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sexta-feira, julho 10, 2020

Governo estuda aumentar limite de crédito do BB e da Caixa para empresas

Programa é aposta de Bolsonaro para destravar crédito para ajudar micro e pequenos negócios; bancos estão entre os que mais emprestam

O Ministério da Economia estuda ampliar o limite do Banco do Brasil e da Caixa Econômica no Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), aposta do governo Bolsonaro para destravar o crédito para socorrer micro e pequenos empresários na crise, apurou o Estadão/Broadcast com três fontes, que aceitaram falar na condição de anonimato.

Juntos, os dois bancos públicos já emprestaram mais de R$ 5 bilhões. Os concorrentes privados, por sua vez, ainda não começaram a operar a linha.

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, admitiu nessa terça-feira (7/7) que os recursos do Pronampe terão de ser revistos. “Já estamos preocupados, porque recursos do Pronampe vão terminar em breve”, admitiu, durante audiência pública virtual da Comissão Mista do Congresso que acompanha as medidas ligadas à pandemia do novo coronavírus.

Diante disso, o Ministério da Economia teria solicitado ao Banco do Brasil, que administra o Fundo Garantidor de Operações (FGO), responsável por garantir as operações, rever os limites do programa. São duas consultas, explica uma fonte. De um lado, a pasta solicitou uma análise sobre a possibilidade de aumentar o limite dos bancos de maneira geral. Também pediu um estudo com foco somente no próprio BB e na Caixa, o que poderia elevar o limite apenas das instituições públicas, que têm sido as mais atuantes no programa.

orçamento total do Pronampe é de R$ 18,7 bilhões, a partir de R$ 15,9 bilhões que foram aportados em recursos do Tesouro no FGO para serem utilizados como garantias. Cada banco tem direito a um pedaço desses recursos, que varia conforme o porte das instituições. “A divisão inicial foi simplista. Foi em torno de 20% para cada um dos cinco grandes bancos. Não faz muito sentido isto. Então, é natural um ajuste”, diz uma fonte, que prefere não ser citada.

O BB foi o banco que mais emprestou no Pronampe até agora. O banco contratou R$ 3,3 bilhões e espera alcançar o teto, de R$ 3,7 bilhões, ainda nesta semana. Em operações, já foram quase 54 mil, conforme informações exclusivas obtidas pelo Estadão/Broadcast. A Caixa liberou R$ 1,84 bilhão em um total de 22,32 mil contratos, de acordo com balanço do banco até às 19h desta quarta-feira (8/7).

Caso o limite de BB e Caixa seja alterado, a fatia para os rivais privados pode se reduzir. Gigantes como Itaú Unibanco e Bradesco, por exemplo, ainda não deram o pontapé na modalidade. As justificativas para não terem começado a operar o Pronampe vão de questões burocráticas, e que impedem a oferta em larga escala e em canais digitais, ao retorno da linha, considerado baixo.

Na semana passada, o vice-presidente de agronegócio e governo do BB, João Pinto Rabelo, disse que o Pronampe havia atraído o interesse de 23 instituições financeiras. Desse grupo, 14 entregaram a documentação ao BB, que administra o Fundo Garantidor de Operações, e 5 já tiveram a adesão formalizada.

O Pronampe é mais uma tentativa do governo Bolsonaro de fazer o crédito chegar às mãos dos micro e pequenos negócios. Procurado, o Ministério da Economia não comentou. BB e Caixa também não se manifestaram.

Fonte: Metropoles

Durante pandemia, 7,8 milhões de brasileiros perderam emprego, diz IBGE

Taxa de desemprego passou de 11,6% no trimestre até fevereiro para 12,9% no trimestre até maio, com base em dados do instituto

HUGO BARRETO/METRÓPOLES

Cerca de 7,8 milhões de brasileiros perderam o emprego durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. O número representa 8,3% da população ocupada.

A taxa de desemprego passou de 11,6% no trimestre até fevereiro (entre dezembro do ano passado e fevereiro deste ano) para 12,9% no trimestre terminado em maio (março-maio).

