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quinta-feira, abril 2, 2020

Governo prorroga prazo de entrega da declaração do IR por dois meses

Cerca de 32 milhões de pessoas físicas ganharam mais dois meses para entregarem a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física. O prazo, que acabaria em 30 de abril, foi estendido para 30 de junho, anunciou há pouco o secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto.

Segundo o secretário, apesar de a entrega das declarações neste ano estar em ritmo superior ao do mesmo período do ano passado, a Receita concordou em prorrogar o prazo depois de ouvir relatos de contribuintes confinados em casa com dificuldades em obter documentos na empresa ou de conseguir recibos com clínicas médicas para deduzirem gastos.

“O ritmo de entrega continua bom. Até ontem, tínhamos recebido 8,8 milhões de declarações, 400 mil a mais que no mesmo período do ano passado. Isso representa 27% do esperado. Porém decidimos pela prorrogação por demanda de contribuintes confinados em casa, mas que relatam a falta de documentos ou documentos que estão na empresa, no escritório ou na clínica. Eles estão com dificuldade momentânea de obter todos os documentos necessários”, explicou.

Tostes também anunciou a total desoneração, por 90 dias, de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito. A medida terá como objetivo baratear as linhas emergenciais de crédito já anunciadas pelo governo. Segundo ele, o governo deixará de arrecadar R$ 7 bilhões com a desoneração.

A última medida anunciada pelo secretário foi o adiamento das contribuições de abril e de maio para o Programa de Integração Social (PIS), o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da contribuição patronal para a Previdência Social, paga pelos empregadores. As parcelas só serão pagas de agosto a outubro, permitindo a injeção de R$ 80 bilhões na economia.

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Fonte: IstoÉ

Ansiedade afeta com força os mercados

Ansiedade afeta com força os mercados

Homem acompanha a taxa de câmbio em Tóquio – AFP

A ansiedade provocada pelo avanço da pandemia do novo coronavírus voltou a abalar com força nesta quarta-feira os mercados, com perdas expressivas nas Bolsas da Europa, da Ásia e em Wall Street, após um início de semana positivo.

Os mercados são afetados pela aceleração letal do vírus nos Estados Unidos, que superou a barreira de 4.000 mortos e agora tem mais vítimas que a China. O presidente Donald Trump pediu à população que se prepare para semanas “muito, muito dolorosas”.

Durante as primeiras negociações, Paris perdia 4,22%, Frankfurt 3,87% e Londres 4,43%. Milão recuava 2,05% e Madri 3,13%.

Mais cedo, a Bolsa de Tóquio encerrou a sessão em baixa expressiva de 4,5%, com os operadores preocupados com um possível confinamento da população na capital japonesa, além da situação econômica.

“As Bolsas ao redor do mundo fecharam um trimestre horrível, um dos piores da história, e a passagem para o segundo trimestre deve ser muito delicada após as declarações sombrias de Trump sobre a situação nas próximas duas semanas nos Estados Unidos”, resumiu Tangi Le Liboux, analista da corretora Aurel BGC.

Trump, que chegou a manifestar a expectativa do retorno das atividades até a Páscoa, disse que provavelmente será necessário esperar um ou dois meses.

Na terça-feira, o índice Dow Jones Industrial Average de Wall Street fechou em queda de 1,84% e encerrou seu pior trimestre desde 1987 (perda acumulada de 23%).

As cotações do petróleo, que registraram um pequeno alívio na terça-feira, também voltaram a cair, afetadas pelo impacto da pandemia, que reduz a demanda mundial, e pela guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia.

O mercado da dívida permanece relativamente calmo, como nos últimos dias, em grande medida irrigado pela generosidade dos bancos centrais.

O euro mantém a trajetória de desvalorização em relação ao dólar.

Os indicadores do dia devem agravar ainda mais o cenário.

Para a indústria automobilística, a queda histórica de mais de 70% do mercado francês e o derretimento das vendas no Japão já marcavam o tom.

Nas próximas horas, o mercado deve acompanhar com atenção os números da criação de empregos no setor privado nos Estados Unidos em março (pesquisa ADP).

Christopher Dembik, diretor de pesquisas econômicas do Saxo Bank, antecipa que os números devem confirmar que “a destruição de postos de trabalho atingiu um nível sem precedentes devido à crise”.

Ele acredita que os investidores terão que administrar por várias semanas com um ambiente ruim no mercado e a prorrogação das medidas de confinamento.

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Fonte: IstoÉ

Turismo parado no DF: hotéis fecham e empresários pedem ajuda

Na manhã dessa segunda (30/03), a Associação Brasiliense das Agências de Turismo Receptivo (Abare) realizou carreata para chamar a atenção

Turismo parado no DF: hotéis fecham e setores pedem ajuda
RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

 

Com a possibilidade de o governador Ibaneis Rocha (MDB) ampliar por mais 15 dias as medidas preventivas para combater o novo coronavírus no Distrito Federal, um dos setores mais afetados com os fechamentos, o de turismo, está em alerta. Sem hóspedes, pontos turísticos abertos ou eventos programados, 2020 já passou a ser considerado um ano perdido para o segmento.

