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terça-feira, janeiro 21, 2020

Mulher confessa ter matado o marido com colírio na água

A mulher foi condenada a 25 anos de prisão. Ao admitir culpa, ela disse que era abusada pelo homem, de 64 anos

WSOC
Mulher confessa ter matado o marido com colírio na água

Quando o corpo do homem foi encontrado, em 21 de julho de 2018, inicialmente acreditava-se que ele teria morrido de causas naturais. Uma necropsia relatou, no entanto, altos níveis de tetra-hidrozolina, uma substância encontrada nos colírios.

Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de York, os detetives prenderam e acusaram a ex-enfermeira de assassinato e adulteração maliciosa ilegal de alimentos de seu marido entre as datas de 19 a 21 de julho de 2018.

Ao admitir sua responsabilidade, ela disse que era abusada pelo marido. “Eu nunca pensei que o mataria”, disse ela durante o julgamento. Os promotores, no entanto, disseram que ela matou o marido por dinheiro, jogou o telefone em um lago para que ele não pudesse pedir ajuda e depois queimou seu testamento.

A acusação revelou, durante o juri, que a mulher havia disparado contra o marido em 2016 com uma besta (arco e flecha medieval).

Veneno de fácil acesso

De acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA , a tetra-hidrozolina é uma substância patenteada em 1954 e entrou em uso médico em 1959. Ela é encontrada facilmente em colírios vendidos sem receita e em sprays nasais.

Em dezembro de 2019, um homem da Carolina do Norte também foi acusado de matar sua esposa usando colírio, informou o WSOC.
Fonte: Metropoles

De volta ao mundo gelado

Reabertura da base na Antártida tenta recolocar o Brasil como um protagonista nas pesquisas no lugar mais inóspito e desconhecido do planeta

Crédito:  Marcelo Jatobá

MODERNIDADE As linhas suaves da estação Comandante Ferraz contrastam com a aspereza do ambiente (Crédito: Marcelo Jatobá)

André Vargas

BIOLOGIA Experiente no trabalho de campo, Paulo Câmara, da UnB, terá seu trabalho com microorganismos apresentado às autoridades: intenção é manter financiamentos abertos (Crédito:Marcelo Jatobá/Secom/UnB)

Após sete anos, o Brasil vai retomar para valer as pesquisas na Antártida, com a entrada em operação da nova Base Comandante Ferraz, instalada nas águas abrigadas da Baía do Almirantado, na Ilha Rei George, a cerca de 130 quilômetros da península onde começa propriamente o continente gelado. Com o dobro do tamanho das instalações anteriores, a base vai funcionar como um centro de pesquisas voltado para as áreas de microbiologia, medicina, climatologia, química atmosférica, oceanologia, glaciologia e ecologia. Em um momento em que a pesquisa científica sofre com cortes de verbas, a modernidade de seus 17 laboratórios são um sopro de esperança para cientistas brasileiros — e de outros países. A Agência Internacional de Energia Atômica, um órgão das Nações Unidas, vai desenvolver projetos no local. Ao lado deles estarão cientistas da Fiocruz, UnB, UFMG e USP. A base é uma das três mais modernas e seguras do continente gelado, que, sem exagero algum, pode ser considerado o lugar mais inóspito do planeta, com temperaturas de até -40ºC, ventos que atingem facilmente 160 km/h e um mar repleto de icebergs e placas de gelo que ameaçam os navios polares que por ali navegam.

DNA perdido

Coordenada e mantida pela Marinha do Brasil, a estação custou quase US$ 100 milhões (R$ 406 milhões), vai exigir US$ 24,5 milhões anuais para sua manutenção e será inaugurada na terça-feira 14, diante de autoridades e políticos. Depois, só ficarão pesquisadores e militares por ali. O lugar tem algo de futurista para quem desembarca ou pousa de helicóptero na paisagem desolada. Erguida três metros acima do solo, parece um terminal moderno de aeroporto, com linhas curvas e suaves para atenuar o vento furioso. Um forte contraste com os antigos contêineres interconectados da base anterior, devorada por um incêndio que vitimou dois militares em fevereiro de 2012. Para minimizar o risco de um novo desastre, o projeto deu ênfase à segurança, com alarmes, sensores, portas corta fogo e painéis que resistem a altas temperaturas nas salas de geradores.
A concepção é do Estúdio 41, de Curitiba, chefiado pelo arquiteto Emerson Vidigal, com execução a cargo da China Eletronics Corporation, já que nenhuma empreiteira brasileira se mostrou interessada ou capacitada. Por causa das condições climáticas, as equipes de montagem tiveram que se revezar durante três verões, a partir de 2017. Todo o material veio de barco. “Não dá para compreender a complexidade do que fizemos sentado em uma cadeira lá no Brasil”, explica o contra-almirante Sérgio Guida, gerente do Programa Antártico Brasileiro, o Proantar. Sob sua coordenação estão mais de 250 pessoas, desde o roupeiro que prepara os trajes térmicos no Rio de Janeiro até os oficiais comandantes dos navios polares Almirante Maximiliano e Ary Rongel.

