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segunda-feira, outubro 21, 2019

Mito ou verdade: quanto mais tempo durar, melhor a transa?

Pesquisas apontam que a realidade entre os casais não corresponde à expectativa criada sobre tempo de duração do sexo

Foto: Getty ImagesFOTO: GETTY IMAGES

Se te perguntassem, na sua opinião, quanto tempo uma boa transa deveria durar, o que você responderia? Este ano, o site de encontros Saucy Dates realizou uma pesquisa para saber qual era a expectativa em torno da duração ideal de uma relação sexual.

O resultado surpreendeu e comprovou que as pessoas imaginam um número bem alto. Entre homens e mulheres, os quatro mil entrevistados esperavam que o sexo durasse cerca de 25 minutos – e sem incluir as preliminares, ou seja, contando apenas penetração e ejaculação.

O resultado, porém, não deveria ser frustrante. Expectativas vêm carregadas de idealizações, o que não quer dizer que, na prática, um sexo mais curto não seja prazeroso. Ou mesmo que o rala e rola com mais de 20 minutos é sinônimo de gozadas sucessivas.

Vários fatores são levados em consideração para analisar a qualidade de uma transa, desde os mais diretos, como as preliminares e a química do casal, até os mais improváveis, como a temperatura do ambiente.

No fim das contas, especialistas apontam que o tempo, assim como o tamanho, não é documento para o sexo ser gostoso. Afinal, quem nunca deu aquela rapidinha mais memorável do que uma longa e planejada noite de amor? Foco na qualidade!
Fonte: Metropoles

Mamãe cuidado com quem você coloca dentro de casa

 

Nossos sentimentos a família.

OI, meu nome é CLARA! mais eu amava quando me chamavam de CLARINHA 😊

Eu era uma menina linda, doce” e de um sorriso tímido” Eu só tinha 7 anos quando eu fui covardemente abusada, asfixiada e morta pelo meu padrasto ( DONIZETE CELESTIANO ) que confessou o crime”

Como assim? Eu fui abusada e morta dentro da minha própria casa em SONORA’ MATO GROSSO DO SUL” Pra mim era o lugar mais seguro do mundo. Mais não é bem assim!

É que” no dia em que a justiça concedeu ao meu padrasto o benefício de progressão de regime, ali também a justiça decretou a minha morte!

Vocês sabiam que ele ainda cumpria pena por estupro de vulnerável cometido contra outra criança de Apenas 3 ANINHOS ) em Março de 2012?

Pra justiça uma tornozeleira bastava, e sete anos depois eu seria só mais uma vítima, só mais um sonho perdido.

MATEUS 24:12 e no final dos tempos Haverá tanta maldade No mundo que o amor de muitos se esfriará! Acho que se esfriou né? 😢

Enfim ” O meu padrasto pode até ter tirado a minha vida” mais foi a justiça desatualizada desse país, que apertou o gatilho! Se o meu assassino estivesse preso desde de que cometeu o primeiro crime” eu agora estaria viva 😭😭😭

Ele era conhecido como DIABO LOIRO! eu era só uma garotinha linda e vítima da cobiça de um homem mal.

Dopou a minha Mãe que já tinha ingerido bastante bebidas alcoólicas” e ali mesmo, em cima da cama, ao lado da minha mãe, me asfixiado abusou de mim!

Eu não resisti a tamanha maldade, então o meu espírito se desprendeu do meu corpo inocente” mas esse homem, achando que a maldade era pouca, ainda teve a coragem de abusar do meu corpo sem vida!

Mal sabia ele que: enquanto abusava de mim pela segunda vez, o meu espírito já repousava nos braços do meu criador e nele eu posso confiar 

O que me deixa triste é saber que não sou a primeira criança vítima de tanto desamor! E o tempo tem provado que enquanto essas leis não forem mudadas ( PERPÉTUA ) eu não serei a última!

Esse é o nosso vergonhoso Brasil e eu sou mais uma princesinha que ficou pra estatística.

TEXTO ( DANIELA AQUINO SILVA )

Postagem: http://egnews.com.br

Extermínio de Auschwitz: Invisíveis no matadouro

O best-seller do ano conta a história de como pai e filho sobreviveram ao campo de extermínio de Auschwitz, recorrendo à única saída então possível: colaborar e não chamar atenção

Crédito: Armin Weigel/dpa

Presídios: trilhos no campo de concentração de Auschwitz, em 2016, no sul da Polônia: complexo de 45 unidades onde morreram 1,3 milhão de prisioneiros virou atração turística (Crédito: Armin Weigel/dpa)

Luís Antônio Giron

O arqueólogo galês Jeremy Dronfield, premiado autor de não ficção de 54 anos, não conheceu pessoalmente os dois protagonistas de seu livro mais recente, agora lançado no Brasil, “O garoto que seguiu o pai para Auschwitz” (Companhia das Letras, 354 páginas). Mas isso não impediu que o caso real retornasse à vida e arrebatasse milhares de leitores. A obra narra a história de como pai e filho, Gustav (1891-1976) e Fritz Kleinmann (1924-2009) se mantiveram juntos por mais de cinco anos, de 1939 a 1945, em diversos campos de concentração, culminando com o maior e mais mortífero: Auschwitz-Birkenau, no sul da Polônia. Lá, foram libertados pelas tropas americanas. Fritz publicou memórias e Gustav manteve um diário entre outubro de 1939 e julho de 1945. Ambas os textos passaram despercebidos, talvez por deficiência literária. Somadas aos relatos de sobreviventes, ajudaram Dronfield construir uma narrativa poderosa, dentro daquela que resultou em uma subcorrente da literatura do Holocausto: o gênero Auschwitz, que há mais de 70 anos rende lançamentos de sucesso. Ainda mais na última década.
Família: Gustav e Tini Kleinmann e os filhos Fritz, Edith, Herta e Kurt, em Viena, 1938: ano da anexação da Áustria ao Terceiro Reich, quando se dispersaram (Crédito:Divulgação)

“Há muitas histórias contadas sobre Auschwitz, mas a de Gustav e Fritz se sobressai”, diz Dronfield à ISTOÉ. “Os dois participaram de toda a história dos campos de concentração nazistas. Além disso, deixaram textos que hoje constituem documentos preciosos.”

