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segunda-feira, outubro 14, 2019

Brasileira de 19 anos cria impressora em Braille para texto e voz

Protótipo criado por vice-campeã do Prêmio Jovem Cientista 2019 imprime arquivos de texto e até comandos de voz

Uma impressora capaz de reproduzir textos em Braille é a inovadora criação da estudante brasileira de engenharia Bruna da Silva Cruz. Com apenas 19 anos, Bruna desenvolveu a máquina Fast Braille, que solicita que o usuário digite e envie um texto pelo computador ou pelo celular, ou até dite as palavras, para que o conteúdo seja impresso automaticamente em papel em relevo.

“Ao teclar ‘enter’, os dados são enviados à máquina, onde o conteúdo é compilado, transformado em Braille e impresso”, explica Bruna. No caso do celular, o princípio é parecido: “Por meio de um aplicativo, o usuário seleciona o arquivo que ele quer imprimir e clica em enviar. Para reconhecimento de voz, a pessoa precisa pressionar um botão e ditar o comando, que é, então, transcrito e enviado para a impressora.”

Reprodução

A invenção rendeu à jovem de Novo Hamburgo (RS) o segundo lugar no Prêmio Jovem Cientista 2019, que reconhece as pesquisas científicas desenvolvidas por alunos de escolas de ensino médio e da educação profissional de nível técnico do estado. Bruna explica que também inscreveu seu projeto em outras iniciativas de incentivo dentro e fora do país, e almeja torná-lo realidade. A empresa em que a jovem trabalha já mostrou interesse na ideia.

Para Eliana, a iniciativa da estudante pode ajudar significativamente na inclusão dos cegos. “O Braille é fundamental para a leitura em papel. Ter liberdade para escrever e imprimir garantiria mais acessibilidade”, comenta. O Brasil tem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual – 582 mil são completamente cegas –, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A oferta de obras literárias em Braille, porém, ainda é insuficiente e contempla uma parcela mínima dessa população. De acordo com a União Mundial de Cegos, cerca de 5% das obras literárias no mundo são transcritas para Braille nos países desenvolvidos. Nos países mais pobres, esse número cai para 1%.

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Fonte: Olhar Digital

Funcionalismo público na mira do governo

Depois das alterações na Previdência, a equipe econômica aposta na Reforma Administrativa para evitar o estrangulamento das contas públicas. Pelo menos 80% dos cargos serão extintos

Crédito: Eduardo Rossetti

RESISTÊNCIA O fim da estabilidade e a possibilidade de redução da jornada de trabalho e dos salários estão entre as medidas que devem enfrentar a oposição de grupos de pressão no Congresso (Crédito: Eduardo Rossetti)

Com a votação da Reforma da Previdência entrando na reta final, o governo Bolsonaro aposta suas fichas na reestruturação de carreiras do funcionalismo federal para evitar o estrangulamento das contas públicas. A Reforma Administrativa em elaboração prevê novas regras para contratação, promoção e desligamento de servidores. “Não temos condições de continuar rodando com gastos com folha de pagamento nessa magnitude”, diz Gleisson Rubin, secretário especial adjunto de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia. A meta é enviar o projeto ainda em outubro ao Congresso. O Executivo conta com o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que o considera a “prioridade número 1”.

Com as mudanças, o governo federal pretende reduzir o número de categorias do funcionalismo federal em até 80%. Passarão de 117 carreiras para algo entre 20 e 30, diminuindo muito o gasto com pessoal. Também é avaliada a regulamentação da avaliação de desempenho, prevista pela Constituição, que permitirá a premiação de bons servidores e a demissão por atuação insatisfatória. Serão incluídos ainda mecanismos para impedir que os bônus se estendam a todos os servidores. Outras modificações incluem a revisão de licenças e gratificações, a criação de um contrato de trabalho temporário, o estímulo à contratação pela CLT por concurso, a aproximação entre os salários do funcionalismo e do setor privado, a redução dos salários de entrada e a ampliação do prazo para se chegar ao topo da carreira.

Algumas das principais medidas devem encontrar resistência, como a redução da jornada de trabalho e dos salários e o fim da estabilidade no funcionalismo público. Este último item, inclusive, já foi refutado pelo próprio presidente, contrariando sua equipe econômica. Um outro ponto polêmico é a implementação de um novo Código de Conduta a fim de evitar “captura” de órgãos públicos por entidades de classe. Apesar da promessa oficial de tratar somente dos novos servidores, deverão ser estabelecidas regras de transição para os atuais funcionários, o que também deve provocar reações.

Dúvidas

“Por enquanto, só foram anunciadas medidas genéricas”, diz Clóvis Bueno de Azevedo, da FGV. “A equipe econômica quer acabar com quais privilégios e gratificações?” Ainda não há elementos para fazer uma avaliação com mais segurança, segundo ele. Propostas de reforma da gestão pública e do funcionalismo sempre enfrentaram a resistência de corporações incrustadas na máquina pública, e há dúvidas sobre a real disposição e a força do governo em enfrentar grupos de interesse fortes no Congresso.

Hoje, a despesa com os servidores é a segunda maior do governo federal, ficando atrás apenas da Previdência. E o seu crescimento é espantoso. Nesse ano serão R$ 325 bilhões destinados a salários de servidores. Em 2003, o valor era de R$ 187 bilhões, 43% a menos. Apesar das dificuldades, Rodrigo Maia acredita que a aprovação pode ser mais fácil do que no caso da Previdência. O alcance da reforma, porém, pode ser limitado. Azevedo, da FGV, aponta que a diferença de salários é uma questão importante, e não foi enfrentada até agora. “Tem salário da ordem de R$ 39 mil no Supremo Tribunal Federal. E a disposição para enfrentar questões como essa é mínima”, afirma. Talvez os poderes não estejam olhando tão para a frente assim.

