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terça-feira, setembro 17, 2019

Paulo Octavio reúne funcionários para discutir estratégias de inovação

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé

Empreender e inovar faz parte do DNA da Paulo Octávio Empreendimentos. E nada melhor do que nos atualizar seus colaboradores sobre as tendências, sem esquecer que os profissionais são a essência de qualquer serviço.

O Empresário reuniu 160 colaboradores durante quatro finais de semana para discutir estratégias de inovação. A empresa acredita que só unindo tecnologia e pessoas pode alcançar os melhores resultados.

Com essa capacitação oferecer a melhor experiência para nossos clientes dos shoppings Brasília ShoppingTerraço ShoppingTaguatinga Shopping e JK Shopping DF.

“A gente acredita que só unindo tecnologia e pessoas poderemos alcançar os melhores resultados”, disse Paulo Octávio.

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Fonte: http://egnews.com.br

Após virar autarquia local, Junta Comercial fica mais ágil, porém mais cara

Junta Comercial do Distrito Federal consegue dobrar entregas de certidões, como a de abrir um negócio, após se tornar autarquia local. Mas os preços, que antes eram subsidiados pela União, tiveram um reajuste expressivo

Dois meses depois de a Junta Comercial, Industrial e de Serviços do Distrito Federal (Jucis/DF) passar a integrar a estrutura administrativa do Governo do Distrito Federal (GDF), o número de processos concluídos dobrou. A média de entrega de certidões por mês era 700, quando a junta ainda era controlada pela União. Após a mudança, o rendimento passou para 1.400. Se por um lado, o serviço de registros das atividades comerciais e empresariais está mais rápido, também ficou mais caro.

Com a nova tabela de preços (e com o fim dos subsídios da União), adotada antes mesmo da Jucis ser uma autarquia distrital, o comerciante chega a pagar 767% a mais por determinados procedimentos. Para abrir uma empresa, por exemplo, antes do reajuste, as certidões custavam R$ 30. Atualmente, o valor é de R$ 160, um aumento de 400%. Para fechar um negócio, a variação é de 650%, passando de R$ 20 para R$ 150.

Os novos valores assustaram os usuários. “Imagine parar no tempo e, de uma hora para outra, fazer o reajuste que não era feito há décadas. Isso aconteceu e o impacto foi muito grande”, afirma o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento (Sescon-DF DF), Marco Aurélio Gomes de Sá. Ele acredita, porém, que a agilidade na prestação do serviço justifica, pelo menos por enquanto, os preços. “Está correspondendo às necessidades do mercado brasiliense, que precisava de ações de fomento à economia local.”

O fim da gestão federalizada era uma reivindicação do setor empresarial, que buscava processos menos burocráticos e mais rápidos. Até então, o DF era a única unidade da Federação que não possuía a sua própria junta. “Esperamos que, a partir de agora, os gestores consigam equilibrar melhor essa equação. Porque o custo do tempo está muito melhor, mas o de preço precisa ser trabalhado”, opina Marco Aurélio.

Mudanças e projetos

O presidente da junta, Walid de Melo, conta que julho foi um mês em que o empresariado mais sentiu os aumentos. “Houve bastante reclamação. Mas a redução do tempo de entrega de certidões de dias para horas trouxe a demonstração clara dos resultados. Agora somos uma autarquia e os custos precisam compensar para que haja a independência gradual e a instituição possa se manter com recursos próprios”, justifica.

Um processo que demorava, em média, 11 dias para ficar pronto, atualmente é disponibilizado em sete horas. “Isso, para o interessado, significa redução não só de tempo, mas de recursos empregados para poder ficar indo dia após dia à junta verificar o andamento do processo”, afirma Walid. Em julho, os 117 servidores cedidos pela União foram substituídos por 93 funcionários de cargos comissionados.

Com o dinheiro arrecadado, além de dar rapidez às demandas, a Junta Comercial quer ser referência em tecnologia. Até o fim do ano, a autarquia pretende fornecer leitura digital para certificar os usuários. A tendência é migrar todos os serviços para as plataformas on-line. A Jucis se empenha em firmar parcerias para a troca de informações e integração de serviços. “Buscamos acordos de cooperação com a OAB, Sebrae, Fibra, Secretaria de Desenvolvimento e Tecnologia, Secretaria das Cidades, além de conselhos e sindicatos ligados aos setores comerciais, produtivos, empresariais e contábeis”, diz o secretário-geral da junta, Maximiliam Carneiro.

