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terça-feira, janeiro 21, 2020

DF: pista de 7,8 km vai ligar Sol Nascente ao Pôr do Sol

A região administrativa foi criada em 2019 e começa a receber infraestrutura. A avenida custará R$ 28 milhões ao DER

Luísa Guimarães/Metrópoles
LUÍSA GUIMARÃES/METRÓPOLES

Após a conclusão dos parâmetros das obras, será divulgada licitação para a construção da avenida de aproximadamente 7,8 km. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF) será responsável pelo serviço. O preço estimado é de R$ 28 milhões.

No projeto de elaboração da nova avenida, está prevista a construção de calçadas, canteiro central, iluminação e arborização. Os equipamentos públicos citados pelo chefe do Executivo local serão construídos ao longo da via.

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Fonte: Metropoles

GDF autoriza regularização de três parcelamentos habitacionais

Estância Del Rey, Belverde Green e a Área de Interesse Social I do Arapoanga receberam autorização para legalização em decretos

Rafaela Felicciano/Metrópoles
RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

O Governo do Distrito Federal (GDF) aprovou projetos urbanísticos de regularização de parcelamentos da Estância Del Rey (Santa Maria), Belverde Green (Jardim Botânico) e da Área de Interesse Social I do Arapoanga (Planaltina). Os decretos de cada área foram publicados no Diário Oficial do DF (DODF) desta segunda-feira (20/01/2020).

O governador Ibaneis Rocha (MDB) assinou a regularização. Nos três casos, foi excluída a cobrança da Outorga Onerosa de Alteração de Uso (Onalt). Os documentos necessários para o processo estão disponíveis para consulta no site da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh).

Confira os decretos:

GDF autoriza regularização de três parcelamentos habitacionais

Homem morre em motel durante relação sexual com a filha

Familiares contaram que os dois mantinham um relacionamento há aproximadamente 20 anos

Homem morre em motel durante relação sexual com a filha

Na noite desta sexta-feira (17/01/2020), um homem identificado como Amazonino da Costa Pinto, de 64 anos, morreu durante uma relação sexual com sua filha de 46 anos. O local do ocorrido foi em um motel localizado na rua Sátiro Dias, bairro São Francisco, zona Sul de Manaus.

A mulher de 47 anos foi identificada como Andréia Mendonça Pinto. Familiares que preferem não serem identificados relataram que a filha teria um relacionamento com o pai há aproximadamente 20 anos e que a mesma já teria tido um filho dele.

Leia a notícia completa no site do nosso parceiro Manaus Alerta.

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Fonte: Metropoles

Mulher relata agressão após briga em restaurante de luxo

Briga começou no banheiro e a acusada é namorada do irmão do dono do estabelecimento. Ela afirmou que foi atingida por um copo

Mulher relata agressão após briga em restaurante de luxo

Depois, a agressora foi identificada como Fernanda Bonito, namorada de Ricardo Lima, irmão do dono do estabelecimento. Milka, que já realizou dois procedimentos cirúrgicos após o episódio, publicou em uma rede social um vídeo na noite de terça-feira no qual relatou a agressão que sofreu.

Durante o vídeo postado no Instagram, a consultora imobiliária contou que encontrou Fernanda na fila do banheiro do restaurante. Aparentemente muito alterada, segundo Milka, Fernanda se recusou a esperar e começou uma discussão no local. Milka contou que Fernanda furou a fila, usou o banheiro e começou a gritar com a amiga dela após deixar a cabine dizendo que “poderia tirar quem quisesse dali”.

De acordo com Milka, a mulher andou na direção dela e a empurrou e começou a agredi-la. A consultora afirmou que conseguiu segurar Fernanda e impedir que as agressões continuassem. Nesse momento, a mulher saiu do banheiro em busca dos seguranças e do namorado.

“Os seguranças empurraram a porta e eu estava atrás pegando minhas coisas no chão. Nesse momento ela entrou no banheiro com o namorado e os seguranças, pegou um copo de vidro espesso que estava na mão do namorado e jogou em direção ao meu rosto. Não tive como me defender e o copo acertou o meu rosto. Em choque, não percebi a gravidade da situação, só percebi quando vi que estava jorrando muito sangue e uma menina que estava na fila disse que era da área da saúde e me colocou dentro de uma cabine. O namorado e os seguranças ainda tentavam entrar para me pegar”, afirmou.