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Fonte: IstoÉ

A primeira santa brasileira

Como a baiana Irmã Dulce, de origem aristocrática e dona de forte determinação, soube cercar-se de empresários e políticos para construir a maior obra social do País

Crédito: Acervo memorial Irmã Dulce

SANTIDADE Religiosos reverenciam a imagem de Irmã Dulce dos Pobres: um dos processos de canonização mais céleres da história do vaticano (Crédito: Acervo memorial Irmã Dulce)

A sabedoria e resiliência de nosso povo diante de tanta adversidade e iniquidade social, coisas que vêm historicamente de muito longe, colaram em Deus a nacionalidade brasileira. Faltava-nos, no entanto, uma santa genuinamente nascida no Brasil, uma vez que, no recorte do gênero masculino, já há o paulista Santo Antonio de Sant’Ana Galvão. Carecíamos, pois, de uma mulher? Agora, não mais. Nesse domingo 13, em meio ao Sínodo de Bispos sobre a Amazônia, que está se realizando na Itália, o papa Francisco canonizará no Vaticano a baiana Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, a quem são atribuídos centenas de milagres e cerca de quatorze mil intercessões. Claro que por esse nome aristocrático ninguém a conhece. Mas fale nos quatro cantos do País, ou, por exemplo, no Vietnã (não é força de expressão não, é no Vietnã mesmo), fale de Irmã Dulce dos Pobres e raramente alguém não saberá de quem se trata. Pois bem: Irmã Dulce, nascida rica em Salvador em 1914 e falecida pobre na mesma cidade em 1992, veio ao mundo em berço de ouro para dedicar a sua vida aos doentes e mendigos das calçadas manjedouras, carentes de pão e prece. E ela será a primeira santa brasileira.
AMOR Dulce furtou material de construção e arrombou casas para acolher crianças (Crédito:Acervo memorial Irmã Dulce)

Dentre a vastidão de milagres relatados em seu nome, dois deles foram basilares. Ao dar à luz, Cláudia dos Santos, hoje com 41 anos, sofreu uma hemorragia ao longo de dezoito horas e acabou desenganada pelos médicos. Ela conta que um padre foi vistá-la no hospital e lhe perguntou se acreditava que Irmã Dulce poderia salvá-la. A resposta foi sim. Segundo Cláudia, o religioso clamou por sua vida e o sangue estancou. O outro miliagre é relatado pelo maestro José Maurício Moreira, 50 anos. Em entrevista ao “Vatican News”, ele afirmou que era deficiente visual, não enxergava nada, e que certa vez pediu em pensamento para a Irmã lhe aliviar a dor do glaucoma: “de um momento para o outro, passei a enxergar normalmente”. Uma história, digamos, que vale destaque porque não deixa de ser curiosa, envolve uma senhora que tinha unha encravada no pé e tropeçara em um altar. Enquanto blasfemava e clamava por Dulce, a unha desencravou. Esse caso não vai constar nos austeros registros do Vaticano, mas na voz do povo, que é a voz de Deus, vira assunto recorrente quando transborda de turistas o velho Pelourinho – para os amantes da Bahia, o maravilhoso e histórico Pelô.

Na abertura do Sínodo de Bispos sobre a Amazônia, o papa criticou duramente o desleixo com que o governo brasileiro tolera as queimadas e a devastação da natureza, dizendo, de forma indireta, que tal fogo não é a “chama de Deus” — ele quis falar, mesmo, que a chama da floresta é a que arde no inferno. Os oitenta e oito bispos brasileiros que foram à Itália lembraram-se, então, de uma coincidência: quando tinha treze anos, a franzina Maria Rita deu um safanão em um menino robusto e mais crescido que despetalava uma roseira em seu quintal: “a natureza é obra de Deus e não pode ser estragada”. Esse cuidado com o meio ambiente perdurou por toda a sua existência de setenta e sete anos.

Profissão de fé

De volta à pré-adolescência, foi também aos treze que “sentiu o chamamento para ingressar em um convento”, em Salvador. Viu-se barrada devido à idade, mas o temperamento de uma Souza Brito Lopes Pontes não comungava o verbo desistir. Viajou para Sergipe e entrou, na cidade de São Cristovão, para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Formou-se professora (era péssima lecionando) e retornou a Salvador, já feitos os votos perpétuos e a profissão de fé. A essa altura da vida, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes já era a Irmã Dulce dos Pobres, o mesmo nome com o qual será agora venerada nas igrejas e santuários, nas romarias e charolas, nos becos e barracos, nos pequenos nichos iluminados por lampadinhas azuis que abençoam os bares, asilos, hospitais e prostíbulos — na alegia e na tristeza, na saúde e na doença, na cabeça e imaginação daqueles que nada mais possuem na vida além da cabeça para imaginar.

A mesma determinação com que foi para Sergipe e voltou à Bahia, a mesma determinação com que militou no Círculo Operário da Bahia e ajudou comunidades em palafitas, a mesma determinação com que labutou no Hospital Santo Antonio e fundou a sexagenária Obras Sociais Irmã Dulce, a santa brasileira demonstrou ao cuidar de crianças paupérrimas e ao pedir auxílio financeiro. Foi assim que quase acabou presa por arrombar portas e janelas de casas abandonadas para abrigar mendigos e por furtar objetos de lojas de material de construção. Sob o ímpeto da mesmíssima força e sem o menor constragimento no sangue aristocrático, ela pedia ajuda financeira para as suas obras sociais a grandes empresários e aos poderosos da política. Ao longo da jornada, deles foi se tornando amiga e confidente. Certa vez, o então presidente João Figueiredo lhe disse brincando: “vou assaltar um banco para ajudá-la”. Ela respondeu: “assaltar um banco? Me chama, vou junto!”. Risada geral!