Entre os projetos está o desenvolvimento de um banco de dados em forma de mapeamento de todos os comércios em cada região administrativa e o ramo de cada um. O objetivo é fornecer informações úteis e confiáveis para novos empreendedores e para a população em geral.

A Junta Comercial tem a função de executar e administrar os processos para registro das atividades comerciais e empresariais do Distrito Federal e é responsável por fomentar, simplificar e integrar o registro de empresas e negócios, visando à geração de riqueza e trabalho na capital federal.

Fonte: Jornal Times

Algumas coisas que você talvez não saiba sobre o Paranoá

Em setembro de 1959, com o fechamento da barragem, o lago começou a surgir, devagarzinho até alcançar os mil metros acima do nível do mar

Igo Estrela/MetrópolesIGO ESTRELA/METRÓPOLES

O lago nasceu antes de Brasília. O concurso do Plano Piloto já previa o espelho d’água. Os candidatos tinham, por isso mesmo, de criar uma cidade nos arredores do Paranoá.

A barragem do Paranoá foi fechada em 12 de setembro de 1959, há 60 anos. Nesse dia, Juscelino completava 57 anos.

A barragem secou uma caudalosa e pedregosa cachoeira, transformando-a num precipício seco.

Por sugestão do júri do concurso, o Plano Piloto ficou mais perto do lago. No projeto de Lucio Costa, a cidade ficaria mais distante do espelho d’água.

A profundidade média é de 12m, equivalente a um prédio de quatro andares. A máxima é de 38m, do tamanho de um edifício de 12 andares, dois blocos de superquadra, um em cima do outro.

Tem o formato de uma tarântula ou de um polvo de cinco braços. Cada braço é um fio d’água, rio, córrego, riacho, ribeirão – Bananal, Torto, Gama, Riacho Fundo/Cabeça Veado e Paranoá.

Tem 40 km de comprimento.

A Bacia do Lago Paranoá é demarcada por uma rodovia, a DF-001, mais importante e mais longa do quadradinho, tem 134 km. É o anel viário de Brasília. Também chamada de Estrada Parque Contorno. Percorre toda a cumeeira do divisor de águas que forma a Bacia do Lago Paranoá. Passa pelo Lago Oeste, Taguatinga, Samambaia, Santa Maria, Brazlândia, Lago Sul, Paranoá, Gama.

O lago tem três ilhas: do Paranoá, dos Clubes e do Retiro. Durante muitos anos, até o começo da década 1990, era possível chegar à Ilha do Paranoá de carro e a pé. A profundidade das águas era de apenas 40 cm. As festas incomodavam moradores do Setor de Mansões do Lago Norte. Para impedir o acesso à ilha, o GDF aprofundou o canal que separava a ilha da cidade e acabou com a alegria, como de hábito.

Lucio Costa imaginou um lago para todos os brasilienses. É de poucos. E, pela vontade do atual governo, continuará sendo.

Fonte: http://egnews.com.br

Fonte: Metropoles

Homem quebra carros a pauladas e pedradas na Asa Sul

Segundo a Polícia Militar, pelo menos três veículos foram danificados pelo suspeito, que aparenta ser morador de rua

Material cedido ao MetrópolesMATERIAL CEDIDO AO METRÓPOLES

Um homem é acusado de usar pedaço de pau e pedras para quebrar carros na altura da 602 Sul. De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), pelo menos três veículos foram danificados pelo suspeito, que aparenta ser morador de rua, no fim da tarde de domingo (15/09/2019).

Um motorista que teve o carro quebrado disse que o homem aparentava ter “surtado”. “Estava gritando e deu uma paulada bem forte no vidro traseiro. Quando o vi, até tentei desviar e avançar o sinal, mas não deu. Um barulho estrondoso e eu me assustei demais”, contou.

O proprietário do automóvel disse ainda ter acionado a PM. “Liguei no 190 e me informaram que a viatura já tinha ido, pois eles haviam recebido várias ligações. Eu não era a única vítima”, destacou.