Para ele, apenas medidas como a proposta do governo federal de suspender o contrato de trabalho por três meses ou uma moratória com o GDF poderiam salvar os hotéis e restaurantes. “Se o governo não ajudar, não tem como. Vai ser uma demissão geral e todos irão fechar as portas”, diz.

Enquanto o ramo alimentício ainda tenta se virar com entregas em domicílio, são os hotéis que sofrem com a falta de clientela. “Não tem hóspede. Vários hotéis já estão fechando as portas, por ser mais barato”, comenta.

Ele próprio é dono de dois hotéis na capital e não viu outra opção que não fosse paralisar as atividades. “Só para se ter uma ideia, o principal site de reservas do momento realizou apenas 165 pedidos na semana passada em todos os credenciados do DF. Para os próximos dias são 67”, revela.

Segundo ele, mesmo sendo ainda março, 2020 já pode ser considerado um ano perdido. “Imagina como e quando que isso vai voltar. É uma cadeia, se você cancela um evento, tudo embaixo também sente os reflexos”, explica.

Preocupados com o rumo que a economia do setor está tomando, membros da Associação Brasiliense das Agências de Turismo Receptivo (Abare), também afetados pelo novo coronavírus, fizeram um protesto na manhã dessa segunda-feira (30/03). Com todos os eventos na capital cancelados pelos próximos meses, as empresas não sabem como se sustentarão daqui para frente.

Na mesma linha do presidente da Fecomércio, Wiedemann lembra que todos os eventos foram cancelados até o final do ano e, dessa forma, fica impossível manter os empregados. “Só da minha agência, o custo fixo mensal varia de R$ 35 mil a R$ 50 mil por mês. Como não tenho receita, consigo aguentar só mais um mês e meio ou dois”, conta.

Segundo o associado, são cerca de 500 empresas no DF, entre pequenas e grandes, que dependem do trabalho de transporte executivo. Sem apoio do governo, ele alega que todas acabarão fechando. “O nosso negócio está comprometido. Mesmo que eu quisesse trabalhar, eu não conseguiria no momento. Está tudo fechado”, lamenta.

O que diz a Secretaria de Turismo

Procurada, a Secretaria de Turismo do DF (Setur-DF) informou, por meio de nota, que está “sensibilizada com o atual cenário e tem adotado todas as medidas do Governo do Distrito Federal para minimizar os impactos econômicos da Covid-19 no setor turístico até que as atividades se normalizem”.

Entre as ações já tomadas que a pasta cita, está a assinatura de um Termo de Cooperação entre a Setur e o BRB, com vigência de seis meses, “que busca atender às necessidades urgentes e disponibiliza linhas de crédito com condições especiais de pagamento para pessoas físicas e jurídicas”.

Todos os membros do setor de turismo, informa a nota, serão beneficiados pela medida, que terá modelos de empréstimo e financiamento.

O texto ainda afirma que a pasta está tomando as “ações necessárias para superar a crise no menor espaço de tempo possível para que Brasília volte a receber turistas de todo o mundo”.

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Fonte: Metropoles

Sesc e Senac disponibilizarão R$ 1 bilhão para combate ao coronavírus

A ideia é que as duas instituições, presentes em municípios carentes de estrutura para o enfrentamento do problema, sejam utilizadas para reduzir impactos

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A proposta da CNC, encaminhada também aos ministros da Economia, Paulo Guedes e da Saúde, Luiz Mandetta; ao presidente do Senado Federal, David Alcolumbre e ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, é que as ações sugeridas sejam implementadas em substituição ao corte de 50%, por três meses, nas contribuições do Sesc e do Senac, conforme definido em plano emergencial divulgado pelo governo no início desta semana e cujo efeito financeiro também equivale a R$ 1 bilhão.

Veja a proposta na íntegra:

“A Confederação, através do Sesc e do Senac, está preparada para ajudar o governo na conscientização para reduzir os impactos do coronavírus na sociedade brasileira, assim como no combate à epidemia. Temos estrutura, capilaridade e pessoal, assim como canais de comunicação já abertos com as comunidades. Nossas propostas poderão ser, inclusive, adaptadas a mudanças que venham a ser sugeridas pelo Ministério da Saúde”, esclareceu o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

O plano a ser executado nos próximos três meses (abril, maio e junho) pelo Sistema Comércio, por meio do Sesc e Senac, visa a mobilização e disseminação de conhecimento; aperfeiçoamento de competências dos profissionais da área de saúde que atuarão no contexto da pandemia, além de apoio e instrumentalização à política pública de combate ao vírus e de segurança alimentar.