A consultora ainda contou que conseguiu sair do banheiro e caminhou até o estacionamento sem qualquer apoio de funcionários do local. Ela afirma que aguardou a chegada de uma ambulância e da polícia, mas por fim decidiu seguir com amigos até um emergência.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que a agressão é investigada pelo 34º Distrito Policial (Vila Sônia). Milka prestou depoimento nesta quarta-feira, no inquérito que a Polícia Civil abriu para esclarecer todas as circunstâncias do fato.

O restaurante afirmou que “lamenta profundamente” o episódio e ressaltou que Fernanda, apontada como autora das agressões, “não é sócia e nunca fez parte” da equipe do restaurante.

“O Iulia Restaurante lamenta profundamente o episódio de desentendimento entre duas frequentadoras no seu sanitário feminino, na noite de 11/01, e que acabou resultando em ferimentos à Sra. Milka Borges. Em seus 3 anos de funcionamento, jamais registramos fato semelhante em nosso restaurante. Ressaltamos que a acusada de agressão pela denunciante não é sócia e nunca fez parte de nosso restaurante e que deverá responder pelas consequências de seus atos. Prestamos nosso apoio e solidariedade à Sra. Milka Borges pela lamentável ocorrência em nosso estabelecimento e estamos à disposição das autoridades responsáveis para colaborar com o devido esclarecimento dos fatos.

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Fonte: Metropoles

Mulher confessa ter matado o marido com colírio na água

A mulher foi condenada a 25 anos de prisão. Ao admitir culpa, ela disse que era abusada pelo homem, de 64 anos

WSOC
Mulher confessa ter matado o marido com colírio na água

Quando o corpo do homem foi encontrado, em 21 de julho de 2018, inicialmente acreditava-se que ele teria morrido de causas naturais. Uma necropsia relatou, no entanto, altos níveis de tetra-hidrozolina, uma substância encontrada nos colírios.

Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de York, os detetives prenderam e acusaram a ex-enfermeira de assassinato e adulteração maliciosa ilegal de alimentos de seu marido entre as datas de 19 a 21 de julho de 2018.

Ao admitir sua responsabilidade, ela disse que era abusada pelo marido. “Eu nunca pensei que o mataria”, disse ela durante o julgamento. Os promotores, no entanto, disseram que ela matou o marido por dinheiro, jogou o telefone em um lago para que ele não pudesse pedir ajuda e depois queimou seu testamento.

A acusação revelou, durante o juri, que a mulher havia disparado contra o marido em 2016 com uma besta (arco e flecha medieval).

Veneno de fácil acesso

De acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA , a tetra-hidrozolina é uma substância patenteada em 1954 e entrou em uso médico em 1959. Ela é encontrada facilmente em colírios vendidos sem receita e em sprays nasais.

Em dezembro de 2019, um homem da Carolina do Norte também foi acusado de matar sua esposa usando colírio, informou o WSOC.
Fonte: Metropoles

Homem estupra e mata criança após ela se recusar a fazer sexo

Elcleciane Duarte estava na casa do criminoso, ajudando a companheira dele a fazer bolo e biscoito para venderem na cidade

Divulgação
DIVULGAÇÃO

A vítima foi levada para um quarto e o homem ofereceu R$ 40 para que ela mantivesse relação sexual com ele. Elcleciane não aceitou e tentou fugir, mas o homem a pegou pelo braço e a estuprou.

O suspeito pegou uma corda e matou a vítima asfixiada.

Veja a matéria completa no site Manaus Alerta, parceiro do Metrópoles.
Fonte: Metropoles

Homenagem ao desconhecido cobrador de ônibus “SORRISO”

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Passando a visão pelo Facebook, no Grupo Nós que Amamos o Gama achei uma postagem muito interessante onde um passageiro resolveu fazer um agradecimento a um cobrador de ônibus.

Realmente é muito difícil vermos ações como essa, o dia dia que vivemos ultimamente não nos permite ouvir um obrigado, um bom dia ou um bom trabalho das pessoas que passam por nós. A vida agitada todos preocupados com contas à pagar, aluguel, políticos corruptos, guerras e diversos problemas.

Mas temos que tirar o chapéu e dar os parabéns para essas pessoas que sozinhos conseguem chamar a atenção do próximo com sua simplicidade, bondade e amor, mostrando que a vida é bela e temos transmitir amor ao nosso próximo.