Fonte: Metropoles

Ibaneis lamenta morte de bombeira: “O GDF está de luto”

Durante combate a incêndio em Taguatinga, soldado Marizelli Armelinda Dias foi eletrocutada após queda de fios de alta tensão e morreu

Michael Melo/MetrópolesMICHAEL MELO/METRÓPOLES

O governador Ibaneis Rocha (MDB) usou as redes sociais para prestar solidariedade aos familiares da bombeira Marizelli Armelinda Dias, de 31 anos. A soldado morreu após ser atingida, nesse domingo (15/09/2019), por uma árvore e ser eletrocutada por fios de alta tensão enquanto atendia uma ocorrência de incêndio na QNL 2, em Taguatinga, próximo à Super Adega.

Na mensagem, o chefe do Executivo local disse que o Governo do DF (GDF) está de luto. “Que tristeza para o Distrito Federal perder uma de suas combatentes do Corpo de Bombeiros, que dedicava a vida a salvar outras. Toda a minha solidariedade à família da soldado Marizelli, que Deus conforte seus corações”, publicou o governador.

REPRODUÇÃOReprodução

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, coronel Carlos Emilson, também lamentou a morte da soldado da corporação Marizelli Armelinda Dias e classificou o caso como uma “fatalidade”.

Segundo o comandante, a soldado foi integrada recentemente à corporação e tinha o treinamento necessário para o serviço, além de portar todos os equipamentos de proteção necessários para a ocorrência.

“Eu participei da formatura dela e é difícil falar. Estava equipada e bem treinada, já que temos procedimentos rigorosos. São aquelas coisas que não dão para entender. Foi uma fatalidade”, lamentou o coronel Emilson.

O comandante informou que toda a guarnição foi atendida por um capelão, recebeu auxílio-psicológico e do subcomandante do Corpo de Bombeiros. Em seguida, por causa do abalo emocional, todos foram dispensados do serviço e outra companhia ficou responsável pela área de Taguatinga Norte. “É uma situação bem pesada, por mais que a gente se prepare para isso”, declarou o comandante.

Coronel Emilson afirma que todas as providências durante o socorro à Marizelli foram tomadas, o que incluiu a disponibilização de um helicóptero que acabou não sendo usado. A corporação também está dando auxílio para a família. A militar deixou dois filhos: um menino e uma menina.

As informações sobre o velório da soldado ainda não foram divulgadas.

 

Fonte: Metropoles

Alberto Fraga é absolvido em processo por cobrança de propina

Brasília(DF), 15/01/2019 Assinatura Solene Decreto posse de Armas. Ex Deputado Federal Alberto Fraga. Local: Salão Leste, Palácio do Planalto. Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Ele foi denunciado por ter exigido R$ 350 mil para assinar contrato de adesão entre o governo local e uma cooperativa de ônibus

Filipe Cardoso/Especial para o MetrópolesFILIPE CARDOSO/ESPECIAL PARA O METRÓPOLES

O ex-deputado federal Alberto Fraga, presidente do DEM-DF, foi absolvido pela 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT). Denúncia do Ministério Público (MPDFT) acusava o ex-secretário de Transportes do DF de ter cobrado R$ 350 mil para assinar contrato de adesão entre o governo local e uma cooperativa de ônibus.

“Sempre acreditei na Justiça. E continuo acreditando”, pontuou Fraga após a decisão. Desde o início do caso, o democrata argumentava que em momento algum havia pedido propina de fato. De acordo com o ex-congressista, nas conversas gravadas à época ele apenas estaria “dando corda” a fim de flagrar eventual esquema na pasta que conduzia.

O processo foi aberto em 2011. Quatro anos depois, após Fraga ser eleito deputado federal, a ação teve de ser remetida ao Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do foro privilegiado do parlamentar. A defesa do deputado chegou a solicitar absolvição na Corte Suprema, mas teve o pedido rejeitado.

Como o Supremo reduziu o foro para deputados e senadores quando o crime for cometido fora do exercício do mandato e não tiver relação com o cargo, em maio do ano passado, remeteu o processo à Justiça do Distrito Federal.

