODOS nós brasileiros;

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Vi, confesso que vi, neste 07-SET de 2019 uma PÁTRIA FELIZ.

Ass.: Aguiar Júnior, um brasileiro patriota.

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BRASIL acima de tudo.
DEUS acima de todos.
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Fonte: EG NEWS

Mito ou verdade: quanto mais tempo durar, melhor a transa?

Pesquisas apontam que a realidade entre os casais não corresponde à expectativa criada sobre tempo de duração do sexo

Foto: Getty ImagesFOTO: GETTY IMAGES

Se te perguntassem, na sua opinião, quanto tempo uma boa transa deveria durar, o que você responderia? Este ano, o site de encontros Saucy Dates realizou uma pesquisa para saber qual era a expectativa em torno da duração ideal de uma relação sexual.

O resultado surpreendeu e comprovou que as pessoas imaginam um número bem alto. Entre homens e mulheres, os quatro mil entrevistados esperavam que o sexo durasse cerca de 25 minutos – e sem incluir as preliminares, ou seja, contando apenas penetração e ejaculação.

O resultado, porém, não deveria ser frustrante. Expectativas vêm carregadas de idealizações, o que não quer dizer que, na prática, um sexo mais curto não seja prazeroso. Ou mesmo que o rala e rola com mais de 20 minutos é sinônimo de gozadas sucessivas.

Vários fatores são levados em consideração para analisar a qualidade de uma transa, desde os mais diretos, como as preliminares e a química do casal, até os mais improváveis, como a temperatura do ambiente.

No fim das contas, especialistas apontam que o tempo, assim como o tamanho, não é documento para o sexo ser gostoso. Afinal, quem nunca deu aquela rapidinha mais memorável do que uma longa e planejada noite de amor? Foco na qualidade!
Fonte: Metropoles

Os arautos do anticristo

Uma série de denúncias de pais e ex-integrantes, apoiadas em vídeos que mostram cerimônias agressivas envolvendo meninas, colocam em xeque as práticas dos Arautos do Evangelho, organização ultraconservadora católica também suspeita de corrupção

Crédito: GABRIEL REIS

VÍTIMA Flávia Nascimento tirou S. do internato assim que descobriu uma série de abusos (Crédito: GABRIEL REIS)

André Vargas, Guilherme Novelli e Giulio Ferrari

TÚNICAS As vestes remetem à Idade Média e a disciplina é militar. Pregam que em um futuro próximo o cristianismo passará por um grande desafio. Depois do “bagarre”, o “Reino de Maria” (Crédito:Divulgação)

Em nome da fé, a seita ultraconservadora católica Arautos do Evangelho corrompe, agride, humilha, assedia e abusa de votos — em especial meninas adolescentes —, enquanto arrecada dinheiro e dissemina a ideia de que o apocalipse cristão está para chegar. Há até denúncias de estupro. Aos poucos, essas queixas ganham o conhecimento da opinião pública, da Justiça e das autoridades eclesiásticas, rompendo uma rede de silêncio que dura mais de 20 anos e atinge 78 países, em especial no Brasil. Nos Estados Unidos, o FBI já recebeu queixas e uma investigação está para ser iniciada — IstoÉ entrou em contato com o agente federal encarregado.

Nascida de uma cisão da também ultraconservadora denominação religiosa brasileira Tradição Família e Propriedade (TFP), os Arautos do Evangelho surgiram em 1997, assumindo um caráter mais religioso e menos político que seus antecessores. Enquanto a TFP levanta bandeiras contra temas espinhosos da vida contemporânea, como aborto, feminismo, reforma agrária, socialismo, minorias, cidadania LGBTQ e multiculturalismo, os Arautos são uma espécie de TFPdoB, voltados para uma visão de mundo limitada pelo conceito do que chamam de “Reino de Maria”, que surgiria após um período de grande instabilidade chamado de “bagarre” (do francês, luta ou caos), anunciado nas aparições de Fátima, em Portugal, em 1917. Ou seja, enquanto o mundo avança, eles se preparam para viver em comunhão com Deus em uma existência que misturaria as sequências de “Mad Max” e de “Senhor dos Anéis”. Para tanto, instalam seus devotos em “castelos”, grandes prédios que imitam palácios de estilo gótico que servem de moradia e madrassal cristão — quatro deles nos arredores de São Paulo, abrigando 500 alunos. Existem escolas em 16 países.