“A retomada das pesquisas de campo vai impedir a fuga de cérebros na ciência brasileira” Contra-almirante Sérgio Guida, chefe do Proantar (Crédito:Divulgação)

Para os pesquisadores, as vantagens serão grandes. Além de mais conforto, com salas de ginástica, transmissão de dados de alta capacidade e facilidade de comunicação com o mundo exterior, os cerca de 250 pesquisadores que poderão transitar ali a cada verão antártico não dependerão exclusivamente do envio de material para o Brasil. Parte dos microorganismos coletados será analisada nos laboratórios locais, assim como o cruzamento de dados meteorológicos. Um dos temas mais instigantes para os pesquisadores é descobrir os efeitos da presença de partículas atmosféricas carregadas pelas correntes de ar a partir de outros continentes. Os pesquisadores Paulo Câmara, da UnB, e Luiz Rosa, da UFMG, estão entre os mais respeitados no Proantar. Eles analisam o DNA de microplantas e fungos antárticos com possíveis aplicações na produção de antibióticos — por se tratarem de organismos que evoluíram isolados do resto do mundo.

Antes, muito material se perdia. “Coletávamos amostras, testávamos e tínhamos que ver se a energia não caía, se as tomadas estavam adaptadas”, conta o biólogo Paulo Câmara, veterano da Antártida. Os resultados das pesquisas mais recentes, feitas em grande parte nos navios polares, durante o período precário da reconstrução do centro, serão mostrados às autoridades em uma apresentação na base.

Fuga de cérebros

Há uma estratégia deliberada no evento. Como o custo da manutenção da base é fixo, o peso dessa conta se diluiria quanto mais pesquisas forem realizadas ali daqui para frente. É uma tentativa dos próprios militares de manter abertos os financiamentos científicos, que na maior parte do tempo se dão dentro das universidades e envolvem um número grande de profissionais — a maioria deles jamais pisará na Península Antártica. O maior problema das pesquisas no Brasil hoje não é, necessariamente, o enxugamento das verbas, mas sim a falta de periodicidade. Editais que deveriam ocorrer a cada três anos acabam saindo a cada cinco ou seis, obrigando doutores a espremer seus orçamentos além do limite plausível, enquanto seus colegas avançam. A outra alternativa é ir trabalhar em instituições estrangeiras, levando embora o cabedal adquirido aqui com dinheiro público (ainda que miúdo), sem deixar benefícios às instituições e à sociedade. “A retomada das pesquisas de campo vai impedir a fuga de cérebros na ciência brasileira”, afirma o almirante Guida, que vê a questão como de soberania. Não se trataria de ocupar territorialmente um trecho da Antártida, já que o Brasil é signatário do acordo que proíbe a exploração do sul do mundo, mas de manter as portas abertas ao conhecimento e à cooperação científica internacional.

Veja imagens da base da Marinha na Antártida

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Fonte: IstoÉ

O mundo em convulsão

Um ataque ordenado por Donald Trump mata o general Qassim Suleimani, o segundo nome mais poderoso do Irã. Isso inicia uma nova onda de instabilidade no Oriente Médio, o que coloca o mundo em alerta e desperta o risco de um conflito em larga escala

Crédito: Greg C. Biondo/U.S. air force

TENSÃO Embarque de paraquedistas da 82ª Divisão de Infantaria Aerotransportada do Exército: Pentãgono está enviando 4,5 mil soldados ao Oriente Médio, que se somarão aos 50 mil já baseados na região (Crédito: Greg C. Biondo/U.S. air force)

Marcos Strecker

MULTIDÃO Manifestantes carregam o caixão no funeral de Qassim Suleimani, no Irã. Mais de 50 pessoas morreram em tumultos (Crédito:Iranian Leader Press Office / Ha)

Herói nacional e figura conhecida da comunidade internacional, o general iraniano Qassim Suleimani aterrissou na capital do Iraque na quinta-feira 2 dando sequência a um giro por países do Oriente Médio. Sua presença no país era usual e às claras. Entrou em um carro blindado, e os automóveis de sua pequena comitiva deixaram o aeroporto. Nada indicava o que viria a seguir. Em menos de dois segundos, mísseis surgidos do céu eliminaram o militar em uma grande explosão, incendiando o Oriente Médio e levando a uma escalada de violência capaz de engolfar todo o planeta. Representa o confronto internacional mais grave das últimas décadas e coloca o mundo em alerta com o risco de expansão do conflito em larga escala. A “Terceira Guerra Mundial” tornou-se assunto que mobilizou especialistas e foi o tópico mais comentado das redes sociais.