Dulce e os políticos

MELHOR AMIGO Para Irmã Dulce, o ex-presidente José Sarney declarou no Congresso: “sou indigno de fazer outra coisa, senão lhe beijar os pés” (Crédito:Acervo memorial Irmã Dulce)

Os seus principais amigos e benfeitores, no entanto, foram o ex-governador Antonio Carlos Magalhães e o ex-presidente José Sarney, de quem possuía o número reservado do telefone em seu gabinete no Palácio do Planalto. Madre Teresa de Calcutá dava aos pobres pedindo um pouco aqui, um pouco acolá. Dulce soube cercar-se dos donos do poder e, por intermédio deles, ajudava quem a procurasse. Quando o escritor Paulo Coelho fugiu de uma das internações psiquiátricas impostas pelo pai, no Rio de Janeiro, foi a Salvador conversar com ela. Ao final, Dulce soube que aquele desconhecido jovem de 17 anos não possuía dinheiro para retornar a sua cidade. Deu-lhe um papel assinado, no qual escreveu: “vale uma passagem”. Na rodoviária, Paulo mostrou o bilhete ao motorista que permitiu o seu embarque sem pestanejar. Na semana passada, o escritor tornou pública sua doação de R$ 1 milhão para as obras sociais, como resposta ao que chamou de “canalhice” dos políticos que vão à canonização com dinheiro público. Conquistar autoridade distribuindo carinho, essa é a grande arte. E assim foi Dulce, como o doce adagietto da “Oitava” de Gustav Mahler ­— delicado mas soberano e imperioso trompete evocando Deus.

Dois milagres que levaram à canonização

A sergipana Cláudia dos Santos, hoje com 41 anos, teve no parto uma grave hemorragia que durou dezoito horas, chegando a ser desenganada pelos médicos que tentavam salvá-la. Um padre que a visitou no hospital perguntou-lhe se acreditava em Irmã Dulce e se poderia rezar para ela. Cláudia respondeu que sim. O padre pediu a intercessão de Dulce. À Irmã é atribuído o milagre de fazer o sangue estancar imediatamente.

O maestro e músico baiano José Maurício Moreira está com 50 anos. Ao “Vatican News” ele relatou que era deficiente visual, e que “não enxergava absolutamente nada”. Certa vez pediu à Irmã Dulce que lhe aliviasse as dores do glaucoma, e somente isso. Segundo José Maurício, a grande surpresa é que, mesmo sem pedir nada mais, de repente ele passou a enxergar normalmente. Credita-se a Dulce o milagre.

O absurdo “trem da alegria”

O dinheiro público vai financiar a viagem de gente rica na festa da Santa dos Pobres

É deplorável que a ética tenha sido desprezada por políticos do mais alto ao mais ínfimo escalão dispostos a ir à Itália assistir à canonização de Irmã Dulce. E a eles se juntam ministros das Cortes superiores. Jair Bolsonaro queria viajar, mas teria desistido da ideia a pedido da evangélica primeira-dama Michelle. Ele também espera, com isso, mostrar a sua contrariedade com o Sínodo que discute a Amazônia e questões indígenas. O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, irá representá-lo – vai em um avião da FAB, até aí tudo bem, faz parte da liturgia do cargo. Diga-se, no entanto, que sem gastar um centavo de dinheiro público, o embaixador brasileiro na Itália está na função para cumprir tais missões.

Até a quinta-feira 10 cogitava-se o frete de três aviões ou o uso de areonaves da FAB para transportar a “torcida” (setenta pessoas), sangrando o erário. Dos parlamentares, ouvia-se o argumento: “afinal, trata-se de uma santa brasileira”. Inevitavelmente vem a pergunta: se a fé é tanta, não estaria justificado o pagamento das passagens com grana do próprio bolso? Ou melhor: por que não doar esse dinheiro às obras sociais? Será um festival de selfies com a população pagando. Some-se a isso a interrupção de votação de importantes pautas no Congresso. Em nome dos desempregados, Santa dos Pobres “perdoai-os”, embora os políticos saibam o que fazem.

Fonte: IstoÉ

Litoral manchado

Um gigantesco vazamento de óleo toma conta da costa nordestina e já é considerado o maior desastre ambiental em extensão da história do Brasil. Mas a origem do problema ainda é um enigma

Crédito: Ho / Ademas / AFP

MISTÉRIO Um barril foi encontrado na Praia de Coqueiros, em Sergipe: há poucos indícios concretos da origem do poluente (Crédito: Ho / Ademas / AFP)

A costa brasileira está enfrentando um problema grave e extraordinário: a proliferação de manchas de óleo bruto em praias do Nordeste. Sem que se saiba a exata origem do vazamento, elas estão se espalhando e deixando um rastro de destruição. O problema começou há mais de um mês e já foram detectados 139 focos de contaminação em 63 cidades nos nove estados da região. De acordo com Bruno Stefanis, presidente do instituto Biota de Conservação que atua no Alagoas, as redes de proteção aos animais do Nordeste identificaram os primeiros focos em setembro em praias do Piauí. Diante da situação atípica, instituições de preservação foram acionadas e passaram a isolar algumas áreas para permitir a limpeza adequada com pessoal especializado. “Em alguns casos a retirada manual é perigosa para as pessoas e esse material pode se impregnar nos corais ou no mangue”, explica Stefanis. Considerando os mais de dois mil quilômetros afetados, este já é o maior desastre ambiental em extensão na história do Brasil.

PERIGO O ministro Ricardo Salles esteve no Sergipe para avaliar amostras: a Petrobras informou se tratar de petróleo bruto produzido fora do Brasil (Crédito:Divulgação)

Esforços de recuperação mobilizam órgãos estaduais e municipais, liderados pelo ministério do Meio Ambiente. O que mais intriga as autoridades é a origem do óleo. As informações oficiais não esclarecem a situação e o mistério permanece. A Petrobrás afirmou que o material é petróleo bruto que não foi produzido no Brasil. Uma das hipóteses que o Ibama considera é a de que um petroleiro, ao passar pela região, lavou os tanques em alto mar. Entretanto, o alto volume de óleo não condiz com a teoria. “São mais de 500 barris de petróleo e isso indica que não foi uma simples lavagem”, afirmou o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, em coletiva em Brasília. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, corrobora suspeitas da Petrobras e da Marinha de que o petróleo encontrado pode ter sido fabricado na Venezuela, mas a estatal PDVSA nega qualquer participação no caso.