Acima de tudo, segundo Dronfield, a união de pai e filho constituiu a força para que atravessassem o inferno. “O amor deles era um elo indissolúvel. É a explicação para terem resistido a violências, humilhações e ameaças”, afirma.

Se era para morrer, que fossem juntos. Esta foi a decisão que tomaram, quando a perseguição aos judeus em Viena se mostrou irremediável depois da anexação da Áustria à Alemanha, em 12 de março de 1938. Milhões de indesejados do Terceiro Reich foram transportados para os campos de concentração. Não se tratava só de exterminar judeus, como também opositores políticos, eslavos, homossexuais e deficientes físicos, entre outros.

Lei do silêncio

Pai e filho: o menino Fritz (em 1937) era tão afeiçoado ao pai, Gustav que o acompanhou a Auschwitz. Após a Guerra (foto de 1959), lançaram diários e livros (Crédito:Divulgação e Peter Kleinmann)

A família Kleinmann levava uma vida pacata, sustentada pela estofaria do pai. Seus seis integrantes — duas moças, dois meninos e o casal — dispersaram-se para evitar a execução sumária. O mais novo, Kurt, emigrou com a irmã mais velha para a Inglaterra e depois para os Estados Unidos. A mãe e uma filha mais nova fugiram, mas foram mortas no campo de Minsk. Gustav, de 53 anos, foi detido com Fritz, de 14. Transportados para o campo de Mauthausen, próximo a Linz, insistiram em ficar juntos, apesar da ordem de separação. O laço familiar se revelou tão intenso que conseguiram ser arrastados juntos rumo a novos campos de extermínio, cada um mais brutal que outro.

Quando, em 1942, chegaram ao mais temível, Auschwitz-Birkenau, já tinham adquirido estratégias para driblar os carcereiros. A regra de sobrevivência corrente nos barracões de prisioneiros era uma só: “Nunca chame a atenção”. Quanto menos notado, menor a chance de ser alvo do fuzilamento no Muro Negro. Mas muitos prisioneiros que tentavam se esconder acabavam executados. Foi então que pai e filho aprenderam que, além da invisibilidade, precisavam adotar outro expediente: colaborar. Ao atingir a maioridade, Fritz se voluntariou como ajudante de pedreiro, e foi acomodado no alojamento do pai, que sofria de problemas de coluna. Os dois dormiam na mesma cama de beliche quando foram libertados. Seu legado foi decifrar os dispositivos de resistência eficazes em ambientes altamente hostis.

Somente em Auschwitz, morreram cerca de 1,3 milhão de pessoas. O matadouro se converteu também em um celeiro de lembranças, que resultaram em livros e fizeram conhecidos personagens inesquecíveis por sua humanidade e vontade de viver. Os relatos colaboram até hoje para manter viva a memória de um dos momentos mais bárbaros da História. Por ironia, Auschwitz figura atualmente como uma atração turística popular na Europa. Seus trilhos, barracões, paredões e câmaras de gás recebem a média anual de 400 mil turistas.

ENTREVISTA

“O Holocausto pode voltar”

Jeremy Dronfield, escritor (Crédito:Divulgação)

Por que a escolha dessa história, entre tantas sobre o tema popular de Auschwitz?
A história de Gustav e Fritz é única. A maior parte das narrativas populares do Holocausto provém de sobreviventes que o experimentaram no seu estágio final, como Primo Levi e Elie Wiesel, pelo simples motivo que quase todos os judeus sugados pela maquinaria nazista no início da Segunda Guerra não sobreviveram. Restaram apenas 25 ao final da guerra. Por isso, é incrível que um pai e um filho tenham permanecido juntos e sobrevivido a cinco anos de abuso e violência inimagináveis. Além de tudo, deixaram registros escritos absolutamente únicos de sua experiência.

Você acha possível o retorno de campos de concentração na Europa?
Sem dúvida. O primeiro campo nazista, Dachau, foi criado em 1933, em uma fábrica abandonada perto de Munique. Foi usado para prender gente que era vista como ameaça para o estado nazistas — a maior parte socialistas, comunistas, sindicalistas e demais oponentes políticos de Hitler. Alguns eram judeus, mas somente depois de 1937 e 1938 os nazistas começaram a prendê-los em larga escala, por motivos raciais. Se um novo holocausto surgir — se o permitirmos —, vai começar de
maneira semelhante.

Que lição a experiência do Holocausto deixa para a humanidade do século XXI?
Eu me assusto ao constatar que a extrema-direita está ressurgindo em todo o planeta. O estado de espírito e a intolerância são os mesmos, e a retórica é idêntica à dos anos 1930. O Holocausto não é um evento isolado. Algo parecido pode voltar.

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Fonte: IstoÉ

Precisamos treinar os professores que querem portar armas

Entre todas as coisas que o Brasil poderia importar dos Estados Unidos, há o risco da repetição de tragédias de tiroteios em escolas. O País entrou definitivamente neste radar após o massacre de Suzano na escola Raul Brasil, em março de 2019, que vitimou dez pessoas e deixou outras onze feridas. O ex-xerife Kevin Beary, de 62 anos, que chefiou o gabinete do condado de Orange, um dos maiores do sudeste dos EUA, esteve no Brasil para palestrar a respeito de segurança nas escolas e falou com exclusividade à revista ISTOÉ. Ele também já foi agente da SWAT, a unidade americana de polícia especial, e hoje comanda na Flórida a equipe de reformulação da estratégia de defesa de muitas instituições de ensino. Para ele, o risco de tiroteios em espaços públicos existe em qualquer país, e para preveni-los algumas medidas drásticas podem ser necessárias, sendo uma delas permitir que professores portem armas dentro das salas de aula.

É a sua primeira vez no Brasil?

Não, é a minha terceira vez. Como palestrante, eu vim outra vez em 2007, quando meu gabinete veio para trabalhar com a Polícia Federal em um programa para as capitais e eu estou de volta agora.

Há alguma familiaridade com o idioma?

Minha esposa foi criada no Recife e também no Rio de Janeiro. Ela nasceu nos EUA, mas o pai dela veio para o Brasil como um missionário nos anos 1970. Sempre quando ela começa a falar em português comigo, eu fico em apuros. Além disso, muitos brasileiros de grupos especiais de equipes de segurança vêm para Orlando, na Flórida, e treinam no evento anual da “Swat Round-Up International”, que é uma das diversas oportunidades em que um policial pode viajar para outros lugares e aprender novas técnicas de segurança. Sempre visando ajudar a proteger os seus respectivos países com o novo conhecimento.