Atualmente, o Sesc e o Senac estão presentes em mais de 2.400 municípios, prestando atendimentos nas áreas de educação, saúde, esporte, lazer, cultura, assistência, programa de distribuição de alimentos, atuando, muitas vezes, onde o poder público não consegue chegar.

A CNC alerta, no documento, que o corte de 50% da contribuição compulsória, definido pelo governo, poderá levar, ao contrário, ao fechamento de unidades do Sesc e do Senac, levando à diminuição de atendimentos, redução do quadro de empregados e suspensão de investimentos programados.

A proposta do governo como benefício para o empresariado em nada amenizará os impactos da crise, pois, para as empresas contribuintes (cerca de 600 mil de médio e grande portes), a economia média mensal será em torno de 350 reais por empresa, não representando, assim, uma economia expressiva que justifique a desconstrução do sistema.

Seguem as propostas de ações apresentadas:

  1. Colaborar na identificação da abrangência do número de infectados no Brasil e no apoio à instrumentalização dos profissionais de saúde, por meio da aquisição e distribuição de materiais necessários à prevenção e ao combate à pandemia, em conformidade com as orientações dos órgãos governamentais de saúde.
  2. Em caráter emergencial, mobilizar as redes de supermercados, restaurantes, bares e outros doadores para a coleta e distribuição de alimentos para instituições sociais, por meio do Projeto MESA BRASIL [1], de abrangência nacional.
  3. Disponibilizar as unidades do Sesc e do Senac, incluindo 50 Unidades Móveis, para ampliação e interiorização das ações de atenção primária à saúde, tais como: vacinação, coleta de sangue, ações gerais de prevenção, dentre outras.
  4. Desenvolver e ofertar programações, gratuitamente, para mobilização da sociedade em geral e/ou para capacitação de profissionais da área de saúde, em consonância com as demandas e prioridades do Sistema Único de Saúde, por meio das plataformas digitais de ambas as instituições (Sesc e Senac).
  5. Aquisição e disponibilização de respiradores e outros equipamentos necessários para o tratamento de infectados.”

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Fonte: Jornal de Brasilia

Bolsa fecha em alta de 7,14%, a maior desde 2008, após maior perda desde 1998

Crédito: BRUNO ROCHA

NOVOS VENTOS Aumento do índice Bovespa funciona como um sinal de que o mercado financeiro recuperou o otimismo (Crédito: BRUNO ROCHA)

Apesar da dimensão do ajuste, esta terça-feira, 10, foi de correção técnica para o Ibovespa após o mergulho do dia anterior, quando o índice de referência da B3 havia registrado sua maior perda (-12,17%) desde 10 de setembro de 1998. Nesta terça, fechou em alta de 7,14%, o maior avanço desde 8 de dezembro de 2008 (+8,31%), quando o então presidente eleito dos EUA Barack Obama anunciava pacote de investimentos em infraestrutura, em reação à crise americana, tornada global.

Em mais um dia de movimento amplificado entre a mínima, de 86.070,96 pontos, e a máxima, de 92.230,27 pontos, atingida bem perto do fechamento, o giro financeiro totalizou R$ 40,0 bilhões na sessão, após ter chegado a R$ 43,9 bilhões na segunda-feira, o maior do período pós-carnaval.

No ano, o Ibovespa cede 20,26%, no mês, 11,48%, e na semana, 5,90%. Aos 92.214,47 pontos no fechamento desta terça, o Ibovespa retomou nível observado em maio do ano passado – em 20 de maio de 2019, o índice fechou aos 91.946,19 e, no dia seguinte, aos 94.484,63 pontos.

Os ganhos em São Paulo se acentuaram por volta das 16 horas, em correlação com Nova York, após a mídia americana ter reportado reunião entre o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e a presidente da Câmara, Nancy Pelosi. Após o encontro, Mnuchin disse haver entendimento entre republicanos e democratas sobre resposta econômica ao coronavírus, sem dar detalhes adicionais. Em encontro com senadores republicanos, o presidente Donald Trump teria sinalizado que pretende desonerar a folha de pagamentos até a eleição presidencial de novembro.

“Há muita conversa sobre estímulos, mas ainda não tivemos confirmação de uma atuação fiscal mais firme. Os problemas sobre a mesa, relacionados ao coronavírus, continuam os mesmos, não houve mudança de ontem para hoje”, diz André Perfeito, economista-chefe da Necton.

“Tivemos uma recuperação natural, pontual, dado o tombo da véspera, que abriu oportunidade para o mercado tomar ações com desconto, movimento visível desde a abertura da sessão”, diz Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos. “O cenário continua muito nebuloso: não dá pra dizer que há uma mudança de tendência, com essa volatilidade que está aí”, acrescenta.

A alta na B3 foi superior à observada em Nova York ao longo da sessão – os três índices de referência de NY fecharam com ganhos na faixa de 4,9% nesta terça-feira, tendo chegado a tocar terreno negativo, mais cedo. Na Europa, os principais mercados fecharam em baixa: destaque para Milão (-3,28%), com a Itália em quarentena pelo coronavírus em meio à progressão do Covid-19 pelo continente.