O processo foi desmembrado e o ex-parlamentar chegou a ser condenado, em 1ª instância, duas vezes. Uma em setembro de 2018, durante a campanha eleitoral ao Palácio do Buriti, e outra em fevereiro deste ano. As duas condenações de Fraga foram assinadas pelo juiz Fábio Francisco Esteves, da Vara Criminal e Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante.

A absolvição é referente a apenas uma das condenações, a de setembro do ano passado. Fraga foi secretário de Transportes durante o governo de José Roberto Arruda (atualmente no PL).

Fonte: http://egnews.com.br

Fonte: Metropoles

Ambulantes ganham autorização para vender em nove espaços do Lago Sul

Decisão foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Comerciantes com a licença poderão vender em espaços de 6m²

Daniel Ferreira/MetrópolesDANIEL FERREIRA/METRÓPOLES

Foi aprovada a demarcação das áreas públicas destinadas a vendedores ambulantes no Lago Sul. A decisão, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (11/09/2019), autoriza que marmitas sejam comercializadass em nove endereços do bairro.

Os espaços, que medem 6m², poderão ser utilizados a partir do momento que o ambulante tiver em mãos a licença. As atividades, no entanto, estão sujeitas à fiscalização pelo DF Legal, de acordo com o Governo do Distrito Federal (GDF). Em alguns dos endereços, a venda de artigos eletrônicos e de papelaria também foi liberado.

Os endereços onde o comércio de marmitas está autorizado são:

  • Setor de Habitações Individuais Sul (SHIS) QI 1, no estacionamento entre a Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré e o CNPQ (1);
  • SHIS EQL 06/08, no estacionamento em frente ao Colégio Perétuo Socorro (2);
  • No comércio local do SHIS QI 9, entre os lotes G e J (3);
  • SHIS QI 11, AE 1, no estacionamento em frente à RA XVI (4);
  • SHIS QL 14/16, no estacionamento do lote N, próximo à praça local (5);
  • SHIS QI 19, no estacionamento em frente ao supermercado (6);
  • No comércio local do Setor de Mansões Dom Bosco (SMDB) CONJUNTO 25 (7);
  • No comércio local do SHIS QI 25, próximo ao conjunto 05 (8) e
  • SHIS QL 26, no estacionamento do comércio local, em frente aos blocos F e E (9).
Confira no mapa abaixo, onde fica cada um dos endereços:

GDF/DIVULGAÇÃOGDF/Divulgação

Memorial‌ ‌JK:‌ ‌38‌ ‌anos‌ ‌guardando‌ ‌o‌ ‌tesouro‌ ‌da‌ ‌história‌ ‌de‌ ‌Brasília‌

Localizado em um dos pontos mais altos e icônicos da capital, o monumento reúne acervo obrigatório para quem pretende conhecer os bastidores da construção da capital

JÉSSICA ANTUNES, DA AGÊNCIA BRASÍLIA
Aberto em 1981, monumento em homenagem ao presidente que inaugurou Brasília guarda a história por trás da empreitada da capital | Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

A estátua que eterniza o aceno de Juscelino Kubitschek à nova capital do Brasil está no topo de um tesouro. Construído em um dos pontos mais altos da metrópole para homenagear o estadista que ousou erguer Brasília no meio do nada, o Memorial JK zela a história por trás da epopeia da cidade que está prestes a completar 60 anos. É com um acervo de relíquias que, nesta quinta-feira (12), o monumento completa 38 anos — mesmo dia em que JK faria 117 anos. Não por acaso, este também é o Dia do Pioneiro.

O Memorial foi inaugurado oficialmente em 12 de setembro de 1981. Naquele dia, Eurícles Antônio de Oliveira já estava lá. Radicado no interior da Bahia, ele veio de mala e cuia para capital e, em uma agência de empregos no Conic, foi encaminhado para a área de limpeza do monumento. Dali ele nunca mais saiu, nem após aposentadoria. Aos 65 anos, o homem de cabelos já grisalhos faz parte da própria história do local e narra, com propriedade, os detalhes guardados no Memorial.

