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domingo, dezembro 15, 2019

Ex-presidente boliviano Evo Morales chega a Argentina para ficar, anuncia chanceler

O ex-presidente boliviano Evo Morales chegou nesta quinta-feira a Buenos Aires, procedente de Cuba, e ficará na Argentina, onde terá a condição de refugiado, anunciou o novo chanceler do país, Felipe Solá.

Morales “aterrissou em Ezeiza. Vem para ficar na Argentina, porque entra na condição de asilado e depois passará a ter a de refugiado”, declarou ao canal de notícias TN.

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Fonte: IstoÉ

Alberto Fernández promete reduzir a pobreza ao assumir Presidência argentina

Alberto Fernández promete reduzir a pobreza ao assumir Presidência argentina

O presidente argentino Alberto Fernández e a vice-presidente Cristina Fernández de Kirchner fazem saudações após serem empossados em Buenos Aires

O presidente peronista Alberto Fernández se comprometeu a reduzir a pobreza na Argentina e assegurou que vai pagar a dívida com o FMI havendo crescimento, ao assumir nesta terça-feira (10) o comando do país, mergulhado em uma “catástrofe social”.

“É impossível pagar a dívida externa se não há crescimento. Queremos ter uma boa relação com o FMI (Fundo Monetário Internacional), mas sem crescimento não podemos pagar”, afirmou em seu discurso de posse.

Em troca de um severo ajuste fiscal, o FMI outorgou em 2018 um crédito no valor de 57 bilhões de dólares à Argentina, dos quais o país recebeu até agora US$ 44 bilhões. A dívida total beira os 315 bilhões de dólares, quase 100% do Produto Interno Bruto.

A titular do FMI, Kristalina Georgieva, saudou no Twitter a declaração do presidente: “Compartilhamos plenamente teus objetivos de perseguir políticas para reduzir a pobreza e acompanhar o crescimento sustentável. O FMI permanece comprometido em assistir seu governo nesta tarefa”.

Fernández, um peronista de centro-esquerda que vai governar até o final de 2023, alertou que o governo em fim de mandato do liberal Mauricio Macri “deixou a nação em uma situação de default virtual”.

– “Festa de todos” –

O centro de Buenos Aires ficou lotado. Milhares de pessoas com cartazes e bandeiras argentinas caminharam do Congresso até a Casa Rosada, acompanhando o percurso do novo presidente peronista que terminou com sua posse.

Com as temperaturas extremas do verão austral no Rio da Prata, homens e mulheres de todas as idades cantavam e dançavam ao som da cumbia local. Muitos também choravam abraçados com amigos e familiares.

“Sinto uma alegria imensa depois de quatro anos”, disse Wendy Fernández, estudante de direito de 24 anos.

Fernández, um advogado de 60 anos que foi chefe de gabinete de Néstor e de Cristina Kirchner entre 2003 e 2008, chegou ao Congresso dirigindo o próprio carro. Cristina, de 66 anos, prestou juramento como vice-presidente e assumiu a presidência do Senado. A ex-presidente, que responde a um julgamento oral por suspeita de corrupção e vários casos abertos, mostrou-se muito próxima do mandatário durante toda a cerimônia.

“Estou esperançoso com Alberto e Cristina, todos temos a sensação de que volta, enfim, um governo que escuta o povo, a bandeira argentina é o que une todos nós, é uma festa para todos”, comentou Emanuel Bonié, professor universitário de 53 anos.

– “Superar a fome” –

Fernández disse que gostaria de “ser lembrado por ter sido capaz de superar a ferida da fome na Argentina”, um país em plena crise econômica, que terminará 2019 com uma inflação de cerca de 55%, uma pobreza próxima dos 40% e queda do PIB de 3,1%.

“Os únicos privilegiados serão os que tiverem ficado presos no poço da pobreza (..) Quinze milhões sofrem de insegurança alimentar em um país que é um dos maiores produtores de alimentos. A Argentina tem que pôr fim a essa catástrofe social”, afirmou o presidente recém-empossado, que na cerimônia esteve acompanhado do filho Estanislao, de 24 anos, e da namorada, Fabiola Yáñez.