Como surgiu o convite para palestrar no Brasil?

O Brasil tem alguns dos mesmos problemas dos EUA. Recentemente, em março deste ano, vocês tiveram o tiroteio em Suzano, enquanto nos EUA há tiroteios em escolas, igrejas e outros tipos de lugares públicos. Foi por isso que fui convidado.

O senhor acha que no Brasil há o perigo de acontecer mais tiroteios desse tipo?

Acho que o Brasil, assim como em qualquer outro país, situações como essas podem acontecer. Nós vimos isso na Noruega em 2011 e na França em 2017, este é claro com certa dose de terrorismo envolvido. O que mais me afetou foi o de Fort Hood em 2009, porque um sobrinho da minha esposa foi um dos primeiros atingidos pelo atirador. Ele recebeu aposentadoria médica do exército dos EUA após o incidente, pois foram necessárias múltiplas cirurgias no cérebro para salvá-lo.

O que pais e professores poderiam fazer para evitar situações como essas?

Existem muitas instituições que precisam cooperar, especialmente as escolas, a polícia e os militares. Todos devem estar em sintonia para que prevenção seja feita com eficiência. Um aspecto que abordo sempre nas minhas palestras é o desenvolvimento de um centro de inteligência, onde comandantes dividem a informação com todas as instituições envolvidas. É algo que se originou no Reino Unido, e também nos EUA, que chamamos de “centro do crime em tempo real”. Consiste em uma sala equipada com tecnologia de ponta e contato direto com gabinetes para transmissão de informações assim que forem coletadas, suprindo os postos de comando e os superiores para que fiquem em condições de tomar as decisões corretas e salvar vidas.

O senhor acha que escolas mais estruturadas, com laboratórios e bibliotecas, evitariam tragédias como essas?

Acho que em termos de políticas próprias, tanto escolas como shoppings e outros espaços públicos deveriam ter planos de emergência. São situações que exigem treinamento para que sejam bem executadas, o que também deve acontecer com a polícia. Nas escolas, especificamente, é preciso treinar as crianças. É muito triste para o mundo nós termos que nos preocupar com tiroteios em escolas, mas ao mesmo tempo é algo que precisamos fazer. Uma vez, uma mãe me disse que o filho dela de cinco anos precisou passar por um treinamento desses no jardim de infância. É algo que também deveria ser feito em hospitais.

E em relação aos atiradores, como evitar o desenvolvimento dessas personalidades?

Tenho certeza que outro problema comum entre o Brasil e os EUA é o da saúde mental. Esse é um dos maiores deles. Em 1971, os EUA começaram a desmobilizar as instituições de cuidado com saúde mental, algo que está sendo repensado por conta da situação que vemos hoje. Temos pessoas andando livremente nas ruas que não deveriam, pois são ameaças para si mesmas e para toda a população.

Como a sociedade deveria lidar com a construção do discurso de ódio desses jovens frustrados e o que os motiva a tais ações?

Às vezes eles possuem uma causa própria ou seguem alguma outra. Um estudo do serviço secreto dos EUA revelou que em 67% de casos de tiroteios, pessoas próximas ao atirador sabiam que ele estava com problemas ou que poderia ser uma ameaça em potencial. Muitas vezes, acabam não falando nada para evitar o escrutínio de alguém. Todos pensam que ao fazer uma acusação deste tipo podem ser enquadradas em alguma “fobia”, mas não é o caso. Se qualquer pessoa ouvir alguma coisa, é preciso reportar às autoridades. Se ouvirmos a tempo, é possível fazer alguma coisa a respeito.

Poderia exemplificar isso com algum caso?

Foi o que observamos no tiroteio da boate Pulse de Orlando, em 2016. Havia indicadores de que o atirador tinha feito comentários ofensivos e que até o FBI sabia a respeito, mas não dividiu tais informações com a polícia local. O resultado foi 50 mortos e outros 53 feridos. Isso indica que é necessário falar para que seja possível alguma intervenção das forças de segurança.

Com o afrouxamento das regras para posse de arma que o presidente Jair Bolsonaro quer promover no Brasil, pode haver algum impacto?

Venho da Florida, um dos estados em que o porte de arma nos EUA é mais visado. Acho que se alguém quer comprar uma, que seja feito da forma correta. Se houver o treinamento e as condições adequadas para isso, não acho que é um problema. Isso é muito bem estruturado na Florida, no Kansas, na Carolina do Sul e na Georgia. Afinal, há múltiplos registros nesses estados de ataques a mulheres e idosos em que essas pessoas puderam se defender porque estavam armadas. Já que mencionou Bolsonaro, saiba que o presidente dos EUA, Donald Trump, já admitiu que carrega com ele a própria arma de vez em quando. Acho que com os índices de crime e de violência que estamos vendo, há muitas pessoas procurando armas como forma de comprar proteção para si mesmas e para suas famílias.

 

O senhor acha que professores deveriam estar armados nas salas de aula?

Nem todos os professores querem carregar uma arma, então não deveríamos obrigá-los a fazer isso. Mas para os que querem, há um exemplo em Polk County, na Florida. O xerife de lá implantou um plano em que treina os professores de todas as escolas e faculdades, públicas e privadas, para situações táticas em que há um atirador, e eles estão usando armas. Colocando isso de outra forma: eu moro em Apopka, no mesmo estado, e na escola em que meus filhos estudam um dos professores é um ex-integrante do Seal. Eu não tenho problema com um ex-integrante da tropa especial da marinha americana protegendo minhas crianças numa situação de perigo como essa.

Como os agentes de segurança deveriam lidar com traficantes que atuam em escolas?

No contexto de hoje, não há espaço para armas e drogas em escolas e campus. Muitas das escolas da Florida aumentaram sua segurança, com o uso de detectores de metal para manter armas fora da escola. Fui um policial por 42 anos, e considero que se você vai para uma escola, você não deveria ir para vender ou usar drogas ilegais. Para os estudantes, o importante é focar no estudo e manter o lixo fora da sala de aula.

Em áreas de conflito entre a polícia e os traficantes, como as tropas policiais devem agir para proteger os estudantes e professores?