Evento criminoso

FAUNA As tartarugas sofrem com o problema: contato com o óleo pode provocar a morte em segundos (Crédito:Andressa Gomide / Acervo Aquasis / AFP)

O presidente Jair Bolsonaro não acusou país algum, mas defende a ideia de que trata de uma ocorrência criminosa. “O último problema que tivemos foi um derramamento criminoso com toda certeza, quase certeza ser criminoso, na região costeira do Nordeste”, disse na quinta-feira 10, em um seminário em São Paulo. “Se fosse um navio que estivesse afundando, por exemplo, ainda estaria saindo óleo”. No mesmo dia, pesquisadores da Universidade Federal do Ceará divulgaram a teoria de que o óleo poderia estar vazando de um navio alemão naufragado na década de 1940, a 1000 quilômetros de Recife. A hipótese é consistente, visto que a aparição das manchas ao longo da costa bate com uma simulação feita pelos acadêmicos das correntes marítimas.

Os animais são seriamente afetados pelos vazamentos. As espécies que correm mais risco são golfinhos, baleias, tartarugas e aves. Como o óleo bruto é menos denso que a água do mar, ele boia na superfície, afetando os que sobem para respirar. Uma tartaruga pode morrer em questão de segundos, pois o material pode obstruir suas vias respiratórias. É temporada reprodutiva das tartarugas e a poluição representa um sério risco para as fêmeas que irão desovar no litoral. Seja lá de onde veio o óleo, o impacto foi grave. Apesar dos esforços para conter o avanço do material, ele já foi encontrado até na foz do Rio São Francisco. Acidentes como este levam anos para serem corrigidos e dessa vez não será diferente.

Fonte: IstoÉ

Janja a noiva de Lula escanteia Gleise Hoffmann e manda no PT

Ela manda no PT

Janja, a noiva de Lula, é a nova mandachuva do partido. Sob a orientação do ex-presidente petista, a socióloga distribui ordens e escanteia Gleisi Hoffmann

Crédito: Jefferson Coppola

Chegou a “dona do pedaço”. É o que sussurram os petistas quando a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, noiva de Lula, irrompe entre as centenas de pessoas que se acotovelam na porta da Polícia Federal de Curitiba, no distante e frio bairro de Santa Cândida. Lá, evidentemente, ela dispõe de passe-livre. No PT, Janja está mais do que à vontade. Ela é a nova mandachuva do partido. Com o aval do ex-presidente petista, com quem deve se casar em breve, a socióloga distribui ordens, enquadra dirigentes partidários, dá orientações a Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann, presidente da legenda, e até faz as vezes de tesoureira informal, ao se ocupar de questões de natureza financeira. Empoderada, Janja, nos últimos dias, avocou para si uma nova missão: a de preparar o PT para o pós-Lula Livre — o que ela e todos os petistas acalentam.

Na condição de porta-voz do ex-presidente, a socióloga foi quem transmitiu aos correligionários que o futuro marido não admitiria a progressão da pena para o regime semiaberto. “O presidente não quer deixar a cadeia com tornozeleira eletrônica: isso ele não admite de forma alguma”, disparou ela. “A liberdade não virá assinada pelos que fraudaram a Justiça”, reforçou a noiva em suas redes sociais no último dia 29 de setembro, ao comentar o pedido do Ministério Público Federal do Paraná, assinado pelo procurador da República, Deltan Dallagnol. O primeiro a receber a informação foi o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

CASAL 20 Lula e Janja vão se casar logo que o petista sair da cadeia, o que pode acontecer ainda este mês (Crédito:Divulgação)

O presidenciável da legenda acostumou-se rápido com estilo Janja de ser e agir. Desde a campanha os dois tocam de ouvido, mas Haddad ouve mais do que fala. Ela, ao contrário, fala mais do que ouve. A relação com a nova toda-poderosa do PT é regida por uma lógica simples. Basta entender que “Janja é Lula”, e tudo está resolvido. O mesmo se aplica quando Rosângela da Silva participa das reuniões da cúpula do PT em Curitiba e em São Paulo. Nos encontros em que Janja tem voz ativa, já se discute o futuro da legenda a partir da tão sonhada liberdade de Lula. O partido se prepara para um novo confronto contra Jair Bolsonaro em 2022. É o adversário dos sonhos.

A aposta no petismo é que o bolsonarismo chegará às vésperas do pleito em processo avançado de deterioração. A confirmar o cenário, o tom será de radicalização, dissemina Janja. Além de Haddad, Emídio de Souza, ex-presidente do PT de São Paulo, e o deputado Paulo Pimenta (RS), líder do PT na Câmara também já estão habituados com as orientações da nova primeira-dama. As recomendações estendem-se a Francisco Rocha da Silva, o “Rochinha”, um dirigente histórico do PT, que fundou o partido com Lula e nunca mais deixou a direção partidária, transformando-se num lulista incorrigível.

Fiel escudeira

Em suas incursões no PT, Rosângela da Silva é escudada por Neudicléia Oliveira, a Neudi – chefe do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), abrigado no PT quase como uma corrente interna, em patamares semelhantes ao do MST. Ela atua como uma espécie de ajudante de ordens de Janja. Neudi faz de tudo: paga até contas do casal e depois as cobra do PT. Para custear pequenas despesas, Neudi vale-se do “lucro” das barraquinhas que o MAB explora na porta da PF, onde são vendidas de água a camisetas do movimento “Lula Livre”.

Neudi, ao lado de Marco Aurélio Marcola, advogado e funcionário do Instituto Lula, que se auto-proclama “chefe de gabinete” do ex-presidente, são os responsáveis por montar uma espécie de cordão de isolamento à sala-cela de Lula em Curitiba, toda vez que Janja vai visitá-lo. Depois que a noiva passa pela catraca que dá acesso ao quinto andar, pavimento onde o petista está detido, Neudi e Marcola não deixam mais ninguém entrar. Nem mesmo os cinco filhos do presidente, que só alcançam Lula com a expressa autorização de Janja. Não por acaso, a maioria dos rebentos torce o nariz para a futura esposa. A exceção é Lurian, filha mais velha, que virou a “queridinha” da socióloga, a ponto de elogiá-la publicamente.