Vejam alguns 963 ‘comentários da postagem original:

“Não sei se já postaram algo sobre essa figura, mas não custa reforçar. Pessoas, pense num cara gente boa, esse cobrador trabalha no circular 203, e é com essa gentileza que meu dia começa, esse cidadão é de uma simpatia ímpar, nunca o vi sem seu sorriso característico e com o seu “ seja bem vindo, bom trabalho “. A anos uso transporte público e nunca vi um funcionário tão gentil como ele. Infelizmente não sei seu nome, mas fica aqui meu agradecimento por vc iniciar tão bem nosso dia de trabalho. Abraços”, comentou Toninho Ramos morador do Gama e autor dessa postagem.

Neuma Lopes É uma raridade encontrarmos pessoas que trabalham com o público e demonstra satisfação e prazer no que faz.trata as pessoas com educação.parabéns a esse que não é igual a outros.parabéns
Maria Das Graças Franca Olá este é conhecido como sorriso!!!! grande profissional parabéns!!!!!!!
Claudia L. Barbosa O melhor cobrador desse mundo, amo ❤️ uma educação e a gente sente que é de coração não é pra fazer charme desejo a ele toda felicidade do mundo muito sucesso em sua vida 🥰
Ana Cristina Santos Realmente uma pessoa explendida… Sempre que vejo está com o mesmo sorriso e a mesma educação
Claudia L. Barbosa Um dia vi ele dando bom dia e bom trabalho para um senhor, e esse senhor nem na cara dele olhou nossa que ódio 😔 mais ainda sim ele ficou com um sorriso no rosto. Ele é o cara
Kátya Simone Ser humano extraordinário, educadissimo. Sempre q nos encontrarmos a alegria dele é a msm e contagiante.
Se todos trabalhassem como ele, tudo ficaria melhor. Ele é muito educado!
Chiguinha Chiguinha Tem muitos motoristas e cobradores da linha do gama que são gentis. Parabéns pra eles e que o Senhor venha guarda-los de todo mal.
Adriana Torres Conheço e sou fã dele muitas vezes esta correndo para ir trabalhar nervosa e com esse sorriso e esse bom dia mudava tudo nota mil para vc meu amigo e guerreiro
Até o momento em que estive lendo a postagem já haviam em menos de 5 horas 962 curtidas, 263 comentários e 96 compartilhamentos, parece que seu nome é Carlos, independente do nome, desejamos longa vida para esse homem de Deus, que nosso pai o conserve e o livre de qualquer mal.

A era da bolsa

A baixa taxa de juros do País e a perspectiva de um 2020 com maior crescimento econômico apontam para um ano promissor no mercado de ações

Crédito: Istock

Luisa Purchio

“Entrei de cabeça investindo em renda variável. Hoje, 100% das minhas aplicações são em ações e fundos imobiliários” Vitor Barbosa de Oliveira, de 28 anos, procurador do Estado do Tocantins (Crédito:Divulgação)

Vitor Barbosa de Oliveira, de 28 anos, faz parte dessa estatística. Procurador do Estado do Tocantins, ele sempre se interessou pela área de investimentos e, desde o tempo de estagiário, aplica uma parte de seu salário mensal em fundos de renda fixa. Após receber o conselho de um amigo, ele resolveu estudar o mercado financeiro e fez o primeiro aporte em renda variável. Hoje, 100% de suas aplicações são em ações e fundos imobiliários. “Tenho um valor guardado para emergências e aplico o restante na bolsa. Meu objetivo é mantê-lo a longo prazo, para minha aposentadoria e até possíveis herdeiros”, diz ele.

A longo prazo

A decisão de Vitor é importante pois, além das ações só proporcionarem um bom retorno a longo prazo, esse é um investimento de risco. A rentabilidade depende de um bom resultado das empresas nas quais se investe, caso contrário, perde-se dinheiro. Para isso, é importante analisar a possibilidade de lucro, qualidade de gestão e nível de endividamento das companhias. Para a grande maioria da população é mais seguro investir por meio de fundos, porque eles são geridos por especialistas que conseguem analisar melhor essas características. “É bom diversificar, comprar fundos que investem em ações e outros ativos de risco”, diz Joelson Sampaio, coordenador do curso de economia da FGV-EESP.