A ação espetacular tirou de cena o comandante da Força Quds, a unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã focada em operações no exterior. Suleimani era popular, ascendeu com o regime dos aiatolás e foi o arquiteto de quase todas as principais operações militares e de inteligência do Irã nas duas últimas décadas, incluindo a promoção de atentados terroristas, o fortalecimento do Hezbollah no Líbano, a aproximação com o ditador sírio Bashar al-Assad e o patrocínio de grupos insurgentes no Iêmen e Iraque. Vários ataques contra tropas americanas e britânicas são atribuídos ao militar. Isso, aos olhos dos EUA, justificava o ataque, ainda que Barack Obama e George W. Bush tenham evitado tomar uma medida tão extrema em suas gestões. Na versão oficial do Pentágono, Suleimani “estava desenvolvendo planos para atacar diplomatas e americanos em serviço no Iraque e em toda a região”. Além dele, o sub-comandante Abu Mahdi al-Muhandis, da Força de Mobilização Popular (FMP), um movimento iraquiano pró-Irã, também morreu.

A notícia foi recebida com comoção no Irã, que registrou as maiores demonstrações populares desde o retorno do exílio do aiatolá Khomeini, o pai da Revolução Islâmica, em 1979. Multidões se formaram para recepcionar o corpo de Suleimani — em sua cidade natal, mais de 50 pessoas morreram em um tumulto. O aitalolá Ali Khamenei, líder espiritual e maior autoridade do país, chorou ao lado do caixão e prometeu uma “vingança implacável”. A escalada do conflito não tardou. Na terça-feira 7, Teerã lançou ao menos 22 mísseis balísticos contra as bases de Ayn al Asad, no oeste do Iraque, e de Erbil, na região autônoma curda, utilizadas pelos americanos. Foi o maior ataque direto do Irã contra os EUA desde 1979. O país ainda advertiu que se houvesse resposta dos EUA uma nova onda de ataques seria “em território americano”. Trazendo ainda mais dúvida e instabilidade, na mesma noite de terça-feira um avião da companhia UIA (Ukraine International Airlines), que havia acabado de decolar do aeroporto de Teerã, caiu com a morte das 176 pessoas. O Irã declarou num primeiro momento que a suspeita era de falha mecânica e não havia relação com os ataques, mas reteve as caixas-pretas da aeronave. A Ucrânia investiga as hipóteses de ataque de míssil ou terrorismo, e cresce nos EUA a suspeita de que um artefato iraniano tenha causado a tragédia por engano. O episódio permanece nebuloso. Empresas aéreas como Air France, Lufthansa e KLM cancelaram por tempo indeterminado seus voos para o Irã e o Iraque. Com o aumento da tensão, o valor do barril do petróleo avançou mais de 4%.

UMA GUERRA “GAMEFICADA”
Conflito reafirma o poderio dos EUA e consagra o uso de drones, que foram criados inicialmente para reconhecimento

COMOÇÃO Do alto à esq., em sentido horário: manifestantes acompanham a recepção do corpo do general iraniano Qassim Suleimani na sua cidade-natal, Kerman. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, visita os familiares do militar assassinado (no detalhe, na foto). Membro de milícia que atuou na Síria contra o Estado Islâmico — Suleimani coordenava os movimentos que executavam ações pró-Irã no exterior. O sucessor e novo comandante da Força Quds, Esmail Qaani, beija o caixão com o corpo de Soleimani (Crédito:Iranian Leader Press Office / Ha/ATTA KENARE/DELIL SOULEIMAN)

“Mundo em crise”

“O Ano Novo começou com o mundo em crise. Vivemos tempos perigosos. As tensões geopolíticas estão no ponto mais alto deste século e essa crise está escalando”, declarou o secretário -geral da ONU, António Guterres. A chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, apelaram à contenção no Golfo. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, condenou o ataque do Irã às duas bases militares dos EUA. “A Otan pede ao Irã que se abstenha de mais violência. Os aliados continuam comprometidos com nossa missão de treinamento [das forças iraquianas] no Iraque”, disse. Os EUA colocaram suas forças no Oriente Médio em alerta máximo. Preparando-se para a escalada, Trump anunciou o envio de 4,5 mil soldados para o Oriente Médio. O contingente inclui 600 paraquedistas da 82ª Divisão de Infantaria Aerotransportada do Exército, que deixaram a Carolina do Norte com destino ao Kuwait. O objetivo é reforçar o contingente de 50 mil militares que já estão na região. O Pentágono também passou a reforçar postos avançados, bases e aeródromos no Oriente Médio. Na quarta-feira 8, a atenção mundial se voltou para Washington. Trump havia ameaçado com uma “reação desproporcional” caso o Irã revidasse o assassinato de Suleimani. Por isso, havia expectativa generalizada com o pronunciamento que ele faria nesse dia. Cercado por militares, o americano apareceu visivelmente tenso e declarou que o Irã parecia “estar recuando” em suas ameaças. Disse que nenhum americano foi atingido pelos ataques às duas bases, sugerindo um relaxamento das tensões. Ao mesmo tempo, anunciou novas sanções econômicas. A primeira ofensiva iraniana foi interpretada por muitos como uma saída conveniente para os dois lados. O Irã teria mostrado reação, enquanto os EUA não foram seriamente atingidos. Fontes de inteligência chegaram a dizer que o Irã tinha deliberadamente evitado atingir soldados americanos. Mas especialistas acreditam que a verdadeira resposta iraniana não será imediata. Para comprovar essa tese, na noite da quarta-feira 8, dois foguetes Katyusha caíram a 100 metros da Embaixada americana na Zona Verde de Bagdá, uma região fortemente vigiada. “A retaliação do Irã não vai se dar na forma de uma guerra convencional”, diz Mauricio Santoro, professor de Relações Internacionais da UERJ. “O mais provável é que seja por meio de ações irregulares: ações de milícias e grupos terroristas, ataques cibernéticos e com drones. Não deve haver embate direto entre os dois exércitos. O general Suleimani era um especialista nessa forma de guerra não convencional.”