BOCA NA BOTIJA Gleisi (ao lado de Paulo Okamotto) manda de direito no PT, mas de fato quem dá as cartas é Janja (Crédito:Ricardo Stuckert)

O grupo dos petistas mais ligados a Rosângela da Silva foi batizado de “panelinha”. A turma se reúne em Curitiba praticamente todas as quintas-feiras, dia de visitas na federal. Há, no local, todo um esquema de proteção a eles. Por exemplo, só os integrantes da “panelinha” podem entrar no prédio da Polícia Federal quando chove. Já os companheiros do MST e do Movimento de Atingidos por Barragens ficam ao relento mesmo, faça chuva ou sol. Por isso, as vigílias estão encolhendo cada vez mais. Hoje, não reúnem mais do que 30 pessoas por dia. Antes, eram centenas. No início, até milhares. Agora, o público só aumenta quando as “celebridades” comparecem ao local para visitar o petista. “Nesses dias enche de gente. Vêm assessores dos deputados do PT de Brasília e aqui do Paraná mesmo. São militantes do partido e da CUT de Curitiba, além do pessoal do MST e do MAB”, contou uma fonte à ISTOÉ. Um dos momentos mais badalados, e de glória para Janja, foi o último dia 19, quando o compositor Chico Buarque de Hollanda encontrou-se com o amigo preso. Durante a visita, o músico, considerado um ícone na esquerda, foi ciceroneado o tempo todo por Janja, que não se conteve de alegria.

No início da noite, com a socióloga e Ricardo Stuckert — fotógrafo e amigo pessoal do ex-presidente Lula — à frente, o grupo invariavelmente sai para jantar, sempre com fartura de comida e bebidas, incluindo cerveja à vontade e vinhos de R$ 500 à garrafa. Um desses jantares aconteceu recentemente no Bar Jacobina, em Curitiba, com a presença de Emídio de Souza e Haddad. O encontro serviu para embalar a solenidade dos 500 dias de Lula preso. Ao presidenciável coube dedilhar o violão. O timbre, não raro, com traços de rouquidão não o impediu de soltar a voz: Haddad foi também o cantor oficial do convescote.

Janja e Stuckert estavam acomodados na primeira fila da seleta mesa. Ao redor, Marcola e a mulher Nicole. A despesa foi paga por Emídio de Souza, atual tesoureiro do PT, com autorização de Florisvaldo Souza, dirigente petista, que, neste dia, ficou no Hotel Petras. Na verdade, o partido banca os custos de toda a estrutura da campanha “Lula Livre” em Curitiba e País afora. Conforme revelou ISTOÉ em reportagem de julho deste ano, boa parte deste dinheiro é público e oriundo do Fundo Partidário. Incluindo as passagens aéreas para deslocamentos a Curitiba, adquiridas junto a uma agência de viagens que presta serviços ao PT na cidade, atendendo muitas vezes a solicitações feitas por Marta Romano e Otávio Augusto, donos de uma agência Urissanê Comunicação, de propriedade de Martha Romano e Otávio Costa. A empresa é conhecida também como “Agência do PT”. Muitas vezes as viagens são solicitadas por Cláudio Kabne, do Instituto Lula, e assessor de Stukinha, o fotógrafo oficial do PT

BIFE A CAVALO A pedido de Janja, Lula parou de fazer as refeições oferecidas pela PF. Agora, o petista só come o que Eduardo (à esq.) prepara no Empório Zambrano (Crédito:Divulgação)

Na campanha de Fernando Haddad a presidente da República, Kabne ajudou nas viagens do petista pelo Brasil, em especial, na reta final da eleição. Àquela altura, Janja integrava a comitiva do candidato e já dava as cartas em nome de Lula. Quando, no segundo turno, Haddad coloriu a bandeira petista de verde e amarelo e reduziu as idas a Curitiba na tentativa de se dissociar de Lula (ao menos publicamente), Janja era quem lhe confiava as preciosas orientações do ex-presidente. Inclusive sobre como amealhar recursos para a campanha. Dinheiro não faltou e, pelo visto, não faltará aos projetos eleitorais do partido para 2020 e 2022.

Recentemente, a equipe liderada por Rosângela da Silva ganhou um reforço de peso: a milionária Rosane Gutjahn, cujo marido foi um dos 154 mortos no acidente da Gol no Mato Grosso em 2006. A viúva rica “abraçou” a causa Lula e estaria doando R$ 100 mil por mês ao grupo. Recentemente, ela arrematou todas as fotos que Ricardo Stuckert expôs num leilão em Curitiba a fim de arrecadar dinheiro para o movimento. Rosane doou as fotos depois para os próprios petistas, incluindo Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, e Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.

Gleisi no córner

Glesi, a propósito, foi quem mais perdeu com a ascensão de Janja ao Olimpo petista. Apesar de também morar em Curitiba e ter sido habituê nas visitas à sala-cela de Lula, “ela foi jogada para escanteio” por Rosângela, asseguram fontes petistas. Para se ter uma ideia da confusão, a ex-senadora teve de alterar os hábitos para não ter de “trombar” com a noiva do ex-presidente: só visita Lula às sextas-feiras, na condição de advogada, e não mais às quintas, quando a “panelinha” de Janja costuma dominar o ambiente. Ninguém sabe ao certo o motivo da rusga. Em tempos de PTinder, há quem diga que Gleisi despertaria ciúmes em Janja. O fato é que não deu “match” entre as duas. Não só. O ex-senador Lindberg Farias (RJ) é outra persona non grata no PT que se curva aos desígnios de Rosângela da Silva. Em meio ao evento dos 500 dias da prisão de Lula houve um entrevero entre os dois. Lindbergh queria ser um dos que subiriam ao palco para proferir um discurso. Foi admoestado por Neudi, a pedido de Janja. “O Lind não vai discursar”, sentenciou Neudi, cumprindo ordens da nova primeira-dama.