O preço do minério de ferro negociado no porto de Qingdao, na China, fechou em alta de 4,70% nesta terça-feira, a US$ 92,09 a tonelada, ante a expectativa de estímulos globais para reduzir o impacto econômico do coronavírus. O avanço da commodity colocou a ação da Vale (+18,45%) entre as de melhor desempenho no Ibovespa.

Na ponta do índice, Via Varejo subiu nesta terça 21,29%, seguida por Vale e por CCR (+17,32%). Após perda de 29,7% no dia anterior, Petrobras PN subiu 9,41% e a ON, 8,51%, com o Brent para maio em alta de 8,32% no fechamento desta terça na ICE, a R$ 37,22 por barril, em recuperação moderada ante a queda de 24% no dia anterior.

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Fonte: IstoÉ

Cartão de crédito passa a usar cotação do dólar do dia da compra

Quem usa o cartão de crédito no exterior vai poder calcular com mais precisão o custo das compras internacionais. Entra em vigor hoje (1º) determinação do Banco Central (Circular nº 3918) que obriga as operadoras de cartão a usar a cotação do dólar do dia da compra – e não mais a do dia de vencimento da fatura – para conversão do valor em real.

A mudança pretende dar mais previsibilidade aos consumidores que usam o cartão no exterior ou que fazem compras em sites estrangeiros.

Antes dessa mudança, a cotação da moeda americana usada era aquela do dia do fechamento da fatura. Quando anunciou a mudança na regra, em novembro de 2018, o Banco Central (BC) argumentou que o cliente ficava vulnerável às variações do dólar no mercado financeiro desde a data em que o gasto foi feito até o momento do pagamento da fatura mensal do cartão de crédito.

Com a nova regra, o cliente ficará sabendo já no dia seguinte quanto vai desembolsar em reais, eliminando a necessidade de eventual ajuste na fatura subsequente.

A partir de agora, deve constar na fatura: a discriminação de cada gasto, a data, a identificação da moeda estrangeira e o valor na referida moeda; o valor equivalente em dólar na data do gasto; a taxa de conversão do dólar para reais na data da compra; e o valor em reais a ser pago pelo cliente.

Para que o cliente possa ter informações sobre as melhores taxas de câmbio utilizadas pelos emissores no mercado, os bancos serão obrigados a tornar disponível em todos os seus canais de atendimento ao cliente a taxa de conversão do dólar para o real utilizada no dia anterior; e publicar informações sobre o histórico das taxas de conversão.

Além de se atentar às taxas de câmbio, os consumidores devem observar que as compras no exterior com cartão de crédito têm incidência do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), com alíquota de 6,38%.

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Fonte: IstoÉ

Bancos distribuem R$ 52 bilhões em dividendos a seus acionistas em 2019

Bancos distribuem R$ 52 bilhões em dividendos a seus acionistas em 2019

Os grandes bancos, com exceção do Itaú Unibanco, ampliaram o volume de dividendos distribuídos a seus acionistas em 2019: foram mais de R$ 52 bilhões, volume quase 26% maior que o de 2018. Para este ano, porém, o valor pode ser menor. Isso porque o maior apetite dos bancos para emprestar em meio à retomada da economia brasileira, principalmente para pessoas físicas e pequenas e médias empresas, deve levar o setor a fechar um pouco a mão quando olhar para os resultados futuros.

O Itaú Unibanco já seguiu esse caminho. O banco distribuiu 66,2% do lucro líquido recorrente de 2019, ante 89,2% no ano anterior. A diminuição na proporção de dividendos se refletiu diretamente no bolso dos acionistas da Itaúsa, holding que controla o banco.

A porcentagem do lucro líquido distribuído, chamado de payout, passou de 94%, em 2018, para 68% no ano passado – menor nível desde 2016. Com a redução, os dividendos foram um dos temas abordados na teleconferência feita com investidores e analistas na semana passada.

O presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal, explicou que essa queda não antecipa um novo investimento da holding, mas tem relação com o Itaú Unibanco, que representa praticamente 90% do portfólio de investimentos. O banco resolveu, segundo ele, dividir um menor volume de recursos com seus acionistas uma vez que espera ter um maior uso de capital ao longo deste ano, ou seja, vai emprestar mais.

Desde 2017, o Itaú revisou sua política, colocando no lugar de um teto uma série de critérios para o cálculo dos dividendos. O crescimento do crédito, sob a ótica do risco, é um deles.

Para tranquilizar os investidores, Setubal recorreu à elevada rentabilidade do Itaú, que é líder entre seus pares. “A capacidade de o banco gerar retornos dentro da sua política de crédito é melhor para seus acionistas do que simplesmente distribuir dividendos e usar taxas de retorno inferiores às que o banco aplica”, explicou o presidente da Itaúsa, desde 2015 no comando da holding após anos no dia a dia como executivo do banco.