Em 5.784 metros quadrados de área construída, o monumento reúne acervo pessoal e político do ex-presidente, fotos que contam detalhes de sua vida e obra, a sala de metas para seu governo, maquetes, vestes, imagens da construção e inauguração da capital e, ainda, uma reconstrução da biblioteca pessoal. Todos os itens, garante Eurícles, são obrigatórios para entender a história por trás da criação de Brasília.

O recepcionista Euricles Oliveira é o funcionário mais antigo do Memorial JK. Ele estava lá na inauguração e coleciona histórias de quase quatro décadas no monumento | Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

“Ele, filho de caixeiro viajante, saiu do nada, da pobreza. Estudou, correu atrás e chegou onde chegou. É incrível e emocionante. Se hoje é difícil, imagina naquela época?”, questiona o funcionário mais antigo do Memorial JK, que após passar anos como motorista e conviver com três gerações de Kubitscheks, assumiu a função de recepcionista. Ou melhor: de contador de histórias. Ele acredita que o monumento cumpre o papel idealizado por Dona Sarah, viúva de JK: manter viva a memória do marido.

Carga emocional

As visitas ao local são, muitas vezes, carregadas de emoção. As pessoas choram por vários motivos: por recordar ou conhecer as épocas retratadas no Memorial, por reconhecer parentes nas imagens, por se verem retratadas ali.  É o que conta Tamires Alves, 31 anos, que trabalha há meia década no monumento.

É história viva. Chama atenção pela importância, remete ao passado, tem uma riqueza de detalhes impressionanteVânia de Araújo, 58 anos, turista de Belo Horizonte (MG)

Conterrâneas de JK, Isaura de Araújo, 82 anos, e Vânia de Araújo, 58, fizeram questão que o Memorial fosse a primeira parada quando resolveram visitar a capital. Moradoras de Belo Horizonte, mãe e filha se impressionaram com a magnitude do monumento. “É história viva. Chama atenção pela importância, remete ao passado, tem uma riqueza de detalhes impressionante”, valoriza a filha, pedagoga.

A mãe, por sua vez, volta ao passado com as lembranças que remetem sua infância. “JK foi um grande presidente. Dom Bosco previu Brasília como a capital, no centro do Planalto, e ele conseguiu cumprir a promessa e a profecia”, recorda a idosa.

Mineiras como o ex-presidente, Isaura e Vânia Alves de Araújo fizeram questão de tornar o Memorial JK o primeiro ponto de parada na capital |  Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

O próprio JK recebe os visitantes na Sala de Metas, onde estão reunidos fragmentos da História de Brasília. Ali, um holograma em tamanho real explica o plano para seu governo que culminou na inauguração da nova capital. Também chama a atenção uma pintura feita pelo artista Candido Portinari em 1956 e a coleção de obras do escritor inglês William Shakespeare, presenteada pela Rainha Elizabeth II, que faz morada em sua biblioteca particular.

Morada definitiva de JK, câmara mortuária é cercada de obras de arte | Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

Talvez o espaço que desperte maior curiosidade – e até medo dos menores – esteja no segundo andar. É a Câmara Mortuária, morada definitiva do estadista que nasceu em 12 de setembro de 1901, na cidade de Diamantina (MG). O túmulo onde JK descansa está no centro de um ambiente com paredes esculpidas por Athos Bulcão e um vitral feito por Marianne Peretti. O espaço recebe luz natural que varia de tom de acordo com a posição do Sol.

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A participação da ex-primeira-dama não é mero adendo. Idealizadora do monumento, sua trajetória também tem destaque. O gabinete de onde ela despachou desde a inauguração tem jardim de inverno feito pelas mãos de Roberto Burle Marx, além de objetos pessoais e fotografias de época. Lado a lado com o marido, a imagem de Dona Sarah se repete no caminho de JK. Ela protagonizou grandes ações de assistência social.

Mobilização nacional

O projeto arquitetônico do Memorial JK foi inaugurado em 1981. Trata-se de uma homenagem de Dona Sarah Kubitschek para manter viva a memória do marido após sua morte, cinco anos antes. Ela fez uma campanha para adquirir um terreno, doado pelo então presidente João Figueiredo em área icônica — onde a primeira missa foi celebrada, em 1957. Também mobilizou todo o país para angariar doações e recursos para a construção. O ato teve apoio de políticos, amigos, familiares e do povo.