Fernández recebeu a faixa presidencial e o bastão de comando das mãos de Macri no Congresso. Uma cena muito diferente daquela de quatro anos atrás, quando Cristina Kirchner deixou a Presidência um dia antes do previsto e Macri foi empossado pelo presidente provisório do Senado.

Os únicos chefes de Estado presentes foram o cubano Miguel Díaz-Canel, o paraguaio Mario Abdo Benítez, e os uruguaios Luis Lacalle (eleito) e Tabaré Vázquez (em fim de mandato).

Ao contrário dos boatos, não esteve presente no ato o boliviano Evo Morales, a quem Fernández ofereceu asilo ante o que ele próprio qualificou de um golpe de Estado na Bolívia.

O presidente Jair Bolsonaro não compareceu, mas de Brasília desejou que a Argentina “dê certo” com seu novo presidente, com quem mantém uma intensa disputa ideológica, embora tenha previsto que vai enfrentar mais dificuldades do que o Brasil.

Apesar dos pedidos de unidade de Fernández, não será fácil superar o chamado abismo que divide os argentinos.

“Todas e todos devemos nos destituir do rancor que carregamos, voltamos para ganhar a confiança do outro”, clamou o novo presidente.

A Argentina, que viveu sua pior crise em 2001, com o maior déficit da história, cinco presidentes em uma semana e saques e distúrbios que deixaram cerca de 30 mortos, se esforça por evitar outra convulsão, em especial quando os países próximos, como Chile, Bolívia, Equador e Colômbia atravessam duros protestos civis.

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Fonte: IstoÉ

Pai estupra filha lésbica para “mostrar que sexo é melhor com homem”

Horror woman behind the matte glass blood stain. Blurry hand and body figure abstraction.

Ele foi condenado pela Justiça a 21 anos de prisão em regime fechado

iStockISTOCK

Um caso bárbaro foi julgado em Warkwick, Reino Unido. Um homem foi condenado a 21 anos de prisão após estuprar a filha três vezes. Segundo a jovem, que se assumiu homossexual, o pai a obrigava a fazer sexo com ele para mostrar que “transar com machos era bem melhor”. Na época do crime, ela tinha 16 anos.

O juiz do caso foi incisivo com o autor do crime. “Quando ela se assumiu gay e te contou, você reagiu mostrando uma raiva real e incontrolável e decidiu estuprá-la para mostrar que ela faria sexo melhor com um homem do que com uma mulher. O estupro envolve degradação e humilhação. O ato demonstra sua hostilidade por ela ser lésbica”, disse Andrew Lockhart, segundo o The Sun.

Além dos 21 anos de prisão, o homem será registrado como “abusador sexual”. “A vítima mostrou uma incrível coragem para falar e assegurar que o abusador seria levado à Justiça. Este caso horrível mostra que os sobreviventes de abusos devem ser ouvidos, não importa há quanto tempo aconteceu o crime”, concluiu o juiz. O estupro da jovem ocorreu no fim dos anos 1990.

Fonte: Metropoles

Homem é preso após matar mulher e comer cérebro dela com arroz

Lloyd Bagton foi descoberto depois que o corpo da vítima foi achado sem cabeça nas proximidades da casa dele

ReproduçãoREPRODUÇÃO

Um homem, identificado como Lloyd Bagton, de 21 anos, foi preso após decapitar uma mulher e comer partes do cérebro dela, nesta sexta-feira (06/12/2019), na ilha de Mindanao, nas Filipinas.

De acordo com informações do jornal O Dia, Lloyd foi descoberto depois que o corpo da vítima foi achado sem cabeça próximo à casa dele. Testemunhas disseram que as roupas da mulher se assemelhavam às de alguém que andava com o suspeito momentos antes.

Ao ser abordado pela polícia local, ele relatou que estava bêbado e com fome, e pegou uma machadinha que estava com ele e desferiu diversos golpes na vítima. Lloyd confessou também que levou a cabeça da mulher para casa, cozinhou arroz e comeu junto com pedaços do cérebro dela.