Eu vi que o Brasil fez um excelente trabalho nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, usando a tecnologia. Essa estrutura agora deve ser levada para as áreas problemáticas nesse sentido. Eu sou inteiramente favorável ao uso de câmeras de vídeo e operações com agentes infiltrados. Quando você está lidando com traficantes, 90% das vezes você estará lidando com pessoas armadas e perigosas. Não se pode brincar com essas pessoas, elas irão te machucar. Então a polícia precisa ser rigorosa, e também é necessário exercer a lei. Para os profissionais da segurança, não concordo com a atitude de evitar alguma região porque ela não é segura. É trabalho desses profissionais deixá-la segura. Logo, é necessário entrar no lugar de risco, seja lá qual for e resolver o problema.

Em quais outros aspectos da segurança o senhor considera que o Brasil deveria tomar cuidado?

Os brasileiros tiveram algumas operações bem sucedidas contra o terrorismo nos últimos anos. Uma questão importante, que é preciso ficar de olho, é nas leis de imigração. O Brasil é um lugar lindo para se visitar, é importante manter isso em mente principalmente para desenvolver o turismo, mas é necessário tomar cuidado com quem estão deixando entrar no País. Nos Estados Unidos estamos tendo este problema agora porque permitimos a imigração de pessoas de países cujos governos apoiam o terrorismo. Até o ex-presidente Barrack Obama disse que não deveríamos aceitar tais pessoas dessas nações. É um conceito repugnante, parece duro demais, mas é o que precisa ser feito. È uma preocupação intensa, não só para combater o crime, mas também para a segurança nacional de qualquer país.

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: IstoÉ

Todos contra a Lava Jato

Crédito: Image by succo from Pixabay

(Crédito: Image by succo from Pixabay )

Por: José Carlos Marques

Uma névoa de impunidade e revanchismo paira sobre as ações da Lava Jato. Os togados da Suprema Corte decidiram por maioria um princípio pró-réu — que não está escrito em lei nenhuma, diga-se de passagem, tratando-se apenas de interpretação sacada do colete de supetão — segundo o qual o delatado tem o direito a falar por último no processo em que figura como réu, depois de todas as arguições da acusação, incluindo os pronunciamentos de eventuais delatores. Isso mesmo se sabendo que não podem ser adicionados fatos novos nessa etapa do julgamento. É claramente um tipo de casuísmo que pode colocar tudo a perder sobre ao menos 143 casos já julgados e sentenciados com evidentes e robustas provas de delito. Há uma modelação acertada para evitar o pior — na qual terão o benefício apenas àqueles que, na primeira instância, reclamaram de não terem sido ouvidos por último e cuja defesa comprove que houve prejuízo concreto ao cliente devido ao fato. Mas nada garante que a filigrana jurídica incluída daqui por diante não coloque por terra o trabalho de procuradores e magistrados, levando a Justiça a cair novamente em descrédito junto à opinião pública. Ao estabelecer uma tese que pode vir a anular muitos dos processos concluídos ou em andamento e comprometer futuras ações do tipo, numa suprema algazarra, o STF quis impor limites ao pelotão que desbaratou a maior quadrilha de saqueadores de alta patente da história do País. Por tabela, deu margem para que os arrivistas de plantão, animados com a nova brecha legal, causem um dano institucional sem precedentes, impingindo derrotas em cascata nos tribunais contra o Ministério Público para safar os poderosos do colarinho branco. O casuísmo da decisão se dá por atender a circunstâncias específicas e a réus privilegiados, como o próprio ex-presidente Lula (a despeito do seu notório plantel de desvios). A Corte Suprema, não é de hoje, discorda do protagonismo assumido pelos juízes e investigadores de instâncias inferiores, desde o início há cinco anos daquela que é tida como a mais bem sucedida cruzada de ataque à corrupção do mundo. Antes da Lava Jato, apenas a investida da “Mãos Limpas” na Itália tinha logrado tamanho feito de perseguir malfeitores. No caso italiano, a experiência naufragou ao final e ao cabo por conta de injunções políticas que praticamente anularam todos os desdobramentos. Aqui no Brasil, no momento, corre-se o mesmo risco. Diversas movimentações estão em curso para desmoralizar e desacreditar a Lava Jato. As denúncias, não completamente comprovadas, do site “Intercept Brasil” miraram inicialmente as estrelas da operação: o juiz Sergio Moro, hoje sofrendo derrotas consecutivas como ministro da Justiça e desacreditado pelo mandatário em pessoa, e o procurador Deltan Dallagnol, pilhado em gravações que estariam a sugerir diálogos nada republicanos e fora de conduta do devido processo legal (na verdade, as conversas hackeadas não apresentam qualquer ilegalidade; talvez no máximo falhas morais como no caso dos comentários sobre a neta falecida do ex-presidente). Em ambas as situações, assim como nas gestões sobre órgãos fiscalizadores que dão suporte ao rastreamento dos delitos, o objetivo está claro e detalhado: enterrar a Lava Jato, colocando os seus feitos na latrina da imoralidade, apesar do reconhecimento irrestrito da sociedade. Se alcançado o propósito, as coisas voltam a se manter como dantes, roubando aqui, fazendo vista grossa ali. Os poderes constituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário) parecem estar mancomunados no mesmo esforço. As mexidas táticas do governo para barrar as contribuições do Coaf e da Receita aos investigadores — determinadas diretamente pelo presidente Bolsonaro — fazem parte disso. A suspensão dos trabalhos acerca do laranjal do primeiro filho, Flávio Bolsonaro, também. Essa foi decretada pelo magistrado do STF Dias Toffoli, que conseguiu dessa maneira, por tabela, sustar dados sobre movimentações estranhas em sua conta e na do colega de tribunal, Gilmar Mendes. O Congresso, por sua vez, não fica atrás nesse esforço de minar o avanço da Lava Jato. Ao contrário. Como palco das maiores maracutaias, tendo seus parlamentares entre os principais atores dessa ópera-bufa, a Casa lidera a sabotagem. Na calada da noite aprovou, por exemplo, a lei de abuso de autoridade, que cerceia ações dos magistrados, e está cozinhando o pacote anticrime para não ser, quem sabe, apanhado por ele. É no conluio de interesses podres e nas tentações de poderosos desqualificados que se amarrou o futuro do combate à corrupção. A essa altura do campeonato, está mais do que claro que nem mesmo o chefe da Nação — curiosamente eleito sob a promessa de realizar uma faxina dos corruptos do País — tem o menor interesse no assunto ou engajamento nesse sentido. Ainda mais com os próprios filhos encalacrados em esquemas suspeitos, ainda não devidamente esclarecidos.