‘Superdividendo’

Na contramão, o rival Bradesco aumentou a distribuição de dividendos no ano passado. O payout bruto do banco foi de 73,9%, ante 40,3% em 2018. O salto ocorreu por causa de um “superdividendo” de R$ 8 bilhões. O banco creditou a bolada às perspectivas frustradas com a economia brasileira no ano passado.

Como o crescimento não veio, o Bradesco achou melhor dividir o dinheiro com seus acionistas. Até mesmo porque muito capital pressiona o retorno, principalmente no seu caso, que tenta retomar o posto de segundo banco mais rentável do Brasil, hoje nas mãos do Santander. “Não é uma obsessão, mas é o nosso objetivo lá na frente”, disse o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, em recente entrevista ao Estadão/Broadcast.

Somado ao crédito, os bancos terão o que o presidente do Itaú, Candido Bracher, resumiu como “ventos contrários” nos resultados de 2020. As instituições financeiras serão afetadas pelo efeito das novas regras do cheque especial, cujos juros foram limitados em 8% ao mês, pelo aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), que passou de 15% para 20% na reforma da Previdência, e pela Selic média inferior à do ano passado.

Para o diretor de renda variável de uma gestora, apesar das pressões negativas que os bancos enfrentam neste ano as instituições têm capacidade de compensar tais efeitos e, consequentemente, manter gordos níveis de dividendos. “Os bancos podem conseguir gerar capital suficiente, eventualmente, para pagar mais dividendos e ainda originar mais crédito”, avalia ele, na condição de anonimato, que também vê o crédito como fator determinante para a distribuição de dividendos referentes ao ano de 2020.

É o caso do Santander Brasil. O espanhol prometeu manter elevado nível de payout ao mesmo tempo que tem capital em excesso para continuar crescendo como nos últimos anos. “Como fizemos no ano passado, dependendo da evolução e de como usamos o capital, ajustaremos, considerando o ganho final”, disse o vice-presidente executivo do Santander Brasil, Angel Santodomingo, em recente conversa com o mercado.

Embora o banco tenha distribuído em torno de 70% do seu lucro nos últimos anos, o executivo preferiu ser conservador. Manteve, ao menos por ora, a referência de 50% de payout para 2020.

Teto para distribuição

O Banco do Brasil aprovou, no início do ano passado, a revisão da política específica de remuneração aos acionistas. Assim, passou a fixar, ao contrário do concorrente Itaú, um teto para a distribuição do lucro líquido. Para 2020, o banco manteve o intervalo de payout esperado entre 30% e 40%, o mesmo estabelecido no ano passado.

Para 2021, a situação fica mais crítica com o risco de os dividendos, hoje isentos, passarem a ser tributados na reforma tributária. Como qualquer mudança no Imposto de Renda responde ao princípio da anualidade, um eventual pedágio para os acionistas, mesmo que aprovado este ano, começaria a valer somente no exercício seguinte.

Por ora, apenas os juros sobre capital próprio (JCP), também considerados para efeito de distribuição de dividendos, são tributados, uma vez que são recolhidos na fonte e entram na conta fiscal dos bancos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Coronavírus afeta a saúde financeira da Apple, Disney e outras empresas

Coronavírus afeta a saúde financeira da Apple, Disney e outras empresas

Uma loja da Apple em Pequim – AFP

A Apple não alcançará suas metas de vendas trimestrais devido à epidemia do novo coronavírus, um sinal de que a desaceleração da produção e do consumo na China, onde o vírus já matou mais de 1.800 pessoas, afeta cada vez mais as grandes empresas.

A crise da saúde pesa tanto na oferta quanto na demanda. No caso da Apple, seus smartphones são fabricados na China, o que dificulta o abastecimento. As vendas também caíram devido ao fechamento temporário de suas lojas nesse país.

Neste contexto, as ações da Apple sofreram uma queda de 3% nesta terça-feira na abertura de Wall Street, após o anúncio de um declínio em suas previsões trimestrais devido ao impacto do novo coronavírus.

A Apple anunciou na segunda-feira que não alcançaria sua previsão de faturamento no segundo trimestre (entre 63 e 67 bilhões de dólares) devido à epidemia.

No final de janeiro, durante o anúncio de resultados recordes graças a uma forte demanda pela linha do iPhone 11, a Apple enfatizou que a epidemia gerava incerteza.

Sua previsão de volume de negócios para o segundo trimestre refletiu essas dúvidas naquele momento, com um alcance muito maior do que o normal.

A Apple possui subcontratados na região de Wuhan, epicentro da epidemia, mas também possui fornecedores alternativos.

“O retorno às condições normais leva mais tempo do que tínhamos previsto”, afirmou o grupo californiano, que acrescentou que uma “escassez de iPhones” afetará temporariamente seu volume de negócios em todo o mundo.