Fonte: IstoÉ

 

O combate ao PCC

Depois que o governo paulista isolou 22 líderes do PCC em presídios federais, a facção perdeu força em São Paulo: as apreensões de cocaína dobraram em 2019, período em que a polícia confiscou R$ 481 milhões em bens do grupo criminoso

Crédito: SSP-RS

EMBARQUE Os chefes do crime foram transferidos para Brasília, onde estão incomunicáveis (Crédito: SSP-RS)

Germano Oliveira

Desde o início da década de 1990, quando o PCC foi criado em São Paulo, a principal facção criminosa que age dentro e fora dos presídios de todo o País nunca esteve tão enfraquecida como agora. Não que tenha sido desmantelada, mas a organização que controla a maior fatia do tráfico de drogas — e comanda as ondas de violência provocadas por traficantes e presidiários — sofreu um duro golpe em 2019, quando 22 de seus principais líderes encarcerados foram transferidos para três presídios federais de segurança máxima, onde permanecem praticamente incomunicáveis. Com o isolamento iniciado em fevereiro do ano passado, depois de um acordo entre o governador João Doria e o ministro da Justiça, Sergio Moro, os chefões não se comunicam mais entre si e tampouco conseguem transmitir suas ordens para seus capangas soltos nas grandes cidades. Com isso, a facção está sendo asfixiada pela polícia paulista, que contabiliza a apreensão recorde de cocaína (35,5 toneladas no ano passado, representando um aumento de 102,8% em relação a 2018) e o confisco dos bens empregados para o tráfico, como centenas de veículos, alguns barcos, 15 aviões e dois helicópteros. Tudo foi avaliado em quase meio bilhão de reais.

“O PCC não está desarticulado, mas a estratégia desenvolvida pela polícia criou barreiras que
tornaram-se intransponíveis para as lideranças da facção” Ruy Ferraz, diretor-geral da Polícia Civil de São Paulo

A operação de identificação e transferência dos líderes da facção, comandada pelo diretor-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz, foi cirúrgica e fundamental para a desarticulação da cadeia de comando da facção. Os principais chefes do PCC, liderados por Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Júlio Cesar Guedes de Moraes, o Carambola, considerado o número dois da organização, foram transferidos para o presídio federal de Brasília, onde ficarão pelo menos durante os próximos três anos à ferro e fogo. Eles não podem se comunicar entre si, não recebem visitas íntimas e os contatos com os advogados são monitorados e somente possíveis por meio dos parlatórios (os presos se comunicam sob proteção de um espesso vidro e com uso de interfones). A possibilidade de serem introduzidos celulares ou drogas nessas prisões é praticamente nula. Sem comunicação, esses chefões não conseguem coordenar as mesmas ações que operavam de dentro das cadeias paulistas. Este não era o único canal. Quando estavam nas cadeias estaduais, as companheiras, os familiares e, sobretudo, os advogados dos presos transmitiam ordens para os criminosos fora das prisões.

“Interrompemos a comunicação deles, ferindo de morte seus planos de controle do tráfico de drogas, que é o que sustenta a organização”, explicou Ferraz em entrevista à ISTOÉ.

Todavia, o policial faz questão de dizer que o PCC não “está completamente desarticulado”. Ele ressalta que a estratégia desenvolvida pela polícia paulista criou barreiras que, por enquanto, se mostram intransponíveis. “É bem verdade que a facção tem outros líderes que ocupam presídios que não são de segurança máxima, comandando milhares de seguidores que atuam fora das prisões, mas a imobilização dos atuais chefões foi fundamental para que a organização sofresse o revés sentido em 2019”, disse Ferraz.

Facção fragilizada

No ano passado, a Polícia Civil paulista organizou aproximadamente 100 operações contra a facção, levando à prisão milhares de seus membros e ao fechamento de laboratórios de refino de cocaína. Um bom exemplo foi o caso registrado em outubro do ano passado na cidade de Nazaré Paulista, onde a polícia encontrou 2,2 toneladas da droga pronta para o consumo e prendeu 18 pessoas ligadas à quadrilha. Nessas operações, além de drogas e veículos, a polícia apreendeu cerca de 200 fuzis de assalto e submetralhadoras. A Secretaria de Segurança do Estado afirma que, em função da maior fragilidade da facção, os principais crimes praticados pelo PCC sofreram recuos consideráveis. Em 2019, a polícia registrou queda de 78,3% nos ataques a caixas eletrônicos, redução de 64,7% nos assaltos a banco e diminuição de 18,3% nos roubos a cargas no estado (6.558 em 2019, contra 8.023 em 2018).