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Fonte: IstoÉ

ARTIGO / Democracia sem vacilo

A Agência Brasília reproduz o texto do governador do DF, Ibaneis Rocha, publicado na edição desta quarta-feira (2) do jornal Correio Braziliense

IBANEIS ROCHA, GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL

Na vida das instituições há momentos de alta gravidade, que estou convencido estarmos atravessando, e que nos obrigam a sair do conforto de esperar que as coisas se ajeitem, mesmo saltando aos olhos a degradação de valores de moral, de justiça e noção de pátria. É do futuro da democracia que estamos falando, e, se não dermos nossa face à nação, talvez amanhã seja tarde demais.

Porque democracias morrem, democracias definham, democracias se matam. E, para que nenhuma dessas possibilidades ocorra – e isso também é uma verdade histórica –, é necessário cuidado.

Há explicações de toda ordem para o que vem acontecendo em nosso país. Explicações que vão desde o descrédito na política, os reincidentes escândalos de corrupção, a impunidade, até as redes de desinformação e o papel que elas exercem como instrumentos de manipulação. Tudo é importante para o debate, para buscar entender. É com espanto, surpresa e perplexidade que a população reage a cada vez que busca o noticiário.

Onde estamos vacilando?

É fácil degradar a exuberância da floresta amazônica, pondo abaixo uma grande área de troncos milenares com uns poucos machados. Difícil é fazer o contrário. A devastação dos valores democráticos que conquistamos a duras penas está indo no mesmo ritmo.

Que Brasil estamos mostrando ao mundo quando mais precisamos vender nossos produtos, quando mais precisamos atrair investimentos e quando é necessário ampliar os mecanismos de cooperação bilateral? Por outro ângulo, que segurança – física e jurídica – estamos oferecendo ao cidadão comum quando pessoas públicas que deviam dar exemplo de prudência aparecem armadas para a guerra? A importância dessa reflexão não decorre exclusivamente do ingresso de novos atores na cena institucional, mas da gravidade a que se pode atribuir o estado geral da nação nos últimos tempos.

Vejamos a crise no Judiciário. Não é preciso abalar a institucionalidade ou atropelar regras comezinhas do devido processo legal para perseguir a corrupção, para investigar, processar, julgar e condenar aqueles que cometem os silenciosos crimes que minam os sonhos da sociedade. Há casos anteriores à Lava Jato que demonstram isso.

Não é preciso abalar a institucionalidade ou atropelar regras comezinhas do devido processo legal para perseguir a corrupção, para investigar, processar, julgar e condenar aqueles que cometem os silenciosos crimes que minam os sonhos da sociedadeIbaneis Rocha, governador do DF

Tome-se como exemplo o julgamento da Ação Penal 470 pelo Supremo Tribunal Federal. O processo do mensalão passou por dois procuradores-gerais da República – Antônio Fernando fez a denúncia acolhida pelo STF em 2007 e Roberto Gurgel atuou no julgamento em 2012 –, teve 40 réus, 53 sessões, quase um semestre de debates contínuos da Corte Máxima e nenhum atropelo. O que se pôde anotar de um processo cujo acórdão trouxe mais de oito mil páginas foram arroubos retóricos. Nada perto dos descaminhos que enxergamos hoje em outros processos.

Não houve conduções coercitivas sem intimação prévia, nem buscas e apreensões por questões simbólicas. Não houve uso de argumentos ad terrorem, nem o nascimento de pseudojuristas acima de qualquer suspeita. Enfim, foram condenadas 25 pessoas por envolvimento em atos corruptos com o sagrado direito de defesa garantido nas minúcias.

Esperávamos que ali os corruptos tivessem aprendido uma lição. Não aprenderam. Mas tampouco nossos órgãos de investigação aprenderam algo. Vacilaram, vacilamos todos na medida em que não se pôs o dedo na ferida. A lei, quando usada como instrumento de Estado, se presta tanto à tirania quanto à justiça, à liberdade ou à opressão, à equidade ou à iniquidade, para consolidar a democracia ou para enfraquecê-la.

O fato é que não conheço condenações da Ação Penal 470 sob risco de se transformar em exemplos de processos de exceção. Já não se pode dizer o mesmo depois disso. Porque, repito, vacilamos.

As interpretações dadas ao direito de defesa e contraditório são hoje contaminadas pelo debate ideológico que parece sobrepor-se ao princípio constitucional, que, de tão claro, nada deixa a esperar a não ser a sua obediência. É direito fundamental, humano, que remonta à origem dos povos civilizados, a faculdade de ouvir as considerações do réu a respeito dos fatos que lhes são imputados.

Tenho fé que o Judiciário há de sobreviver a esses tempos que nos remetem a uma distopia nunca imaginada. Intencionalmente ou não, nos tornamos um laboratório de experiências, tendo o povo como cobaia. Ninguém suporta mais. O Brasil segue contraditório com uma das maiores concentrações de riquezas e sem resolver o problema mais básico de identidade, de olhar para o que ele é de fato: um país de muitas caras.

E é nesse ambiente de contradições, de debate e de confronto de ideias, que convido as cidadãs e cidadãos de bem deste país a continuar alimentando a utopia de nossos sonhos, de um país democrático e de inclusão, de oportunidades para todos, justo, tolerante e pacífico. Não podemos vacilar mais. De minha parte, não vou desistir jamais da democracia e do Brasil.

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: Metropoles

Dede Roriz faz pronunciamento em plenário da CLDF sobre: *Busto do Roriz na praça da Câmara Legislativa *

Dede Roriz faz discurso no plenário da Câmara Legislativa, falou sobre a mudança da praça pública da Câmara que passa a se chamar praça Joaquim Roriz e sugeriu que no dia da inauguração fosse colocado um busto de bronze do Roriz como homenagem!

O Deputado Robério Negreiros 2 Secretário da CLDF acatou prontamente a solicitação.

Fonte: http://egnews.com.br

Crescimento Econômico Rural, Redução das desigualdades sociais do campo e preservação do meio ambienteEIO AMBIENTE

Coluna Ângulo Aberto dia 24 de Setembro.