– O luxo não está imune –

A Apple afirmou, no entanto, que apenas na China sua demanda diminui. “Estamos no processo de reabrir progressivamente nossas lojas e continuaremos a fazê-lo (…) da maneira mais segura possível”, destacou a empresa, acrescentando que seus escritórios, call centers e lojas online nunca deixaram de funcionar normalmente.

Desde o início da doença respiratória em dezembro, mais de 1.800 pessoas perderam a vida na China e cerca de 72.300 estão infectadas com o vírus que a causa, de acordo com os últimos dados oficiais divulgados nesta terça-feira.

“Nossos pensamentos estão com as comunidades e indivíduos mais afetados pela doença (…). A Apple mais que dobrará a doação anunciada pra apoiar esse esforço histórico pela saúde pública”, afirmou a empresa.

Segundo a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, o coronavírus fez com que o crescimento mundial caísse entre 0,1 e 0,2, mas enfatizou que ainda é muito difícil avaliar seu impacto na economia.

A Apple não é o primeiro grupo a modificar suas previsões devido à epidemia.

O grupo especializado em bebidas alcoólicas Pernod Ricard revisou suas metas de resultados anuais na semana passada. A China, seu segundo mercado, é onde são feitas 10% de suas vendas globais.

A indústria de luxo está particularmente preocupada. Kering, dona de marcas como Yves Saint Laurent e Gucci, entre outras, também registrou um declínio acentuado em suas vendas na China, e a grife de moda londrina Burberry alertou para um “impacto negativo importante”.

– Perdas nos parques da Disney –

Vários fabricantes de automóveis também foram igualmente afetados pela crise de saúde em Wuhan. Nessa região estão instalados DongFeng, o segundo fabricante na China, vários subempreiteiros, bem como os grupos franceses Renault e PSA.

A japonesa Toyota e a alemã Volkswagen tiveram que adiar o reinício da produção em suas fábricas de montagem.

A Tesla, construtora de veículos elétricos de ponta, anunciou durante a publicação de seus resultados no final de janeiro que sua fábrica de Xangai permanecerá fechada por ordem do governo chinês, o que causará atrasos na produção de seu Model 3 e poderá afetar levemente os ganhos trimestrais.

Por seu lado, a gigante do entretenimento Disney estimou que seus parques de diversão em Xangai e Hong Kong poderiam perder um total de 280 milhões de dólares se permanecerem fechados por dois meses.

E em Bruxelas, o presidente do Eurogrupo, que reúne os 19 ministros da economia da zona do eruo, afirmou segunda-feira que espera um impacto “temporário” do novo coronavírus no crescimento europeu.

“O surgimento e disseminação do coronavírus e seu impacto na saúde pública, na vida humana e na atividade econômica são uma fonte de crescente preocupação”, afirmou a Comissão Europeia na quinta-feira em comunicado.

Fonte: IstoÉ

Banco Central monta centro para acelerar a criação de fintechs

Criado há dois anos, Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas atua na fase de testes de novos projetos digitais

ANDRÉ DUSEK/AGÊNCIA ESTADO
ANDRÉ DUSEK/AGÊNCIA ESTADO

Um dos mais fechados e sisudos órgãos do governo, o Banco Central tem aberto suas portas para startups de inovação em serviços para o sistema financeiro. O fiscal da economia virou ambiente favorável para acelerar protótipos de tecnologia avançada. Com apoio do BC, as fintechs, como são chamadas essas startups financeiras, desenvolvem projetos lado a lado com técnicos que elaboram as normas regulatórias do mercado brasileiro.

Criado há dois anos, o ainda pouco conhecido Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (LIFT) lança, em março, a terceira chamada de inscrição para novos projetos. A experiência tem dado resultado. Protótipos “acelerados” no LIFT já começaram a receber aportes de investidores interessados nas fintechs (mais informações nesta página). O projeto foi inspirado na experiência do Banco da Inglaterra e da autoridade monetária de Cingapura.

A iniciativa ganha fôlego redobrado na esteira do avanço tecnológico das últimas décadas, que tem mudado o jeito como os serviços financeiros são oferecidos e mexido com os grandes bancos. Nesse novo ambiente digital, os processos são mais simples e têm custo mais barato para o consumidor.

“Durante muito tempo, o BC foi acusado de ser uma caixa-preta e de estar fechado em si. O LIFT rompe esse paradigma e coloca o banco numa postura de abertura e diálogo”, diz a diretora de administração do BC, Carolina de Assis Barros.

Ela explica que o LIFT não é um propriamente uma incubadora (que atua na fase de criação de um protótipo), mas uma aceleradora de desenvolvimento do projeto.

Essa é uma segunda fase do processo de inovação, quando o projeto ganha corpo e entra na etapa de teste, com clientes de verdade.

Para o BC, o LIFT é uma oportunidade de diminuir a curva de aprendizado. Segundo Carolina, esse aprendizado precisa ser rápido para que o órgão regulador acompanhe e valide as regras necessárias para dar segurança aos clientes desses novos serviços.