Hoje, 12,7 milhões de brasileiros estão desempregados.

“É uma redução inédita na pesquisa e atinge principalmente os trabalhadores informais. Da queda de 7,8 milhões de pessoas ocupadas, 5,8 milhões eram informais”, destaca a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

Políticos com alto patrimônio aparecem na lista do auxílio

Lançamento do aplicativo CAIXA|Auxílio Emergencial
Candidatos com bens acima de R$ 1 milhão nos últimos pleitos foram aprovados para o benefício

Aplicativo do auxílio emergencial ao trabalhador Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr

Um levantamento feito pelo jornal O Globo encontrou pelo menos 136 políticos com patrimônio declarado acima de R$ 1 milhão e que aparecem como beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600 pago pela Caixa Econômica.

As informações, que constam na base de dados do Ministério da Cidadania e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atestaram que candidatos a cargos públicos nas eleições de 2016 e 2018 aparecem como aprovados para o benefício e já começaram a receber as parcelas.

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Na lista em questão, existem postulantes a cargos de prefeito, vice-prefeito, vereador e deputado estadual e federal. Segundo a Dataprev, responsável pelo cruzamento de dados do auxílio emergencial, nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Cidadania, não houve “previsão legal para verificação do patrimônio dos requerentes” e os dados do TSE só foram usados para identificação de mandato eletivo.

Um dos políticos aprovados no auxílio foi Hélio Raimundo, ex-prefeito de Vila Boa (GO), entre 2013 e 2016, pelo PSD. Em 2016, quando tentou se reeleger, Raimundo declarou ao TSE ter mais de R$ 5 milhões em bens, distribuídos em uma casa, um loteamento, uma fazenda de mais de mil hectares, quatro lotes e um veículo na garagem. No dia 27 de abril, ele entrou com a documentação para receber o auxílio e foi aprovado no dia 15 de maio.

Em sua defesa, Raimundo disse estar desempregado e afirmou que vendeu o patrimônio para pagar dívidas de campanha em 2012 e 2016, além de enfrentar um bloqueio judicial. Apesar de, oficialmente, os custos das campanhas serem registrados como R$ 67 mil e R$ 23 mil, o ex-prefeito afirma que as eleições custaram R$ 2 milhões. Omitir gastos de campanha, porém, é caracterizado crime eleitoral.

– Esse é o declarado, a gente não declara tudo. Não tem como declarar (todos os gastos para TSE), eu gastei uns R$ 2 milhões na campanha de 2016 – disse.

Outro nome a constara na lista de beneficiários é de Gil Diniz Neto, que foi candidato a vice-prefeito de Contagem (MG) pelo DEM, e tem patrimônio declarado de R$ 7,6 milhões. Contatado, ele disse não saber que constava da lista dos beneficiados.

– Não estou sabendo que estou recebendo, foi até bom você ligar. Vou ver o que aconteceu, não sei o que pode ter sido — disse.

Em nota, o Ministério da Cidadania informou que faz parcerias com a Controladoria-Geral da União (CGU) e com o Tribunal de Contas da União (TCU) para averiguar inconsistências. Segundo a pasta, quem burlar a legislação terá de ressarcir os cofres públicos dos valores recebidos, além de sanções civis e penais.

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: Pleno.News

Após CLDF não aprovar Refis, Fecomércio fala em “desornamento do setor”

Entidade defendeu que projeto visava incentivar a regularização do setor produtivo e incrementar a arrecadação local

 

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) lamentou, nesta terça-feira (23/06), a rejeição da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) ao Programa de Incentivo à Regularização Fiscal (Refis).

Depois de muito debate, a Casa não aprovou o projeto de autoria do Governo do DF (GDF). O PL recebeu 12 votos favoráveis, 5 contrários e 7 abstenções, mas precisava de 16 “sim” para ser aprovado.

O governo tem a receber cerca de R$ 33 bilhões, inscritos na dívida ativa. O projeto original previa a arrecadação de, pelo menos, R$ 326 milhões. Na avaliação do Executivo, a medida também seria um alívio financeiro para a crise desencadeada pelo novo coronavírus no DF.