Os chefões do PCC estão incomunicáveis dentro das cadeias federais e não conseguem transmitir suas ordens para os capangas que atuam nas grandes cidades

Mais do que apreender grandes quantidades de droga, inviabilizando a principal fonte de renda da facção, o que mais a polícia paulista deseja é minar o grupo financeiramente. Assim, somente no ano passado a polícia paulista retirou R$ 481 milhões dos caixas da facção. Mais do que isso, a polícia fechou uma das importantes torneiras de lavagem de dinheiro que o PCC vinha utilizando para ampliar seu poder econômico: as remessas feitas por doleiros, em operações a cabo, dos reais obtidos com a venda de drogas para o exterior. Nessas movimentações cambiais, os elevados valores obtidos com a droga eram convertidos em dólares, retornando ao País, depois de devidamente esquentados, em operações feitas por empresas fantasmas e laranjas. Uma dessas casas de câmbio, a TOV, era usada também por doleiros de empreiteiras e políticos corruptos envolvidos em crimes de desvio de verbas públicas.

A polícia quer agora encontrar uma forma eficiente de interromper o recolhimento de dinheiro entre os milhares de filiados ao PCC. Os recursos são empregados para a sustentação da estrutura e cobrados tanto de quem está preso quanto dos que estão em liberdade. De acordo com a Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo, o PCC recolhe de R$ 600 a R$ 800 ao mês de cada filiado ao Partido — como eles se autodenominam. Os que não têm esse dinheiro para a contribuição são obrigados a atacar caixas eletrônicos, roubar bancos ou cargas nas estradas. “Esses assaltos não são diretamente coordenados pelo PCC. Eles são feitos por iniciativa de seus filiados, que usam essas ações para pagar o que devem. O PCC só tem interesse no tráfico de drogas. O resto é de iniciativa dos filiados”, assegura Ferraz.

Já os que estão cumprindo pena nas cadeias são obrigados a sustentar o Partido de outra forma. Eles são forçados a comprar rifas, sobretudo de automóveis. Cada número de rifa custa cerca de R$ 20. Os que não possuem dinheiro para as rifas na cadeia obrigam parentes a cometer delitos para obter o dinheiro exigido pela organização criminosa. “Agora, nossa estratégia é a de impedir que o recolhimento dessas caixinhas continue”, disse o diretor-geral da Polícia Civil. Se o governo paulista não se precipita em afirmar que aniquilou o PCC, como de fato não o fez, o certo é que as autoridades comemoram avanços significativos contra o crime organizado. No ano passado foi registrado o menor índice de homicídios dolosos em décadas, com 6,5 vítimas fatais para cada grupo de 100 mil habitantes.

A média nacional é de 30 assassinatos para cada grupo de 100 mil. Para as famílias dos mortos não há alento, mas é inegável que a vida, principalmente nas periferias mais violentas, ficou um pouco menos pior.

A polícia se concentra em apreender grandes quantidades de droga para inviabilizar a principal fonte de renda da facção:  o tráfico de cocaína

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Fonte: IstoÉ

De volta ao mundo gelado

Reabertura da base na Antártida tenta recolocar o Brasil como um protagonista nas pesquisas no lugar mais inóspito e desconhecido do planeta

Crédito:  Marcelo Jatobá

MODERNIDADE As linhas suaves da estação Comandante Ferraz contrastam com a aspereza do ambiente (Crédito: Marcelo Jatobá)

André Vargas

BIOLOGIA Experiente no trabalho de campo, Paulo Câmara, da UnB, terá seu trabalho com microorganismos apresentado às autoridades: intenção é manter financiamentos abertos (Crédito:Marcelo Jatobá/Secom/UnB)

Após sete anos, o Brasil vai retomar para valer as pesquisas na Antártida, com a entrada em operação da nova Base Comandante Ferraz, instalada nas águas abrigadas da Baía do Almirantado, na Ilha Rei George, a cerca de 130 quilômetros da península onde começa propriamente o continente gelado. Com o dobro do tamanho das instalações anteriores, a base vai funcionar como um centro de pesquisas voltado para as áreas de microbiologia, medicina, climatologia, química atmosférica, oceanologia, glaciologia e ecologia. Em um momento em que a pesquisa científica sofre com cortes de verbas, a modernidade de seus 17 laboratórios são um sopro de esperança para cientistas brasileiros — e de outros países. A Agência Internacional de Energia Atômica, um órgão das Nações Unidas, vai desenvolver projetos no local. Ao lado deles estarão cientistas da Fiocruz, UnB, UFMG e USP. A base é uma das três mais modernas e seguras do continente gelado, que, sem exagero algum, pode ser considerado o lugar mais inóspito do planeta, com temperaturas de até -40ºC, ventos que atingem facilmente 160 km/h e um mar repleto de icebergs e placas de gelo que ameaçam os navios polares que por ali navegam.