A filha mais velha de Lula, Lurian Lula da Silva, é a única dos cinco filhos do ex-presidente que mantém uma relação cordial com Janja (Crédito:Divulgação)

Ao menos enquanto Lula estiver preso, será difícil saber até onde os desejos manifestados por Janja expressam as vontades de Lula. Pelo sim, pelo não, a maioria a respeita. A socióloga — todos concordam — faz de tudo para agradar o futuro marido. Desde que assumiram o noivado, ela passou a controlar até mesmo sua alimentação. Não deixa mais o petista se servir da comida da cadeia, embora seja de excelente qualidade — trata-se do mesmo cardápio dos delegados da Superintendência da PF. Agora, Lula só se alimenta da quentinha preparada por Eduardo, o dono do Empório Zambrano, restaurante instalado defronte o prédio da PF. Zambrano é casado com uma funcionária da PF e é querido por todos, Janja incluída. O que mais dá prazer a Eduardo é preparar o prato preferido do ex-presidente: bife a cavalo com ovos mal passados.

O fotógrafo Ricardo Stuckert, que também goza de prestígio no local, tem um prato com seu próprio nome. O recinto dedicado às refeições tem o sugestivo nome de “Espaço Marielle”. Os preços é que são meio salgados para os militantes: uma cerveja custa R$ 8. Mas como é Neudi quem assina as contas de Lula, com dinheiro do PT e das barraquinhas do MAB, não há problema algum. Janja também tem renda própria. Como funcionária da Itaipu Binacional, ela ganha R$ 17,5 mil por mês. Rosângela foi alçada ao cargo por Gleisi Hoffmann, quando ela era diretora financeira da estatal, cumprindo ordens de Lula, claro. Recentemente, os 142 funcionários de Itaipu em Curitiba foram transferidos pelo presidente Jair Bolsonaro de volta a Foz do Iguaçu, sede da estatal.

Janja segue lotada na estatal, mas não se sabe onde realmente ela presta expediente e durante quantas horas por dia. As horas ela conta para “poder viver seu amor” com Lula na plenitude. “Vou me casar virgem”, brincou o ex-presidente, ao lembrar que não pôde manter relações sexuais com a socióloga na cadeia. Janja não é mais virgem. Da política partidária.


Quem é a musa de Lula

“A liberdade não virá assinada pelos que fraudaram a Justiça” – Rosângela da Silva, comentando o pedido de liberdade para Lula, expedido pelo MPF do Paraná (Crédito:Divulgação)

• Rosângela da Silva, a Janja, de 52 anos, socióloga, é noiva do ex-presidente Lula desde abril deste ano, quando completou um ano de cadeia na sede da PF, em Curitiba

• Apaixonados, os dois pretendem se casar assim que o petista deixar a prisão

Foi em 2002, durante a caravana da cidadania pelo Paraná, na campanha para presidente, que Janja conheceu Lula

• É filiada ao PT desde 1980

• Em 2003, o então presidente ordenou que Gleisi Hoffmann – que àquela altura era diretora financeira de Itaipu Binacional – lhe arrumasse emprego no escritório da empresa em Curitiba

• R$ 17.537,00 é o salário que Janja recebe da estatal

• Em 2012, quando Lula já tinha deixado o governo, Janja foi transferida por Dilma para a Eletrobrás, no Rio. Retornou a Itaipu em fevereiro de 2017

Postagem: http://egnews.com.br

Fonte: IstoÉ

Terapia inédita na América Latina salva brasileiro com câncer terminal

Brasileiro com câncer terminal que tomava morfina todos os dias terá alta após método inédito aplicado por pesquisadores da USP. Esposa do paciente celebra e descreve situação como “inacreditável”

câncer terminal tratamento inédito
Vamberto com a equipe médica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (Foto: Divulgação/HCFMRP/Divulgação)

Vamberto Luiz de Castro, 62, funcionário público aposentado de Belo Horizonte, sofria de um linfoma terminal e tomava morfina todos os dias. Seu destino parecia tragicamente irreversível, mas ele receberá alta no próximo sábado (12).

Após ser submetido a um tratamento inédito na América Latina, o paciente deixará o hospital livre dos sintomas do câncer graças a um método 100% brasileiro baseado em uma técnica de terapia genética descoberta no exterior e conhecida como CART-Cell.

Os médicos e pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC-Fapesp-USP) do Hemocentro, ligado ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, apontam que o paciente está “virtualmente” livre da doença.

Os especialistas só não falam em ‘cura’ porque o diagnóstico final só pode ser dado após cinco anos de acompanhamento. Tecnicamente, os exames indicam a “remissão do câncer”.

Os pesquisadores da USP, apoiados pelo Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), desenvolveram um procedimento próprio de aplicação da técnica CART-Cell.

A técnica está em fase de pesquisas e é pouco acessível. No EUA, os tratamentos comerciais já receberam aprovação e podem custar mais de US$ 475 mil.

Antes de ser submetido ao tratamento, Vamberto tentou quimioterapia e radioterapia, mas seu corpo não respondeu bem a nenhuma das técnicas.

Vamberto estava em fase terminal do câncer, com dose máxima de morfina. Ele deu entrada no dia 9 de setembro no Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto (SP) com muitas dores, perda de peso e dificuldades para andar. O tumor havia se espalhado para os ossos.

Os médicos deram a Vamberto mais alguns meses de vida. Como uma última tentativa, os médicos incluíram o paciente em um “protocolo de pesquisa” e testaram a nova terapia, até então nunca aplicada no Brasil.

CART-Cell

O método CART-Cell consiste na manipulação de células do sistema imunológico para que elas possam combater as células causadoras do câncer. A estratégia consiste em habilitar células de defesa do corpo (linfócitos T) com receptores capazes de reconhecer o tumor. O ataque é contínuo e específico e, na maioria das vezes, basta uma única dose.

Segundo os médicos, Castro respondeu bem ao tratamento e logo após quatro dias deixou de sentir as fortes dores causadas pela doença. Após uma semana, ele voltou a andar.