Pouco antes do começo do debate, às 16h24, a transmissão da sessão remota foi suspensa. Segundo o presidente da Casa, deputado Rafael Prudente (MDB), parlamentares e governo precisavam do tempo para alinhamento na votação do Refis.

O debate longe das câmeras durou até as 17h18. Os deputados distritais apresentaram 59 emendas no plenário. No entanto, o presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças, Agaciel Maia (PL), rejeitou todas.

O deputado Roosevelt Vilela (PSB) lamentou a decisão da CEOF. No entanto, o parlamentar pediu destaque de parte das emendas, incluindo a discussão do ponto polêmico do projeto: o desconto de 50% na dívida principal.

Do ponto de vista de Chico Vigilante (PT), a proposta de redução pela metade é inconstitucional. “Quem pagou seus impostos regularmente fica com cara de otário”, afirmou. “O governo não pode chancelar que a sonegação compensa”, completou.

O desconto de 50% na dívida principal também foi criticado pelo deputado Eduardo Pedrosa (PTC). Na leitura do parlamentar, a medida oferece uma “vantagem competitiva” para os empresários sonegadores.

Coronavírus

A deputada Júlia Lucy (Novo) defendeu o projeto do GDF, destacando o momento de crise causado pela pandemia do novo coronavírus. Para a parlamentar, o Executivo precisa tomar medidas arrojadas.

O deputado Robério Negreiros (PSD) compartilhou o posicionamento favorável ao governo. O distrital lembrou que edições anteriores do Refis não tinham desconto dessa monta e não geraram resultados.

Segundo o líder do governo, Cláudio Abrantes (PDT), a postura do Buriti não é intransigente na relação com a CLDF. O parlamentar citou que o Executivo retirou o projeto do Passe Livre, por exemplo. Mas, nesse caso, o Palácio do Buriti precisou marcar posição.

“O abatimento de 50%, que está sendo tão alardeado, é (de dívidas) até 2002”, justificou. Abrantes destacou que este era o Refis possível para gerar resultados e superar a arrecadação “pífia” de outras edições.

Rodrigo Delmasso (Republicanos) ressaltou que o projeto de lei é constitucional e legal, partindo, inclusive, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), incluindo a possibilidade de desconto na dívida principal.

O presidente da Casa, Rafael Prudente, também tentou sensibilizar os parlamentares a favor do projeto do GDF.

Proposta original

Segundo o texto original, o pagamento poderia ser realizado à vista ou em até 120 meses. Quanto menor a quantidade de parcelas, maior seria o desconto. Para pagamentos realizados em até cinco parcelas, o desconto era de 95%.

Em caso de parcelamentos acima de cinco parcelas, os descontos variavam de 50% a 90%.

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O valor mínimo da parcela seria de R$ 100 para pessoa física e de R$ 400 para pessoa jurídica. Do ponto de vista do secretário de Assuntos Parlamentares, Bispo Renato, a aprovação da proposta inicial era fundamental para a manutenção de outros projetos como o Procred.

Fonte: Metropoles

Programa tenta facilitar acesso a crédito para pequenos e médios empreendedores

Medida anunciada pelo governo vai conceder garantias a agentes financeiros para liberar empréstimos a empresários atingidos pela pandemia; aporte total será de R$ 20 bilhões

As pequenas e médias empresas terão mais facilidade em acessar empréstimos durante o período de crise gerado pelo novo coronavírus. Essa é a promessa do governo federal, que lançou nessa semana o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito. O objetivo é dar aos agentes financeiros garantias para a concessão de empréstimos.

De acordo com o Ministério da Economia, o programa deve estar regulamentado e em operação até o final de junho. As garantias previstas na lei serão oferecidas aos empréstimos realizados até 31 de dezembro de 2020 por empresas que tiveram faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões no ano passado.