A diretora conta que o banco percebeu que tinha de estar no nascedouro dessas tecnologias para lidar com o sistema financeiro do futuro, que é digital. “Olhamos o projeto e vemos coisas que não necessariamente eles estejam vendo. Temos o olhar regulatório”, diz.

Parcerias. Um projeto aceito no LIFT recebe cooperação de diferentes áreas do banco e de empresas como IBM, Oracle, Amazon e Microsoft. Essas parceiras oferecem o ambiente virtual onde o protótipo é desenvolvido. No primeiro ano do LIFT, dos 18 projetos selecionados, 12 chegaram ao final. No segundo, 20 foram escolhidos e 17 terminaram o protótipo.

O BC não recebe no LIFT qualquer ideia. Ela tem que estar alinhada à agenda “BC#”, cronograma do banco para implementação de novas tecnologias. Muitas começam a sair em 2020, depois que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, decidiu acelerar essa agenda.

Todo o desenvolvimento é feito no ambiente das empresas de tecnologia. Na incubação, as empresas têm reuniões com técnicos do BC, metas e avançam até a entrega do produto.

Aristides Cavalcante, chefe adjunto do Departamento de TI do BC, diz que o ambiente virtual recebe projetos de várias regiões do País e também do exterior. Na primeira edição, duas empresas eram da Califórnia. Ter o selo do LIFT ajuda para que os projetos recebam aportes no futuro. “Não é só uma ideia incubada. É um protótipo com início, meio e fim.”

MAIS SOBRE O ASSUNTO

Incubação
O “selo” do Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (LIFT) do Banco Central já abriu caminho para investimentos nas startups que ficaram incubadas. Recém-adquirida pela Valid – multinacional brasileira que presta serviços digitais e fabrica cartões bancários –, a fintech BluPay passou pelo LIFT.

Foi justamente a experiência na aceleradora que atraiu o interesse da Valid. A empresa, listada na B3 e com presença em 16 países, comprou 51% da BluPay para crescer na oferta de transações digitais.

A ideia é oferecer uma plataforma de pagamento instantâneo, inovação que está em fase de regulação pelo BC e que faz parte da agenda de medidas para aumentar a competição no fechado clube do sistema bancário em que grandes bancos dominam o mercado.

Fundador da BluPay, Rubens Rocha diz que o LIFT proporcionou bastante troca e funcionou como porta de acesso para a fintech. “Para quem está tentando pensar em novas alternativas para o setor financeiro, se aproximar quem de fato tem o controle da execução da regulamentação do nosso sistema financeiro funciona com uma ponte muito importante”, conta Rocha.

Com uso da blockchain, tecnologia que faz o registro de uma transação de moeda virtual, o produto desenvolvido pela BluPay já nasce em conformidade com a regulamentação de pagamento instantâneo do BC. Unindo conceitos do open banking (troca de informações dos dados dos clientes entre as instituições), a plataforma pretende integrar as diversas pontas – pessoas, governo e empresas – para fazer a movimentações de recursos de forma instantânea. O pagamento poderá ser feito em até 20 segundos usando uma infraestrutura que o BC colocará à disposição a partir de fevereiro.

Rocha explica que a plataforma faz esse serviço com mais velocidade e trazendo uma garantia e um sistema 100% auditado e com rastreabilidade. O BC criou um calendário de homologação dessa plataforma com entrada de produção em novembro deste ano.

“O nosso interesse é caminharmos de maneira bastante agressiva para migração e complementaridade de serviços de transações”, conta Maurício Menezes, diretor da Valid.

A Nobli, fintech de crédito pessoal, é outra startup que recebeu aporte de recursos depois de testar seu produto na aceleradora do BC. O investimento veio da Redpoint eventures, gestora que investe em startups em fase inicial por meio de rodadas sucessivas de captação, muitas vezes com investidores diferentes. “A empresa cresce num mês o que uma empresa tradicional leva um ano”, diz Anderson Thees, fundador da Redpoint.

Para ele, o LIFT mostra que o órgão regulador do sistema financeiro brasileiro está aberto à inovação. “É muito bacana e são poucos países que tem um BC atento com o potencial da fintechs”, ressalta. Um dos grandes riscos para o investidor de empresas inovadoras é justamente o regulatório. “A mensagem do agente regulador é que a inovação tem vida.”

Fonte: Metropoles

Frigoríficos: Acordo entre DF/MG ok agora a luta é DF/GO

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Após várias reuniões e o descontentamento de alguns Frigoríficos de Basília o Governo do Distrito Federal (GDF) firmou convênio com Minas Gerais (MG) para a importação de gado a ser abatidos no território distrital, com redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS),

“Agradecimentos ao Governador Ibaneis, Secretário José Humberto, Secretário Dilson Rezende, Secretário Andre Clemente e ao Conselho de Deswenvolvimento do DF – CDDF que não mediu esforços para que chegassemos a aprovação deste acordo”, disse Julio do Frigorifico Natural Carnes”.