“Essa primeira fase do tratamento foi milagrosa. Não tem mais manifestação da doença, ele era cheio de nódulos linfáticos pelo corpo. Sumiram todos. Ele tinha uma dor intratável, dependia de morfina todo dia. É uma história com final muito feliz”, disse o hematologista Dimas Tadeu Covas.

Renato Luiz Cunha, outro dos responsáveis pelo estudo, explicou que a terapia genética consegue modificar células de defesa do corpo para atuarem em combate às que causam o câncer.

“As células vão crescer no organismo do paciente e vão combater o tumor”, disse Cunha. “E desenvolvemos uma tecnologia 100% brasileira, de um tratamento que nos EUA custa mais de R$ 1 milhão. Esperamos que ela possa ser, no futuro, acessível a todos os pacientes do SUS.”

O hematologista Rodrigo Calado, professor da FMRP-USP, afirma que “esse tratamento foi possível pelo investimento em pesquisa e formação de pessoas feito pela Fapesp e CNPq ao longo dos anos e que agora se traduz em um tratamento melhor e mais eficaz em casos de linfomas refratários.”

Esposa

Rosemary Castro, esposa de Vamberto, conta que foram dois anos de luta e pouquíssimas expectativas desde que o marido foi diagnosticado com a doença.

“É inacreditável, até porque são dois anos de luta e a gente não via nenhum resultado com quimioterapia ou radioterapia, e agora nesses exatos 30 dias que nós estamos aqui [Ribeirão Preto] a gente já vê uma mudança completa na saúde, na vida, em tudo dele”, diz.

“Meu marido sempre foi uma pessoa que gostava muito de praticar esporte, caminhada, uma saúde sempre muito impecável, não tinha vício nenhum. A gente não imagina nunca que de repente possa aparecer uma doença dessas que, de um minuto para outro, desestrutura tudo na vida da gente”, relata.

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Fonte: Pragmatismo Politica

Tio de menina de 6 anos encontrada morta confessa assassinato

O homem, que estava em liberdade condicional, confessou ter matado a menina estrangulada. Mãe da vítima cobra justiça

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Preso no Rio de Janeiro, o tio de Estela Evangelista de Oliveira, de 6 anos, confessou em depoimento à Divisão de Homicídios da Capital (DH), na noite dessa quinta-feira (10/10/2019), o assassinato da menina. Paulo Evangelista, 29, era procurado para prestar esclarecimentos, por ter sido a última pessoa vista com a criança, encontrada morta com sinais de estrangulamento.

Segundo a Polícia Civil, ele alegou que estava sob efeito de drogas e ficou irritado com uma discussão entre a menina e o irmão dela. Além de estrangular a sobrinha, ele colocou pedaços de tijolos na boca da criança para que ela parasse de gritar. Paulo chegou a deitá-la na cama para simular que a garota estava dormindo, mas, no dia seguinte, a colocou em um saco e resolveu se desfazer do corpo.

O suspeito foi detido por agentes do programa Segurança Presente no Aterro do Flamengo, na zona sul do Rio, e teve a prisão decretada na madrugada desta sexta-feira (11/10/2019) pelo plantão judiciário. Na abordagem, segundo a polícia, ele estava sem documentos. O homem foi conduzido até a 9ª DP (Catete), onde agentes reconheceram a identidade por meio das digitais. De acordo com a DH, ele cumpriu pena no Instituto Penal Vicente Piragibe, no Complexo Penitenciário de Gericinó, e estava em liberdade condicional desde setembro do ano passado.

De acordo com a investigação, Paulo havia levado Estela, no sábado (05/10/2019), quando teriam saído juntos para ir à praia, mas não retornaram. O corpo da criança só foi encontrado na quarta-feira (09/10/2019), no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, onde a família morava. Ela estava sob uma escada, enrolada em um lençol e um tapete e coberta por sacos plásticos pretos. Estela foi reconhecida por familiares pelas roupas e um colar que usava no dia do desaparecimento.

REPRODUÇÃOEstela tinha 6 anos: corpo foi encontrado perto da casa onde morava

Segundo o jornal Extra, o homem foi reconhecido por um morador de rua, que alertou a polícia. “Reconheci ele pela foto que a irmã mandou e por uma tatuagem que ele tem. Assim que percebi que era ele, fui atrás da polícia. Ele se mostrou um cara muito frio”, comentou a testemunha ao jornal.

laudo preliminar aponta que a morte ocorreu por asfixia mecânica (enforcamento) e não há sinais de que tenha sido vítima de violência sexual. O laudo definitivo, que pode mostrar se houve ou não abuso, sai em até 30 dias. A menina deve ser enterrada na tarde desta sexta.

Quero justiça, seja quem for

Em um desabafo emocionante ao jornal O Dia, ela deu detalhes do dia em que a filha desapareceu e pediu justiça pela morte brutal da criança. Ela conta que, na sexta-feira (04/11/2019) à noite, brincou com a filha antes de ela dormir e que conversaram bastante. “No sábado, precisei dar uma saída, deixei ela com a minha prima de consideração. Quando voltei, ela me contou que meu irmão tinha pego a minha filha dizendo que ia à praia. Como eles não voltaram, liguei para uma ex-mulher dele. Ela falou que eles não estavam lá”, contou.

Quando ficou sem notícias da menina, ela relata ter ido à 7ª DP (Santa Teresa), mas não conseguiu fazer o registro do desaparecimento de Estela. “Me mandaram para a Cidade da Polícia… Encontraram só a minha filha. Acho que se tivessem feito alguma coisa com ele (irmão), os dois teriam aparecidos juntos. Não sei onde ele está nem quero saber. Ele pegou minha filha sem minha autorização. A minha vida acabou. Quero justiça, seja quem for”, desabafou.

mãe de Estela está em estado de choque, de acordo com parentes. A garota não foi a primeira filha a partir. Luciana José Evangelista, 24, perdeu o filho Eron, de 2, em julho deste ano, vítima de uma pneumonia.