O rapaz está preso e aguarda julgamento por assassinato. A vítima ainda não foi identificada.
Fonte: Metropoles

Vídeo. Macron, Trudeau e Johnson são flagrados zombando de Trump

Líderes mundiais foram vistos aparentemente fazendo piadas sobre modos nada ortodoxos do presidente americano

reprodução

Era um evento do aniversário da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pensado especificamente para evitar rupturas indesejadas. Mas os planos foram por água abaixo na terça-feira (03/12/2019) quando o presidente francês, Emmanuel Macron, desafiou o colega americano, Donald Trump, durante uma aparição televisionada.

Além disso, um breve vídeo que circula nas redes sociais flagrou alguns líderes mundiais rindo de forma irônica durante uma recepção no Palácio de Buckingham, aparentemente fazendo piadas sobre os modos nada ortodoxos de Trump e suas longas aparições na imprensa.

No vídeo, publicado pela rede Canadian Broadcasting Corporation, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, parece falar sobre o comportamento de Trump durante o primeiro dia da cúpula da Otan. O americano conversou com repórteres por mais de duas horas, o que parece ter chocado Trudeau.

.@JustinTrudeau, @EmmanuelMacron, @BorisJohnson and other VIPs shared a few words at a Buckingham Palace reception Tuesday. No one mentions @realDonaldTrump by name, but they seem to be discussing his lengthy impromptu press conferences from earlier in the day. (Video: Host Pool)

Vídeo incorporado

O premiê britânico, Boris Johnson, pergunta a Macron: “Foi por isso que ele chegou tarde?”. O canadense interrompe e responde: “Ele estava atrasado porque sua entrevista coletiva durou 40 minutos”, disse Trudeau a um pequeno grupo de líderes.

O canadense não menciona o nome de Trump durante a conversa, cujo assunto principal parece ser os encontros bilaterais do dia.

No início da terça-feira, a reunião bilateral entre Macron e Trump foi precedida por uma longa atenção à imprensa, quando os líderes demonstraram publicamente suas divergências sobre a estratégia da Otan.

Nas imagens, Macron parece contar uma piada sobre o encontro, diante dos olhares da princesa Anne e do primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, mas o francês vira de costas para a câmera e suas palavras não são ouvidas.

“Ah, sim, sim, anunciou…”, reage um Trudeau brincalhão, acrescentando: “Você vê a equipe dele boquiaberta.”

Macron também parece empolgado com a conversa, mas seus comentários não são ouvidos. Johnson é visto sorrindo. Nenhum dos líderes parece perceber que a conversa está sendo gravada.

O presidente americano ainda não comentou o vídeo em suas redes sociais.

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Fonte: Metropoles

Trump anuncia que vai reimpor tarifas ao aço e alumínio de Brasil e Argentina

Crédito: AFP

Estadão Conteúdo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que vai retomar, de imediato, a imposição de tarifas a importações de aço e alumínio do Brasil e da Argentina, uma vez que ambos os países “vêm promovendo maciça desvalorização” de suas moedas, “o que não é bom” para produtores agrícolas americanos.

Neste contexto, Trump afirmou que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) precisa agir para que muitos países “não tirem mais vantagem” da força do dólar para “desvalorizar ainda mais suas moedas”.

“Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e produtores agrícolas exportarem seus bens de forma justa”, disse Trump, em sua conta oficial no Twitter, apelando mais uma vez ao Fed que reduza taxas de juros e relaxe sua política monetária.

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Fonte: IstoÉ

Bolívia derruba decreto que dá imunidade a militares e policiais

Presidente interina Jeanine Áñez justificou a decisão por considerar que o país conseguiu “a desejada pacificação”

ReproduçãoREPRODUÇÃO

Um decreto que dava imunidade penal aos militares e policiais na Bolívia foi revogado nessa quinta-feira (28/11/2019) depois que o governo interino considerou que o país conseguiu “a desejada pacificação”.

A presidente interina, Jeanine Áñez, anunciou a revogação do decreto, que tem sido amplamente questionado por organizações internacionais de direitos humanos e no próprio país, onde atos de violência desde as eleições de 20 de outubro — vencidas por Evo Morales e posteriormente anuladas — deixaram 34 pessoas mortas e mais de 800 feridas, muitas delas baleadas durante operações militares e policiais.