O economista do Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais (Ibmec) Ricardo Rangel explica que a MP 975, que institui o Programa, vai auxiliar as empresas que, nesse período de crise, enfrentam dificuldades em acessar o crédito. “Isso acontece porque as instituições financeiras, para concederem o crédito, exigem garantias dos empreendedores. E nem sempre eles têm garantias suficientes”, comenta.

As garantias às instituições financeiras virão do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Até o final do ano, serão disponibilizados cerca de R$ 20 bilhões para essa medida, dividido em quatro parcelas. De imediato, serão aportados R$ 5 bi.

“O FGI vai oferecer as garantias que esses empreendedores não têm condição de oferecer aos bancos”, esclarece. Uma parte do empréstimo que o empresário buscar por meio da instituição financeira será garantida ao FGI. Segundo a pasta, para cada R$ 1 destinado ao Fundo, estima-se que possa destravar até R$ 5 reais em financiamentos. “O empresário não vai precisar oferecer todas as garantias exigidas pelas financeiras, porque boa parte delas será oferecida pelo Fundo”, completa Rangel.

Com a medida, o governo espera atender empresas em todo o Brasil que empreguem, juntas, mais de três milhões de trabalhadores. A utilização dos recursos será livre e a ideia é que as empresas reforcem o capital de giro.

Programa vai facilitar acesso ao crédito por pequenos e médios empreendedores/ crédito: Pedro Sousa

Ricardo Rangel alerta que os beneficiários poderão ser responsabilizados em caso de inadimplência. “A MP é bem clara nesse sentido. Não é dinheiro dado a fundo perdido, é um empréstimo. O que o FGI vai fazer é dar a possibilidade de as instituições financeiras não exigirem todas as garantias dos empreendedores, apenas uma parte, mas elas vão reaver os créditos que ficarem inadimplidos.”

O programa vem em um momento em que o mundo todo enfrenta a pandemia do novo coronavírus. Para o economista, ainda é difícil precisar em quanto tempo a economia se recuperará depois de passada a doença. “É uma incerteza muito grande, é algo muito novo. É muito complicado estimar em quanto tempo tudo voltaria à normalidade que tínhamos pré-pandemia. Agora, sem dúvida, esse programa emergencial é muito importante para reiniciar a atividade econômica dessas empresas”, completa.

Pronampe

A iniciativa para os pequenos e médios empresários soma-se à do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). De acordo com o gerente da unidade de políticas públicas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Silas Santiago, a maior dificuldade dessa categoria em meio à pandemia é a sobrevivência.

“Muitas tiveram que paralisar atividades e muitas tiveram que fechar as portas. Alguns setores conseguiram alternativas de funcionar por delivery ou pela internet, pela digitalização dos serviços, mas a grande dificuldade foi a gestão de caixa, que estava sem receita para cobrir receitas”, relata.

Santiago comenta que a instituição optou por políticas públicas que pudessem auxiliar os micro e pequenos empreendedores durante a pandemia, com a prorrogação de obrigações, como tributos, e medidas para gerenciar mão de obra da empresa, como redução da jornada e suspensão dos contratos de trabalho. “O Sebrae procurou estar junto a essas empresas nesse período difícil de pandemia”, garante.

A MP que institui o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito altera alguns pontos do Pronampe, incluindo o parágrafo 4º do artigo 6º. A nova redação diz que as instituições financeiras participantes operarão com recursos próprios e poderão contar com garantia a ser prestada pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO) de até 100% do valor de cada operação. Antes, esse limite era de 85%.

“O Pronampe foi muito importante para esse público, é uma das apostas do Sebrae para que o crédito chegue a micro e pequenas empresas. Nesse momento, as empresas vão buscar mais o dinheiro para custeio, o capital de giro, que é o que está fazendo falta nesse momento difícil”, diz Santiago.

Pesquisa: todo seu trabalho em 2020 serviu, até agora, para pagar impostos

Levantamento apontou que brasileiro trabalhou 151 dias neste ano para pagar tributos, como impostos, taxas e contribuições

Pesquisa: todo seu trabalho em 2020 serviu, até agora, para pagar impostosKRISANAPONG DETRAPHIPHAT/GETTY

 

O brasileiro trabalhou, em 2020, até o último sábado (30/05) para pagar os tributos (impostos, taxas e contribuições) cobrados pelos governos federal, estadual e municipal.