TENSO Donald Trump se pronuncia sobre a crise: “Nenhum americano foi atingido, o Irã parece estar recuando” (Crédito:SAUL LOEB / AFP)

Para Joseph Humire, diretor executivo do Center For a Secure Society, um think tank independente sobre segurança mundial sediado em Washington, o Irã já mostrou o que fará. “Suas ações militares em geral, e o ataque às bases no Iraque, são uma forma de influenciar a opinião pública local e se destinam também aos membros linha dura do regime, alimentando uma narrativa específica.” Uma prova é que logo após o disparo dos mísseis balísticos a TV iraniana anunciou a morte de americanos — o que não ocorreu. Para o especialista, o Irã tem entre as opções militares viáveis de retaliação regiões como a Síria, o Afeganistão e o estreito de Ormuz, passagem importante para o transporte de um quinto do petróleo que abastece o mundo.

Irã ganha tempo

“O país mostrou em 2019 que tem a capacidade de atingir petroleiros ou atacar com bombas nessas áreas. Mas acho que ainda estão tentando ganhar tempo. Saberemos que estão prontos quando começarem a usar terceiros em outros países, em uma ação mais direta contra os interesses americanos. Especialmente ataques do Hebzollah contra os aliados americanos.” Humire também considera que a reação iraniana será por meio de ataques não convencionais e conflitos assimétricos. Isso pode afetar inclusive a América Latina. “A Venezuela vai reagir se o Irã solicitar. O país mostrou solidariedade e apoio após a morte de Suleimani. Fez uma homenagem com nomes importantes do regime, como Diosdado Cabello e Pedro Carreño, ex-ministro da Justiça. Este declarou que a morte de Suleimani seria vingada. Isso criaria mais instabilidade para os EUA e obviamente para a região.”

MANOBRAS O presidente russo, Vladimir Putin (esq.): Rússia, Chinae Irã realizaram manobras inéditas coma escalada da tensão no Oriente Médio (Crédito: Alexei Druzhinin / Sputnik)

Do ponto de vista geopolítico, a morte teve um peso maior do que a eliminação de Osaba bin Laden, em 2011, e de Abu Bakr al-Baghdadi, o mentor do Estado Islâmico, em outubro passado. Nesses dois casos, tratava-se de líderes de grupos terroristas largamente condenados na comunidade internacional. Suleimani, por outro lado, era um oficial de alta patente e o segundo nome mais importante do Irã, um Estado soberano que exerce um importante poder regional. Por isso, China e Rússia, potências que são aliadas estratégicas do Irã, condenaram a nova escalada iniciada por Trump. As duas realizaram exercícios navais inéditos com os iranianos no Golfo de Omã em dezembro passado, em resposta ao avanço da tensão na região.

Papel das potências

Os dois países, assim como a Europa, determinarão a dimensão da reação global. No xadrez da política internacional, o mundo pode assistir ao nascimento de um novo equilíbrio de forças a partir da recente ação americana. Os europeus haviam criticado Trump há quase dois anos por ter abandonado o acordo nuclear firmado pelos EUA com o Irã em 2015. O americano sempre criticou esse pacto histórico celebrado por Barack Obama com a intenção de conter a expansão nuclear persa. Para ele, Obama cedeu muito. Alemanha, França e Reino Unido ainda insistiam no plano. Tudo agora mudou. Na esteira do novo conflito, o Irã já denunciou o acordo e divulgou que voltará a enriquecer urânio ilimitadamente — é o caminho para o desenvolvimento de uma bomba atômica. Nas eleições legislativas iranianas marcadas para fevereiro, o conflito reforça o regime dos aiatolás e sua ala mais conservadora, que vinha enfrentando crescente pressão interna por causa da crise econômica do país.

Nos EUA, o gesto de Trump foi recebido com surpresa e interpretado como uma tentativa de desviar a atenção para o processo de impeachment que enfrenta. Os democratas criticaram o fato de o Congresso não ter sido avisado previamente e repudiaram ameaça de Trump de atingir patrimônios culturais iranianos — o que caracterizaria um crime de guerra pelas leis internacionais. A iniciativa também foi vista como intempestiva e errática, já que o presidente até o momento vinha respeitando a doutrina isolacionista que marcou historicamente os republicanos. Como argumento a seu favor, os EUA foram alvo de várias provocações iranianas recentes, incluindo a queda de um drone em junho passado, abatido no estreito de Ormuz por forças do Irã. Nesse caso, os EUA chegaram a planejar um ataque em retaliação, mas Trump teria abortado a ação a poucos minutos da execução sob o argumento de poupar vidas humanas.