“Conseguimos a desejada pacificação”, disse Jeanine em um breve pronunciamento no Palácio do Governo, em La Paz.

A presidente interina argumentou que o decreto que ela emitiu no dia 14 de novembro, dois dias depois de assumir o poder, foi “um recurso constitucional” contra “atos violentos que nunca haviam sido vistos antes” na Bolívia.

“Dias de terror” em El Alto
Jeanine se referia ao que descreveu como “dias de terror” na cidade de El Alto, vizinha de La Paz. De acordo com ela, mais de 250 mil pessoas estavam em risco de morte no que poderia ter sido “uma tragédia de dimensões devastadoras” em uma refinaria.

Pelo menos 10 civis foram mortos a tiros depois de uma operação militar e policial no dia 19 de novembro em El Alto, cidade de quase 1 milhão de habitantes, quando milhares de manifestantes simpatizantes de Evo e contra o governo de Jeanine se reuniram em frente à refinaria.

O governo interino nega que as forças de ordem tenham feito disparos, enquanto entidades como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que enviou uma delegação à Bolívia, denunciaram o uso excessivo da força nesta e em outras operações.

A Anistia Internacional, a Defensoria do Povo da Bolívia — que apresentou um recurso de inconstitucionalidade — e outras entidades do exterior e do próprio país criticaram duramente o decreto supremo 4078, que isentava os militares e a polícia da responsabilidade penal se atuassem com “proporcionalidade” e “em legítima defesa”.

País em ebulição
Os atos de violência se disseminaram na Bolívia no dia seguinte às eleições de 20 de outubro, nas quais Evo Morales foi declarado vencedor em meio a alegações de fraude por parte da oposição.

No dia seguinte, ele embarcou rumo ao México depois que aceitou a oferta de asilo político do país. Desde então o Exército boliviano tem realizado operações conjuntas com a polícia, que pediu o apoio das Forças Armadas para lidar com os casos de violência de manifestantes pró e contra Evo em meio ao vazio de poder no país.

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Fonte: Metropoles

Tribunal Eleitoral uruguaio dá vitória em eleições a Luis Lacalle Pou

Vitória apertada da direita no país veio após a contagem dos ‘votos observados’ e tira do poder a Frente Ampla, que comandava o país há 15 anos

A Justiça Eleitoral do Uruguai deu nesta quinta-feira, 28, a vitória nas eleições eleições presidenciais ao candidato de centro-direita do Partido Nacional, Luis Lacalle Pou, após a contagem dos “votos observados”. Daniel Martínez, candidato governista da Frente Ampla que governou por 15 anos o país, reconheceu a derrota.

“A evolução da contabilização dos votos não modifica a tendência. Por isso, saudamos o presidente eleito, Luis Lacalle Pou, com quem terei uma reunião amanhã. Agradeço de coração a quem confiou em nós com seu voto”, escreveu no Twitter Martínez.

A apuração havia sido suspensa no domingo devido a estreita margem que separava Pou de Martínez. Com 98% das urnas apuradas, a diferença de votos entre os dois candidatos era de cerca de 28.666. Como a diferença era inferior ao número de “votos observados”, compreendendo 38 mil pessoas que trabalharam no pleito, como mesários e seguranças das urnas, ou pessoas que votaram fora de sua zona eleitoral, a Justiça começou uma nova apuração com os votos observados dando a vitória ao candidato da oposição.

Junto de Pou, foi eleita a primeira vice-presidente mulher na história do Uruguai,  Beatriz Argimón. A chapa de centro-direita quebrou a hegemonia da esquerda que estava à frente do país há 15 anos consecultivos.