Canteiro de obras mostra, ao fundo, Torre de TV | Imagem cedida pelo Memorial JK

A obra foi feita em 17 meses, com projeto do arquiteto Oscar Niemeyer. São 120 metros de comprimento, 32 metros de largura e um pedestal de concreto armado de 28 metros de altura, de onde sai uma grande mão em forma de concha e protege a estátua em bronze, feita por Honório Peçanha, de onde JK acena para a cidade.

Os espelhos d’água, as rampas de acesso, e o verde do gramado e dos jardins emolduram o edifício monumental, todo em mármore branco contrastando com o céu da capital. No jardim, uma escultura de Dona Sarah abraçada ao presidente convida o visitante a conhecer um pouco da história do Brasil. Um pequeno monumento de granito negro reproduz uma das frases do ex-presidente. Às vésperas do aniversário, o local passou por manutenção externa que deixou a fachada com cara de nova.

Discursos serão publicados 

E no embalo das comemorações do aniversário, cinco anos de discursos de Juscelino Kubitschek serão transformados em livros. A primeira obra, com as falas proferidas em seu primeiro ano de governo, em 1956, será disponibilizada nesta quinta-feira (12), em sessão solene no Senado Federal. Os outros lançamentos estão previstos até 12 de setembro de 2021, quando JK completaria 119 anos.

Ouça o que o presidente disse em alusão à inauguração da cidade, em 1960:

Seis perguntas para Anna Christina Kubitschek:

Como se deu a escolha dos itens que compõem o acervo do Memorial JK?
Quando o Memorial JK foi inaugurado, tínhamos um acervo menor que o atual, com peças apenas coletadas por nossa família. Com o passar dos anos, fomos aumentando ele aos poucos, com a incorporação de novos itens, doados por brasileiros e por amigos, outros obtidos pela nossa equipe. Exemplo disso é o estudo que está ao lado do quadro de Portinari que retrata JK com a faixa presidencial. O nosso saudoso Sérgio Vasconcelos comprou em um leilão e doou ao Memorial. Mas há itens que estão aqui desde o começo e que tem um enorme simbolismo. Caso, por exemplo, da Biblioteca de JK. Ela veio do Rio de Janeiro exatamente como estava montada no apartamento de Copacabana. Outro acervo que também é do início do Memorial é o da sala da minha avó, com seus móveis projetados por Oscar Niemeyer. Mas fui, com o passar dos anos, adicionando os itens, como os vestidos que ela usava, e que fazem imenso sucesso.

Como acontece a conservação dos vestuários expostos? Com que frequência são retirados, limpos, repostos? De que forma acontece a limpeza?
Essa foi uma ideia que tive após visitar o Metropolitan, em Nova York. Lá havia uma exposição temporária do vestuário de Jackeline Kennedy Onassis, e isso me inspirou a trazer a proposta para o memorial JK, pois as pessoas adoravam aquela mostra. Após minha avó falecer, levei esse toque intimista e que todos adoram para o Memorial JK. Tal como todo o acervo, que é cuidado por duas museólogas, todas as peças passam por limpeza e conservação diária, feita por pessoal especializado e usando as técnicas mais modernas de conservação de acervos.

Há mudanças esporádicas nos itens do acervo ou tudo é definitivo?
O acervo está sempre sendo modificado e atualizado, com a incorporação de novas peças e mudanças ocasionadas pelo feedback que o público nos dá. Exemplo disso é a galeria de JK e as personalidades. Era uma exposição temporária que virou definitiva. Assim, muitos outros itens foram atualizados e aumentados. Isso sem falar da necessidade de modernizar sempre o espaço. No início, não tínhamos, por exemplo, o elevador para pessoas com deficiência, que hoje proporciona mais conforto a todos os visitantes. Há dois anos, fizemos o grande projeto de digitalização e de plena acessibilidade. É uma renovação constante.