ATÔMICO Centrífugas para enriquecer urânio no complexo de Natanz: Irã denunciou acordo nuclear e ficou mais próximo de construir sua bomba (Crédito:Atomic Energy Organization of Iran via AP)

Críticas nos eua

Na época, sua inação foi interpretada como fraqueza ou estratégia para não afetar sua campanha à reeleição, que se beneficia de ótimos dados na economia. Nas últimas semanas, no entanto, a tensão cresceu, incluindo a morte de um empreiteiro americano no Iraque, bombardeios dos EUA contra a milícia xiita iraquiana Kataib Hezbollah (KH), e a invasão da embaixada americana em Bagdá, em dezembro — que teria contado com o apoio da Força Quds. Para fontes próximas a Trump, essa foi a gota d’água.

Historicamente, o conflito é mais um capítulo na crise entre EUA e Irã, que remonta a meados do século XX, quando o chefe de governo iraniano Mohammed Mossadegh foi derrubado com a colaboração dos serviços secretos dos EUA e do Reino Unido, para evitar a estatização das jazidas de petróleo do país. A Revolução Islâmica de 1970 derrubou um aliado dos EUA, o xá Reza Pahlevi, e implantou uma ditadura teocrática francamente hostil aos americanos. Até hoje a invasão da embaixada e a captura de 52 diplomatas americanos é uma nódoa na memória política americana. Em julho de 1988, em meio à guerra com o Iraque, um navio de guerra americano abateu um avião de passageiros iraniano, matando 290 pessoas. Washington alegou que a aeronave foi confundida com um avião militar. Mais recentemente, o debate sobre a ação no Irã mostrou-se semelhante ao problema estratégico que os EUA enfrentam na Coreia do Norte. O país asiático se armou e desenvolveu a bomba atômica enquanto os americanos viveram o dilema de impedir o desenvolvimento nuclear com ações militares ou tentar conter a expansão militar com negociação. A ditadura comunista nunca cedeu em suas pretensões e se beneficiou disso para desenvolver a bomba. Trump agora alega que vai evitar que Teerã construa seu próprio artefato.

Em termos militares, o assassinato de Suleimani foi uma operação cirúrgica que reafirmou o poderio tecnológico dos EUA. O drone militar MQ-9 Reaper é o mais poderoso e letal veículo aéreo não tripulado da Força Aérea dos EUA. Tem 20 metros de envergadura e 11 de comprimento e pesa mais de 2 toneladas. Muito silencioso, praticamente não deu nenhuma chance de Suleimani perceber sua presença. Foi guiado a partir de uma base militar no próprio território americano. A ação comprova a capacidade dos EUA agirem em qualquer lugar do mundo, numa guerra assimétrica em que nenhum soldado americano fica sob risco. Criados originalmente como veículos de reconhecimento e espionagem, os drones vêm sendo utilizados desde os anos 2000 como resposta ao terrorismo. Passaram a ser empregados como armas de ataque, inicialmente no Afeganistão. Exigem o uso de um aparato sofisticado que compreende equipamentos de precisão, apoio de outros aviões e monitoramente por uma rede de satélites — o que só os EUA possuem. São operados remotamente por apenas duas pessoas. O uso da arma reafirma a nova dinâmica bélica na região. Em setembro passado, 18 drones e 7 mísseis atingiram refinarias vitais na Arábia Saudita, paralisando metade da produção do país e 6% do abastecimento mundial, causando o temor de uma nova crise mundial do petróleo. Na época, autoridades sauditas culparam o Irã, que negou participação.

Iraque condena ações

Depois que o Oriente Médio esteve perto de um conflito real, em 2019, a região volta a ser o cenário de acontecimentos que mexerão com a estabilidade global. Com a ação que matou Sulaimani, o parlamento do Iraque pediu a saída das tropas americanas de seu território, o que foi rechaçado pelos EUA. Também repudiou o ataque do Irã com mísseis no país. O governo local — que é pró-Irã, apesar da população ser de maioria sunita —busca estabilidade após a expulsão do Estado Islâmico, que ocorreu com a ajuda dos iranianos. Mas estes não querem deixar o país e querem reforçar sua presença com a ajuda de milícias xiitas, tendo como objetivo a expulsão dos americanos. Essa era uma das funções de Suleimani. Agora, o mundo se prepara para a próxima resposta iraniana — com preocupação.

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Fonte: IstoÉ

Trump celebra acordo comercial entre EUA e China, mas mantém tarifas

Trump celebra acordo comercial entre EUA e China, mas mantém tarifas

Trump e Liu assinam o acordo comercial em cerimônia na Casa Branca – AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou nesta quarta-feira a assinatura de um “crucial” acordo comercial com a China em cerimônia em Washington com o principal negociador chinês, Liu He.

A China concordou em pagar US$ 200 bilhões adicionais em produtos americanos em dois anos, segundo o acordo assinado.

“Hoje demos um passo crucial, um que não tínhamos dado antes com a China”, que garantiu um intercâmbio comercial “justo e recíproco”, disse Trump na cerimônia na Casa Branca.