Ora, qualquer um pode acreditar no que quiser. É uma questão de fé – e ela deve ser respeitada. O problema são as acusações de crimes perpetrados nos “castelos”, enquanto o fim prometido não chega. Em 2017, um grupo de 50 mães de vítimas dos Arautos denunciou o grupo ao Ministério Público de São Paulo e ao Vaticano. A investigação secular segue em segredo de Justiça, assim como a religiosa. Mas novos casos apareceram. Em uma das denúncias, o fundador, monsenhor João Clá Dias, de 80 anos, é acusado de abuso sexual por uma ex-integrante. Órfã de mãe, uma jovem canadense, hoje com 27 anos, veio ao Brasil estudar com os Arautos. Ela relata em carta que, quando tinha 12 anos, foi abusada por João Clá, que tocou seus seios e nádegas e a beijou. Em 2014, aos 22 anos, ela conseguiu se afastar da congregação. Sua irmã mais velha, que era sua tutora, permaneceu. Sua denúncia está registrada. Dos 46 relatos entregues aos MPs e secretaria estaduais de educação, quatro são de abuso sexual. Os outros envolvem maus-tratos, alienação parental e abuso psicológico. Houve até um registro de suicídio. Em julho de 2016, Lívia Uchida, de 27 anos, teria se jogado de uma janela do quarto andar do convento Monte Carmelo, em Caieiras.

CONTROLE ”Eles me usaram e me chutaram. Só querem controlar as pessoas”, diz Alex Ribeiro (Crédito:GABRIEL REIS)

Vídeos obtidos por IstoÉ mostram o monsenhor Clá agredindo meninas com tapas. Em um deles, uma adolescente mantida segura pelos braços enquanto é filmada por adultos, diz: “Eu tenho que sair”. São cenas de pura humilhação. Ela é forçada a fazer votos de obediência, castidade e pobreza. Em outro vídeo, uma menina é forçada a beijar os pés do religioso. São os “ósculos sacrais”, beijos sagrados dados no líder como forma da vítima obter uma graça, seja lá o que isso quiser dizer. Na lei escrita para uma sociedade laica e plural, isso é crime.

Em Carapicuíba, na Grande São Paulo, a dona de casa Flávia Silva Nascimento, de 42 anos, penou para resgatar sua filha S., hoje com 17 anos. Procurados por pregadores dos Arautos que visitavam a Paróquia São Lucas, a família, que é católica praticante, viu a oportunidade de colocar a filha em uma boa escola religiosa. Não foi o que ocorreu. Aos 12 anos, S. passou por uma lavagem cerebral. Em vez de estudar, ela tinha que rezar e decorar os textos de João Clá e Plínio Côrrea de Oliveira (1908-1995), fundador da TFP. Vivendo sob uma disciplina rígida, inspirada em normas militares, ela não tinha sequer acesso direto a absorventes íntimos. Ela e suas colegas não tiveram noções de saúde e orientação sexual. Em vez disso, foram obrigadas a fazer seus “votos” como se fossem religiosas adultas e responsáveis por si. Durante as férias da família na praia, a adolescente se recusou a tirar a túnica dos Arautos. Só pisou na areia no último dia. Ela estava de botas.

Alérgica e com crises de asma, a saúde de S. se deteriorou. O alerta foi dado pela médica com quem a família costumava se consultar. A mãe resolveu resgatar a filha, mesmo contra a sua vontade inicialmente, após assistir um vídeo em que João Clá aparece como se estivesse praticando um exorcismo em uma garota que é segura pelos braços. A menina parece assustada e é estapeada pelo religioso. “A família entrou em crise”, conta a mãe, ao lembrar do processo de retirada da filha do jugo dos Arautos. S. fugiu de casa duas vezes. Até que aos poucos entendeu que a vida era melhor do lado de fora. Antes com boas notas, percebeu que havia ficado para trás, pois não havia aprendido química, física, biologia, história. Mesmo assim, ela veste roupas mais conservadoras que a mãe e conserva alguns cacoetes disciplinares. S. relata que a adoração a João Clã atinge níveis extremos. Ela e suas colegas ingeriram água que, afirmaram seus superiores, teria sido deixada numa bacia após o monsenhor se enxaguar. “Tive problemas emocionais, cheguei perturbada, mas hoje estou melhor. Os Arautos falam que a gente tem que sofrer. Não acredito mais nisso”, diz.