Qual é a história da pintura feita por Candido Portinari a JK em 1956?
Esta peça está, desde o início, no acervo do Memorial. Trata-se de uma pintura a óleo feita em 1960, com 1,99m de altura por 99cm de largura. Ele a pintou auxiliado por fotos, fazendo uma composição nos tons escuros de preto, terras e verdes e nos tons ocres, amarelo e branco. Os dois sempre foram muito amigos. E JK era um amante das artes, especialmente do modernismo. Tanto é assim que, em 1944, quando era prefeito de Belo Horizonte, promoveu a Mostra de Arte Moderna na cidade. Foi Portinari que, naquele mesmo ano, indicou Guignard para montar o curso de pintura e desenho, embrião da futura Escola de Belas-Artes de Belo Horizonte.

Quais os principais desafios de gerenciar o Memorial JK? Passados 38 anos, como é o trabalho para manter viva a memória do seu avô?
É gratificante. Às vezes, vou ao limite das minhas energias, pela característica que tenho de administrar planejando o futuro – os planos para 2020, por exemplo, terminei em maio deste ano. Também sou perfeccionista e detalhista, o que faz com que eu viva 24 horas pensando em como gerenciar o Memorial para ser mais dinâmico, acessível e confortável – e isso em conjunto com a vida que nós, mulheres, temos, repleta de compromissos… Mas meu foco principal é justamente gerenciar a memória do meu avô, tentando sempre antever problemas, estabelecer metas e gerar resultados.

Qual é o planejamento para levar toda essa história às novas gerações?
O Brasil vive um momento único e sensível, em que sentimos a falta da moderação e da conciliação que JK sabia propor. Então, decidimos resgatar suas falas mais importantes como presidente da República. Nesta quinta-feira (12), que marca o 117° aniversário de nascimento do meu avô, vamos lançar, em conjunto com o Senado Federal, o primeiro de uma série de cinco livros com os seus discursos. Este documento histórico estará acessível a toda a população e poderá influenciar e ajudar os políticos e as novas gerações. Até porque iremos doar estes livros, e não vender, facilitando o acesso popular a tantas reflexões profundas, que só ele soube propor ao país.

Fonte: http://egnews.com.br

Fonte: Agência Brasilia

Cúpula do Museu da República vira tela de artes plásticas na Semana do Cerrado

Sequência de autoria do artista goiano Siron Franco retratou o ciclo do bioma nesta quarta (11). Projeção será repetida no sábado (14)

JÉSSICA ANTUNES, DA AGÊNCIA BRASÍLIA
Explosão de natureza: abóbada serve de tela ao livre durante semana temática | Foto: Renato Araújo / Agência Brasília

O fogo que toma conta das matas. A água que restabelece a vida. O ciclo do segundo maior bioma da América do Sul virou arte projetada na cúpula do Museu da República nesta quarta-feira (11). A obra, elaborada pelo artista goiano Siron Franco, faz parte da Semana do Cerrado, que tem ações de conscientização previstas até sábado (14) por todo o Distrito Federal. No dia do encerramento, o espetáculo voltará a ser exibido, das 18h30 à meia-noite.

Pintor, escultor, ilustrador e desenhista, Siron Franco usou os quatro elementos – fogo, terra, água e ar – para compor a obra Ciclo do Cerrado. A criação ousa ao se encaixar perfeitamente nas curvas do monumento criado por Oscar Niemeyer no centro da capital. Da lua, as imagens passam a um cerrado castigado pelo fogo que, em seguida, recupera-se com a chegada das chuvas.

A imponência das projeções em sequência no meio do Eixo Monumental chamou a atenção da população. Da rua, o pequeno Heitor, de 7 anos, pediu ao pai que parasse o carro. Não deu em outra. O servidor público José Rildo, 57, estacionou mais à frente e foi entender a obra.

Siron usou e abusou dos quatro elementos para compor a obra Ciclo do Cerrado | Foto: Renato Araújo / Agência Brasília

“O fogo é natural do cerrado, mas fica mais intenso e perigoso com a ação do ser humano. É importante esse tipo de conscientização. Conseguiram chamar a atenção”, interpretou o morador de Taguatinga.

A obra foi criada especialmente para integrar a Semana do Cerrado, evento coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema) com a parceria de diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), além da Embaixada da Bélgica, do setor produtivo e da sociedade civil organizada. O objetivo é promover a conscientização ambiental da população sobre a importância do bioma do Cerrado.

“O uso das imagens são um alerta para voltarmos nossos olhos para a natureza”, diz o artista, na condição de que tem mais de 3 mil obras criadas e apresentadas em salões e bienais de todo o mundo.