Isso significa que a tributação representa atualmente 41,3% da renda do trabalhador, de acordo com o estudo. Essa taxa é quase a mesma registrada em 2019, que foi de 41,8%.

“Isso denota que realmente temos uma carga tributária no país bastante elevada”, analisa o instituto, que disse ter levado em consideração a pandemia do coronavírus.

Mas fica bem à frente de vizinhos sul-americanos, como Argentina e Uruguai, e de países como Estados Unidos, Coreia do Sul, Canadá e Reino Unido. Veja a lista:

NÚMERO DE DIAS TRABALHADOS PARA PAGAR TRIBUTOS – DIFERENÇAS ENTRE OS PAÍSESnúmero de dias trabalhados para pagar tributos – diferenças entre os países
Número de dias trabalhados para pagar tributos – diferenças entre os países

Em outro estudo, foi identificado que, entre os 30 países com maior carga tributária do mundo, o Brasil é o que dá o pior retorno em relação aos valores arrecadados.

O resultado consta no Índice de Retorno ao Bem Estar da Sociedade (Irbes), também elaborado pelo IBPT. A fonte dos dados apresentados foi a OCDE.
Fonte: Metropoles

Caixa libera saques da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600

Neste sábado, poderão sacar os 2,6 milhões de beneficiários nascidos em janeiro. Agências ficam abertas até meio-dia

Aglomeração em agência da Caixa em CeilândiaHUGO BARRETO/METROPOLES

Beneficiários do auxílio emergencial que receberam a primeira parcela até o dia 30 de abril e fizeram o cadastro pelos canais da Caixa Econômica Federal poderão sacar, a partir deste sábado (30/5), a segunda parcela da ajuda em dinheiro.

Além disso, o banco escalonou os pagamentos. Neste sábado, poderão sacar os 2,6 milhões de beneficiários nascidos em janeiro. Essa regra vale também para quem indicou contas de outros bancos para receber a ajuda. Confira abaixo o calendário completo:

CAIXA/DIVULGAÇÃO

Fonte: Metropoles

INSS paga 2ª parcela do 13º a aposentados que ganham mais de R$ 1.045

Beneficiários terão direito ao crédito a partir desta segunda-feira (01/06). Crédito foi antecipado devido à pandemia de coronavírus

AGÊNCIA BRASIL

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que recebem acima de um salário mínimo começam a receber a 2ª parcela do 13º salário a partir desta segunda-feira (01/06). Os pagamentos foram antecipados pelo governo federal para ajudar no alívio financeiro das famílias atingidas pela pandemia do novo coronavírus.

O crédito para aqueles que recebem até um salário mínimo continua. O depósito do abono segue até a próxima sexta-feira (5/6).

Confira o calendário de pagamento, organizado a partir do número final do cartão do benefício:

  • Grupos 1 e 6 – 1º de junho
  • Grupos 2 e 7 – 2 de junho
  • Grupos 3 e 8 – 3 de junho
  • Grupos 4 e 9 – 4 de junho
  • Grupos 5 e 0 – 5 de junho

REPRODUÇÃO/INSStabela de pagamento da 2ª parcela do 13º

Fonte: Metropoles

Governo libera R$ 15,9 bilhões de crédito a microempresas

MP assinada pelo presidente Jair Bolsonaro cria o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte

Governo libera 15,9 bilhões para programa de crédito a microempresas Foto: USP Imagens/Marcos Santos

O governo publicou nesta quarta-feira (27) uma Medida Provisória (MP) para liberar R$ 15,9 bilhões em recursos do Tesouro que serão usados como garantia de empréstimos a micro e pequenas empresas.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que criou o programa de crédito destinado a esses segmento. O texto estabelece o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

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A ideia é que ele sirva a essas companhias de forma permanente, não apenas no período de pandemia do novo coronavírus.