DNA perdido

Coordenada e mantida pela Marinha do Brasil, a estação custou quase US$ 100 milhões (R$ 406 milhões), vai exigir US$ 24,5 milhões anuais para sua manutenção e será inaugurada na terça-feira 14, diante de autoridades e políticos. Depois, só ficarão pesquisadores e militares por ali. O lugar tem algo de futurista para quem desembarca ou pousa de helicóptero na paisagem desolada. Erguida três metros acima do solo, parece um terminal moderno de aeroporto, com linhas curvas e suaves para atenuar o vento furioso. Um forte contraste com os antigos contêineres interconectados da base anterior, devorada por um incêndio que vitimou dois militares em fevereiro de 2012. Para minimizar o risco de um novo desastre, o projeto deu ênfase à segurança, com alarmes, sensores, portas corta fogo e painéis que resistem a altas temperaturas nas salas de geradores.
A concepção é do Estúdio 41, de Curitiba, chefiado pelo arquiteto Emerson Vidigal, com execução a cargo da China Eletronics Corporation, já que nenhuma empreiteira brasileira se mostrou interessada ou capacitada. Por causa das condições climáticas, as equipes de montagem tiveram que se revezar durante três verões, a partir de 2017. Todo o material veio de barco. “Não dá para compreender a complexidade do que fizemos sentado em uma cadeira lá no Brasil”, explica o contra-almirante Sérgio Guida, gerente do Programa Antártico Brasileiro, o Proantar. Sob sua coordenação estão mais de 250 pessoas, desde o roupeiro que prepara os trajes térmicos no Rio de Janeiro até os oficiais comandantes dos navios polares Almirante Maximiliano e Ary Rongel.

“A retomada das pesquisas de campo vai impedir a fuga de cérebros na ciência brasileira” Contra-almirante Sérgio Guida, chefe do Proantar (Crédito:Divulgação)

Para os pesquisadores, as vantagens serão grandes. Além de mais conforto, com salas de ginástica, transmissão de dados de alta capacidade e facilidade de comunicação com o mundo exterior, os cerca de 250 pesquisadores que poderão transitar ali a cada verão antártico não dependerão exclusivamente do envio de material para o Brasil. Parte dos microorganismos coletados será analisada nos laboratórios locais, assim como o cruzamento de dados meteorológicos. Um dos temas mais instigantes para os pesquisadores é descobrir os efeitos da presença de partículas atmosféricas carregadas pelas correntes de ar a partir de outros continentes. Os pesquisadores Paulo Câmara, da UnB, e Luiz Rosa, da UFMG, estão entre os mais respeitados no Proantar. Eles analisam o DNA de microplantas e fungos antárticos com possíveis aplicações na produção de antibióticos — por se tratarem de organismos que evoluíram isolados do resto do mundo.

Antes, muito material se perdia. “Coletávamos amostras, testávamos e tínhamos que ver se a energia não caía, se as tomadas estavam adaptadas”, conta o biólogo Paulo Câmara, veterano da Antártida. Os resultados das pesquisas mais recentes, feitas em grande parte nos navios polares, durante o período precário da reconstrução do centro, serão mostrados às autoridades em uma apresentação na base.

Fuga de cérebros

Há uma estratégia deliberada no evento. Como o custo da manutenção da base é fixo, o peso dessa conta se diluiria quanto mais pesquisas forem realizadas ali daqui para frente. É uma tentativa dos próprios militares de manter abertos os financiamentos científicos, que na maior parte do tempo se dão dentro das universidades e envolvem um número grande de profissionais — a maioria deles jamais pisará na Península Antártica. O maior problema das pesquisas no Brasil hoje não é, necessariamente, o enxugamento das verbas, mas sim a falta de periodicidade. Editais que deveriam ocorrer a cada três anos acabam saindo a cada cinco ou seis, obrigando doutores a espremer seus orçamentos além do limite plausível, enquanto seus colegas avançam. A outra alternativa é ir trabalhar em instituições estrangeiras, levando embora o cabedal adquirido aqui com dinheiro público (ainda que miúdo), sem deixar benefícios às instituições e à sociedade. “A retomada das pesquisas de campo vai impedir a fuga de cérebros na ciência brasileira”, afirma o almirante Guida, que vê a questão como de soberania. Não se trataria de ocupar territorialmente um trecho da Antártida, já que o Brasil é signatário do acordo que proíbe a exploração do sul do mundo, mas de manter as portas abertas ao conhecimento e à cooperação científica internacional.

Veja imagens da base da Marinha na Antártida

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Fonte: IstoÉ