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Fonte: Metropoles

Mãe de menina com larvas na cabeça está com medo de ser linchada

Ela contou que tem recebido ameaças em comentários nas redes sociais. Criança de 7 anos está internada

Anderson Araújo/Conselho TutelarANDERSON ARAÚJO/CONSELHO TUTELAR

A mãe da criança internada com parasitas na cabeça afirma estar com medo de ser linchada na rua. A dona de casa de 41 anos conta que passou a receber diversas críticas negativas após a divulgação do caso nas redes sociais. Ainda há comentários ameaçando a integridade física dela. As informações são do G1.

“Estou com medo até de sair na rua, porque tem pessoas querendo me linchar pelo que aconteceu com a minha filha. É muito complicado. Além de passar por toda essa situação com ela, ouvir comentários desse tipo, tão horríveis, me fazem mal”, relatou em entrevista. A mulher não quis se identificar.

A menina de 7 anos foi internada no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, com lesões causadas por parasitas na cabeça. De acordo com o médico veterinário que acompanha o caso, Fabiano Miranda, mais de 40 larvas foram retiradas da cabeça da menina. O conselho tutelar investiga o caso, que está em segredo de Justiça.

MAIS SOBRE O ASSUNTO

Miranda foi acionado pela enfermagem da Unidade de Pronto Atendimento, pois a infecção provocada pelas larvas, conhecida como berne, aparece principalmente em animais. A doença é causada pelos ovos de moscas, que, quando depositados em ferimentos abertos na pele, transformam-se rapidamente em larvas.

“Assim que vi a ferida na cabeça dela, fui correndo ao médico. Fiquei apavorada, comecei a chorar, mas não saí do lado dela desde então. A minha prioridade é cuidar dela. O mais importante para mim é que minha filha fique bem. Eu a amo muito”, diz a mãe da menina ao pedir intervenção divina.

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Fonte: Metropoles

Dono da RedeTV! detona Huck: “Chega de oportunismo”

Marcelo de Carvalho se posicionou contra possível candidatura do apresentador

Marcelo de Carvalho criticou possível candidatura de Luciano Huck Foto: Arte/Pleno.News

O dono da RedeTV!, Marcelo Carvalho, usou as redes sociais para se manifestar contra uma possível candidatura do apresentador da Globo, Luciano Huck, à presidência da República. No post, compartilhado no Twitter, ele classificou a hipótese como “oportunismo”.

– Chega de oportunismo – declarou ele.

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Na publicação, Carvalho afirmou que jamais apoiaria Huck e que se fosse para escolher um Luciano, optaria pelo dono da Havan, Luciano Hang, que apoia a mesma visão do governo Bolsonaro.

Postagem do dono da RedeTV! contra Huck Foto: Reprodução

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onte: Pleno.News

Creche para filhos de servidores do Senado será fechada no DF

Através de comunicado enviado aos pais dos alunos, a instituição alegou passar por uma grave crise financeira

Reprodução/AssefeREPRODUÇÃO/ASSEFE

O Centro de Educação Infantil dos Servidores do Senado Federal (CEI-Assefe) informou, nessa segunda-feira (08/10/2019), que encerrará as atividades da creche a partir de 2020. Por meio de comunicado enviado aos pais dos alunos, a escola defendeu que a decisão foi tomada em conjunto com a Diretoria Executiva e o Conselho Deliberativo devido a uma crise financeira.

No texto do documento ao qual o Metrópoles teve acesso, a creche explica que “os últimos exercícios financeiros têm gerado déficits que estão impactando de modo significativo o balanço da Assefe”. Contudo, o CEI continuará funcionando normalmente até o encerramento das atividades letivas deste ano de 2019.

A unidade de ensino é aberta para crianças de 4 meses a 6 anos. Segundo pais de alunos, a mensalidade do local varia entre R$ 2 mil e R$ 4,5 mil.

De acordo com a instituição de educação infantil, a iniciativa de prestar os serviços aos associados do Senado decorreu da necessidade de atender aos filhos dos servidores “eis que se tratava de um serviço pouco ofertado e com uma proposta de promover uma educação infantil inovadora e com atenção, zelo e carinho às crianças”.

No entanto, após mais de 30 anos, a situação não seria mais a mesma. “Seja em razão do contexto social e econômico, bem como pelo fato da existência de inúmeras opções de serviços similares prestados, também de boa qualidade, capazes de atender aos associados”, dizia o texto.

“Não sendo mais uma atividade em que há carência no mercado de oferta desse serviço, não subsistindo mais a necessidade que motivou a Assefe a albergar essa atividade, na atual conjuntura, passou a configurar relativo desvirtuamento do objeto social do Clube Assefe.”

A creche ainda defendeu que quando a Assefe assumiu o encargo de ofertar educação infantil aos associados, “não mediu esforços para assegurar qualidade, segurança, eficiência e atenção máxima às crianças, sem ênfase em alcançar superávit financeiro na operação”.

Assembleia

Pegos de surpresa, pais de alunos buscam agora convocar uma assembleia para que a decisão seja revista. Para a servidora pública Viviane Varga, 44, mãe de um aluno da instituição, a interdição da unidade é um “prejuízo para a cidade”.

“Meu filho está no último ano, então, não vou ser tão prejudicada assim. Mas fiquei muito triste porque é uma referência de ensino infantil em Brasília, uma escola extremamente consolidada”, disse.

“A escola vai ser fechada por decisão unilateral, sem anuência dos associados, ferindo o estatuto da associação. Acho um desrespeito muito grande com os pais dos alunos e profissionais”, considerou.

De acordo com a servidora, a escola nunca foi transparente com os pais sobre a questão financeira. “As contas nunca foram transparentes, porque faz-se uma mistura entre as contas do clube e da escola. Então, estamos querendo reverter a decisão, pretendemos nos manifestar”, afirmou.

Outra servidora, que pediu para não ser identificada, é mãe de três crianças que estudam no local. Ao Metrópoles, ela reforçou a falta de transparência da instituição de ensino para com os responsáveis pelas crianças. “Pelo estatuto, são necessários 100 associados para convocar uma assembleia. Vamos fazer um requerimento, porque queremos que nos mostrem as contas”, ressaltou.

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Fonte: Metropoles