Salin Siddartha

A descentralização das unidades de produção e a informalização das relações de trabalho flexibilizaram os processos produtivos e reduziram o papel do Estado e das instituições regulatórias. Seja no mundo urbano ou camponês, houve uma mudança no desenho tradicional do processo produtivo, afetando de forma ainda mais latente o labor agropastoril, devido a seu conservador e tradicional sistema mais fechado de relações sociais passar a recepcionar maior distanciamento entre si e o Estado, antes tão presente e, até mesmo, de forma paternalista, em suas intervenções subsidiárias.

Nesse contexto, é preciso que haja um novo enfoque para o desenvolvimento rural em uma situação tão especial e depressiva economicamente como a que afeta o DF; entretanto o desenvolvimento rural requer a erradicação da pobreza rural, a participação política protagonizada pelos atores sociais, o território como unidade de referência e a sustentabilidade ambiental. A necessidade de ações voltadas para o desenvolvimento e a inclusão social na Capital da República põe-se para o campo da mesma forma que

para a cidade, pois, em ambos os espaços, grande parte da população pobre não alcança a plena cidadania. Então, coloca-se o desafio de conseguir que as lutas cotidianas criem novas instituições.

O direito do cidadão de intervir na criação de uma qualidade de vida melhor requer sua participação nos organismos comunitários dos movimentos populares de reivindicação urbana e rural, transcendendo o eixo político-partidário e o eixo sindical. Tudo isso da forma mais harmônica possível, para evitar choques que transformem inconsequentemente a necessária mudança em uma situação utópica, irrealizável.

Há, de fato, um possível tripé do desenvolvimento agrário do Distrito Federal, configurando-se no crescimento econômico rural, redução das desigualdades sociais na vida do campo e preservação do meio ambiente. Essa é uma meta que, convenhamos, não é fácil de ser atingida nem no Distrito Federal nem no restante do Brasil, mas é um desafio posto à frente de quem se propõe à formulação de um programa de desenvolvimento local como expressão democrática.

Como um fenômeno local, o desenvolvimento rural deve ter vez nas localidades que apresentem maior capacidade de organizar os fatores endógenos, direcionando-os para o fortalecimento da organização social, para o aumento da autonomia local dos atores na tomada de suas decisões, para a capacidade de reter e reinvestir capitais em nível local, a fim de promover a inclusão social e aumentar a capacidade de regenerar e conservar o meio ambiente. Todavia, e acima de tudo, o desenvolvimento rural é um processo que resulta de ações articuladas indutoras de mudanças socioeconômicas e ambientais no âmbito do espaço rural para melhorar a renda, a qualidade de vida e o bem-estar da população não-urbana.

A dinamização do setor agrário depende de uma melhor vinculação urbano-rural. A dinamização sustentável do espaço rural a partir das novas tecnologias e de pesquisas voltadas para o agronegócio poderá ser implementada para auxiliar no desenvolvimento da zona rural do Distrito Federal.

Cruzeiro-DF, 22 de setembro de 2019

SALIN SIDDARTHA

Fonte: http://egnews.com.br

Dicas de Direito com Carlindo Medeiros

Você sabe diferenciar Meação e Herança?

 (Foto: Blog do Carlindo Medeiros)
Como se diferenciar Meação e Herança dentro do processo de Inventário? Essas são algumas das dúvidas que surge com alguns alunos na faculdade no Curso de Inventário Judicial e Extrajudicial, dessa forma estamos trazendo este artigo onde vamos detalhar um pouco mais sobre o tema.

Bom, diferente do que se pensa as obrigações jurídicas, elas não se extinguem totalmente com a morte, os sucessores sub-rogam-se nos direitos e obrigações sobre os bens do morto, excetuando-se tão somente aquelas relações jurídicas não patrimoniais, e as de caráter personalíssimo, que com o morto se extinguem.

Esta é uma daquelas dúvidas muito comum principalmente dos alunos quando iniciam o curso, mas, antes de esclarecê-las, precisamos entender o que é herança e o que é meação.

Quando falamos em herança, estamos falando do conjunto de bens deixados pelo falecido, ou seja, é todo o patrimônio que será herdado diante do falecimento de uma pessoa. Desta forma, o recebimento de herança é um direito que decorre do óbito de uma pessoa/indivíduo.

Ao passo que a meação pode ser entendida como a metade do patrimônio comum do casal, ou seja, sobre a qual tem direito cada um dos cônjuges. O direito à meação, por sua vez, decorre do regime de bens adotado no casamento (ou de uma união estável).

Vamos melhor dar uma compreensão, para isso elaboramos os seguintes exemplos:

Exemplo 01: em um regime de comunhão universal de bens, todo o patrimônio adquirido antes ou depois do casamento ele é comum, ou seja, tudo pertence aos dois (salvo exceções expressas). Assim sendo, cada um dos cônjuges tem direito a 50% do patrimônio total (a meação de cada cônjuge corresponde então a 50% do patrimônio total do casal), está então?

Exemplo 02: em um regime da comunhão parcial, os bens comuns do casal serão apenas aqueles adquiridos depois do casamento. Assim sendo, caberá a cada um dos cônjuges a metade dos bens adquiridos durante o casamento (a meação de cada cônjuge corresponde a 50% do patrimônio adquirido durante a constância do casamento).

Portanto, de uma maneira resumida, a meação significa sempre a metade dos bens comuns do casal, que será destinada a cada um dos cônjuges em caso de separação ou divórcio, por exemplo. No entanto, considerando que nem todos os regimes de bens possuem bens comuns, nem sempre haverá meação.

Mas temos também, tem-se o regime de separação total de bens, é aquele no qual os bens do casal não se misturam, onde cada um é dono daquilo que adquirir, ainda que durante o matrimônio, e, portanto, não há que se falar em meação neste regime.

Diante deste artigo, esperamos que tenham entendidos tais conceitos, a compreensão acerca da diferença entre herdeiro e meeiro torna-se mais fácil assim.

O HERDEIRO: é aquele que tem direito a receber os bens deixados por aquele que faleceu, ou seja, o que se chama de um sucessor da pessoa falecida.