Mesmo diante da equiparação da alíquota entre DF/MG os Frigoríficos que mais abatem animais do DF dentre eles o Natural Carnes que juntos hoje abatem em torno de 8 mil animais mês, ficaram em situação difícil, o preço do animal de MG é muito maior que o de GO

O Governo do DF mantinha essa parceria desde 2008 com Goiás, de onde trazia os bovinos para abastecimento de mercados e frigoríficos. Recentemente a concessão passou a ser renovada de três em três meses, uma insegurança total e recentemente o estado de Goiás não renovou o convênio causando um grande transtorno na distribuição de carne no DF o imposto era impraticável e girava em torno de 12% para 3% a alíquota tributária sobre o animal.

“Se o frigorífico daqui comprar a carne muito cara, ele obviamente vai vender mais cara. Antes, a gente operava com Goiás, que tem grande criação de gado. Só que, diante das dificuldades nas negociações políticas com o vizinho, procuramos Minas Gerais para que o cidadão não seja o principal prejudicado”, explicou o secretário de Economia do DF, André Clemente.

O Frigorifico Natural Carnes, esta a 15 dias com os funcionários parados, gerando mais despesas, para que não haja demissão foi sugerido uma alternativa da compra do animal já abatido para que o abastecimento do DF não pare.

Após a ultima reunião o deslocamento dos donos de Frigoríficos para Goiás é essencial para uma reunião pessoal entre os Frigoríficos, Governo do DF e o Governo de Goiás, que esta em negociação para a semana que vem.

DECRETO 47.848, DE 30-1-2020
(DO-MG DE 31-1-2020)
REGULAMENTO – Alteração
Governo altera o RICMS com relação à redução de base de cálculo
Esta modificação no Decreto 43.080, de 13-12-2002 – RICMS-MG, dispõe sobre a redução de base de cálculo do ICMS na operação
interestadual com bovino proveniente dos municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal – RIDE -, para ser abatido
no Distrito Federal.
O GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS, no uso de atribuição que lhe confere o inciso VII do art. 90 da Constituição do Estado e
tendo em vista o disposto na Lei nº 6.763, de 26 de dezembro de 1975, e no Convênio ICMS 98, de 5 de julho de 2019,
DECRETA:
Art. 1º – A Parte 1 do Anexo IV do Regulamento do ICMS – RICMS –, aprovado pelo Decreto nº 43.080, de 13 de dezembro de 2002, fica
acrescida do item 59, com a seguinte redação:

59 Saída de gado bovino em operação interestadual promovida por
produtor rural localizado nos municípios de Arinos, Buritis, Cabeceira
Grande e Unaí, componentes da Região Integrada de Desenvolvimento
do Distrito Federal e Entorno – RIDE –, criada pela Lei Complementar nº
94, de 19 de fevereiro de 1998, para abate em estabelecimento
frigorífico localizado no Distrito Federal.
57,14 31/08/2020 Convênio ICMS
98/19
59.1 O estabelecimento frigorífico abatedor localizado no Distrito Federal
credenciado a receber o gado para abate será informado pela Secretaria
de Economia do Distrito Federal e identificado mediante publicação de
portaria da Superintendência de Tributação – SUTRI –, a qual indicará
ainda a quota mensal de bovinos relativa a cada estabelecimento
credenciado.
59.2 No documento fiscal que acobertar a saída, além das demais indicações
previstas na legislação tributária, deverá constar, no campo
“Informações Complementares”, a expressão “Base de cálculo reduzida
nos termos do Convênio ICMS 98/19” e o número da portaria SUTRI.
59.3 A redução de base de cálculo de que trata este item fica condicionada a
que o estabelecimento frigorífico abatedor localizado no Distrito
Federal:
a) esteja identificado em portaria da Superintendência de Tributação –
SUTRI;
b) se manifeste sobre sua participação na operação acobertada pela
Nota Fiscal Eletrônica – NF-e –, modelo 55, nos termos do Ajuste SINIEF
7, de 30 de setembro de 2005;
c) emita a correspondente NF-e de entrada, no momento do
recebimento da mercadoria, na hipótese em que as operações sejam
acobertadas por notas fiscais diversas da indicada na alínea anterior,
informando no campo “Informações Complementares”:
1 – o número da Nota Fiscal de Produtor, sua data de emissão, o
nome/razão social do produtor e a inscrição estadual;
2 – a expressão: “Nota Fiscal emitida nos termos do Convênio ICMS
98/19”.
59.4 O não atendimento das condições constantes do subitem 59.3, bem
como das demais condições constantes da legislação, acarretará a
perda do benefício com a cobrança integral do imposto e dos
acréscimos legais.

”.
Art. 2º – Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
ROMEU ZEMA NETO

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Fonte: http://egnews.com.br