Sarney Filho e Siron apostam na disseminação de informações, também por meio da arte, em nome da preservação ambiental | Foto: Renato Araújo / Agência Brasília

Realizada no âmbito do projeto CITINova (Planejamento Integrado e Tecnologia para Cidades Sustentáveis), neste ano a série de eventos aborda o tema “Cidades Sustentáveis”.

“Essa semana faz com que a população urbana, que muitas vezes não tem contato [com a natureza], conheça aspectos importantes do Cerrado”, defende o secretário de Meio Ambiente, Sarney Filho.

Ele ressalta a importância para as águas do país, já que o bioma é berçário de três bacias hidrográficas. O titular da pasta ainda alerta para a necessidade de conscientização pela prevenção, um dos propósito centrais da Semana do Cerrado.

Fonte: http://egnews.com.br

Fonte: Metropoles

Recuperação emergencial na rodoviária fica 90% pronta neste mês

Iniciado em julho, o reparo tem conclusão prevista para outubro. Valor da obra, que inicialmente era de R$ 6 milhões, baixou para R$ 1,2 milhões

ANA LUIZA VINHOTE, DA AGÊNCIA BRASÍLIA
Escoramentos da plataforma inferior – Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

A recuperação da plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto estará 90% concluída neste mês. Segundo a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), o cronograma de obras do contrato emergencial está sendo cumprido para garantir a segurança dos usuários. A conclusão do reforço e da demolição da laje Leste está prevista para outubro. O valor da obra, que inicialmente era de R$ 6 milhões, baixou para R$ 1.192.668,71.

Desde de julho, quando o governo iniciou os reparos, até esta semana, foram feitos o escoramento da plataforma inferior, o tratamento das fissuras e a demolição da laje Oeste. A colagem da manta de fibra de carbono – moderna, resistente e econômica comparada ao aço – está sendo feita este mês. O material aumenta em dez vezes a firmeza da estrutura, que é impactada diretamente pela passagem de veículos na parte superior do terminal.

As fissuras acima de 0,3 mm foram abertas e um material chamado epóxi foi injetado. “As próximas etapas são as mais rápidas. O processo de catalogar as fissuras era o mais difícil. São 30 mil metros quadrados de área e foi preciso entrar em cada uma”, explica a engenheira da Novacap responsável pela fiscalização da obra, Simone Paiva.

Manta de fibra de carbono nas fissuras – Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Ainda de acordo com Simone, a laje do lado Leste ainda não foi demolida porque seria necessário fechar mais um acesso do espaço público. “Poderia ser feito concomitantemente, mas temos uma via e uma escada de acesso única. Se fizéssemos de uma vez prejudicaríamos tanto o trânsito de pessoas quanto de veículos”, salienta.

A finalização da cobertura será concluída em novembro, pois faz parte do contrato de revitalização da Novacap. Atualmente, 55 técnicos e engenheiros do governo estão trabalhando diariamente na obra causando menos impacto a cerca de 720 mil pessoas que passam diariamente pelo local.

Entenda

Após vistorias da Novacap detectarem dilatação nas fissuras da estrutura que dá sustentação ao piso superior da Rodoviária do Plano Piloto, o governador Ibaneis Rocha determinou que o trânsito fosse totalmente interrompido. Como medida de segurança, o trânsito de veículos pesados está suspenso. O tráfego de carros e motocicletas só é permitido na pista que liga o Eixo L Sul ao Eixo L Norte. Por ali, condutores que se deslocam da Asa Sul para a Asa Norte seguem na mesma via, porém, com apenas duas faixas de acesso liberadas.

Já a terceira faixa foi revertida para atender o fluxo dos motoristas que seguem em sentido contrário, da Asa Norte para a Asa Sul. Nenhum veículo pode atravessar a via que liga o shopping Conjunto Nacional ao Conic, no sentido Norte-Sul. Por ali o trânsito foi totalmente interrompido e só é permitida a passagem de pedestres e ciclistas. Os estacionamentos da parte superior da rodoviária também foram temporariamente interditados.

Fonte: http://egnews.com.br

Fonte: Agência Brasilia