A edição da MP é mais um passo para a efetivação do programa, mas não é suficiente para destravar o processo. Pequenos negócios que precisam desses recursos ainda precisarão esperar uma regulamentação a ser feita pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Os bancos que fizerem parte do programa terão de operar com recursos próprios para conceder os créditos às empresas. No entanto, contarão com garantia aportada pelo Tesouro de até 85% do valor de cada operação.

Isso significa que, em caso de não pagamento do débito pela empresa, o governo arca com 85% da perda.

A linha de crédito para a empresa corresponderá a 30% da receita bruta anual registrada pela companhia.

No caso de empresas com menos de um ano de funcionamento, o limite pode ser de até 50% do seu capital social ou de até 30% da média do seu faturamento mensal–o que for mais vantajoso.

O dinheiro emprestado pode ser usado para o financiamento da atividade empresarial e para capital de giro, mas está vedado o seu emprego para a distribuição de lucros e dividendos.

De acordo com a lei, a taxa de juros anual máxima aplicada no programa é igual à Selic, acrescida de 1,25%. Já o prazo de pagamento é de 36 meses.

*Folhapress

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: Pleno.News

Economia global depende mais do que nunca de descoberta de vacina

Enquanto partes da economia global se preparam para a reabertura, fica cada vez mais claro que a recuperação total da pior crise desde a década de 1930 será impossível sem uma vacina ou tratamento para o novo coronavírus.

Consumidores permanecerão ansiosos, e empresas ficarão de mãos atadas por medidas como medições de temperatura e regras de distanciamento nos locais de trabalho, restaurantes, escolas, aeroportos, estádios e muito mais.

A China, a primeira grande economia atingida pelo vírus e a primeira a emergir do confinamento, conseguiu retomar a produção, mas não a demanda. A lição para outras economias: o caminho da normalidade será de paradas e reinícios.

Há também o risco de novos surtos. Cerca de 108 milhões de pessoas na região nordeste da China foram submetidas a vários níveis de confinamento em meio a um novo foco de infecções. Médicos também têm observado mudanças nos novos casos de coronavírus da região, sugerindo que o vírus pode estar passando por mutações de maneiras desconhecidas.

Na Coreia do Sul, onde o vírus foi controlado sem medidas rígidas de isolamento social, os gastos do consumidor permanecem fracos diante de casos que continuam a aparecer.

A resposta da Suécia, altamente debatida, deixou grande parte da economia funcionando, mas o país ainda pode registrar a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial.

Isso significa que governos globais, que já anunciaram trilhões de dólares em apoio fiscal e monetário, precisarão manter os estímulos para evitar ainda mais falências de empresas e demissões. O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, alertou que uma recuperação completa só será possível com a ajuda dos cientistas, um alerta ecoado pelo presidente do banco central australiano.

“Se não conseguirmos avanços na área médica, acho que será uma recuperação bastante lenta”, disse o presidente do banco central da Austrália, Philip Lowe, na semana passada.

Carmen Reinhart, professora da Universidade Harvard e recém-nomeada economista-chefe do Banco Mundial, tem uma mensagem semelhante.

“Não teremos algo parecido com a normalização total, a menos que (a) tenhamos uma vacina e (b) – e isso é muito importante – se a vacina estiver acessível à população global em larga escala”, disse em entrevista à Harvard Gazette.

Pesquisa realizada pelo Bank of America com gestores de recursos revelou que o maior obstáculo seria uma segunda onda do vírus, o que significa que restrições teriam que ser impostas novamente. Apenas 10% esperam uma recuperação rápida, disse o banco em relatório.

A fusão de quando fármacos bem-sucedidos serão encontrados e quando as economias voltarão ao normal domina o clima nos mercados financeiros

“Existe uma recompensa global pelo vírus”, disse Stephen Jen, que administra a empresa de consultoria e hedge fund Eurizon SLJ Capital, em Londres.

“Não vejo como pode ser mais sensato investidores apostarem no vírus do que apostar em ciência, tecnologia e capital político e financeiro ilimitado no mundo para conter e derrotar o vírus.”

Fonte:Uol