Ele garantiu que o pacto contém “compromissos substanciais e executáveis”, mas afirmou que as tarifas impostas aos produtos chineses vão se manter até a “fase dois” ser concluída.

Trump ainda anunciou que visitará a China em um “futuro não muito distante”.

O americano celebrou a “fase um” deste acordo em uma longa cerimônia, que ocorreu enquanto a Câmara dos Representantes se prepara para iniciar o julgamento político do presidente.

Descrevendo-o como “um acordo transformador que trará enormes benefícios para ambos os países”, Trump disse que a China entende “que deve haver uma certa reciprocidade. Não pode continuar assim”.

O vice-primeiro-ministro chinês Liu Ele leu uma carta do presidente Xi Jinping que descreveu o acordo como “bom para a China, os EUA e o mundo inteiro”.

Isso mostra que “nossos dois países têm a capacidade de agir com base na igualdade”, escreveu Xi, acrescentando que espera que “o lado dos EUA trate empresas chinesas de forma justa”, bem como seus pesquisadores.

“Estamos deixando as tarifas”, disse ele. “Mas vou concordar em tirar essas tarifas se conseguirmos fazer a segunda fase”.

“Estou deixando-os ligados, caso contrário não temos cartas para negociar”, afirmou.

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Fonte: IstoÉ

Vídeo. Avião despeja combustível e atinge crianças em escolas

Quatro colégios de Los Angeles foram atingidos; 44 pessoas tiveram leve irritação na pele. Aeronave precisou fazer pouso de emergência

Vídeo. Avião despeja combustível e atinge crianças em escolas1:34

No Twitter, o Corpo de Bombeiros afirmou que foram registados 31 casos na escola Park Ave Elem – 20 crianças e 11 adultos. Na segunda escola, Tweedy Elem, foram registrados seis pacientes. Na terceira, Graham Elem, os bombeiros identificaram um paciente. Por fim, na quarta escola San Gabriel Elementary, seis pessoas.

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Fonte: Metropoles

EUA quer Brasil na OCDE no lugar da Argentina

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington (EUA).

EUA decide trocar prioridade dada à Argentina na OCDE pelo Brasil

Fontes do governo brasileiro afirmam que oficialização será feita nesta quarta-feira (15/01/2020); no ano passado, indicação causou polêmica

Alan Santos/PR

ALAN SANTOS/PR

EUA decide trocar prioridade dada à Argentina na OCDE pelo Brasil1:29

Depois de priorizar a indicação da Argentina para ingresso na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o governo dos Estados Unidos decidiu recuar e sugerir o Brasil para a vaga imediata. Fontes do governo brasileiro afirmaram que, nesta quarta-feira (15/01/2020), os EUA devem oficializar a medida em um documento apresentado ao bloco.

Em outubro de 2019, uma carta assinada pelo secretário de Estado da administração Donald Trump, Mike Pompeo, causou polêmica por só apoiar expressamente a entrada de Romênia e Argentina na OCDE.

Isto porque, em março daquele ano, durante visita oficial a Washington, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e Donald Trump anunciaram, em declaração conjunta, o apoio estadunidense à candidatura brasileira para se tornar membro da ODCE. A ausência brasileira na carta de Pompeo foi vista como um recuo no acordo.

Frente à polêmica, a embaixada dos EUA no Brasil emitiu nota reforçando o compromisso e saudando os “esforços contínuos do Brasil em relação às reformas econômicas, melhores práticas e conformidade com as normas da OCDE”.

Pompeo, por sua vez, disse que “os EUA farão um grande esforço para apoiar o acesso ao Brasil”. “Somos entusiasmados apoiadores da entrada do Brasil”, escreveu ele, na época.

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Fonte: Metropoles

A relação de PT e Odebrecht com a queda da mulher mais rica da África

A ascensão e a derrocada de Isabel dos Santos está umbilicalmente ligada aos escândalos de corrupção descobertos no Brasil pela Lava-Jato

Por Victor Irajá 

A empresária Isabel dos Santos é uma figura digna de ingressar nas páginas de livros de história contemporânea da África e do mundo. Com fortuna avaliada em 3,7 bilhões de dólares, a jornada da angolana pobre que vendia frutas com a avó em feiras de Luanda, capital do país, aos 9 anos de idade, e construiu um império na área de energia e telecomunicações no país, tornando-se a mulher de negócios mais bem-sucedida de Angola, poderia ser o exemplo para a miríade de jovens em situação de miséria ao seu redor. Exemplo de empreendedorismo e garra? Não é bem assim. A multimilionária de 46 anos é filha de José Eduardo dos Santos, presidente mais longevo de seu país — mandou em Angola de 1979 a 2017, quando renunciou ao posto — e sua história está intimamente ligada aos recém-descobertos escândalos de corrupção. A cereja do bolo: três organizações brasileiras aparecem constantemente em sua biografia: BNDESOdebrecht e PT.