“Tive problemas emocionais. Os Arautos falam que a gente tem que sofrer” S., de 17 anos, que voltou para casa após 3 anos de internato, onde adoeceu

Há também o brutal caso de um fiel que foi drogado e internado em uma clínica psiquiátrica sem autorização da família. Morador da cidade paulista de São Carlos, Alex Ribeiro de Lima, hoje com 39 anos, contou em vídeo sua desgraça. Ele tinha 15 anos quando ingressou na TFP, mudando para os Arautos logo depois, onde atuou como leigo. Já adulto, sua função era levantar fundos, missão que o levou para Portugal e Itália. Eficiente no trabalho, beijou os pés do monsenhor e participou de uma cerimônia de “sagrada escravidão”. Sua vida ruiu após 18 anos de submissões. Aos 32 anos ele foi internado à força em uma clínica para drogados em Jundiaí (SP), depois de uma crise de ansiedade. Alex mal se lembra do período, pois ficou sob forte medicação, sem que sua família tivesse conhecimento. Só teve alta depois que sua irmã descobriu tudo e ameaçou chamar a polícia. “Fiquei amarrado e tive muito medo. Eu dizia que não era louco”, conta. Alex chora e pede desculpas quando relata seu calvário pessoal, que terminou em abandono. “Eles me usaram e me chutaram. Só querem controlar as pessoas”, diz.
Diante de tantas barbaridades, outros crimes também aparecem. Ex-integrantes afirmam ter visto armas de fogo em alguns castelos. Seriam revólveres, pistolas e até escopetas. A relação dos artefatos com a atividade religiosa não está esclarecida. Tampouco se sabe da origem das armas. O ex-arauto Daniel Del Rio, de 46 anos, conta que houve também contrabando e evasão de divisas. Dinheiro de doações entraria no Brasil oculto nas roupas dos arautos na volta de apresentações da orquestra e viagens de arrecadação. O dinheiro serviria para apressar as licenças de construção e ampliação dos mosteiros, além de agrados monetários para autoridades civis e religiosas. Ex-TFP, Del Rio foi dos Arautos por seis anos e saiu em 2002. “Quero derrubar essa organização”, diz em áudio enviado da Espanha, onde voltou a viver.

Culpa da vítima?

Em meio à apuração da reportagem, houve uma tentativa de censura prévia. Advogados da entidade entraram com um “pedido de tutela antecipada” para impedir qualquer publicação sem ouvi-los — o que foi negado pela Justiça. Procurados por ISTOÉ, a entidade só se manifestou por meio de seus representantes legais e por escrito.

Sobre as acusações de maus-tratos, exigem provas e respondem com retaliações legais. Os vídeos estão aí. Eles argumentam que ninguém foi agredido e que as imagens foram captadas de “maneira ilícita” e em “contexto da piedade privada, no âmbito das imemoriais práticas litúrgicas da igreja Católica”. Também dizem que as alunas pediram por tal procedimento, Ou seja, jogaram a responsabilidade para as vítimas. A argumentação dos advogados poderia até ser usada por radicais muçulmanos para justificar o apedrejamento de mulheres até a morte. Quando perguntados sobre eventuais punições aos envolvidos, alegam que “a autoridade competente para avaliar esse tema é a eclesiástica”. Consideram-se vítimas de perseguição religiosa de uma minoria de descontentes. Puro cinismo. Bater em criança é crime no Brasil, assim como abusar sexualmente, mal-tratar e impedir o convívio delas com os pais. O dia que os Arautos se purificarem das máculas de seus integrantes, o que sobrar será mero conservadorismo.

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Fonte: IstoÉ