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Fonte: Revista Veja

Chile reduz salários do presidente, parlamentares e governadores à metade

Senadores, deputados, ministros, governadores e até o próprio presidente serão afetados caso medida seja ratificada pelo Senado

Câmara do Chile aprova redução de 50% em salário de autoridades

A Câmara dos Deputados do Chile aprovou nesta quarta-feira, 27, por unanimidade, um projeto de lei para reduzir a remuneração mensal bruta de senadores, deputados, ministros, governadores e do presidente em 50%. A medida ainda precisa ser ratificada pelo Senado. O Chile é alvo de manifestações populares há mais de um mês. Uma das principais causas da indignação contra a classe política vinha dos altos salários dos parlamentares.

Se aprovada, a lei deve ser implantada em até 60 dias, quando será instaurada uma comissão especial nomeada e que formalizará os salários definitivos de todas as autoridades. Os salários dos funcionários do Poder Judiciário e prefeitos também sofrerão redução, mas a porcentagem será definida pela comissão técnica que analisa a questão.

Nova noite de confrontos

Durante a noite de terça e madrugada desta quarta, uma centena de “eventos graves”, segundo o governo, foram registrados em várias cidades do país, com incêndios e ataques a ônibus, estações do metrô, escritórios de um jornal e um hotel tradicional em La Serena (norte), o que levou o presidente Sebastián Piñera a advertir que “em muitos lugares a ordem pública foi quebrada”.

“A violência está causando danos irreparáveis”, acrescentou o presidente, em um pronunciamento no palácio do governo, na qual pediu ao Congresso para que sejam aprovadas leis para aumentar as sanções para aqueles que causam desordem pública, anunciando em seguida, que a partir da próxima segunda-feira, 2.500 novos policiais serão integrados ao trabalho de controle.

A nova noite de fúria afastou a tentativa do presidente de avançar em um plano de “reconstrução” do país, mergulhado desde 18 de outubro na pior crise social desde o retorno à democracia, em 1990. Nenhuma medida social – como um aumento de 50% no valor básico da aposentadoria para todos os beneficiários em dois anos – nem o acordo político histórico para mudar a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) conseguiram baixar os níveis de tensão no país, onde 23 mortos, milhares de feridos e danos gigantescos no comércio, patrimônios históricos e edifícios públicos foram relatados desde o início dos protestos. “Chegou a hora de dizer basta; o governo está fazendo seu trabalho com todos os instrumentos da democracia”, alertou Piñera.

Cresce o vandalismo

Após 40 dias de protestos, o vandalismo ganhou novo impulso. Na cidade de La Serena, a cerca de 480 km de Santiago, homens encapuzados saquearam e queimaram o tradicional hotel Costa Real. Na cidade portuária de San Antonio, na região de Valparaíso, ocorrem novas cenas de desordem. A sede do jornal local El Mercúrio de Valparaíso, o mais antigo do pais, foi incendiada.

Mais ao sul, em Concepción, uma grande manifestação – reunida no meio da greve de dois dias convocada pelo principal sindicato do Chile (CUT) – terminou com incidentes entre os encapuzados e a polícia. Em Santiago, duas estações de metrô foram danificadas novamente, gerando problemas à rede ferroviária metropolitana, o primeiro alvo do início da revolta com mais de 70 estações danificadas.

No início do dia, o movimento “No + Tag” – que exige a redição nos preços do pedágio e a anistia nas dívidas dos usuários – voltou a ocupar as principais vias de acesso de Santiago. Enquanto isso, o sindicato dos caminhoneiros alertou que, se os Poderes do Estado “não puderem garantir direitos básicos, como a livre circulação, a democracia deixará de existir de fato”. O sindicato dos caminhoneiros ganhou relevância no colapso democrático de 1973, incentivando uma greve que complicou o governo do socialista Salvador Allende, derrubado naquele mesmo ano por Pinochet.

Polícia questionada e esgotada

Com a missão de manter a ordem pública, os Carabineros (a polícia do Chile) vagam entre os questionamentos de organizações internacionais que alertam sobre violações “sérias” dos direitos humanos e o cansaço causado por mais de quarenta dias de árduos dias nas ruas. “Os atos de violência que os Carabineros estão sofrendo, os confrontos com essa multidão de pessoas muito violentas que nunca experimentamos, tornam a ação complexa, somados ao cansaço e exaustão”, que as tropas sentem, disse o porta-voz da corporação, Julio Santelices.