A partir do fim da ditadura de seu pai e com o compromisso do sucessor, João Lourenço, de combater a corrupção, o cerco se fechou contra Isabel. Ela é acusada de atuar como laranja de Eduardo Santos: “Estamos a viver um acerto de contas”, disse na terça-feira passada, 7, em sua conta de Twitter. “Para João Lourenço, a remoção definitiva do cenário política de seu antecessor e de sua família é a garantia de manter um domínio indiscutível no aparato partidário.” Segundo ela, nada de sua fortuna se relaciona ao fato de seu pai ter comandado o pais com mãos de ferro por décadas. Contudo, seu primeiro grande negócio surgiu numa licitação pública. Ela conquistou a concessão de uma rede de telecomunicações, a Unitel. Devido à Guerra Civil vivida pelo país, concorrentes internacionais não apareceram para o pleito, realizado em 2001. Desde então, Isabel conquistava parcerias com as estatais do país, fato que, diz ela, era fruto apenas de seu trabalho. O reconhecimento veio: em 2015, a angolana foi reconhecida pela rede britânica BBC como uma das cem mulheres mais influentes do mundo. O ocaso viria poucos anos depois.

No dia 30 de dezembro do ano passado, a Procuradoria-Geral da República de Angola decretou o bloqueio das contas de Isabel e seu marido, o filho de banqueiro e colecionador de arte Sindika Dokolo em quatro bancos angolanos, fora o bloqueio de ações mantidas por eles. A suspeita envolvendo a magnata envolve o prejuízo de mais de 1 bilhão de dólares por meio de negócios envolvendo estatais do país: a Sodiam, de exploração de diamantes; e a Sonangol, de petróleo. A suspeita é de que as estatais foram utilizadas para operacionalizar esquemas de corrupção. Em relação aos diamantes, suspeita-se de que Isabel e seu marido arquitetaram a venda de diamantes abaixo do preço de mercado para suas empresas e lucrava com a venda das pedras para joalherias. No caso da empresa de petróleo, Isabel é acusada de captar recursos da empresa para seus negócios e nunca ressarcir a estatal. Ela nega qualquer irregularidade nos negócios e atribui o bloqueio a um movimento político para desestabilizar a família Santos.

Angola, por anos, foi um país que rendeu muitos frutos para grandes organizações brasileiras. A Odebrecht, até 2014, era a maior empresa privada do país. Grande parte de seu poderio advinha aos empréstimos de 3,3 bilhões de dólares feitos pelo BNDES para fomentar as exportações da empreiteira ao país africano. Tudo, claro, arquitetado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme VEJA revelou após abrir a caixa-preta do banco de fomento. Conforme descoberto pela Operação Lava-Jato, durante os anos de gestão petista, os presidentes daqui e de lá conquistaram uma relação de parceria, com a anuência do BNDES. O petista fechou com o angolano uma série de parcerias e investimentos, com a colaboração do Clube das Empreiteiras, desmantelado pela força-tarefa, e fechavam projetos no país financiados pelo BNDES, realizados pelas empreiteiras brasileiras. No centro da negociata, a Odebrecht era rainha. A empresa monopolizava os acordos no país, com a anuência de Lula. Em contrapartida às obras conquistadas na África, a empreiteira contribuía para o Partido dos Trabalhadores. Do total de 489 milhões de reais em propinas pagas à alta cúpula petista entre 2009, no fim do segundo mandato de Lula, e 2014, ano em que presenteou Dilma Rousseff com a reeleição, 364 milhões vieram da Odebrecht.

Qual a relação entre Odebrecht e Isabel: a empreiteira é nada menos do que sócia da empresa de petróleo comandada por ela e detém exatos 15% da companhia. Em seu acordo de delação, o ex-manda-chuva da empresa Marcelo Odebrecht revelou o acerto de propinas para o PT relacionados aos contratos conquistados em Angola. A companhia e o partido mantiveram por anos José Eduardo dos Santos como ditador do país. O marqueteiro João Santana, que trabalhou nas eleições do pai de Isabel em 2012, contou em acordo de delação premiada que a empreiteira enviou 50 milhões de dólares para financiar a reeleição de Santos. A ascensão e queda da mulher mais rica da África está umbilicalmente conectada à empresa que um dia foi a maior companhia privada do Brasil.

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Fonte: Revista Veja

 

Irã admite que derrubou avião ucraniano, mas alega engano

Presidente iraniano disse que o fato foi um “erro imperdoável”

O Irã assumiu neste sábado (11), que foi o responsável por derrubar o avião da Ukranian International Airlines na última quarta-feira (8), logo após o avião decolar do aeroporto de Teerã, capital do país. O presidente iraniano, Hassan Rouhani, porém, disse que o desastre que matou 176 pessoas foi um “erro imperdoável”.

– A investigação interna das Forças Armadas concluiu que, infelizmente, mísseis disparados devido a erro humano causaram o terrível acidente do avião ucraniano e a morte de 176 pessoas inocentes. As investigações continuam a identificar e processar esta grande tragédia e erro imperdoável – declarou, em uma rede social.

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Já o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, manifestou profundos sentimentos às famílias das vítimas e pediu para que as forças armadas da nação persa busquem os erros prováveis e a culpa trágico incidente.