Ao passo que o MEEIRO: é aquele que é o possuidor de metade dos bens do falecido, mas não em decorrência do falecimento, e sim, pelo regime de bens adotado quando da união com a pessoa falecida, ou seja, o que foi definido no inicio de tudo, quando resolveu-se definir qual regime seria adotado.

Portanto, que fique bem claro, que a meação ela já existe antes do óbito do cônjuge/companheiro, já a herança surge a partir do falecimento. Vale ressaltar, que, caso um dos cônjuges (ou conviventes) venha a falecer, o outro ainda receberá sua meação, se isso estiver de acordo com o regime de bens aplicado.

Para melhor esclarecer apenas a titulo exemplificativo:

X e Y se casaram sob o regime de comunhão universal de bens. X e Y eles são meeiros um do outro, visto que cada um tem direito à metade do patrimônio comum.

Neste caso, se X vier a falecer, Y será somente meeiro, pois já é “dono” de 50% do patrimônio do casal em decorrência do regime de bens adotado.

Mas se X e Y tiveram os filhos, A e B, esses serão herdeiros do patrimônio deixado por X, cabendo 25% a cada um deles. E Y será apenas o meeiro do patrimônio total, como visto acima, ficou claro?

No entanto, se X e Y não tiverem filhos, e X não tiver pais vivos, Y será, além de meeiro, herdeiro do patrimônio deixado por X.

Isso pode acontecer também, quando o regime de bens adotado durante o casamento for o da comunhão parcial de bens, por exemplo. Nessa situação, Y terá direito à herança sobre os bens particulares e também à meação sobre os bens comuns.

Diante de tudo aqui posto, o que se pode observar que, dependendo do regime de bens escolhido, o cônjuge poderá ser apenas meeiro, meeiro e herdeiro, ou, apenas herdeiro. Portanto, é importante frisar que cada caso deverá ser analisado individualmente, de acordo com as suas característica e peculiaridades e também da estrutura familiar.

Qualquer duvida sobre o tema estamos a disposição para maiores informações, vamos continuar sempre trazendo um tema importante para os senhores leitores do nosso blog do Carlindo Medeiros Conhecendo o Direito.

Por: Carlindo Medeiros Advogado

Fonte: http://egnews.com.br

Os arautos do anticristo

Uma série de denúncias de pais e ex-integrantes, apoiadas em vídeos que mostram cerimônias agressivas envolvendo meninas, colocam em xeque as práticas dos Arautos do Evangelho, organização ultraconservadora católica também suspeita de corrupção

Crédito: GABRIEL REIS

VÍTIMA Flávia Nascimento tirou S. do internato assim que descobriu uma série de abusos (Crédito: GABRIEL REIS)

André Vargas, Guilherme Novelli e Giulio Ferrari

TÚNICAS As vestes remetem à Idade Média e a disciplina é militar. Pregam que em um futuro próximo o cristianismo passará por um grande desafio. Depois do “bagarre”, o “Reino de Maria” (Crédito:Divulgação)

Em nome da fé, a seita ultraconservadora católica Arautos do Evangelho corrompe, agride, humilha, assedia e abusa de votos — em especial meninas adolescentes —, enquanto arrecada dinheiro e dissemina a ideia de que o apocalipse cristão está para chegar. Há até denúncias de estupro. Aos poucos, essas queixas ganham o conhecimento da opinião pública, da Justiça e das autoridades eclesiásticas, rompendo uma rede de silêncio que dura mais de 20 anos e atinge 78 países, em especial no Brasil. Nos Estados Unidos, o FBI já recebeu queixas e uma investigação está para ser iniciada — IstoÉ entrou em contato com o agente federal encarregado.

Nascida de uma cisão da também ultraconservadora denominação religiosa brasileira Tradição Família e Propriedade (TFP), os Arautos do Evangelho surgiram em 1997, assumindo um caráter mais religioso e menos político que seus antecessores. Enquanto a TFP levanta bandeiras contra temas espinhosos da vida contemporânea, como aborto, feminismo, reforma agrária, socialismo, minorias, cidadania LGBTQ e multiculturalismo, os Arautos são uma espécie de TFPdoB, voltados para uma visão de mundo limitada pelo conceito do que chamam de “Reino de Maria”, que surgiria após um período de grande instabilidade chamado de “bagarre” (do francês, luta ou caos), anunciado nas aparições de Fátima, em Portugal, em 1917. Ou seja, enquanto o mundo avança, eles se preparam para viver em comunhão com Deus em uma existência que misturaria as sequências de “Mad Max” e de “Senhor dos Anéis”. Para tanto, instalam seus devotos em “castelos”, grandes prédios que imitam palácios de estilo gótico que servem de moradia e madrassal cristão — quatro deles nos arredores de São Paulo, abrigando 500 alunos. Existem escolas em 16 países.

Ora, qualquer um pode acreditar no que quiser. É uma questão de fé – e ela deve ser respeitada. O problema são as acusações de crimes perpetrados nos “castelos”, enquanto o fim prometido não chega. Em 2017, um grupo de 50 mães de vítimas dos Arautos denunciou o grupo ao Ministério Público de São Paulo e ao Vaticano. A investigação secular segue em segredo de Justiça, assim como a religiosa. Mas novos casos apareceram. Em uma das denúncias, o fundador, monsenhor João Clá Dias, de 80 anos, é acusado de abuso sexual por uma ex-integrante. Órfã de mãe, uma jovem canadense, hoje com 27 anos, veio ao Brasil estudar com os Arautos. Ela relata em carta que, quando tinha 12 anos, foi abusada por João Clá, que tocou seus seios e nádegas e a beijou. Em 2014, aos 22 anos, ela conseguiu se afastar da congregação. Sua irmã mais velha, que era sua tutora, permaneceu. Sua denúncia está registrada. Dos 46 relatos entregues aos MPs e secretaria estaduais de educação, quatro são de abuso sexual. Os outros envolvem maus-tratos, alienação parental e abuso psicológico. Houve até um registro de suicídio. Em julho de 2016, Lívia Uchida, de 27 anos, teria se jogado de uma janela do quarto andar do convento Monte Carmelo, em Caieiras.