Quatro das 23 mortes nos protestos são apontadas como de autoria dos militares -que patrulharam as ruas durante nove dias no início da crise-, e uma foi provocada por um membro dos Carabineros. Milhares de pessoas ficaram feridas nesses confrontos, incluindo cerca 300 com lesões nos olhos causadas por fragmentos de balas não letais disparadas pelas forças de segurança.

Piñera anunciou no domingo que os Carabineros serão orientados por policiais da França e de outros países europeus, mas nesta quarta-feira os franceses informaram que não irão colaborar. Uma reestruturação policial “exige um acordo político transversal que permita mudanças profundas no curto e no longo prazo, os Carabineros não poderão ter um dia seguinte sem grandes mudanças em sua estrutura”, disse Lucia Dammert, professora da Universidade de Santiago. Entrando numa nova etapa da crise, os mercados reagiram desvalorizando o peso, com o dólar atingindo uma alta histórica, sendo negociado por 812 pesos.

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Fonte: Revista Veja

O pesadelo de Piñera

Diante da violenta repressão do governo aos protestos populares, deputados de sete partidos de oposição assinam pedido de impeachment do presidente chileno

Crédito:  Pedro UGARTE / AFP

VIOLÊNCIA Conflitos no Chile deixaram 26 mortos e 230 pessoas sem a visão de um dos olhos: crime de Estado e violação dos direitos humanos (Crédito: Pedro UGARTE / AFP)

Vicente Vilardaga

Até agora há milhares de feridos, 26 mortos e pelo menos 230 pessoas que perderam a visão de um dos olhos por causa dos conflitos que assolam o Chile desde o dia 18 de outubro. A reação da polícia ao movimento social tem sido altamente violenta e desproporcional à capacidade de enfrentamento dos manifestantes. Por causa da truculência do governo, onze deputados de oposição oficializaram na semana passada uma acusação constitucional que pode levar ao impeachment do presidente Sebastián Piñera.

IMPASSE Sebastián Piñera: demora para reagir às reivindicações e falta de empatia com o povo (Crédito:Javier TORRES / AFP)

Em um documento de 110 páginas, os parlamentares descrevem os excessos cometidos na repressão aos protestos e responsabilizam diretamente Piñera pelas violações dos direitos humanos no país. As manifestações começaram
depois que o governo decidiu elevar o preço das tarifas de metrô em 30 pesos, fazendo com que atingissem um valor máximo de 830 pesos (R$ 4,40 na cotação atual).

Desigualdade social

Parlamentares de sete partidos — PC, PS, PPD, FRVS, PH, PL e RD — assinaram o pedido de impeachment. A maior surpresa ficou por conta de dois deputados do Partido Socialista. Eles engrossaram o coro dos descontentes. Há duas semanas, o partido ficou em cima do muro e se omitiu nas acusações contra Piñera, alegando que seria um erro responsabilizá-lo e tentar uma ação para tirá-lo do cargo. Para prosperar, o pedido de impeachment precisa passar pela Câmara, onde é necessário o apoio de mais de 50% dos deputados, e pelo Senado, em que se exige o voto de dois terços dos representantes. Na sexta-feira 15, o Congresso chileno chegou a um acordo para convocar em abril do ano que vem um plebiscito sobre uma nova Constituição para substituir a atual, em vigor desde a ditadura de Augusto Pinochet.

Os protestos no Chile evidenciaram as limitações da política liberal no país, que aumentou a desigualdade social e penalizou a classe média e os mais pobres. Também se acusa o presidente de demora para reagir às reivindicações populares e de falta de empatia com os problemas da população. Piñera anunciou uma série de medidas econômicas, a “agenda social para a unidade nacional”, que incluem o cancelamento do aumento de 9,2% nas contas de luz, além de promessas de subir aposentadorias e pensões em 20%, mas não tem sido capaz de pacificar o Chile. Na segunda-feira 18, milhares de pessoas tomaram a Praça Itália, no centro de Santiago. A maioria dos manifestantes eram estudantes, que reclamam da falta de recursos para a educação, outro problema que Piñera tem de enfrentar.

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Fonte: IstoÉ