O comandante das forças aeroespaciais do Irã, Amir Ali Hajizadeh, declarou que a Guarda Revolucionária aceita a responsabilidade pelo ocorrido e explicou que o operador do sistema confundiu o avião com um míssil de cruzeiro.

Hajizadeh disse ainda que o operador tentou contatar seus superiores para efetuar o disparo, mas o sistema de comunicação falhou e ele acabou tomando “uma má decisão”.

Após o comunicado, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, cobrou um pedido oficial de desculpas de Teerã e pediu que as investigações sobre o desastre continuem.

Nações como o Canadá, Reino Unido e EUA já haviam alertado que o avião, um Boeing 737, fora abatido por um míssil iraniano, provavelmente por engano. Vários vídeos que corroboravam a tese foram postados nas redes sociais.

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Fonte: Pleno.News

Trump: ‘Nenhum americano foi ferido nos ataques do Irã’

Em sua primeira aparição desde os bombardeios a bases americanas no Iraque, Trump sublinha que iranianos não terão bomba atômica

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira, 8, na Casa Branca que  nenhum cidadão americano foi vítima dos ataques do  Irã a duas bases do país no Iraque. Acentuou que as forças militares americanas estão preparadas e que Teerã jamais terá armas nucleares enquanto governar os Estados Unidos . “Nenhum americano foi ameaçado pelos bombardeios na noite passada”, afirmou.

a foi a primeira declaração oficial da Casa Branca desde os bombardeios do Irã às bases americanas de Al Asad e Erbil na noite de terça-feira 7 (quarta, no Oriente Médio), como represália ao ataque dos Estados Unidos que culminou com o assassinato do general iraniano Qasen Soleimani em Bagdá, no IraqueO militar era comandante das forças de elite da Guarda Revolucionária do Irã, considerado um herói nacional e figurava como a segunda autoridade mais poderosa do país, depois do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.

Trump convocara uma reunião de emergência na Casa Branca na noite de terça-feira e prometera fazer uma declaração à imprensa logo depois. Do encontro participaram o vice-presidente, Mike Pence, e os secretários de Defesa, Mark Esper, de Estado, Mike Pompeo, e o chefe das Forças Conjuntas dos Estados Unidos, general Mark Milley. Mas, ao final das conversas, limitou-se a disparar um tuíte. “Até agora, tudo bem”, escreveu o presidente. “Nós temos o militarismo mais poderoso e melhor equipado do que qualquer outro no mundo, de longe”, escreveu.

Depois dos bombardeios iranianos, o governo de Teerã anunciou que qualquer represália dos Estados Unidos seria respondida com ataques a Haifa, em Israel, e em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O aiatolá Khamenei afirmou que a reação do Irã foi um “tapa na cara” dos Estados Unidos e condenou a presença de contingentes militares americanos na região. “A presença corrupta dos Estados Unidos na região precisa terminar”, afirmou, em discurso transmitido pela televisão estatal do país.O chanceler Javad Zarif declarou na noite de terça-feira, por Twitter, que a atitude do Irã teve caráter defensivo, baseado no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, e que seu país não quer a escalada do conflito nem a guerra.

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Fonte: Revista Veja

‘Vidente do Capitólio’ previu que Trump provocaria o Armagedon em 2020


Jeane Dixon, L. (1904 – 1997) foi uma das mais conhecidas astrólogas americanas e psíquicas do século XX

Devido à sua coluna de astrologia publicada rotineiramente em um jornal de grande circulação, ela foi apelidada pela imprensa americana de “A vidente do Capitólio”.

Antes de sua morte em 1997, a conselheira da ex-primeira-dama, Nancy Reagan, afirmou que o Armagedom viria antes de 2020 .

Dixon é autora do livro “Minha vida e minhas profecias – 1969”.

O livro, no capítulo 9, faz uma revelação apocalíptica e acusa um “governo dentro do governo” dos EUA como os mentores e autores do apocalipse.

Ela narra que o “governo dentro do governo” é aquele que realmente tem o poder nos EUA e que “este grupo vai ter sucesso para ganhar o controle total do país e do mundo”.

O poder norte-americano não está concentrado unicamente nas mãos do presidente Trump ou dos políticos (deputados e senadores) e sim nas mãos de um grupo muito mais poderoso […] os Illuminati.

O “governo dentro do governo” é liderado por um poderoso grupo econômico que é quem executa a “máquina política” […] de acordo com a autora, será “esta máquina ” que conduzirá a humanidade a um mal latente e irá levá-los a uma loucura nunca antes sonhada.

Jeane Dixon previu:

“O seu domínio será através da sedução intelectual da humanidade […] uma mistura de ideologia política, filosofia e religião. O Anticristo virá disfarçado de profeta e dirá que salvará o mundo”.

“Ele terá poder terrestre em suas mãos e saberá usá-lo como um instrumento. Todos os tiranos da história parecerão crianças inocentes se comparados a ele.”

“Conquistar o mundo inteiro com armas modernas e governar um império do novo mundo com a glória militar … esse será seu objetivo”.

“Países islâmicos e comunistas sofrerão sanções financeiras por não cooperar com o Anticristo “.


Fonte: Diário do Brasil