CONTROLE ”Eles me usaram e me chutaram. Só querem controlar as pessoas”, diz Alex Ribeiro (Crédito:GABRIEL REIS)

Vídeos obtidos por IstoÉ mostram o monsenhor Clá agredindo meninas com tapas. Em um deles, uma adolescente mantida segura pelos braços enquanto é filmada por adultos, diz: “Eu tenho que sair”. São cenas de pura humilhação. Ela é forçada a fazer votos de obediência, castidade e pobreza. Em outro vídeo, uma menina é forçada a beijar os pés do religioso. São os “ósculos sacrais”, beijos sagrados dados no líder como forma da vítima obter uma graça, seja lá o que isso quiser dizer. Na lei escrita para uma sociedade laica e plural, isso é crime.

Em Carapicuíba, na Grande São Paulo, a dona de casa Flávia Silva Nascimento, de 42 anos, penou para resgatar sua filha S., hoje com 17 anos. Procurados por pregadores dos Arautos que visitavam a Paróquia São Lucas, a família, que é católica praticante, viu a oportunidade de colocar a filha em uma boa escola religiosa. Não foi o que ocorreu. Aos 12 anos, S. passou por uma lavagem cerebral. Em vez de estudar, ela tinha que rezar e decorar os textos de João Clá e Plínio Côrrea de Oliveira (1908-1995), fundador da TFP. Vivendo sob uma disciplina rígida, inspirada em normas militares, ela não tinha sequer acesso direto a absorventes íntimos. Ela e suas colegas não tiveram noções de saúde e orientação sexual. Em vez disso, foram obrigadas a fazer seus “votos” como se fossem religiosas adultas e responsáveis por si. Durante as férias da família na praia, a adolescente se recusou a tirar a túnica dos Arautos. Só pisou na areia no último dia. Ela estava de botas.

Alérgica e com crises de asma, a saúde de S. se deteriorou. O alerta foi dado pela médica com quem a família costumava se consultar. A mãe resolveu resgatar a filha, mesmo contra a sua vontade inicialmente, após assistir um vídeo em que João Clá aparece como se estivesse praticando um exorcismo em uma garota que é segura pelos braços. A menina parece assustada e é estapeada pelo religioso. “A família entrou em crise”, conta a mãe, ao lembrar do processo de retirada da filha do jugo dos Arautos. S. fugiu de casa duas vezes. Até que aos poucos entendeu que a vida era melhor do lado de fora. Antes com boas notas, percebeu que havia ficado para trás, pois não havia aprendido química, física, biologia, história. Mesmo assim, ela veste roupas mais conservadoras que a mãe e conserva alguns cacoetes disciplinares. S. relata que a adoração a João Clã atinge níveis extremos. Ela e suas colegas ingeriram água que, afirmaram seus superiores, teria sido deixada numa bacia após o monsenhor se enxaguar. “Tive problemas emocionais, cheguei perturbada, mas hoje estou melhor. Os Arautos falam que a gente tem que sofrer. Não acredito mais nisso”, diz.

“Tive problemas emocionais. Os Arautos falam que a gente tem que sofrer” S., de 17 anos, que voltou para casa após 3 anos de internato, onde adoeceu

Há também o brutal caso de um fiel que foi drogado e internado em uma clínica psiquiátrica sem autorização da família. Morador da cidade paulista de São Carlos, Alex Ribeiro de Lima, hoje com 39 anos, contou em vídeo sua desgraça. Ele tinha 15 anos quando ingressou na TFP, mudando para os Arautos logo depois, onde atuou como leigo. Já adulto, sua função era levantar fundos, missão que o levou para Portugal e Itália. Eficiente no trabalho, beijou os pés do monsenhor e participou de uma cerimônia de “sagrada escravidão”. Sua vida ruiu após 18 anos de submissões. Aos 32 anos ele foi internado à força em uma clínica para drogados em Jundiaí (SP), depois de uma crise de ansiedade. Alex mal se lembra do período, pois ficou sob forte medicação, sem que sua família tivesse conhecimento. Só teve alta depois que sua irmã descobriu tudo e ameaçou chamar a polícia. “Fiquei amarrado e tive muito medo. Eu dizia que não era louco”, conta. Alex chora e pede desculpas quando relata seu calvário pessoal, que terminou em abandono. “Eles me usaram e me chutaram. Só querem controlar as pessoas”, diz.
Diante de tantas barbaridades, outros crimes também aparecem. Ex-integrantes afirmam ter visto armas de fogo em alguns castelos. Seriam revólveres, pistolas e até escopetas. A relação dos artefatos com a atividade religiosa não está esclarecida. Tampouco se sabe da origem das armas. O ex-arauto Daniel Del Rio, de 46 anos, conta que houve também contrabando e evasão de divisas. Dinheiro de doações entraria no Brasil oculto nas roupas dos arautos na volta de apresentações da orquestra e viagens de arrecadação. O dinheiro serviria para apressar as licenças de construção e ampliação dos mosteiros, além de agrados monetários para autoridades civis e religiosas. Ex-TFP, Del Rio foi dos Arautos por seis anos e saiu em 2002. “Quero derrubar essa organização”, diz em áudio enviado da Espanha, onde voltou a viver.

Culpa da vítima?

Em meio à apuração da reportagem, houve uma tentativa de censura prévia. Advogados da entidade entraram com um “pedido de tutela antecipada” para impedir qualquer publicação sem ouvi-los — o que foi negado pela Justiça. Procurados por ISTOÉ, a entidade só se manifestou por meio de seus representantes legais e por escrito.

Sobre as acusações de maus-tratos, exigem provas e respondem com retaliações legais. Os vídeos estão aí. Eles argumentam que ninguém foi agredido e que as imagens foram captadas de “maneira ilícita” e em “contexto da piedade privada, no âmbito das imemoriais práticas litúrgicas da igreja Católica”. Também dizem que as alunas pediram por tal procedimento, Ou seja, jogaram a responsabilidade para as vítimas. A argumentação dos advogados poderia até ser usada por radicais muçulmanos para justificar o apedrejamento de mulheres até a morte. Quando perguntados sobre eventuais punições aos envolvidos, alegam que “a autoridade competente para avaliar esse tema é a eclesiástica”. Consideram-se vítimas de perseguição religiosa de uma minoria de descontentes. Puro cinismo. Bater em criança é crime no Brasil, assim como abusar sexualmente, mal-tratar e impedir o convívio delas com os pais. O dia que os Arautos se purificarem das máculas de seus integrantes, o que sobrar será mero conservadorismo.

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: IstoÉ